31 março 2008

Melhores e piores de março

2008 está voando. Março acabou e é hora dos melhores e piores do mês que passou. Cada integrante deste Blog conta pros nossos leitores seus favoritos nesse período e também aquela HQ que desceu engasgada.

Não custa reforçar: as opiniões são pessoais e não precisam ser sobre um lançamento do mês que se encerra; é só pra dar uma idéia pros nossos leitores do que estamos lendo.

Serão três ou mais indicações para os melhores (a não ser quando se leu pouca coisa bacana), não necessariamente em ordem de preferência, e uma ou duas pras piores. Vamos a elas!

Esta talvez seja a edição mais bonita já feita no Brasil em se tratando de super-heróisSidney Gusman

Melhores: Os Maiores Super-Heróis do Mundo (Panini), Clara da Noite (Zarabatana) e Antes do Incal 03 - Vhisky, SPV e Homeo-Prostitutas & O Beco do Suicídio (Devir)

Pior: Grandes Astros - Batman & Robin # 7 (Panini)

As noites de Clara nunca são monótonasMarcelo Naranjo

Melhores: Clara da Noite (Zarabatana), Popeye 60 Anos (L&PM) e Pixel Magazine # 11 (Pixel)

Pior: Batman & Spirit (Panini)


Brubaker é o cara!Sérgio Codespoti

Melhores: Criminal - Vol. 2 - Lawless, de Ed Brubaker e Sean Phillips (Titan Books), Hellboy - Vol. 6 - Strange Places, de Mike Mignola, (Dark Horse) e Alex Toth, editado por Manuel Auad (Kitchen Sink Press)

Pior: Wolverine Origins # 22 (Marvel)

Muito prazer, sou o Batman original!Marcus Ramone

Melhor: Batman – Crônicas – Volume 1 (Panini)

Pior: A Torre Negra # 1 (Panini)




John Difool cai sempre; o nível de suas histórias, não!Eduardo Nasi

Melhores: It's a good life, if you don't weaken (Drawn & Quarterly), Exit wounds (Drawn & Quarterly) e Antes do Incal 03 - Vhisky, SPV e Homeo-Prostitutas & O Beco do Suicídio (Devir)

Pior: Capitão América - Morre um herói # 1 (Panini)

Só Nova Onda faz valer a revistaZé Oliboni

Melhores: Marvel Max # 53 e # 54 (Panini), Marvel Action # 14 (Panini) e O Circo de Lucca (Devir)

Pior: X-Men Extra # 74 (Panini)



Uma das melhores HQs de 2007Guilherme Kroll Domingues

Melhores: Lost Girls - Livro Três – O Grande e Terrível (Devir), Persépolis Completo (Companhia das Letras) e Pyongyang (Zarabatana)

Pior: Batman & Spirit (Panini)

Marjane Satrapi conta aqui uma baita históriaRicardo Malta Barbeira

Melhores: Piratas do Tietê # 1 – A Escória em Quadrinhos (L&PM), Persépolis Completo (Companhia das Letras) e Pixel Magazine # 12 (Pixel)

Pior: nenhum


Um clássico de TexDelfin

Melhores: Clara da Noite (Zarabatana), Tex tra due bandiere (A. Mondadori) e The Uniques # 1, de Adam Withers e Comfort Love (HQ digital deste site)

Pior: JLA/Haven - Arrival (DC)

29 março 2008

Doideiras que recebemos de alguns leitores

Diariamente, recebo vários e-mails dos leitores do Universo HQ. Com certeza, é muito bacana essa interatividade que a internet oferece.

Infelizmente, não consigo responder todos, especialmente pela falta de tempo, o que também inviabiliza colocarmos um espaço para cartas no site.

SurfistaMas alguns e-mails são verdadeiras pérolas (no bom sentido), que guardei e tomo a liberdade de divulgar os mais interessantes, preservando o nome de quem enviou, corrigindo o português, respondendo e, na medida do possível, brincando um pouquinho.

Coloquei intencionalmente os nomes como “Goku” para homens e “Bulma” para mulheres, exceção feita ao e-mail enviado pelo Clark Kent.

Cadê a Mil Perigos???
Goku.

Sei lá!

Boa tarde!!!
Trabalho no editorial de exatas da editora XXX, gostaria de estar vendo um portfólio seu com diversos estilos e técnicas de finalizações. Estou precisando de ilustradores para livros didáticos.

Bom, vou fazer um curso de ilustração, daqui a alguns anos retorno o contato.

Favor me informar quando esta belíssima edição virá à tona? Sou fã do Surfista Prateado. Tenho 46 anos, mas isso não importa, ok.
Espero contato.
Goku.

Antes de responder, tenho que esclarecer uma dúvida: qual a relação entre a sua idade e o Surfista Prateado?

Ao navegar pela internet encontrei a empresa responsável pelo álbum de figurinhas Amar É. No ano em que "quase" completei o álbum, não escrevi para vocês solicitando cromos faltantes.
Gostaria de saber se ainda existe essa possibilidade.
Obrigada,
Bulma.


Não, não existe. Dançou.

VisorQueria compra um visor de Ciclope, como eu faço?
Clark Kent.

Prezado Kent,
Pra que diabos você precisa de um visor do Ciclope?????

Primeiramente quero dizer que é muito legal o seu trabalho, quando a revista chegar na minha cidade eu vou prestigiar, afinal sou fã dos Vingadores. Mas gostaria de tratar de um outro assunto.
Gostaria de saber se você poderia me dar umas dicas de como apresentar um roteiro de HQ para uma editora, pois eu vivo procurando uma forma de apresentá-lo e não consigo encontrar, gostaria de saber se tem alguma norma a ser seguida, pois eu só poderia apresentar um roteiro porque eu não sei ilustrar.
Bom, desde já muito obrigado!
Goku.


Prezado Goku,
Minha dica é: apesar das dificuldades, não desista nunca!
Que bom que gosta do meu trabalho com os Vingadores.
Excelsior,
Stan Lee.

Olá, amigo, eu fiquei interessado na Supergirl, como faço para adquiri-la, onde e como.
Obrigado.
Goku.

Escreva para o Clark Kent, logo acima. Quem sabe ele ajuda.

X-MenOi, Marcelo, tudo bem?

Encontrei o seu contato do site Universo HQ e preciso de uma orientação de quem entende. Eu gostaria de começar a ler as HQs dos X-Men mas não sei qual a seqüência. Dei uma pesquisada na internet, mas existe mais de uma série, pelo que entendi. Você pode me ajudar?
Obrigada
Bulma.

Infelizmente, nessa não posso ajudar. Não mesmo. E digo mais: duvido que algum ser vivo possa!
Eu até tava cansando, mas aí olha o que achei...

52

Esse é o extintor de incêndio do andar em que trabalho. Repare no número que tem nele. Nerd, hm?

26 março 2008

Cansei...

Antes de tudo, gostaria de salientar que, embora eu possa ser alvo de xingamentos e pedras endereçadas à minha pobre cabeça, reservo a mim o direito de, nos parágrafos abaixo, expressar minha opinião e esculhambar a atual (e longa) fase sofrível dos quadrinhos Marvel e DC.

Quando Guerra Civil começou, logo de cara me empolguei. Era como se tudo ainda tivesse salvação, uma masturbaçãozinha mental inofensiva de nerd, aquela coisa de ver mocinho contra mocinho. Voltei a sentir prazer em “degustar” uma HQ de super-heróis, depois de tanto tempo comprando por vício ou por não querer ficar totalmente alheio a esse mundo dos supertipos no qual convivo desde a tenra idade.

Bem, o final e as conseqüências da série foram um banho de água pra lá de gelada. Na minha santa inocência, também imaginei que tudo voltaria a ser como antes. E deveria voltar a ser como antes. Herói agindo como herói, vilão sendo caçado e preso (ou levando porradas homéricas). Afinal, é isso que eu espero desse gênero de quadrinhos. É simples. Bem contra o mal. Bem vence o mal. Socos, exibições de superpoderes e tchau. Dane-se o quanto isso possa soar infantil na atualidade.

Qual o sentido de me fazer odiar o Homem de Ferro e o Reed Richards? E de ver os heróis na clandestinidade? E os Vingadores divididos em 3962 equipes? E supostos “heróis” que agora são cretinos que querem dominar o mundo e incitam uma guerra entre os até então amigos? E quanto às trocentas ramificações que me forçarão a acompanhar um monte de títulos pra conseguir entender um pouquinho dessa trama escrota?

Se isso vai mudar um dia, ótimo. Mas, até lá, chega! Adeus, Marvel! Foi bom (e, às vezes, nem tanto) enquanto durou.

E como até o título do Homem-Aranha não se decide entre o ruim e o pior (e ainda vem por aí a baboseira do restart), meu suado dinheirinho vai ser destinado a outras revistas em quadrinhos que valem a pena ser lidas, guardadas e sempre lembradas (e isso inclui os encadernados das boas fases da "Casa da Idéias”, que a Panini - ainda bem - continua lançando).

Quer dizer que vou continuar só com a DC? Pfff... que nada! Talvez eu fique só com Batman. Essas tosqueiras de Crise do Cacete, com histórias ruins, confusões de cronologia e dificuldade de entender as tramas, tudo interligado, não entram na minha goela (meu Deus, como alguém consegue ler 52 e gostar daquilo? Qual o sentido dessa série? Por que histórias modorrentas e que parecem levar a lugar nenhum? Parei na edição 5, depois de me segurar ao máximo pra não largar antes, quando tudo tinha cara de não precisar mais se prolongar).

Quadrinhos, pelo menos pra mim, é diversão (embora eu ainda consiga ganhar um dinheirinho com isso). A partir do momento em que vira obrigação comprar gibis que não quero, só pra entender uma trama ou saber o que vai acontecer a determinado personagem, já deixa de ser prazer.

E quando a leitura se torna confusa, cansativa e mostra a necessidade de conhecer complicados eventos passados, não é mais lazer, prazer ou hobby: é masoquismo.

Trocando em miúdos: perdi o tesão em acompanhar as HQs mensais de super-heróis da Marvel e da DC.

O que eu quero é gastar meu parco tempo disponível com leituras agradáveis, que me façam rir, chorar, divagar ou deixar o tempo fluir de uma forma que nem se perceba. Não quero ficar com dor de cabeça, cara feia, pontos de interrogação saltitando ao meu redor ou rezando pra revista terminar logo, sem a mínima vontade de comprar a edição seguinte.

Se não tiver socos na realidade ou a presença dos Skrulls por trás de tudo, já é meio caminho andado. :-)

22 março 2008

Coisa de pele

Como seria o visual de Homer Simpson e Mario (Mario? Que Mario? Aquele do videogame!) se eles fossem de verdade?

O designer gráfico Pixeloo (ele usa esse apelido) postou em seu blog a resposta, com a ajuda do bom e velho Photoshop.

Bizarrro... mas divertido.

21 março 2008

Uma figurinha para completar o álbum

Apesar de já ter feito mais de 500 reviews para o Universo HQ e apesar de todas as histórias de mutantes da Marvel, acabo de descobrir que nunca resenhei nenhuma revista que comece com a letra X.

Já resenhei material que começa com qualquer outra letra. Até com Q. E com Y. E com K. E W! Mas, com X, necas.

Que coisa, não?

20 março 2008

Com quantos Skrulls se faz um crossover?

Os Skrulls fazem parte do Universo Marvel desde seu início. Na prática, eles surgiram em Quarteto Fantástico (volume 1) #2, numa história de Stan Lee e Jack Kirby, de 1962.

Desde então, sempre estiveram presentes nas histórias, invadindo a Terra; seqüestrando o Coisa para lutar numa arena espacial (gângsteres americanos da década de 1930, no espaço, quem se lembra disso?); num conflito contra os Krees, numa versão marveliana de Guerra nas Estrelas; e muitos outros episódios.

A Marvel pretende relacionar, este ano, muitas das aventuras antigas dos Skrulls numa história que envolve desde a reformulação dos Vingadores (quando Brian Bendis criou os Novos Vingadores, com o Wolverine e o Homem-Aranha) até a Guerra Civil.

Se você é leitor da Marvel e já cansou dos Skrulls, este não será um bom ano. A Invasão Secreta é uma minissérie em oito partes, com roteiro de Bendis e arte de Leinil Yu, que terá tanta influência nas outras revistas da editora quanto a Guerra Civil.

Acho que a editora já abusou deste conceito. Aliás, esta proposta também já foi vista diversas vezes no cinema, desde o filme Invasores de Corpos, que foi refeito recentemente, com a Nicole Kidman, como A Invasão.

Na época em que o Alan Davis escrevia os X-Men, ele desenhou uma aventura na qual os mutantes acidentalmente viajavam ao passado e caíam no planeta dos Skrulls, quando estes planejavam a invasão da Terra disfarçados de super-heróis. Tudo isso no momento em que Galactus se aproximava para destruir o planeta deles.

Mais tarde, Wolverine foi substituído por um Skrull, e a troca foi descoberta quando Wolverine morreu. Uma situação parecida com a que foi revelada nos Novos Vingadores (ainda inédita no Brasil) e a descoberta de uma possível "invasão secreta" de novos Skrulls.

Esta trama já vem se arrastando há quase um ano. Em parte, pelo atraso de Frank Cho na revista Mighty Avengers, com as conseqüências da descoberta do Skrull morto. A origem da nova invasão está na minissérie Illuminati (que revisita vários eventos importantes da história da Marvel, como a guerra Kree-Skrull) e revela segredos importantes.

Tomara que a história seja divertida. Mas sempre existe o risco revisionista de se desfazer tudo que vem ocorrendo nas revistas, como reformular os Vingadores, unificar as duas facções que participaram da Guerra Civil, ressuscitar o Capitão América etc.

Se por um lado o fato de o escritor poder brincar com histórias anteriores é divertido, por outro pode criar um grande problema de credibilidade para os leitores.

Atualmente, o slogan de marketing da Marvel é "Em quem você confia?" (Who do you trust?). Personagens diversos podem ser Skrulls infiltrados, como o Capitão América morto, o Capitão Marvel que retornou, o Homem de Ferro, Miss Marvel, Jaqueta Amarela etc.

Isso sem falar que, até o momento, ninguém explicou o que aconteceu com os personagens seqüestrados.

A campanha da editora para promover a série continua forte, não só dentro de revistas como Mighty Avengers, New Avengers, Miss Marvel e Incredible Hercules, mas também por fora, com entrevistas e a revelação de imagens promocionais (que também podem ser vistas aqui).

As imagens abaixo (clique para ampliar) fazem parte desta campanha, e foram pintadas por Greg Horn, artista que eu acho técnico, mas cujas escolhas estéticas sempre me parecem "bregas".

Antes que eu me esqueça, fiz o possível para comentar o assunto sem revelar muita coisa aos leitores brasileiros, do que já foi publicado nos Estados Unidos, mas coloquei só links para artigos do UHQ, para quem quiser saber mais. Não tenho interesse em estragar a leitura de ninguém.

14 março 2008

Fim de Slam Dunk


Hoje entrou no ar uma resenha conjunta minha e do Cassius sobre o final de Slam Dunk. O mangá de esportes, um dos poucos do gênero a aportar por aqui, conferiu aos seus leitores diversos momentos de emoção.

Foi divertido acompanhar Sakuragi e companhia na sua caminhada rumo ao campeonato Intercolegial. Na verdade, o mangá é tão legal que torço muito para quando Takehiko Inoue terminar Vagabond, ele volte a Slam Dunk e conte mais histórias dos personagens. Quem sabe Rukawa e Sakuragi levando sua picuinha até a seleção nacional do Japão.

Detalhe interessante é que até recentemente, Slam Dunk era a série que mais tinha vendido exemplares no Japão, ultrapassando a marca de 100 milhões de exemplares. Só perdeu o posto para One Piece.

13 março 2008

Diversão insone

Acaba de sair uma edição de Batman Extra desenhada pelo Seth Fisher, um artista genial que morreu um tempo atrás.

Nesta noite quente, deixo aos insones que me sucederão neste blog o legado do cara: um joguinho megaviciante.

11 março 2008

Garfield menos Garfield



Caramba, isso é absolutamente genial: um sujeito descobriu que, sem o Garfield, as tirinhas do Garfield ficam muito melhores. Para provar sua tese, o cara fez um blog, no qual reúne todos os dias mais e mais provas de que o gato só atrapalha o brilhantismo de Jim Davis.

(Quem achou isso foi Jeanne.)

10 março 2008

A mega-saga que vai mudar tudo

A morte da Supergirl: inesperada, surpreendente, dramática!Antigamente, uma “saga” de super-heróis, esses encontros em que os uniformizados tentam salvar o mundo (quando não o universo), era um grande acontecimento.

Os eventos surgiam de tempos em tempos. Portanto, tinham grande destaque. E o interesse do leitor, por tabela, era maior. Guerras Secretas (Marvel) e Crise nas Infinitas Terras (DC) foram marcos do gênero, tanto em seu país de origem quanto aqui.

Sem entrar no mérito da qualidade de sagas anteriores em comparação com eventos atuais, em especial nas duas editoras acima citadas, a impressão é que virou tudo “carne de vaca”, lugar-comum.

Nem bem acaba uma saga, outra já é emendada. De um lado, é “crise” pra ninguém botar defeito. Do outro, “guerras” generalizadas.

Não que seja ruim: é bacana acompanhar tramas que possam surpreender e que envolvam boa parte dos personagens. Além de ser divertido colecionar minisséries. Mas o problema é que muitas histórias fracas acompanham esses eventos, o que pode desestimular o leitor.

E a morte inesperada (ou seria esperada?) de super-heróis, em algum momento, vai saturar a expectativa de todos.

Será que não?
14ª Fest Comix e novos leitores: Beth ganha tirinha original de Marcelo Campos

Estávamos, eu e o Marcelo Naranjo, assistindo à palestra do Levi Trindade na tarde de sábado. Aí chega um torpedo no meu celular. É da Beth, a moça que faz caretas e é chamada de "retardada" por aí.

O SMS dizia algo como: "Já cheguei, mas não vou aí na palestra porque tem um cara desenhando". Não entendi nada. Cara desenhando? Que cara? Desenhando o quê?

Quando acabou o papo com o Levi, saímos e encontramos a Beth. E não só ela, mas também com uma tirinha original do Marcelo Campos nas mãos.

Pra quem mal lê quadrinhos, era um desenho e tanto. Ela nem sabia quem era o Marcelo Campos. Nem o que ele fazia da vida. Aí perguntei como ela tinha feito pra conseguir:

- Ah, tinha um monte de gente pedindo pra ele desenhar o Batman ou o Homem-Aranha. Quando chegou minha vez, ele perguntou o que eu queria. E eu não sabia. Perguntei o que ele gostava de desenhar. Ele falou que tinha um livro e que era aquilo que gostava de fazer. E fez.

08 março 2008

Algumas novidades da Fest Comix

Festcomix


O sábado foi movimentado na 14ªFest Comix. Palestras, filas grandes, algumas novidades superbacanas e muitas possibilidades. Só para dar um gostinho, separei umas notícias curtas. Segunda-feira tem mais no Universo HQ.

* O grande destaque vem da Panini. O editor Levi Trindade anunciou a publicação brasileira de Je suis legion, de Fabien Nury e John Cassaday.

* Ainda falando da Panini, XIII e Blacksad podem ser concluídos em breve.

* Segundo Levi, há uma briga nos bastidores pelos direitos de Spirit -- não o de Darwyn Cooke. É o do Eisner mesmo.

* A proximidade de Countdown e Crise Final podem trazer ao Brasil edições dos Novos Deuses, clássico de Jack Kirby que vêm ganhando relevância na DC.

* Na linha de mangás, Elza Keiko e Beth Kodama anunciaram vários novos títulos: Galism, Sunadokei - O relógio de areia, Kare first love (título provisório), Colégio Ouran Host Club, Full Metal Panic! Sigma, Homúnculos e Lodoss War - Lady of Paris (em formato livro).

* A Pixel pode vir a encadernar as histórias de Promethea e Planetary que vêm saindo em Pixel Magazine. Uma possibilidade, adianta o editor Cassius Medauar, é que Planetary ganhe uma edição baseada em Absolute Planetary.

* Inicialmente programado para este semestre, o segundo volume do Monstro do Pântano de Alan Moore deve ser adiado para o próximo. A culpa é da DC, que estaria enrolando na entrega dos arquivos.

07 março 2008

Sexta-feira e a Lei de Murphy

Como sexta-feira é dia de reviews, a Lei de Murphy resolveu entrar em ação.

Desde o final de fevereiro, o provedor de hospedagem do Universo HQ está incrementando procedimentos de segurança e outros detalhes técnicos. Com isso, a atualização sofreu atrasos diversas vezes. Infelizmente, esta situação se repetirá hoje.

As notícias e os reviews estarão online assim que for possível. Agradecemos a paciência e a compreensão de todos.

04 março 2008

Novos leitores: fatos e fotos



A moça em cima é a Beth. Ela fez essa foto em homenagem aos leitores de quadrinhos. Já explico o porquê.

A Beth gosta de quadrinhos. Gosta. Não gasta todo o seu régio porém suado salário com gibis. Não está na comunidade da Marvel no Orkut. Não lê o Universo HQ todo dia, e suspeito até que nunca tenha sequer entrado no site. Mas ela senta na mesa em frente à minha e, assim, percebo que gosta de quadrinhos a ponto de, pelo que percebo, ler o Laerte, o Angeli e o Calvin todos os dias.

Outro dia, ela me ligou na hora do almoço: queria comprar HQs em álbuns e precisava de dicas. Porque curte as tirinhas do Rei Emir no G1, comprou O Livro Negro de André Dahmer. Porque queria entender o Jodorowsky, pegou o primeiro volume do Incal.

Só que a Beth não ama quadrinhos desesperadamente. Ela gosta, assim como tem gente que gosta de pescaria, de cinema, de vôlei, de andar de bicicleta. É mais uma das muitas coisas que ela faz.

Foi por isso que, convidado para falar em um evento da Panini sobre os 70 anos da DC Comics, achei que seria bacana se ela fosse junto. "Vai que ela curte", pensei.

Ela foi. E até bateu um papo com os editores da Panini. Ou, pelo menos, na medida do possível, tentou, como o trecho de diálogo verídico abaixo pode comprovar:

"Quem é esse?", ela perguntou, apontado pra uma revista.

"O Lanterna Verde", respondeu um dos editores.

"Quem? He, he, que nome mais engraçado."

Logo depois disso, saiu, comprou uns livros e ficou na platéia. Acabou saindo numa das fotos do evento, que circularam por aí na internet, inclusive aqui no blog.

Superman: Crônicas

A careta, vamos admitir, é ingrata. Por conta dos olhos esbugalhados e da mão na boca, a Beth acabou sendo chamada de "retardada" por um fã de quadrinhos em um fórum.

Mais que isso: ela ficou sabendo. Achou divertidíssimo. Mostrou para todo mundo. Deu um print screen no comentário do sujeito e mandou pra família e pros amigos. E, pelo telefone, ria alto, dizendo algo parecido com: "A única coisa que eu consigo entender de todo este fórum é que eu sou retardada".

Ela não levou a mal. Outro dia, em um almoço no japonês aqui ao lado, viu o sombreiro que caiu da parede do restaurante vizinho. Então pediu pra eu tirar uma foto no celular pra mandar pros leitores de quadrinhos. E repetiu a mesmíssima careta, a que a consagrara como "retardada", de um jeito ainda mais bizarro: com chapéu!

E eu, depois disso tudo, fiquei com a impressão de que a Beth lê muito menos quadrinhos que eu, mas se diverte muito mais.

29 fevereiro 2008

Pride of Baghdad tem nome em português



Esta semana, entrou no ar a resenha do álbum Pride of Baghdad, uma belíssima HQ do selo Vertigo que vai ganhar uma edição brasileira pela Panini nas próximas semanas.

Além de listar os devidos adjetivos, usei a resenha para comentar também um dilema que o tradutor e os editores deveriam enfrentar: "pride", em inglês, significa, ao mesmo tempo, "família de leões" e "orgulho", o que dá um bem-vindo sentido duplo ao título.

Pois bem, no fim de tarde desta sexta, me contaram qual é o veredito da editora: a versão nacional vai se chamar Os Leões de Bagdá. À primeira vista, parece uma versão simplista, mas não é bem assim. Graças a uma passagem da história, que não sou bobo de revelar aqui, o duplo sentido está mantido.
Melhores e piores de fevereiro

E lá se foi fevereiro! A exemplo do que fizemos em janeiro, segue o que cada integrante deste blog leu de melhor e pior no mês. Ah, o Naranjo pediu desculpas, mas ficou de fora da lista desta vez.

Vale esclarecer que não precisa ser um lançamento do mês corrente, é só pra dar uma idéia pros nossos leitores.

Serão três (ou mais) indicações para os melhores (não necessariamente em ordem de preferência) e uma ou duas pras piores.

Divirta-se!

Muito legal este álbumSidney Gusman

Melhores: Justiceiro - Bem-vindo de volta, Frank (Panini), O Fotógrafo – Volume 2 (Conrad), Samurai Executor # 8 (Panini) e Usagi Yojimbo - Daisho (Devir)

Pior: Batman & Spirit (Panini)

Só europeus na lista do CodespotiSérgio Codespoti

Melhores: Les Tours de Bois-Maury - Vol. 1 Babette, de Hermann (Glénat), Dans la colonie pénitentiaire, de Franz Kafka, de Sylvain Ricard e Mäel (Delcourt) e Samurai 3 - Le teizème prophète, de Di Giorgio e Genêt (Soleil)

Pior: Haute Securité # 1, de Gihef, Callède e Kathelyn (Dupuis)

Esta coleção é mesmo sensacionalMarcus Ramone

Melhor: O Melhor da Disney - As Obras Completas de Carl Barks # 32 (Abril)

Pior: Marvel Action # 13 (Panini)

Eis um belo álbumEduardo Nasi

Melhores: O Fotógrafo - Volume 2 (Conrad), Fraise et Chocolat 2 (Les Impressions Nouvelles) e Pride of Baghdad (Vertigo)

Pior: Batman # 63 (Panini)


É aqui que o Capitão América bate as botasZé Oliboni

Melhores: Quarteto Fantástico - A gente costumava ir pro hiperespaço só para comprar rosquinhas, publicada em Universo Marvel # 30 (Panini), Novos Vingadores # 48 (Panini), principalmente pela história da Wanda, e Novos Vingadores # 49 (Panini)

Pior: Crimes de Guerra, do Pantera Negra, em Marvel Action # 12 (Panini)

Sem trocadilho, uma edição matadoraGuilherme Kroll Domingues

Melhores: Justiceiro – Bem-vindo de volta, Frank (Panini), Tom Strong - A Invasão das Formigas Gigantes (Pixel) e Peanuts # 1 (L&PM)

Pior: Blade # 1 (Panini)

Quando Os Invisíveis voltarão ao nosso mercado?Delfin

Melhores: The trouble with Girls (Malibu Comics) de 1988/89 cuja primeira edição saiu aqui em Almanaque Supertitãs, da Nova Sampa, The Invisibles – Volume 7 (Vertigo) e Tom Strong - A Invasão das Formigas Gigantes (Pixel)

Pior: Guerra Civil # 7 (Panini)

Quem disse que crossovers são sempre uma porcaria não leu esteRicardo Malta Barbeira

Melhores: Planetary e Batman - Noite na Terra (Pixel), A volta de Ubaldo, o paranóico (Geração Editorial) e Pixel Magazine # 10 (Pixel)

Pior: Planetary e Liga da Justiça - Terra Oculta (Pixel)
Só pra avisar

Há um mês, o nosso correspondente internacional Sérgio Codespoti fez uma nota sobre a revista de fotografia francesa Photo. Ele destacou a edição anual dedicada aos amadores, que traz textos de quadrinhistas como Moebius e Milo Manara introduzindo as categorias do concurso.

Como a Photo costuma levar um mês pra sair da França e chegar por aqui, demorou um tempo, mas nesta semana consegui comprar a minha. É uma revista relativamente fácil de se encontrar em livrarias e bancas com boa fartura de material importado. E está bem bacana mesmo.
Sem Koike

Acaba de entrar no ar no Universo HQ a resenha do último volume de Samurai Executor. O texto marca não só o desfecho de um grande mangá, mas também a chegada do primeiro período sem uma obra de Kazuo Koike nas bancas desde janeiro de 2005, quando a Panini lançou o primeiro Lobo Solitário.

Foram três anos em que o autor japonês esteve presente nas bancas ininterruptamente. Além dos dois títulos que tiveram arte de Goseki Kojima, ainda houve outros dois: o elegante Yuki, lançado pela Conrad com arte de Kazuo Kamimura, e o deliciosamente freak Crying Freeman, da própria Panini. Com a exceção de Yuki, os demais já tinham saído no Brasil, em séries que foram canceladas antes de chegarem ao fim.

Agora, depois de quatro coleções completas, não há nenhum anúncio de uma nova série de Koike pela frente em nenhuma editora. É uma pena.

Koike é um grande roteirista, mestre em grandes reviravoltas. Às vezes, suas tramas parecem fracas, mas aí vem a virada, e então tudo faz sentido -- até mesmo os pontos fracos. Para quem vinha acompanhando todos os títulos ao longo desses 37 meses, ele vai fazer falta.

Mas sua ausência nas bancas é uma boa oportunidade para os leitores que, chafurdando em lançamentos, perderam alguma série. Todas ainda estão disponíveis em gibiterias e, às vezes, até mesmo em livrarias e sebos, muitas vezes com excelentes descontos de mais de 50% no preço -- basta saber cavocar.

Na dúvida, pode-se pesquisar a seção de resenhas do Universo HQ antes de comprar: todas as edições foram resenhadas, uma a uma, e serve como um guia de compras para quem não se importa com spoilers leves.

27 fevereiro 2008

Capitão América avistado vivo

Dizem por aí que o Capitão América morreu. Bollocks! E eu disse bollocks, não mollocks, que esses sim são um saco!

E daí? Grandes lendas, ao contrário do que querem a poderosa chefona Marvel e sua comparsa italiana, não morrem. Tentaram fazer o mesmo com o Elvis. E do Paul. E com a Marilyn. Os casos são incontáveis. Quem é que acredita nessa morte?

Pois o Universo HQ, meu amigo, o Universo HQ, este site que você lê insistentemente em busca da, atenção, VERDADE, oferece aqui a única e verdadeira VERDADE: o Capitão América está vivo.



A foto acima foi encontrada no site Flickr. Há outras, como esta e esta.

Todas provam que Steve Rogers está perdido, sozinho, abandonado por seu país, sua nação, seu povo e sua América. Mas vivo. E isso é mais do que os Vingadores querem que a gente saiba.

24 fevereiro 2008

Nostalgia: mera diversão ou algo mais?

FantasmaAlgumas verdades são incontestes. Por exemplo, o fluxograma infância / adolescência / idade adulta / terceira idade (detesto quem usa a expressão “velho”. Quem dera todo mundo chegar lá).

Então. E daí?

É que estive relacionando algumas “coincidências” sobre o mercado de quadrinhos, no caso, revistas antigas.

Você sabia que revistas em quadrinhos das décadas de 1950/1960 vendem pouco, mesmo que o preço seja razoável? Mistério... afinal, são revistas difíceis de se encontrar.

Então, o que vende bem? Resposta: edições das décadas de 1970/1980. Nem são tão raras assim. Qual a explicação para o fato? Elementar, diria Sherlock.

FerdinandoQuem leu quadrinhos na infância (meu caso) e não colecionou ou guardou, mas seguiu acompanhando esse hobbie saudável, a partir de certo momento teve uma vontade irresistível de reencontrar o material que acompanhou em anos anteriores, quando mais jovem. Esses são os principais compradores de HQs (não tão) antigas: pessoas maduras, por volta de 30/40 anos, querendo retomar leituras passadas.

Basta uma rápida analogia com a televisão. Quem não conhece algum fã do National Kid? Eu não vejo graça no seriado. Em compensação, adoro Ultraman/Ultraseven, personagens que os fãs do Jaspion e similares acham sem atrativos. Segue nessa linha de raciocínio.

Hoje, o mercado tem uma grande procura por edições do Fantasma, Mandrake, Mortadelo e Salaminho e outras, além de diversas séries da Ebal, como Legião dos Super-Heróis, por exemplo. Ao contrário de séries em quadrinhos mais antigas, não tão concorridas (mas não custam barato: Ferdinando, Brucutu, Agente Secreto X-9, Jim das Selvas, etc.), justamente pela faixa etária do colecionador. Curioso, não? Mas é fato – confirmado com alguns donos de sebos.

Jim das SelvasEnfim, o mercado “nostálgico” existe. E, salvo raras exceções, como a série da Luluzinha (Devir) e alguns álbuns da Opera Graphica (Krazy Cat, por exemplo), permanece um nicho pouco explorado. Será que vale investir nele? As editoras que encontrem a resposta. Este colecionador aqui, com certeza, vai adquirir todo e qualquer lançamento neste segmento.

Afinal, recordar é viver. É minha maior motivação no Universo HQ.
Em tempo: pensei em falar sobre isso quando fiquei sabendo da nova série sobre a Super Máquina. Não perdia um episódio do seriado original alguns (muitos) anos atrás.

22 fevereiro 2008

Sexta-feira brava

Tem dia que os deuses da tecnologia não ajudam. A atualização já está pronta desde a manhã, inclusive as resenhas, mas nosso servidor está fora do ar, fazendo manutenção devido a ataques de hackers. Por isso, estamos impossibilitados de colocar tudo online.

Enfim, assim que possível os textos estarão no ar. Então, volte mais tarde no site que tudo deve estar ok.

18 fevereiro 2008

A corajosa declaração da Pixel

Os quadrinhos brasileiros acordaram com uma declaração corajosa de uma editora de quadrinhos acerca de seus cada vez mais constantes erros de português. Foi a Pixel Media, por meio de seu editor-chefe, Cassius Medauar, no blog da editora.

Trata-se de uma declaração que alia percepção, humildade e profissionalismo em um mercado que, cada vez mais, parece acordar para o fato de que foi-se o tempo em que se podia empurrar qualquer coisa para o leitor. Desde que o mercado se elitizou, no final dos anos 90, o consumidor nacional de quadrinhos está cada vez mais exigente e não quer ver nem vírgulas fora do lugar.

E ele tem razão: está pagando por um produto e quer que este seja impecável. No comércio, se o produto não estiver 100%, é código do consumidor em cima – e, hoje, as lojas trocam prontamente a mercadoria por uma em perfeito estado.

E no caso dos quadrinhos? Como trocar uma edição em que toda a tiragem possui problemas? Os casos são raríssimos, como o recente (e atrasado) recall das edições iniciais de Trigun pela Panini. Ainda que o motivo não fossem erros de vernáculo e, sim, questões comerciais e contratuais (as únicas que parecem afetar a sensibilidade de algumas editoras do mercado nacional), foi uma atitude respeitável. E inevitável.

A própria Panini, no entanto, tem nos proporcionado um triste espetáculo de falhas gramaticais, ortográficas e, às vezes, de pura revisão eletrônica automática.

A multinacional italiana, líder do mercado brasileiro de quadrinhos, ainda não se declarou oficialmente a respeito do problema. Outras editoras padecem, em maior ou menor grau, do mesmo mal. Como é o caso de Pixel. E a atitude de falar oficialmente ao seu leitor, pelo canal direto de contato que possui com o seu público, é mais uma mostra das mudanças que estão ocorrendo no mercado.

Editoras pequenas vêm dando o exemplo. As edições da Zarabatana, no quesito da norma lingüística, são certamente um dos melhores exemplos de cuidado e capricho. Resultado de um projeto consciente do editor Claudio Martini, um apaixonado pela nona arte que decidiu investir numa linha de quadrinhos interessante (e que agora começa a ser descoberta, pouco mais de um ano após a fundação da editora) que é justamente voltada ao novo leitor nacional, que exige a mesma qualidade – tanto técnica como narrativa – encontrada num livro.

Imagine se livros de determinada editora, aliás, saíssem com errinhos de português, aqui e ali, a cada edição. Pense: essa editora fictícia perduraria? A resposta é não. Se perdurasse, seria a duras penas e não teria um bom conceito no mercado, junto ao público e/ou a crítica.

Imagine os errinhos irem pipocando na sua cópia de O Alquimista, O Código Da Vinci, algum livro da série Harry Potter, O caçador de pipas ou qualquer outro campeão de vendas. É até pra se pensar: um bom livro, com uma edição descuidada, seria campeão de vendas?

Atitudes corretas como as colocadas anteriormente merecem ser seguidas. Outras editoras nacionais poderiam tomar posturas similares às de Pixel e Zarabatana, pois, cada uma a seu modo, estão contribuindo de forma definitiva para o processo de extinção de um modelo tacanho que, infelizmente, ainda persiste. Mas que, em algum momento, está naturalmente fadado a terminar.

17 fevereiro 2008

Sai que é sua, Homem-Aranha!

Quem não gostaria de ter o Homem-Aranha no gol de seu time? Pelo menos o time francês Saint-Étienne pode se gabar de já ter tido, pelo menos uma vez, o Cabeça-de-Teia jogando com suas cores.

Isso porque o goleiro Saint-Étienne, Jérémie Janot, jogou uma partida da temporada 2004-2005 devidamente trajado como o ágil super-herói.

Janot, que muita gente afirma que será o futuro goleiro da seleção francesa, é famoso por figurinos inusitados, como pode ser conferido no seu site.

Confira a entrada em campo do goleiro Homem-Aranha no vídeo abaixo:


15 fevereiro 2008

As resenhas do UHQ

Hoje é sexta-feira e, como você já deve saber, quase sempre é neste dia que a área de resenhas do Universo HQ é atualizada com os textos que vamos produzindo ao longo da semana. Tenho um especial carinho pelos reviews, pois eles são a minha principal colaboração para o site. Em uma semana boa como esta, chego a enviar de cinco a sete textos, fazendo "volume", como diz o Nasi.

Pode até parecer pouco, mas toma um tempo razoável ler a revista, fazer anotações e escrever o texto. Mas fazemos isso com muito prazer, porque é algo que dá um retorno bem interessante: não passa uma semana sem receber pelo menos um e-mail comentando, elogiando ou criticando a resenha.

São leitores que têm a paciência de escrever, apontando eventuais erros, explicando o seu ponto de vista e, muitas vezes, redigindo verdadeiras matérias sobre um determinado tema.

Sempre lembro de um e-mail que recebi após fazer a resenha da minissérie Reino Sombrio, na qual o leitor relatou toda a história dos elmos do Gavião Negro, apontando muitos detalhes e informações que eu nem fazia idéia.

O que quero dizer com isso é que colocamos nossos e-mails no final das resenhas justamente para manter esse canal de comunicação aberto. Para poder ter essa conversa com os leitores que acompanham as revistas.

Por isso, não tenha vergonha, não pense que está nos perturbando e nem se preocupe com grandes formalidades. Escreva pra gente, pois esse retorno é a melhor parte do trabalho que fazemos aqui.

13 fevereiro 2008

Fetiches e Guerras

Atenção: se você não leu Guerra Civil # 7 e não quer saber o final, pare aqui!

Muita gente falou mal do final da minissérie Guerra Civil. O Sidão e o Nara, em particular, colocaram como o pior título que leram em janeiro. Por um lado, é de se esperar essa reação. A minissérie vinha caminhando muito bem, com uma história empolgante, mas teve um final, no mínimo, anti-climático.

No meio do auge da luta entre os heróis, algo que o Nasi vem apontando como um grande fetichismo para leitores, o Capitão América vê a destruição que está causando e simplesmente pára de lutar. Do nada, a batalha termina, Steve Rogers se entrega para a polícia e o lado do Homem de Ferro “vence”.

Deixando de lado a opinião daqueles que estavam torcendo por uma grande vitória do Capitão América e se decepcionaram, vários questionamentos foram levantados sobre esse final, sendo o principal deles o fato do Capitão ter percebido só agora os estragos que os super-humanos causam.

Se pensarmos bem, o grande problema foi a frustração que o final causou diante da expectativa que se tinha, pois, olhando o quadro geral, esse era o melhor encaminhamento que se poderia ter.

Mais do que uma história de fetiches, essa minissérie estava mostrando a posição editorial da Marvel para os novos tempos em que vivemos. A editora sempre foi famosa por levar mais realismo às suas histórias, humanizar os heróis e fazer os leitores se identificarem com eles.

Contudo, o tempo foi passando e a realidade que a editora mostrava em suas tramas estava cada vez mais distante do que os leitores esperavam, principalmente depois de dezenas de outras HQs que se propunham a mostrar como seriam heróis no nosso mundo.

Assim, para tentar marcar uma certa mudança de rumo, eles promoveram essa Guerra que opõe heróis tradicionais e personagens com uma concepção mais atual. De um lado, as identidades secretas, as roupas coloridas e o senso sempre afiado de ética, justiça e liberdade. De outro, a lei, a burocracia, o jogo político sujo e a noção de que o mundo está longe de ser preto e branco.

O resultado não poderia ser outro. O conceito de realidade na Marvel já mudou. Os heróis, a partir de agora, passarão a viver em um mundo mais complexo, lidando com diversas outras preocupações. Mas vale notar que o final mostra que continuarão existindo personagens para todos os gostos. Ainda terão aqueles que serão heróis no estilo mais tradicional (*) e aqueles que seguirão essa nova proposta.

Mas e o final? Oras, as histórias de guerra não funcionam mais nos dias de hoje. O Guilherme ontem assistiu a Rambo 4 e viu isso. Tudo que deu certo na continuação do Rocky não funcionou em Rambo, porque vivemos em tempos que os heróis de guerras são abominados, pois a guerra é algo moralmente reprovável.
Contudo, não podemos deixar de lado o fato que, até algum tempo atrás, éramos altamente favoráveis às batalhas, com algumas exceções sempre tachadas como hippies ou algo do gênero.

Assim, nada mais justo que o Capitão perceber só agora a destruição que ele está causando. Só agora essa destruição virou um problema, só agora ela foi posta em questão no universo dos super-heróis.

Vale dizer que a todo momento a Marvel mostrou uma forte tendência “contra o registro”. Pode ter sido só para despistar o leitor do final da trama, contudo, ninguém me tira da cabeça aquele texto do Greg Rucka que saiu em um dos encadernados do Arqueiro Verde sobre os leitores quererem heróis mais amargos, andando mais no “fio da navalha”, mais “realistas”. No fim, mesmo que seja uma estratégia narrativa foi um jeito de dizer que o jeito tradicional era bem legal, mas, se vocês insistem, se nos perturbam, nós vamos mudar, pelo menos até as próximas reclamações.

(*) Um dos grandes problemas de se manter alguns personagens como heróis tradicionais era o Homem-Aranha. Ele tem tudo para ser um herói de verdade em um mundo cínico (vide a versão Ultimate), mas entregou sua identidade e isso não funcionaria nesse novo conceito da Marvel. Então, como já dissemos por aqui, a editora achou mais fácil jogar os últimos 25 anos de história do personagem no lixo do que ter que lidar com o problema.
Lançamento de Superman - Crônicas

Superman: Crônicas

Hoje rolou o lançamento de Superman - Crônicas na Fnac. O papo foi bem bacana, e eu pus pra tocar a trilha do velho musical do Homem de Aço da Broadway, pra desespero generalizado.

Além disso, saíram umas poucas e boas novidades da Panini, que já amanhã entram no Universo HQ. A foto aí em cima, gentilmente feita pela Beth Castilho, já dá uma dica (clique nela e vá ao Flickr para ver quem é quem e conferir mais fotos). Mas tem mais. Fãs de uns heróis do futuro e de um cavaleiro nostálgico, comemorai.

11 fevereiro 2008

Steve Gerber se foi...


Acabo de receber o Bad Signal, do Warren Ellis, com a notícia de que o Steve Gerber morreu. Damn. Vou ali beber um vinho e brindar pelo sujeito que trouxe um superpato ao mundo e agora se foi.

10 fevereiro 2008

Três filmes

Depois de um carnaval lendo quadrinhos (e fazendo um punhado de resenhas), comecei a tirar o atraso do cinema. Aí resolvi fazer comentários rápidos e rasteiros aqui no blog, até pra gente poder trocar opiniões.

Sweeney Todd

Sou um notório seguidor do Tim Burton e, diante disso, dizer que a história do barbeiro assassino de Londres virou um filme arrebatador naturalmente soa previsível. Mas Sweeney Todd é um filme maior até mesmo dentro da filmografia de Burton. Está desde já entre meus favoritos, lado a lado com Edward Mãos-de-Tesoura e Ed Wood.

Onde os fracos não têm vez

Bem, também sou um seguidor dos irmãos Coen, mas não me empolguei com Onde os fracos não têm vez . Não me entenda mal: não dá pra dizer que é um filme ruim, longe de mim sequer insinuar isso. Tecnicamente, é impecável. Mas técnica não é tudo na vida, e eu fiquei com a impressão de que já tinha visto aquela história contada várias vezes por pessoas diferentes. Não bateu.

Juno

Depois de ver tanto sangue nos dois filmes acima, a história da adolescente que fica grávida do namoradinho é uma delícia. Juno tem tudo pra virar um daqueles filmes que são clássicos da Sessão da Tarde: engraçado e emocionante, tem personagens carismáticos e uma trama simples e eficiente.

08 fevereiro 2008

Ué, por que só a Marvel pode ter seus zumbis?

Achei essa foto no Flickr de Emilio Valdés. Tem mais umas nesse estilo por lá, além de outras imagens bem bacanas.

06 fevereiro 2008

Meu ano sem DC

2007 foi um ano bem corrido para mim. Tive certas mudanças no emprego e em outras áreas da vida que, muitas vezes por bons motivos, tomaram meu tempo livre para ler quadrinhos. Dessa forma, para continuar a produção de resenhas do UHQ, alguma coisa tinha que ser sacrificada e a escolha óbvia foi a DC.

Por mais que estivessem acontecendo muitas coisas legais no Universo DC, eu não estava resenhando nenhum título fixo da editora e, portanto, não tinha compromisso de manter a leitura mais ou menos em dia, como faço com a Marvel.

Então, fui comprando e estocando as revistas, muitas vezes com certa tristeza, pois ouvia o pessoal falando bem desta ou daquela fase do Superman ou do Batman.

É claro que fiquei curioso, tanto que, sempre que dá, leio alguma coisa da pilha (hoje estou no momento em que começa o Um ano Depois, logo após a Crise Infinita). Mas o outro motivo de optar por deixar a DC de lado é que sempre fui fã da Marvel.

Talvez algumas pessoas que leiam minhas resenhas questionem isso às vezes, mas é verdade. Comecei a ler super-heróis com o Homem-Aranha. Depois de um tempo, expandi para todo o Universo Marvel e virei fã incondicional dessas revistas, tanto que as acompanho fielmente até hoje.

Enquanto isso, a DC entrou na minha vida muito mais tarde, quando pude começar a ler de tudo e conhecer muito mais das HQs do que apenas os super-heróis.

Dessa forma, como fã dos personagens da editora, você deve imaginar como é triste ler as revistas mês a mês e encontrar tantas histórias ruins. Pior ainda quando elas são dos personagens que mais gosto. Afinal, seria muito fanatismo ou até masoquismo da minha parte insistir em leituras que não curto, principalmente com a infinidade de possibilidades que temos por aí.

Eu gosto de super-heróis, adoro a Marvel e me divirto muito com os meus gibis. Contudo, na hora que se tem que fazer uma resenha sobre eles, não dá para ignorar furos no roteiro, tramas forçadas ou falta de ritmo. Não tem como elogiar desenhos que não conseguem se expressar ou aqueles que dez mil artistas diferentes estão por aí fazendo iguaizinhos.

Nem mesmo dá para deixar de lado um comentário sobre um trabalho editorial fraco que escreve “cedo” com s, não respeita concordâncias e conjugações e passa por cima de falhas como balões escritos “traduzir” ou letreiros que substituem caracteres por retângulos.

Uma coisa é gostar, se divertir, outra é a revista te dar elementos suficientes para escrever uma crítica imparcial. Ou, pelo menos, não ter falhas em demasia que te levam a, na hora de tentar mensurar uma nota numérica, ser obrigado a ir descontando meio ponto aqui ou ali.

05 fevereiro 2008

Referências

Este aí é O beijo, obra mais famosa do artista austríaco Gustav Klimt. Por coincidência, em 2008 faz cem anos que o quadro ficou pronto.


E esta aí é a página 21 de Os Novos Vingadores # 48, da Panini, que começou a chegar às bancas na última sexta. A arte é da história dos Vingadores mesmo, feita pelo ótimo Alex Maleev.


Eu, que curto os dois artistas, estava lendo a revista agora à tarde e me surpreendi. Se você clicar e ampliar a imagem, verá os detalhes no vestido da moça de vermelho. Se você já tiver a revista em mãos e folheá-la, verá que é mais do que uma coincidência. Se não tiver, vale a pena incluir na lista de compras pra ter essa história.

Maleev faz uma grande homenagem a Klimt. Não é só nessa página, não. Vai de cabo a rabo da história, nas poses, nas paisagens e nas texturas. Pena que eu não achei na net uma reprodução da página 22, que é ainda mais bonita. Desta vez, o cara, que já era ótimo, se superou.

Só para dar mais um aperitivo, aí vai a capa da revista original (que está só no miolo da publicação brasileira). Nela, a Feiticeira Escarlate é representada aos moldes das damas klimtianas. Veja só:

02 fevereiro 2008

Origem (nem tão) secreta dos heróis
do Universo HQ - Parte I

Você já foi informado sobre o terrível evento cataclísmico de 1986, que agregou infinitas Terras a esta em que nós vivemos. Mas talvez não conheça as origens secretas de todos nós. Como este blog tem um caráter estritamente sério e informativo, então a idéia é lhe apresentar de onde viemos. E esqueça aquela história de papai, mamãe e sementinha: heróis não nascem assim. Findo este solilóquio inicial, eis o primeiro personagem a ser revelado:

Marcelo Naranjo
Nascido em Laranjal Paulista, logo se mudou para Limeira, que sempre foi, para os seus, uma terra de grandes oportunidades. Mas as coisas não foram muito bem para o pequeno Marcelo: após seus pais terem implodido seu pequeno mundo por terem entrado como laranjas num negócio duvidoso, eles juntaram todos os seus esforços e conseguiram mandar o pequeno infante para a terra prometida, a Espanha. E, enfim, a sorte sorriu para o jovem: ao desembarcar de seu navio cargueiro, um caça-talentos olhou direto para sua pele alaranjada bem brasileira e pensou: 'Esse aí vai ser um astro". Após se apresentar, Marcelo concordou sem nenhuma relutância em acompanhar o olheiro de estrelas no seu Citröen direto para um estúdio de TV, onde gravaram de primeira o piloto de uma série alcançou o mundo todo, inclusive o Brasil – para orgulho dos seus pais, que o viram na vitrine da Mesbla. Mas, desde então, ninguém mais o chamaria de Marcelo, mas, sim, pela alcunha que o consagrou: Naranjito!

Assista agora ao piloto que deu origem a tudo:

01 fevereiro 2008

Bob Dylan vem aí, lará lalalará



Bob Dylan vai tocar no Brasil daqui a pouco. A preços salgados, é verdade, mas veja bem: é o Bob Dylan. E eu tenho uma teoria de que músico talentoso que evidentemente vai morrer em breve vale qualquer preço, porque sempre pode ser a última vez.

Por isso resolvi postar a versão desanimated aí do alto -- tem palavra mais apropriada para o Dylan que desanimated?

O desenho não é de nenhum sujeito mundialmente famoso, nem vem do portentoso banco de imagens do Codespoti, e sim da pequena mina de ouro chamada Flickr. Mais especificamente do álbum do Odyr (criador da tirinha do gato Heitor e de umas histórias por aí). Pelo que entendi, ele viu um DVD do Dylan e ficou ali, rascunhando, rabiscando, tanto que tem outros desenhos no link.
Dois anos de Pop Balões

Como isso não é um fato muito notável e a tendência dos jornalistas é só comemorar as datas “cheias” como cinco, dez anos e por aí vai, estou fazendo um post para lembrar do aniversário do site Pop Balões, criado e editado por mim e pelo Diego Figueira.

Desde 1º de fevereiro de 2006 estamos no ar tentando seguir uma proposta um pouco diferente. Buscamos fazer matérias, pesquisas e apresentar elementos diferentes da cultura pop que podem interessar ao leitor de quadrinhos. Nos esforçamos para trazer textos que sigam essa nossa idéia de ser um jeito diferente de pensar quadrinhos.

Temos uma espaço permanentemente aberto para que artistas mandem suas HQs para publicarmos no site, divulgando o trabalho deles. Além de manter um Mapa, sempre em construção apresentando o que está sendo publicado de novo no mercado independente nacional, sejam fanzines, revistas ou livros que os autores produzem sem o apoio das editoras.

Como eu disse no blog do Pop Balões, agradeço a todos os nossos leitores, colaboradores e a força que sempre temos dos amigos do UHQ.