10 março 2008

A mega-saga que vai mudar tudo

A morte da Supergirl: inesperada, surpreendente, dramática!Antigamente, uma “saga” de super-heróis, esses encontros em que os uniformizados tentam salvar o mundo (quando não o universo), era um grande acontecimento.

Os eventos surgiam de tempos em tempos. Portanto, tinham grande destaque. E o interesse do leitor, por tabela, era maior. Guerras Secretas (Marvel) e Crise nas Infinitas Terras (DC) foram marcos do gênero, tanto em seu país de origem quanto aqui.

Sem entrar no mérito da qualidade de sagas anteriores em comparação com eventos atuais, em especial nas duas editoras acima citadas, a impressão é que virou tudo “carne de vaca”, lugar-comum.

Nem bem acaba uma saga, outra já é emendada. De um lado, é “crise” pra ninguém botar defeito. Do outro, “guerras” generalizadas.

Não que seja ruim: é bacana acompanhar tramas que possam surpreender e que envolvam boa parte dos personagens. Além de ser divertido colecionar minisséries. Mas o problema é que muitas histórias fracas acompanham esses eventos, o que pode desestimular o leitor.

E a morte inesperada (ou seria esperada?) de super-heróis, em algum momento, vai saturar a expectativa de todos.

Será que não?

8 comentários:

Rafael Duarte disse...

Disse tudo Marcelo.

Pedro disse...

Já reclamo disso faz tempo, é bom ver que não sou mais uma voz solitária!

E toda vez que leio sobre a "grande saga que vai mudar tudo" eu sempre digo "pô, mas eu gosto de como é agora!". :-))))

Hunter (Pedro Bouça)

Daredevil disse...

Ainda bem que posso ler Tintim e Corto Maltese, dispensando essa porcaria toda de megassagas!

Victor disse...

Quadrinhos de linha para mim já eram. Não compro mais, e raramente me interesso. Só quando eu vejo que alguma obra tá dando muito o que falar, recebendo mil elogios e se consolidando como algo muito bem feito, eu espero sair o(s) encadernado(s) do(s) arco(s), aqui ou lá na terra dos gringos, e compro. Eu já não tinha gostado de Secret Wars, na primeira vez que lançaram aqui no Brasil: a história é fraquinha, ruinsinha até, e os desenhos não são grande coisa. Mas é tanto alvoroço que todo mundo acaba sempre comprando. Estelionato para cima do meu bolso, na forma de um herói com a cueca por cima cima da calça, salvando o planeta terra e as infinitas dimensões alternativas pela milionésima vez ou travando guerrinhas supostamente bombásticas, não mais jacaré!

Reticências disse...

Puts, isso é verdade! e o que irrita mais é um personagem ficar aparecendo no universo do outro! tudo bem o super-man aparecer nas historias do batman de vez em quando, mas hoje não se lê uma historia do Super sem topar com um monte desses personagens sem expressão.

CADA UM NA SUA HISTORIA, P#$@*!

Jean disse...

Fala galera! Não sou muito assíduo com hq's de linha, geralmente acompanho algo que recebeu um elogio e que me interesse. Com sagas sou suspeito. Pois acho legal o conceito de certas histórias (com exceção da parte de que tudo vai mudar pra sempre e que alguém morrerá sem motivo e voltará depois ,rsrs). Bem, leio o que me interessa e não me preocupo com o que virá depois. Pra mim o propósito é diversão e ir a lugares diferentes por entre páginas e páginas. Abraços!

Liber disse...

Minha expectativa já está saturada faz tempo. Eu não acompanho mais os eventos e histórias de linha, mas é engraçado como, apesar de tudo, às vezes aparcece uma coisa legal. No mês passado, o Eduardo Nasi, aqui mesmo nesse blog, deu um toque legal sobre a revista Os Novos Vingadores # 48, da Panini. Uma história com arte do Alex Maleev e roteiro do Brian Michael Bendis. Comprei por causa do post do Nasi e pela arte do Maleev, mas gostei bastante da história do Bendis. Fazia referência a saga Dinastia M, mas o fato de eu não tê-la lido não fez falta nenhuma. Foi uma histórinha bacana, fechada e bem resolvidinha, sobre heróis sem seus uniformes. Acho que apesar da má qualidade em geral, ainda dá pra encontrar uma ou outra coisa legal.
Abs

Gian Danton disse...

Marcelo, a única mega-saga boa foi a primeira Crise. O restante é só caça-níqueis.