06 agosto 2009

Matéria: A Linha Clara e o Estilo Atômico

Hoje não tem coluna no Universo HQ, mas tem uma longa explicação sobre a linha clara, o estilo atômico, retro futurismo e outros bichos (ou melhor, robôs) relacionados.

Se você não sabe qual é a conexão dessas coisas e por que Warren Ellis anda falando tanto disso, basta dar uma conferida aqui.

De quebra, você ainda descobrirá quem são Joost Swarte, Ever Meulen, Serge Clerc, Javier Mariscal e muitos outros.

22 comentários:

Borovac disse...

Adorei a matéria!
Uma aula de HQ!!
Continue assim. Infelizmente temos pouquíssimos textos teóricos sobe esse assunto no Brasil. Eu pelo menos desconheço.
Poderiam inclusive fazer um post especial com dicas de referências bibliográficas sobre quadrinhos.

Abraços.

ANALISES SINTÁTICAS DA REALIDADE disse...

Muito importante esta explanaçãodo histórico dos quadrinhos. Meu desenhista favorito nesta constelação de estrelas é Daniel Torres, que infelizmente já partiu desta para a melhor.

Eduardo Filipe, o Sama disse...

Ótima matéria! Dá vontade de estar lá... Só não posso entrar no meu transportador molecular e ir para Bruxelas agora, porque tenho um monte de trabalhos para entregar!

Eduardo Filipe, o Sama

Abracurcix!

Sérgio Codespoti disse...

Borovac, Analises e Eduardo, obrigado pelos elogios.

Borovac: sobre as referências, embora não Brasil não existam muitos livros, na Europa e nos Estados Unidos a lista passa das centenas.

O livro La bande dessinée - son histoire et ses maîtres (http://www.universohq.com/quadrinhos/2009/n16072009_01.cfm) (em francês), lançado em julho, é um dos raros que mostra a história das HQs Americanas e européias, e depois compara os dois estilos.

Como já disse, depende muito do seu interesse. Tintim, por exemplo, tem mais de uma centena de livros teóricos sobe o personagem e sobre Herge.

Hugo Pratt e o personagem Corto Maltese também são alvo de uma bibliografia teórica muito grande.

Abraços.

Frederico disse...

Nossa, faz muito tempo que nao leio uma materia tao legal. Meus parabens.

arkhan disse...

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaa..........checklist........

Rafael H. Olivato disse...

Muito boa a matéria.
Boa mesmo!

Uma aula de história da HQ!
E realmente, deu vontade de estar lá conferindo tudo de perto.

Valeu, Codespoti!

Rodrigo Sava disse...

Ótima matéria. Meu gosto pela linha clara surgiu quando, anos atrás, apalpava revistas nos sebos formidavelmente decadentes da Praça Tiradentes. Edições de Animal, Triton e Opium me arregalavam os olhos para todas aquelas traquitanas retrofuturistas e cores chapadas que, na época, pareciam saídas apenas da cuca arejada dos artistas e roteiristas que as concebiam. A matéria do UHQ me devolveu àquelas lembranças, e as contextualizou. Ainda não tinha tido tanta informação, nem a oportunidade de refletir sobre tais "escolas". Um abraço a Codespoti e os rapazes do UHQ!

Milena Azevedo disse...

Que texto primoroso, Codespoti! Eu ainda não conhecia o chamado "estilo atômico" e você deu uma aula sobre as escolas europeias e agora eu o entendi perfeitamente.

Hunter disse...

"Muito importante esta explanaçãodo histórico dos quadrinhos. Meu desenhista favorito nesta constelação de estrelas é Daniel Torres, que infelizmente já partiu desta para a melhor."

Para onde? França? Porque vivo ele está, publicou um álbum novo este ano mesmo...

Belo artigo, Codespoti! Foi bem fundo na história do quadrinho franco-belga.

Hunter (Pedro Bouça)

Hunter disse...

Outra coisa, o Ramone comeu uma bela duma mosca no artigo sobre Dennis o Pimentinha: Ele confundiu o Dennis the Menace inglês com o americano!

O artigo se referia ao britânico. Eis a página dele no site da CBBC:
http://www.bbc.co.uk/cbbc/cartoons/tv/dennis/

O Dennis inglês é uma peste de verdade (diferente do americano, que é um garoto até bonzinho mas que enche o saco daqueles à sua volta). Ele é publicado há anos no semanário infantil inglês Beano.

Incidentalmente, antes que apareçam acusações de cópia (como no caso do Homem-Coisa e Monstro do Pântano que, todos sabem, são cópia de um personagem da era de ouro chamado "The Heap"), no que é talvez a maior coincidência das HQs de todos os tempos ambos os personagens foram publicados pela primeira vez NO MESMO DIA, com um oceano de distância!

Não acreditam? Vejam aqui (em inglês):
http://www.toonopedia.com/dennisb.htm

Hunter (Pedro Bouça)

Marcelo Naranjo disse...

Realmente, Hunter, só você pra achar uma informação dessas! Eu nunca ouvi falar desse "Dennis genérico", e que coincidência ter sido criado na mesma data!

Vou levantar e conforme for faremos uma errata no UHQ.

Abraço.

Hunter disse...

Aproveita que está com a mão na massa e faz uma resenha de Eu sou Legião. ;-)

Hunter (Pedro Bouça)

Marcus Ramone disse...

Hunter, acabei de confirmar isso. Como eu disse ao pessoal, foi uma união de fatores (incluindo o World Famous fazendo uma comparação dos dois personagens e eu não me ligando no outro) que me levou a essa cagada. Valeu pelo toque. Peço desculpas a você e aos demais leitores pela falha grotesca.

Hunter disse...

O erro é mais do que compreensível, não ligue.

Como penitência, faça uma resenha de Eu Sou Legião...

Hunter (Pedro Bouça)

Anônimo disse...

Olá,

somos do Blog minervapop@blogspot.com.....gostaria de convidá-los a visitar nosso blog....e a enviar info sobre seu trabalho.

Parabéns pelo blog!

Anselmo

Eduardo Roque disse...

Verdadeira aula d história d HQs européias. Mas será q dá p/incluir Frank Quitely como influenciado por esse estilo? Digo isso por q Geof Darrow foi citado e acho o traço deles bem parecido

Hunter disse...

Tanto o Quitely quanto o Darrow têm claras influências de Moebius (que por sua vez foi aluno do mencionado Jijé).

Do lado de Quitely também pode-se ver uma certa influência dos artistas dos primórdios da 2000 AD inglesa, em particular Carlos Ezquerra.

(Código de verificação: verdskal. Parece o nome de um guerreiro viking!)

Hunter (Pedro Bouça)

Sérgio Codespoti disse...

Como o Frank Quitely é escocês é possível que ele tenha descoberto a turma do estilo atômico na revista inglesa Escape (da década de 1980), editada por Paul Gravett, que é o curador da exposição do Atomium.
É certo que existe uma semelhança conceitual na estética do Quitely e do Geoff Darrow, mas não sei lhe dizer se é por que beberam da mesma fonte - de maneira independente - ou se o Darrow é uma influência direta sobre o Quitely.

Sidney Gusman disse...

Este artigo do Sérgio (e o dos direitos do Superman), mesmo que ele não queira, eu vou inscrever no HQ Mix do ano que vem.

Sérgio Codespoti disse...

Sidney: Não me oponho, não... (risos)

Eduardo Roque disse...

Qual categoria, artigos + extensos?:/
(Brincadeira, Codespoti, como disse no do Super, deu 1 trabalho duca pesquisar e digitar tudo isso)