29 junho 2007

Overdose de Lobo Solitário

É aqui que surge o inescrupuloso Abe-No-KaiiNos últimos dois dias reli, de uma pancada só, as edições 20 a 28 de Lobo Solitário. Por quê? Além de ser o momento em que, efetivamente, o protagonista chega a Edo para o confronto final com Retsudô, surge o inescrupuloso personagem Abe-No-Kaii, que consegue fazer algo que parecia impensável: tornar a série ainda melhor.

Se você tem essas edições e dispõe de algum tempo livre, experimente fazer o mesmo. As histórias lidas na seqüência, sem o intervalo mensal do lançamento, ganham mais dramaticidade, ritmo e emoção.

Sei que Lobo Solitário terminou faz pouco tempo no Brasil e ainda está "fresca" na cabeça de quem leu, mas talvez eu tenha feito isso por já estar sentindo falta desta que por três anos foi, de longe, a melhor revista seriada publicada por aqui.

Quem não leu, faça-o! Uma boa dica é aproveitar os descontos do Fest Comix, que começa hoje.

Lobo Solitário vale demais a pena, como comprovam as resenhas do jornalista Eduardo Nasi no Universo HQ. Mesmo que eu discorde dele na nota máxima para uma ou outra edição, para a série como um todo não dá para fugir dos cinco balõezinhos.

4 comentários:

Eduardo Nasi disse...

Abe-No-Kaii é um dos melhores vilões da história dos quadrinhos e o melhor personagem da série.

Amalio disse...

Estou esperando a série terminar aqui na região dos aflitos para ler tudo de uma tacada só, faltam só três edições, acho que até setembro termina. De qualquer forma já li até a edição 9, quando ela ainda não era setorizada, e sempre fiquei de queixo caído, com a narrativa, os desenhos, é como ser transportado pro Japão Feudal, com suas histórias de honra, traição, corrupção e sangue.

Sidney Gusman disse...

Nasi, pra mim, ninguém supera o Daigoro.

Pois é disse...

Coincidentemente estou fazendo a mesma coisa: lendo de uma vez só toda a série. E concordo, se antes, mês a mês, Lobo Solitário já prendia a atenção, quando se tem a chance de ler toda saga em um impulso só, podemos ver de forma ainda mais evidente a genialidade de seus autores. E o impressionante é que os personagens em nenhum momento perdem a coerência. Pelo contrário: suas personalidades vão ficando cada vez mais ricas, mas sempre de maneira crível, tornando Itto Ogami, Retsudô e muitos outros tão reais quanto eu ou você. É uma pena que terminou. Mas é é ótimo poder agora ler tudo do começo ao fim e sentir de forma mais intensa as emoções que só uma grande obra de quadrinhos pode provocar.