Mostrando postagens com marcador mangá. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mangá. Mostrar todas as postagens

23 outubro 2010

Evento de mangá na Fnac Pinheiros


No dia 23 de outubro (sábado), acontece um evento de mangá em São Paulo, na Fnac Pinheiros (Praça dos Omaguás, 34 – Pinheiros – São Paulo/SP). É um dos eventos de lançamento do novo mangá da JBC, Fairy Tail, de Hiro Mashima. Confira a ficha técnica do evento abaixo:

Eventos na Fnac Pinheiros
Quando: 23 de outubro
- 14h às 15h: Workshop Aprenda desenhar mangá – Personagens do Fairy TailEscola AreaE
- 15h às 15h50min: Palestra WCS (World Cosplay Summit)
- 16h20min às 16h30min: Apresentação de cosplayers
- 16h30min às 17h: Pocket show Banda J-Squad – músicas do Fairy Tail
Onde: Fnac Pinheiros
Quanto: evento gratuito
Informações: 0XX-11-5575-6286

23 junho 2010

Captain Tsubasa



Quando preparamos o especial de quadrinhos sobre futebol para a Copa do Mundo no Universo HQ, cogitei fazer resenha de uma HQ cuja animação foi muito marcante na minha infância: Super Campeões.

O desenho japonês, exibido na extinta TV Manchete, era baseado em um mangá, lançado no Japão em 1981, por Yoishi Takahashi, chamado Captain Tsubasa. Era esse título que eu pretendia resenhar, mas, ao pesquisar sobre o assunto, descobri que além de não ter versão brasileira, ele não foi lançada nos Estados Unidos. Também não encontrei edições latino-americanas, apenas uma francesa, já esgotada. Então fiquei devendo o review.


Mas a história do mangá é bastante divertida. A exemplo de Slam Dunk, é exclusivamente baseada no esporte e mostra garotos japoneses envolvidos em confrontos escolares.

Aos poucos, Oliver Tsubasa (ou, no seu nome original, Tsubasa Oozora) vai ganhando jogos e campeonatos até chegar à seleção japonesa. O auge de sua carreira é quando ele vai para o Brasil jogar no São Paulo e ganha o campeonato brasileiro sobre o Flamengo.

O mangá teve várias encarnações, bem como o animê. A primeira delas durou de 1981 a 1988, totalizando 37 volumes. Houve algumas edições soltas, uma delas baseada em Carlos Misaki (ou Misaki Taro, no original).

Captain Tsubasa voltou em 1994, contando a história do mundial juvenil disputado na França e vencido pelo Japão – só na ficção, é claro. Essa segunda versão foi de 1994 a 1997, e ficou conhecida como “World Youth”, com 18 volumes.


Um efeito direto do mangá foi a popularização do futebol em terras nipônicas. Isso, aliado à chegada de Zico por lá e à criação da J-League, fez com que o futebol se tornasse uma paixão para os japoneses. Tanto que, em 2002, o país sediaria sua primeira Copa do Mundo, dividindo a honraria com seus vizinhos da Coreia do Sul.

Dentro desse contexto, Captain Tsubasa foi reiniciado em 2001, com o subtítulo Road to 2002, com nova origem e história para Oliver e seus amigos. A animação dessa série também chegou ao Brasil, sendo exibida pelo Cartoon Network. Essa foi a última encarnação televisiva da série.


Recentemente, o mangá teve uma novo revival, chamado Golden 23, com 12 volumes publicados entre 2005 e 2008. Foi a última versão da HQ, que pode ser redescoberta no seu país com a ótima campanha japonesa na Copa de 2010.

Mas, mesmo com todo o seu sucesso e com tantas versões, Captain Tsubasa nunca ganhou uma edição brasileira. Quem sabe alguma editora não resolva lançá-lo no embalo da próxima Copa?

Confira abaixo o vídeo da abertura brasileira do desenho animado.

18 maio 2006

Mangá, gênero recente no Brasil?

Quem disse que o gênero mangá é coisa recente no Brasil, errou feio, pois nossos criadores já entendiam do assunto e tentavam emplacar o mesmo nas bancas há tempos, mas com carinha de material nacional.

Entre outros exemplos, temos duas revistas publicadas pela extinta Editora Grafipar, pródiga em apostar nas HQs brasileiras, sob o selo Bico-de-Pena, no ano de 1982, em formatinho.

Super-Pinóquio, nitidamente inspirada no Astroboy, de Osamu Tezuka, trazia um jovem robô criado por um velhinho solitário, e ambos acabam sendo hostilizados pela população local. Cláudio Seto cuidou da empreitada e caprichou no trabalho.

Robô Gigante contava com o
inspirado traço de Watson Portela, num estilo bem "mangá", numa aventura divertida e frenética. Um grupo de heróis comanda as partes do corpo do poderoso robô contra terríveis inimigos. Completa a edição o Ultraboy (um Ultraman tupiniquim), com texto e arte de Franco da Rosa.

Ainda que não fossem tramas exatamente originais, merecem destaque pelo trabalho bem cuidado, arte legal e por serem precursores de gênero por aqui! Quem sabe alguém não se anima a republicar?