27 outubro 2006

Grandes momentos dos quadrinhos (2)

Pois é.

Não fugindo do óbvio ululante para os leitores de HQs, O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller, é uma obra que, em sua totalidade, deve ser chamada de “grande momento dos quadrinhos”.

Batman, nervoso!Página sim, página não, fui surpreendido (e quem não foi?) por tomadas inusitadas e diálogos fortes, densos, bem elaborados. Todos que leram, em especial na época do lançamento, sabem do diferencial que essa HQ representou.

Uma virada na história dessa forma de arte, sem dúvida. De toda maneira, segue um momento que curti muito:

O Homem-Morcego, depois de ter levado uma surra homérica do líder dos mutantes, resolve enfrentar novamente o vilão. Mas, agora, a luta será nos termos do Cavaleiro das Trevas...

Como o herói afirma, em meio à contenda no lamaçal: “Você ainda não entendeu. Isso não é uma fossa... é uma mesa de operação... e eu sou o cirurgião!”.

Adrenalina pura. Dá-lhe, Batman!

6 comentários:

Anônimo disse...

Comprei Batman o Cavaleiro das Trevas esse ano, de um loja pela Internet,as edições de 1997, e quando li tudo na primeira vez, pensei comigo mesmo: Nunca li HQ igual a essa!

Guilherme Veneziani disse...

Realmente, não tem como não considerar esta história um marco. Pena a continuação não ter seguido o mesmo nível. Eu até gostei, e não achei uma bomba como muitos. Mas concordo que a expectativa de todos era a de manter, pelo menos, algo próximo.
Abraços

alexandre ribeiro disse...

eu só me arrependo de não ter comprado as segunda e terceira edições da revista.

tenho a última, que foi a cartada desesperada da abril para tirar tostões ainda dos leitores, e a original fasciculada.

nenhum encadernado.

tinha o costume de ler cavaleiro das trevas a cada seis meses.

se acho boa a revista... queisso.

Douglas disse...

Um dos muitos momentos que me chamou a atenção foi quando ele estava de tocaia e dizia que tinha que trocar de posição para suas pernas não ficarem formigando.

Nada poético não é... Mas a preocupação com um detalhe como esse é que faz o diferencial de um obra séria!!!

Sem contar a preocupação em tirar aquele ALVO do peito.

P.S.: Se lembram do poster que vinha numa das primeiras edições... acho que foi a encadernada... eu ainda o tenho. :)

alexandre ribeiro disse...

naranjo, em seu penúltimo parágrafo vc usa a palavra vilão.

o grande lance desse roteiro é que o miller não usou os bandidos como vilões.

ninguém queria dominar o mundo, tava todo mundo querendo ganhar o seu, bem a exemplo do roteiro urbano do frank miller.

foi humanização do batman às avessas, a meu ver.

CULT & POP disse...

Ótima lembrança Marcelo, lembro quando acompanhei os números lançados pela Abril nos idos de 86 - e os tenho até hoje guardados, dentro de invólucros de plástico -, além da primeira edição encadernada, também da Abril. Essa seqüência escolhida por você foi notável, pois mostra claramente o brio que tornou o personagem forte e fantástico com Frank Miller. Se não fosse por Watchmen diria que esta seria a maior HQ de todos os tempos da era moderna.
Abraço.