E faltam apenas três meses pra nos despedirmos de 2009. Setembro se foi como um mês bacana para o mercado de quadrinhos, com boas opções de leitura em diversos gêneros. Então, confira os melhores e piores na opinião da equipe do Universo HQ. Desta vez, Ronaldo Barata, Zé Oliboni e Diego Figueira não participam, por terem lido pouco.
Vale lembrar: as opiniões são pessoais e não precisam ser sobre um lançamento do mês.
Não há limite para as indicações dos melhores, que não são listados necessariamente em ordem de preferência; e nem pros piores.
Sidney Gusman
Melhores: J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga # 37, # 45, # 51, # 53, # 55 e # 56 (Mythos), O Questão – Zen e a arte da violência e Homunculus # 7 (ambos da Panini), O Cortiço (Ática), É tudo mais ou menos verdade - Jornalismo investigativo, tendencioso e ficcional de Allan Sieber (Desiderata), Local - Fim da Jornada, A Casta dos Metabarões - Volume 2 e Mistérios Divinos (todos da Devir)
Melhores: Batman e Robin # 3, de Grant Morrison e Frank Quitely (DC) e Daredevil - Lady Bullseye, de Ed Brubaker e Michael Lark, Stefano Gaudiano, Clay Mann (Marvel)
Melhores: MSP 50 – Mauricio de Sousa por 50 artistas, Biblioteca Histórica Marvel - Homem-Aranha - Volume 1 e Homunculus # 7, ambos da Panini, É tudo mais ou menos verdade - Jornalismo investigativo, tendencioso e ficcional de Allan Sieber (Desiderata), Có! (independente), Local - Ponto de Partida (Devir), Three Shadows (First Second) e Sandman - Terra dos Sonhos (Conrad)
Melhores: Preacher - Volume 4 - Dixie Fried e Preacher - Volume 5 - Proud Americans (ambos da Vertigo) e Demolidor - O homem sem medo e Loki, da Panini
Hoje tem coluna nova no Universo HQ. Na Chiaroscuro, Sérgio Codespoti comenta a profusão cada vez maior de filmes baseados em quadrinhos, especialmente a partir de 1998. Para ler, clique aqui.
E essa tendência deve continuar por bastante tempo. Afinal, depois que a Disney comprou a Marvel; e que a Warner anunciou que vai "turbinar" a DC, parece que o mercado de quadrinhos tende mesmo a se tornar um abastecedor da indústria do cinema.
Como esta chegou agora, não deu tempo de incluir na atualização. Mas vale nota! Hoje tem um bate-papo bacana sobre arte sequencial no Ilustra Brasil: O novo quadrinho brasileiro, com Gustavo Duarte, Rafael Coutinho, Rafael Grampá e Laerte.
Esse timaço estará reunido a partir das 16 horas (horário meio ingrato), no Centro Universitário Maria Antonia (Rua Maria Antonia, 294 - Prédio Rui Barbosa - Salão Nobre – 3º andar), em São Paulo.
Como o leitor do Universo HQ sabe muito bem, sexta-feira é dia de resenhas no site. É quase tão sagrado quanto a pizza do final de semana. :-)
Mas o que nossos leitores nem imaginam é o tanto que discordamos uns dos outros em algumas avaliações. E, pra mim, isso é que torna o UHQ mais rico: ter na equipe várias opiniões divergentes.
Como eu edito todos os reviews, sempre fica comigo a missão de puxar o fio da discordância. Hoje, por exemplo, foi assim. E resolvemos abrir pros leitores como a coisa rola.
Mesmo respeitando demais as opiniões (e as notas) de ambos, não compactuo com o Lielson Zeni e o Eduardo Nasi em suas resenhas de Umbigo sem fundo e Vida boa, respectivamente.
O que pro Lielson soou como técnica narrativa (a utilização do branco nas páginas), pra mim pareceu exagero, por ter sido usado em excesso e em sequências que não precisavam daquele recurso. Além disso, acho o desenho do Dash Shaw fraco - mesmo para uma proposta mais independente.
O Delfin lembrou de ter lido pela internet uma crítica gringa em que se dizia que Umbigo sem fundo ficaria perfeito com 200 páginas a menos (são 720). Concordo.
Já o que o Nasi considerou bacana em Vida boa, eu acho cansativo. Acho o Zimbres muito inteligente, mas não curto seu trabalho em tiras. Pra mim, o desenho duro e sem movimento torna tudo repetitivo, cansativo, dependente ao extremo do texto.
É raro (ou impossível?) ver em Vida boa uma piada sem balões, por exemplo.
Mas, independentemente dos gostos de cada um, minha função como editor é tirar o chapéu pro Lielson e pro Nasi, que escreveram duas belas resenhas, nas quais justificam bem o porquê de, pra eles, as obras merecerem nota máxima.
E você, o que achou? Aproveite este espaço para comentar as resenhas da semana. E até as mais antigas, se quiser.
Na matéria da semana, mais um problema que aflige os colecionadores.
Não só um problema, também um dilema, que provoca a ira de mães, esposas, namoradas e moradores da casa em geral: a falta de espaço para as coleções de quadrinhos!
No começo, tudo é dez.
Cem revistas, sensacional. Mil revistas! Nossa, que legal.
Porém, quando a casa dos "mil" não para de aumentar, o que fazer? Jogar tudo pela janela? Alugar uma mansão?
Na tentativa de elucidar as possibilidades para minimizar essa catástrofe quadrinhística, você confere a matéria da semana no Universo HQ.
E, tendo ou não problema de espaço, comente à vontade!
A coluna desta semana no Universo HQ é a Recordatório, do Marcus Ramone.
Num texto bem-humorado (que certamente se encaixa para a maioria dos colecionadores de quadrinhos), ele conta que não empresta seus quadrinhos de modo algum.
E você, empresta? Leia o artigo aqui e comente à vontade.
Update - Estamos testando uma ferramenta de enquete pra saber quem empresta e quem não empresta seus quadrinhos. Vote clicando no botão abaixo:
Na nossa coluna Ponto de Fuga de hoje, o Zé Oliboni e eu abordamos um caso que ganhou certo destaque algumas semanas atrás, envolvendo um fã um tanto indignado e o desenhista Rob Liefeld.
O leitor em questão culpou Liefeld pelo projeto Heróis Renascem, da Marvel, em meados da década de 1990, e exigiu desculpas durante uma convenção de quadrinhos.
Apesar de concordar que Liefeld é um desenhista muito ruim, nós perguntamos se ele merece ser culpado por aquelas revistas ou mesmo por uma época inteira de maus gibis.
E, ainda, se essa perseguição tem alguma utilidade para os quadrinhos hoje. Leia a coluna aqui e comente à vontade.
Desde o começo desta semana o Universo HQ está sofrendo com alguns problemas relativos ao seu banco de dados.
A situação já está encaminhada e estamos trabalhando tanto para achar uma solução rápida para essa dificuldade atual como para acabar, de uma vez por todas, com esse problema a médio prazo.
Enquanto isso a equipe do Universo HQ continuará ativa tanto aqui blog como no Twitter (http://www.twitter.com/universohq).
Hoje não tem coluna, mas tem matéria do Eduardo Nasi, que resolve dar dicas para reler Sete Soldados da Vitória, uma vez que a série está diretamente ligada com vários fatos da Crise Final, que está atualmente nas bancas.
Por aqui, a Panini publicou a obra, que é escrita pelo “maluco” Grant Morrison como uma minissérie em oito partes. Mas a história vai muito além das páginas. Ou é isso que o autor pretendia.
O texto saiu originalmente na oitava edição de Sete Soldaos da Vitória e foi devidamente atualizado. Para conferir, basta clicar aqui.
Hoje colocamos online uma bela matéria do Sérgio Codespoti explicando minuciosamente o lance da Disney comprar a Marvel.
A princípio, muda pouca coisa, mas futuramente é claro que a Disney fará valer o fato de agora ser a “dona” desses personagens.
E você, o que achou dessa notícia? Comente à vontade.
Pra entrar no clima, posto abaixo duas imagens que me foram mandadas pelo meu amigo Flávio Teixeira, que é roteirista da Turma da Mônica e fã de super-heróis, como todos nós do UHQ.
Agosto terminou, mas deixou uma boa e variada leva de materiais bacanas. Por isso, sem embromação, vamos conhecer os melhores e piores do mês, na opinião da equipe do Universo HQ. Desta vez, apenas Ronaldo Barata não participa, por ter lido pouco.
Vale lembrar: as opiniões são pessoais e não precisam ser sobre um lançamento do mês.
Não há limite para as indicações dos melhores, que não são listados necessariamente em ordem de preferência; e nem pros piores.
Melhores: Parker - The Hunter, de Darwyn Cooke (IDW), Sandokan, de Hugo Pratt e Mino Milani (Casterman), Batman & Robin # 2, de Grant Morrison e Frank Quitely (DC Comics) e Tintin - Les Bijoux de la Castafiore, de Hergé (Casterman)
Melhores: Invasão Secreta # 1, X-Men & Homem-Aranha # 1, Crise Final # 1 e Clássicos do cinema # 15 - Cascão Porker e a Pedra Distracional (todos da Panini), Diário Gráfico de Lourenço Mutarelli, publicado na revista Piauí, Star Trek - Interlúdios, Courtney Crumrin e as criaturas da noite e Local - Fim da Jornada (todos da Devir) e Macaco Albino (independente)
Melhores: Predadores III e IV (ambos da Devir) e Eu sou Legião (Panini)
Pior: nenhum
Diego Figueira
Melhores: Predadores III e IV (ambos da Devir), Eu sou LegiãoDemolidor - Diabo da guarda e Clássicos do Cinema # 15 - Cascão Porker e a Pedra Distracional (todos da Panini)
Melhores: Blackest Night # 2, Blackest Night - Batman # 1, Powergirl # 3 e Booster Gold # 23 (todos da DC Comics), Dynamo 5 # 0 (Image) e Church of Hell # 1 (Berseker)
Piores: The Warriors # 1 (Dabel Bros.) e Patsy Walker: Hellcat (minissérie em cinco partes, da Marvel)
Melhores: Preacher Vol. 1 - Gone To Texas, Preacher Vol. 2 - Until the End of The World e Preacher Vol. 3 - Proud Americans (todos da Vertigo), Superman - Homem de Aço (Mythos), Aventuras Disney # 48 (Abril) e 100% (Opera Graphica)
Outro dia, estava numa gibiteria e, na hora de pegar as compras da semana, disse que não precisava de sacola, porque eu tinha levado a minha. O atendente olhou meio surpreso, sei lá, e disse que infelizmente era raro ouvir isso, porque ninguém tava nem aí.
Fiquei pensando e me dei conta de que, na verdade, não eram só os clientes da loja que usavam sacos plásticos. Na verdade, todo o mercado de HQs parece distante demais de atitudes simples que podem ajudar a preservar o mundo.
Daí que veio a ideia de fazer uma coluna inspirada nisso. São práticas bem simples, bem iniciais, fáceis de seguir mesmo, que é pra todo mundo escolher uma ou outra e pôr em prática.
No dia 21 de agosto aconteceu no Sesc Pompeia, em São Paulo, a entrega do 21º Troféu HQ Mix, com apresentação de Serginho Groisman e “canja musical” da banda Altas Horas.
O Universo HQ transmitiu a cerimônia ao vivo pelo microblogTwitter. Foi a terceira vez que fizemos algo do gênero. A primeira foi na abertura da exposição Mauricio 50 Anos; e a segunda, à distância, durante a entrega do Eisner Award.
A experiência foi muito interessante e possibilitou que leitores de quadrinhos de várias localidades pudessem “sentir” como foi a festa. Pra quem perdeu, segue abaixo um apanhado dos quase 200 posts (fomos um dos perfis brasileiros que mais “tuitou” na noite da última sexta-feira), com direito aos links de fotos e vídeos (clique em todos para conferir) e às várias informações de bastidores que colhemos com os artistas presentes.
E tem muitos editores por aqui também: Douglas Quinta Reis, Mauricio Muniz, Cassius Medauar, Cláudio Martini, Rogério de Campos, Érico Rodrigo (Panini – Turma da Mônica).
A Panini vai publicar as linhas Vertigo e WildStorm no Brasil.
A informação foi divulgada pelo Blog dos Quadrinhos e confirmada em seguida, via Twitter, pela editora.
De cara, serão lançados encadernados de Y - O Último Homem (de novo, do começo - a série já saiu pela Opera Graphica e Pixel) e ZDM - Terra de Ninguém, como a Panini rebatizou DMZ, que saía na Pixel Magazine.
Segundo foi divulgado, haverá também uma revista mix chamada Vertigo, composta pelos títulos Scalped, Neverwhere, Hellblazer, Northlanders e Sandman Presents: The Tessaliad.
A Panini ainda não se manifestou a respeito de títulos como Preacher, Fábulas, Sandman e outros.
A decisão recente do juiz Stephen Larson sobre os direitos autorais do Super-Homem, jogou mais lenha na fogueira e também confundiu muita gente, inclusive da imprensa.
Para explicar a sentença de Larson é preciso recontar a história da publicação das primeiras histórias do "Homem de Aço".
Hoje não tem coluna no Universo HQ, mas tem uma longa explicação sobre a linha clara, o estilo atômico, retro futurismo e outros bichos (ou melhor, robôs) relacionados.
Se você não sabe qual é a conexão dessas coisas e por que Warren Ellis anda falando tanto disso, basta dar uma conferida aqui.
De quebra, você ainda descobrirá quem são Joost Swarte, Ever Meulen, Serge Clerc, Javier Mariscal e muitos outros.
Com um dia de atraso, é hora de nossos leitores conhecerem os melhores e piores de julho, na opinião da equipe do Universo HQ. Desta vez, Marcelo Naranjo e Zé Oliboni ficaram de fora, por terem lido pouco.
Não foi um mês de unanimidades entre os votantes, mas é uma bela amostra de quanto o nosso mercado está variado.
Vale lembrar: as opiniões são pessoais e não precisam ser sobre um lançamento do mês.
Não há limite para as indicações dos melhores, que não são listados necessariamente em ordem de preferência; e nem pros piores.
Sidney Gusman
Melhores: Eu sou Legião e Demolidor - O homem sem medo (Panini) e o encarte O caos chupando manga, de Guga Schultze, publicado na revista independente Graffiti 76% Quadrinhos # 19
Melhores: Périples secrets, de Hugo Pratt (Casterman), La bande Dessinée - Son histoire e ses maîtres (Skira-Flamarion), Johnny Hazzard vol. 1, de Frank Robbins (Gilou-Glénat), Toppi - Le Collectionneur 5 - Le Collier de Padmasumbawa, de Sergio Toppi (Mosquito), Beaux Arts - hors-série - Les Secrets des Maîtres de la BD (Beaux Arts Magazine) e Wednesday Comics #s1, vários autores (DC Comics)
Pior: X-Force # 16, de Craig Kyle, Christopher Yost e Clayton Crain (Marvel)
Piores: O Submundo de Gotham # 2 e Contagem Regressiva # 12 (Panini)
Guilherme Kroll Domingues
Melhores: Star Trek Ano Quatro (Devir), Powertrio (independente) e Marvel Max # 64 e # 65 e Gantz # 21, todos da Panini
Piores: Homem-Aranha e Red Sonja # 1 e # 2 (Panini)
Ricardo Malta Barbeira
Melhores: Batman - O Longo Dia das Bruxas (Abril), Retalhos (Quadrinhos na Cia.), Stardust (Conrad) e Sin City - Inferno (Pandora Books).
Pior: Nenhum
Delfin
Melhores: Onimbo e os vermes do inferno 2 e Vida Boa (Zarabatana), Star Trek Ano Quatro (Devir), Scott Pilgrim vs The Universe (Oni Press), Morgan, de Hugo Pratt (Casterman), Michael Chabon Presents: The Amazing Adventures of the Escapist #1 (Dark Horse), Wednesday Comics # 1, # 2 e # 3 (DC Comics) e Seaguy (Vertigo)
Piores: Noite Feliz, de Mike Deodato (independente) e X-Tinction Agenda, a série completa (Marvel)
Diego Figueira
Melhores: J. Kendall - Aventuras de uma criminóloga #56 (Myhtos) e Turma da Mônica Extra # 3 - Capitão Feio e Crise Final # 1 (Panini)