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14 fevereiro 2011

A era que já era

Muitos podem nunca ter ouvido falar da banda paulistana de rock Lee Jackson, que fez sucesso na década de 1970.

Mas, certamente, quem era criança em 1979, como eu, vai se lembrar da música Essa era a era que já era. Era dos super-heróis!, que estourou nas rádios naquele ano e virou até clipe no programa Os Trapalhões.

Saca só um trecho da pérola:

Batman e Robin estão aposentados
Tarzan e Jane estão divorciados
E o Capitão América trocou o escudo
Por um violão
Lanterna Verde gastou sua pilha
Transando a Mulher-Maravilha
E o grande Thor deixou cair o martelo
Em cima do dedão

Essa era a era
Era a era que já era
Era dos super-heróis

A música era a faixa de abertura do LP homônimo. E a letra foi coescrita por ninguém menos que Paulo Coelho.

Quem quiser ouvir a música e voltar no tempo é só clicar aqui.

07 setembro 2006

A arte na capa de um LP

Sou do tempo dos LPs, as chamadas bolachas de vinil, que podem não ter (e realmente não tinham) toda a qualidade que um CD oferece, além de serem mais frágeis. Mas sinto falta deles, ainda tenho guardado todos os meus quase trezentos e faço uma limpeza periódica em cada um pra que durem pelo menos mais uns 150 anos.

Na transição pra o CD, muitas produções antigas ganharam um tratamento de primeira no som, mas as capas, que chamam a atenção nas prateleiras, perderam muito da magia. Pegue o álbum Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (1967) dos Beatles e tente apreciar aquela imagem reproduzida no tamanhico de um compact disc. Dá pra ver bem algum detalhe da capa considerada uma das maravilhas da pop art?

Quem só começou a curtir o Iron Maiden na era do CD e comprou o magnífico Powerslave (1984), por exemplo, nem imagina onde esteja na ilustração o inconfundível símbolo da banda, presente em todas as capas, e que nessa e em outras reduzidas para o formato compact disc ficou sumido.

Ainda em Powerslave, só quem tem o LP pode ver a inscrição “Indiana Jones was here” (“Indiana Jones esteve aqui”) e o desenho do Mickey Mouse talhados na entrada de uma das esfinges.

Pra mim, essa é a melhor capa dos discos do Iron Maiden, pela riqueza de detalhes e por causa do tema, o Egito antigo, que me fascina desde a infância. Mas há outras belas ilustrações, como as dos álbuns Seventh Son of a Seventh Son (1988) e Somewhere in Time (1986).

Esta última traz também um festival de citações, como o nome do escritor de ficção científica Isaac Asimov em um letreiro; no céu escuro, ao fundo, o anjo caído da banda Led Zeppelin; e, no alto de um edifício, a inconfundível imagem do Batman na penumbra. Isso tudo quase não dá pra perceber na versão da capa em CD.

Muitas outras bandas de heavy metal também se valem da arte pintada para chamar a atenção na capa de seus discos. O Manowar é mestre nisso, e destaco aqui as belas ilustrações para Hail to England (1984), que é de fazer babar qualquer fã do Conan, e Fighting the World (1987), que emula a capa de Destroyer (1976), do Kiss. Compare nas imagens postadas aqui.

Aliás, o Kiss tem outro álbum com uma capa espetacular, Love Gun (1977). A pintura realista é de encher os olhos.

E voltando ao bárbaro cimério, o ilustrador Ken Kelly, que já foi capista de A Espada Selvagem de Conan, é o responsável pelas ilustrações de um CD-tributo ao Kiss lançado no ano passado na Noruega. Também é dele a maioria das artes de capa do Manowar.

Mais bandas famosas entre os metaleiros (ou headbangers, como queiram) apresentaram em seus discos algumas capas sensacionais, como o Judas Priest em Painkiller (1990) - um clássico insuperável, daqueles cuja parede de guitarras faz estourar os tímpanos de qualquer desavisado.

Tem ainda o Iced Earth, que já usou uma capa e encarte com ilustrações do Spawn, a Cria do Inferno de Todd Mcfarlane, em The Dark Saga (1996).

Entretanto, por mais belas que sejam todas essas e muitas outras artes, elas perdem um pouco do impacto em um espaço tão pequeno como a capa de um CD. Já nos LPs, são verdadeiros painéis no tamanho perfeito até para serem emoldurados.

Saudade...

12 agosto 2006

Nas paradas de sucesso

A associação entre quadrinhos e música é realmente muito vasta. Os exemplos são tantos que daria pra escrever um livro sobre o assunto.

Há poucos dias, descobri que o Juiz Dredd, o policial durão da fictícia cidade inglesa de Mega-City Um, foi tema de um single gravado pela banda de ska The Fink Brothers, formada por dois integrantes do grupo Madness.

O disco, intitulado Mutants In Mega-City One, foi gravado em 1985 e tem apenas duas músicas. As artes da capa, contracapa e encarte são assinadas pelo Brian Bolland (seria até uma sacanagem se fossem desenhadas por outro artista!).

Não tenho a mínima idéia da qualidade musical da banda, mas só pelas ilustrações eu queria ter esse disco em casa.