Guia para comprar quadrinhos em sebos
Alguns donos de sebos são pessoas do lado negro da força.
Não estou me referindo às lojas especializadas. Nessas, quase sempre as revistas antigas já estão com preços marcados. Já nos sebos, nada tem preço. Tudo depende da sua atitude para pagar (bem) caro, ou nem tanto.
Confira algumas diretrizes básicas, as quais eu mesmo elaborei, para tentar se dar bem nestes estabelecimentos que oferecem tentadoras revistas em quadrinhos usadas.
1. Nunca, nunca demonstre interesse. Por nada. Nem que seja aquela revista que você procura há exatos dezenove anos.
2. Nem pense em perguntar o preço de uma revista só. Pegue seis, sete, dez exemplares e pergunte, como se aquilo fosse uma porcaria: “Quanto custa isso daí?”
3. Se você encontrar uma revista (ou várias) a qual procurava desesperadamente, e que vai comprar de qualquer jeito, coloque com outras que não valem nada, misture e tente levar tudo junto. Mesmo que gaste um pouquinho mais.
4. Tente saber dos preços de maneira global. Pergunte: “Quanto custam essas revistas menores? E as maiores? Se eu levar bastante tem desconto?”.
5. Nem pense em dar uma de entendido. O cara do sebo vai achar que você sabe mais que ele, e ai você está, literalmente, ferrado. Tudo que quiser comprar vai custar caro.
6. Minta. Diga algo como “Sabe que meu sobrinho adora gibizinhos? Vou levar um montão pra ele se divertir. Você faz um preço legal?”
7. Não entre no sebo e pergunte “Cadê os quadrinhos?”. Procure você mesmo.
8. Se você encontrar uma coleção dispersa, e localizar todos os números, não coloque em ordem numérica para depois pedir o preço. Neste caso, volte já ao item 3.
9. Entrou no loja, e perguntou algo do tipo “Tem o Akira número 10?”, pronto. Se tiver, acabou de quadruplicar o preço, no mínimo.
10. Lembre-se: o dono de sebo está pouco se lixando para as revistas que você tanto adora. Ele só quer lucrar com isso, afinal, é um comerciante. Portanto, negocie sem emoção. Tenha calma. Nem pense em tentar socar o sujeito, não vale a pena (quer dizer, pode até valer, mas é melhor deixar quieto).
11. Se você fizer uma compra, e achar que o cara que forneceu os preços está sacaneando, não leve as revistas. Fale que pensou bem, deixe num lugar fácil de achar e volte no dia seguinte. De preferência, na hora do almoço. Existe grande chance daquela pessoa que informou os valores estar fora. E, acredite, com outro vendedor os preços podem ter uma variação incrível – para cima ou para baixo, vai na sorte.
É isso. Boa sorte na próxima compra!
Alguns donos de sebos são pessoas do lado negro da força.Não estou me referindo às lojas especializadas. Nessas, quase sempre as revistas antigas já estão com preços marcados. Já nos sebos, nada tem preço. Tudo depende da sua atitude para pagar (bem) caro, ou nem tanto.
Confira algumas diretrizes básicas, as quais eu mesmo elaborei, para tentar se dar bem nestes estabelecimentos que oferecem tentadoras revistas em quadrinhos usadas.
1. Nunca, nunca demonstre interesse. Por nada. Nem que seja aquela revista que você procura há exatos dezenove anos.
2. Nem pense em perguntar o preço de uma revista só. Pegue seis, sete, dez exemplares e pergunte, como se aquilo fosse uma porcaria: “Quanto custa isso daí?”
3. Se você encontrar uma revista (ou várias) a qual procurava desesperadamente, e que vai comprar de qualquer jeito, coloque com outras que não valem nada, misture e tente levar tudo junto. Mesmo que gaste um pouquinho mais.
4. Tente saber dos preços de maneira global. Pergunte: “Quanto custam essas revistas menores? E as maiores? Se eu levar bastante tem desconto?”.
5. Nem pense em dar uma de entendido. O cara do sebo vai achar que você sabe mais que ele, e ai você está, literalmente, ferrado. Tudo que quiser comprar vai custar caro.
6. Minta. Diga algo como “Sabe que meu sobrinho adora gibizinhos? Vou levar um montão pra ele se divertir. Você faz um preço legal?”
7. Não entre no sebo e pergunte “Cadê os quadrinhos?”. Procure você mesmo.
8. Se você encontrar uma coleção dispersa, e localizar todos os números, não coloque em ordem numérica para depois pedir o preço. Neste caso, volte já ao item 3.
9. Entrou no loja, e perguntou algo do tipo “Tem o Akira número 10?”, pronto. Se tiver, acabou de quadruplicar o preço, no mínimo.
10. Lembre-se: o dono de sebo está pouco se lixando para as revistas que você tanto adora. Ele só quer lucrar com isso, afinal, é um comerciante. Portanto, negocie sem emoção. Tenha calma. Nem pense em tentar socar o sujeito, não vale a pena (quer dizer, pode até valer, mas é melhor deixar quieto).
11. Se você fizer uma compra, e achar que o cara que forneceu os preços está sacaneando, não leve as revistas. Fale que pensou bem, deixe num lugar fácil de achar e volte no dia seguinte. De preferência, na hora do almoço. Existe grande chance daquela pessoa que informou os valores estar fora. E, acredite, com outro vendedor os preços podem ter uma variação incrível – para cima ou para baixo, vai na sorte.
É isso. Boa sorte na próxima compra!
























1 Comments:
Caraca, Marcelo... esse guia é fd.. eu mesmo já tinha percebido umas coisas e criei um guia pessoal parecido. Numa das últimas compras que eu fiz num sebo, eu achei uma revista que eu tava louco pra achar, importada. E estava sem preço. Tinha umas revistas que tinham uma etiqueta com valores tipo $7, $8, mas eu acabei achando uma outra importada tb com uma etiqueta de $2. Peguei as duas juntas e dei $4 pro atendente, que cobrou $4 mesmo.
Infelizmente depois descobri que já tinha essa revista que eu tava louco pra ter.. pelo menos a outra era legal tb...
Mas e aí.. quer bater rolo num Major Bummer n. 4? rs
Abração!!!
By
Celso, at 5/21/2007 12:24 AM
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