30 setembro 2009

A década dos quadrinhos no cinema

Hoje tem coluna nova no Universo HQ. Na Chiaroscuro, Sérgio Codespoti comenta a profusão cada vez maior de filmes baseados em quadrinhos, especialmente a partir de 1998. Para ler, clique aqui.

E essa tendência deve continuar por bastante tempo. Afinal, depois que a Disney comprou a Marvel; e que a Warner anunciou que vai "turbinar" a DC, parece que o mercado de quadrinhos tende mesmo a se tornar um abastecedor da indústria do cinema.

E você, o que acha? Comente à vontade.

26 comentários:

Amalio Damas disse...

Como sempre, uma matéria muito boa. Homem-coisa pra mim foi lavagem de dinheiro, porque o dinheiro investido foi muito muito abaixo do que a Marvel fez em todos os outros filmes.

Mark Steven Johnson tem fotos comprometedoras dos executivos da Marvel, só assim pode-se explicar como ele conseguiu "dirigir" dois filmes.

A Marvel ainda tem que sanar a maldição do terceiro filme, porque Homem-Aranha 3, X-Men 3 e Blade Trinity foram decepcionantes. (se bem que na história do cinema são poucos os terceiros filmes de trilogias que se salvam, O Retorno de Jedi e O Poderoso Chefão estão aí para provar).

Os melhores filmes do Justiceiro de todos os tempos foram Desejo de Matar I e II, com o inigualável Charles Bronson. Era só trocar o terno pela camiseta de caveira. A Marvel sempre errou a mão no Justiceiro. O primeiro era um canastrão, o segundo um alcoólatra e o terceiro um machão sensível, que chorava sempre que ficava sozinho. Ray Stevenson foi o que melhor incorporou o Justiceiro nas cenas de ação, o problema é que os diretores querem colocar algo de emocional na personalidade do Justiceiro. O justiceiro não tem nada de emocional, ele é um psicopata assassino que mata bandidos sem dó e só, nada mais. Paul Kersey era assim. De dia um arquiteto boa praça, a noite ele não queria nem saber, metia bala nos bandidos sem dó. Cena clássica: o bandido está acuado por Paul Kersey e segura o crucifixo, então ele pergunta ao bandido: "Você acredita em Jesus?" o bandido acena positivamente com a cabeça. Kersey responde sem esboçar nenhum tipo de sentimento "Então vá conhecê-lo pessoalmente" e mete bala no sujeito. Nem Dirty Harry era assim.

O problema maior no cinema em geral é que com o passar do tempo fica difícil superar alguns filmes, de 1978 até 2000, o modelo era Superman, depois vieram Homem-Aranha e X-Men principalmente os segundos filmes, depois Batman Begins, em seguida Homem de Ferro e O Cavaleiro das Trevas é o ápice de super-heróis no cinema até agora. Quem conseguirá superar Chris Nolan?

Na minha opinião o melhor filme baseado em quadrinhos de todos os tempos é Anti-Herói Americano. Além de Harvey Pekar ser um figura ímpar, o uso da metalinguagem e dos recursos inovadores emulados dos quadrinhos, o elenco principal fez uma atuação espírita. Ficaram idênticos às pessoas reais.

Veja minhas listas dos 10 piores e dos 10 melhores nos links:

http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=13116

http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=13370

Sérgio Codespoti disse...

Amalio, me lembro de uma história (e não sei se não passa de um rumor) que parte do dinheiro do filme do Homem-Coisa teria sido gasto em festas e outras coisas por algumas pessoas da produção. Como a coisa estava rolando na Austrália, quando alguém percebeu já era tarde para minimizar o estrago.

Pode não ser verdade, mas explicaria muita coisa, não é?

Concordo com vc quanto ao Justiceiro. É o personagem mais fácil da Marvel para se desenvolver e os caras erraram a mão três vezes. Impressionante isso.

Valeu o elogio.
abs.

AndréBetim disse...

"É difícil dizer se, a longo prazo, essas mudanças beneficiarão os autores de quadrinhos e seus leitores, ou se este será apenas mais um momento frustrante na história da nona arte".

A respeito do texto acima, tenho a dizer o seguinte:

1) Não há benefício para os quadrinhos como arte nem para os leitores;

2) É um momento frustrante para o cinema, como arte.

E não é a longo prazo, é agora, já está acontecendo.

Fiz questão de frisar quadrinhos e cinema como arte, pq os benefícios dessa "onda" são única e exclusivamente financeiros e são para poucos.

Uma coisa em especial me deixa muito triste. "Filmes de quadrinhos" virou um gênero cinematográfico e "filmes de super heróis" um sub-gênero". Isso não deveria ser assim.

Novamente isso só interessa a quem vai lucrar horrores com as produções, fica mais facil vender alguma coisa rotulada.

E vamos ser sinceros. De todos os filmes citados na matéria, eu não consegui contar 10 realmente bons. Entendam, eu amo quadrinhos e cinema. Mas filmes como Demolidor, Elektra, Constantine, V de Vingança, Wolverine Origens, Quarteto fantástico, Liga Extraordinária, Mulher Gato, Procurado, Superman Returns, os dois do Hulk, 300, Spirit (Meu Deus)etc, me fazem ter vergonha dos quadrinhos e do cinema. VERGONHA!

"Filme de quadrinhos" bom é exceção, infelizmente. Homem de Ferro, Batman TDK, Homem Aranha 1 e 2, X-Men 2, O Corvo, Estrada Para Perdição (embora Tom Hanks tenha sido uma escolha totalmente equivocada para o papel) e Sin City.

E vou bater nessa tecla! Estamos ganhando filmes ruins e não estamos ganhando quadrinhos melhores.

Vejam o exemplo do Frank Miller. Há quanto ele não faz nada que presta nos quadrinhos? Ficou deslumbrado com o cinema, achou que era diretor e produziu uma BOMBA como Spirit! E agora está preparando 300 2 só para ser filmado! Eu odeio Frank miller!

E parece que tem gente seguindo o exemplo dele. Vejam o Mark Milar. Procurado já foi um lixo, e agora Kick Ass, que antes mesmo de existir como quadrinho já estava virando filme.

Não gosto da aplicação dessa frase na prática: "os quadrinhos se tornaram efetivamente um laboratório de pesquisa. E seu principal papel é gerar conteúdo que possa ser transformado em uma dezena de mídias diferentes"

Isso é verdade, claro. Mas também é verdade que tem pouquissimas pessoas ganhando dinheiro com isso, e essas pessoas não tem compromisso nenhum com os quadrinhos nem com o cinema como arte!

E o pior! Alguns desse filmes terríveis são sucessos comerciais, como Homem Aranha 3.

Para concluir. Não vejo com bons olhos essa sanha desenfreados dos estúdios por "filmes de quadrinhos". Estamos adentrando uma fase de saturação, há um desespero para produzir, produzir, produzir, e sinto um cheiro podre no ar quando criadores de quadrinhos realizam trabalhos só pensando nos milhões que o cinema pode trazer.

Chega de "filmes de quadrinhos" isso não deveria existir como gênero. Amo os quadrinhos, amo cinema, mas este casamento tem mais problemas que virtudes, e assim, fatalmente, não vai acabar bem.

Sidney Gusman disse...

Gostei do argumento do André. Penso de forma muito parecida.

lielson disse...

Receita de filme do Juticeiro:
- um ator Bad ass mothafucka
+ Gay rotchie OU Tarantino + roteiro baseado em alguma história do Ennis.

lielson disse...

me corrigindo:
Guy Ritchie

Rafael disse...

Sin City é filme pivô nessa história toda.
"Filmes de Quadrinhos" (como frisou nosso amigo André ali em cima) podem ser divididos entre Antes e Depois de Sin City.

o "Visionário" (??) Zack Snyder que o diga!

Ponto para o Robert Rodrigues pelo Avant Garde.

Amalio Damas disse...

Só uma coisa que quase ninguém lembrou de comentar (talvez porque não vale nem a pena) mas Watchmen enquanto filme é lixo absoluto. Zach Snyder precisa parar de emular 300.

Hellboy é um grande exemplo de como adaptar uma HQ para cinema. O 1º filme foi baseado em Sementes da Destruição e muito pouco da HQ foi usada, mesmo assim é um filme bom.

Anônimo disse...

Pergunta:What a hell significa "bombardeios em tapete"???

PS :Eu odeio Frank Miller (2)





Flavio

AndréBetim disse...

Rafael, eu acho Sin City a melhor adaptação de obra(s) específica(s) dos quadrinhos para o cinema. É um filme muito divertido, tem boas interpretações (Clive Owen) e é claro, muita mulher bonita...rs.

Amalio,vou dizer uma coisa, até o filme de Watchmen é melhor que muita coisa que já maculou minhas retinas, como Mulher Gato, Wolverine e Elektra...Só que eu acho o Zack Snyder muito brega. BREGA, BARANGO ao extremo! O estilo dele cheio de camera lenta e angulos manjados me deixa enjoado.

Já com relação ao Hellboy, o primeiro eu achei passável, nada mais que isso...não digeri ainda o "ninja" nazista. Mas o segundo Hellboy, pelamordeDeus. Tirando o design de criaturas, o cena do mercado troll e o anjo da morte, o resto é uma pilha de lixo fumegante. Essa historinha de amor piegas Hellboy e Liz foi de lascar, alias, desempenho terrivel dessa atriz que não me lembro o nome. O rosto dela parece feito de gesso. Sinceramente,tive dó ao ver um personagem que gosto tanto ser arrastado pro esgoto dessa forma.

AndréBetim disse...

Nunca vou entender como conseguiram fazer um filme tão ruim com Wolverine. Era fácil, muito fácil fazer um filme legal.

Sérgio Codespoti disse...

Flavio: Bombardeios em tapete é a tradução usada em português para "carpet bombing", uma estratégia militar na qual o alvo é uma área grande que é bombardeada em larga escala, de modo a destruir totalmente a região.

Sérgio Codespoti disse...

André, por que quando existe antos interesses em jogo, tanta grana em risco, tudo mundo dá palpite no roteiro, no que deve ser feito, na forma como tem que ser editada, e cada ator exige o seu minuto a mais para assinar o contrato, com as devidas mudanças de roteiro, e o produtor muda mais alguma coisa por qualquer outra razão até que sobre pouca coisa do roteiro original e o resultado é isso que vimos no cinema...
É um processo que praticamente inviabiliza as chances do produto ter alguma qualidade, mas curiosamente as vezes garante sucesso comercial (que para os estúdios é o que conta).

Jackson Good disse...

Tenho uma visão muito mais tranquila em relação a tudo isso, do que a maioria do pessoal aqui. Acho que é porque eu sou fanboy demais, me deslumbro fácil com hq e cinema, e quando junta os dois então...

Meus filmes preferidos: The Dark Knight, V de Vingança e Watchmen. Numa avaliação pura e simples de ME AGRADAR, não tenho crítica nenhuma a eles. Filmes que achei bons: trilogia do Aranha, X-Men 2, Demolidor, Homem de Ferro, Batman Begins. O resto, de mediano pra baixo.

A respeito de fazerem mais filmes, se os quadrinhos ganham com isso... sinceramente, nunca me preocupei em refletir muito a respeito. Quero é que façam mais filmes, acho que vale a pena arriscar. Se for bom, beleza. Se não, lamenta-se e parte pra próxima. E nas hq's há muito tempo eu me preocupo simplesmente em ler boas histórias, que me agradem, me divirtam, apesar de toooodos os problemas tão falados de cronologia, clichês, mortes e ressureições, mega-eventos...

Eduardo Oa disse...

acho que a máquina hoolywoodiana sempre está mais interessada em agradar aos leigos do que aos fãs de quadrinhos.criaram até certas subclasses que poucos percebem como:filmes adultos(linha vertigo,batman e etc)e filmes para a família[esses feitos para obterem um efeito shrek-agradar pais,mães,filhos e avós](homem-aranha,quarteto fantástico).enfim,não podemos também sermos xiitas a ponto de esperar um batman tdk em toda adaptação que pinta por aí.até porque existem muitas frescurites minuciosamente estudadas desde a classificação indicativa do filme até se o figurino do protagonista fica bem no poster de divulgação.e é justamente por essas mercadologias e roteiros linceciados em todas as esquinas é que ainda vamos amargar em vários dragonballs evolutions e elektras por esses anos vindouros.mas é bom separar,hq é hq,portanto tem raiz na arte.e cinema(o de hoje)é mais comércio do que arte.e quem sai feliz é aquele leigo que assistiu smallville sem saber que clark kent jamais terminaria com lana lang,que assiste heroes,e que nunca se dá ao trabalho de ler hq's,afinal para os leigos alienados isso é coisa de nerd ou de criança.

Ricardo Soathman disse...

É... Bem legal a coluna.

Ok, a questão aqui, para mim, é...

Por que, a existência de uma adaptação cinematográfica DEVE alterar a QUALIDADE de uma REVISTA? Melhora-la?

Não entendi a relação.

São duas mídias diferentes, com formatos bem definidos que existem, por razões estritamente financeiras.

A Marvel faz quadrinhos por razões financeiras. Vendeu os direitos de produção de suas franquias por razões financeiras.

Então, acho meio utópico essa questão da exigência ARTÍSTICA em relação...

Filmes de quadrinhos existem porque têem publico... Porque geram receita. Se são bons ou ruins depende exclusivamente da EXECUÇÃO... Não da existência.

Cobrar melhores resultados é justo, porém, na minha visão, é meio Quixoteano!

LOL

Então... Por que, a compra da Marvel, pela Disney, DEVE, de alguma forma, oferecer melhores PRODUTOS?

Não estou cert que a Disney DEVE interferir na vida da EDITORA, então, para me ater ao que foi proposta na coluna...

A Buena Vista tem uma história de decadas trabalhando ao público de cinema. Tem experiência e é natural que acrescente no lado OPERACIONAL, mas, o lado criativo é INDIVIDUAL, está relacionado a, produtores, roteiristas e diretores, que podem ser contratados, independente da PRODUTORA, detentora dos direitos de produção.

Então, se as escolhas continuarem sendo feitas, da forma que estão... A chance de uma melhora é remota. Porque, as adaptações são ruins, porque quem faz conhece a mídia cinema... Não conhece a mídia quadrinhos. Salvo raríssimas excessões. E ainda esses cometem equívocos.

Não sei, não vejo a necessidade de filmes melhores, olhando o lado financeiro, porque, um blockbuster é um blockbuster, e vai render o que foi gasto, independente de sua qualidade. Se vai fazer o 3/1 eu não sei, mas, se olharmos as alternativas, aco muitas adaptações estão por vir. Porque os donos das franquias adoram dinheiro, assim como eu, você... ou o Zubumafú!

De uma forma geral, a aglomeração de grupos de mídia é uma tendência, e a crise financeira apenas, apressou o processo. O resto é mera especulação.

Então, sejamos otimistas!

ABS

- Ricardo Soathman

AndréBetim disse...

Bom Ricardo, se vc não vê necessida de filmes melhores ótimo. Eu não penso assim. Eu quero filmes melhores sempre. E digo mais. Até hoje nestes mais de 100 anos do cinema e dos quadrinhos, as obras de maior qualidade sempre foram produzidas por gente que se importava, que queria ganhar din din claro, mas que também tinha compromisso com a arte. Agora me parece que ninguem mais tem esse compromisso. E ver que espectadores como vc também não estão se importando, achando que "se deu dinheiro tá bom", me deixa muito deprimido. Eu sei que EU não estou ganhando $$ com esses filmes lixo...é pedir demais um pouquinho só de qualidade?

Ricardo Soathman disse...

Na verdade André, acho que nada tem a ver com o quê eu quero, ou você... Filme artistico tem forma, público, e lugar, é produzido com gosto apurado, direcionado a um tipo bem específico que adora discutir a influência da vida na arte e a arte na vida. O pessoal que acha que cultura é assistir algo incompreencível, ou acefalo, em uma sala de cinema de banco.

Isso não é contexto para se analizar uma adaptação de quadrinhos... Fazer isso, é tentar INDUZIR CULTURA a FORCEPS!

LOL!

Não é o caso de uma adaptação de quadrinhos para o cinema. Ainda mais se imaginarmos uma franquia fazendo essa transição. Não dá para fazer um filme de arte, com u personagem como o Flash, porque, o público do Flash vai achar MUITO chato.

Existem momento em que eu vou ao cinema me divertir, sem pensar demais... Para isso eu assisto um filme de ficção, ou aventura. Existem momentos em que eu vou ao cinema acompanhado e sou obrigado a ver um filme meloso, ou romantico, que até fica legal se os produtores lembrarem que existem homens "forçados" a estarem ali!

Existem momentos em que eu quero ver um filem bom, com tudo que tem direito... Do tipo Felinni ou Kurosawa. E, claramente, isso vai ser bem legal.

Agora, o que eu não acho justo, nem para os quadrinhos, nem para as adaptações é que se cobre mais do que elas podem oferecer.

Eu sou um espectador comum, que ENTENDE, o contextod e um filme de HEROI, e nãoe spera demais. Se isso de alguma forma deprime alguém. Acho que o problema pode ser, escesso de sensibilidade talvez?

LOL!

Enfim... Acho que as coisas são, como são.

Quem determina os rumos de um filme são os profissioais envolvidos, se, um blockbuster for bem feito, ótimo, melhor para o espectador. Se não for, paciência, os decepcionados ainda irão ao cinema assistir, porque a curiosidade humana é previsível.

E, enquanto a pobreza do filme, não refletir no desempenho financeiro, não há nada que você diga, que vá, de alguma forma mudar o "mainstream" (é asim que escreve?) e, cobrar mais ARTE... Na minha opinião, é ingenuidade.

Novamente... Não vejo por que uma adaptação de quadrihos deva contribuir, seja para o cinema como arte, ou deva contribuir artisticamente para as publições futuras. De forma geral... Vamos curtir o filme do jeito que ele é, não ficar buscando defeitos, ou necessidades que eles CLARAMENTE não podem atender!

Mas essa é só a minha modesta opinião.

ABS

- Ricardo Soathman

PS:

Ricardo Soathman disse...

Desculpem os erros de português...

ABS

- Soathman

AndréBetim disse...

"Agora, o que eu não acho justo, nem para os quadrinhos, nem para as adaptações é que se cobre mais do que elas podem oferecer."

"Novamente... Não vejo por que uma adaptação de quadrihos deva contribuir, seja para o cinema como arte, ou deva contribuir artisticamente para as publições futuras. De forma geral... Vamos curtir o filme do jeito que ele é, não ficar buscando defeitos, ou necessidades que eles CLARAMENTE não podem atender!"

Bom, eu acho que vc subestima o potencial dos quadrinhos e do cinema. Vou citar o exemplo de V de Vingança. Poderia ter sido um filme de ação, aventura, drama, com toques de comédia, excepcional. Bastava seguir o roteiro original (a HQ) que estava a disposição. Não deixaria de ser um filme comercial, não seria um filme "artistico" pela sua definição, mas seria um filme melhor, com certeza. Mas não quiseram respeitar a obra original. Preferiram utilizar a velha receita de bolo com romancezinho e blá blá blá. Resultado, um filme medíocre. Está ao alcance sim dos estúdios produzir filmes melhores baseados em quadrinhos. E as pessoas iriam assistir do msm jeito, não tenho dúvida. Ninguem quer um "Ingmar Bergma" dos super herois, so um pouquinho mais de respeito e bom senso.

Falando nisso, também achei sua visão um tanto qto maniqueísta, já que vc coloca uma dicotomia muito clara entre "filme de arte" e "filmes para diversão". Mas eu acho que tem muita coisa entre esses dois extremos. Dá pra melhorar a qualidade dos filmes "de diversão", por outro lado, não é preciso fazer um filme tão ofensivo qto Transformers 2". Pq não fazer um épico dos Transformers, não uma filme "de arte", mas um filme bom, no qual não tenhamos que ver robos com bagos?

"Enfim... Acho que as coisas são, como são."

Não concordo. As coisas nunca foram como são e nunca serão. Tudo é transitório. Mas depende de nós consumidores dizer "isso eu não gosto". A "boca a boca" é uma arma poderosa e pode significar a diferença entre sucesso e fracasso de um filme. Pode até ser que não tenha ninguém nas editoras e estúdios querendo ouvir, mas em todo caso, vou deixar uma citação:

"O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons."
Martin Luther King

Abraço.

AndréBetim disse...

"Ingmar Bergman" desculpe

Ricardo Soathman disse...

André, EU não subestimo nada, nem o potencial, nem os resultados.

O que eu acho um absurdo, ENORME, é alguém pedir subjetivamente ARTE em um filme que tem o PROPÒSITO de DIVERTIR.

Cultura, é absorvida no VEÌCULO certo, e diversão é cultura também.

O filme feito para DIVERTIR não deve ser para criar nenhum efeito filosófico. Procurar por isso, em uma aventura, ou uma comédia, é pedir para que Woody Allen faça todos os filmes do Besouro AZul.

O que eu gostaria?

Gostaria que as pessoas parassem de querer parecer uma coisa, e fossem de verdade. Quer discutir cinema arte? Beleza, vamos fazer... Mas no CONTEXTO correto, senão vai parecer CULTURA a FORCEPS mesmo! Não tem jeito.

Aliás... Quando se discute adaptações de quadrinhos, e muito comum se discutir tudo, menos o FILME. Em todo lugar se ouve...

"O uniforme do Batman tinha de ser de pano"

"MUDARAM o final de Watchmen"

E isso não tem a ver com o filme, mas com os QUADRINHOS... Então, eu acho que antes de cobrar mais "arte", seja lá o que isso for, é preciso fazer uma analise de consciência sobre o que não nos agrada, ANTES, de criticar.

Mas assim André, até entendo a sua visão... Acho um pouco desproporcional, ingênua, e até meio obtusa, mas respeito. A única coisa que posso dizer é...

Cada macaco no seu galho! Diversão é diversão, e filme cabeça é filme cabeça... Querer que um, seja o outro, ou vice-versa, não é defeito, ou qualidade, do filme, mas de quem assite.

Se um blockbuster, tipo Batman TDK, fosse um lixo, ele continuaria redendo dinheiro, porque tem um apelo MUITO grande, e, renderia o 3/1 que a Warner precisa. Talvez não roalsse outro filme depois, mas este seria o único efeito.

Agora, imagine se o Batman tivesse alguns monólogos Sheakesperianos... Bom, teria, certamente mais "arte", porém, EU NUNCA VI, isso acontecer nas HQS, então, na melhor das hipóteses, o personagem teria OUTRO tipo de descaracterização.

Entende o que quero dizer com... Cada macaco no seu galho?

Mas assim, eu sei... Ninguém muda opinião porque outro não concorda. Principalmente, em comentários de blog.

A natureza humana é muito subdesenvolvida para isso, sem contar com a teimosia que é tão previsivel quanto a curiosidade.

Beleza? Não vamos monopolizar a questão... Não é?

ABS

- Ricardo Soathman

AndréBetim disse...

Bom, eu acho que vc ta levando a expressão "arte" ao extremo.

Vou mudar pra "respeito". Respeito pelo trabalho que já foi feito e que se faz.

A questão é que dá pra fazer filmes bons, que não ofendam o espectador. Coloque Batman TDK do lado daquele outro Batman que tem o Sr Frio, aquele do Joel Schumacher. Pq o filme do Joel é tão ruim, comparativamente?

Posso até estar sendo ingenuo, mas gosto de pensar que a equipe do TDK teve mais respeito com o personagem e sua mitologia associada. Não é um filme "de arte", a proposto tb não era essa. mas foi bem feito. E olha que eu vejo ainda muitos defeitos nele.

Eu quero me divertir qdo vou assistir fimes de super herois, me diverti pacas com homem aranha 1.

Eu amo os quadrinhos, amo cinema. Gostaria de ter mais filmes baseados em quadrinhos feitos com respeito e qualidade.

Mas o Sérgio Codespoti tem toda razão em seu comentário

"André, por que quando existe antos interesses em jogo, tanta grana em risco, tudo mundo dá palpite no roteiro, no que deve ser feito, na forma como tem que ser editada, e cada ator exige o seu minuto a mais para assinar o contrato, com as devidas mudanças de roteiro, e o produtor muda mais alguma coisa por qualquer outra razão até que sobre pouca coisa do roteiro original e o resultado é isso que vimos no cinema...
É um processo que praticamente inviabiliza as chances do produto ter alguma qualidade, mas curiosamente as vezes garante sucesso comercial (que para os estúdios é o que conta)."

Quem produz filmes como Wolverine não tem respeito pelos quadrinhos nem pelo cinema. É pelo dinheiro e mais nada.

$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$

Eu só queria um pouco mais de respeito, e nem precisa citar Shakespeare....

Abraço.

Mauro Tavares disse...

cara esses artigos de vcs sao muito superficiais, nao dizem nada, é um monte de informaçoes googladas, vcs nao tem nem opiniao, que porcaria.

Ricardo Soathman disse...

André, quem usou a expressão "arte" foi você. E, extremo... EU? É só dar uma lida nos posts acima... Certo?

Ok... Vou dar um exemplo de falta de CONTEXTO em um filme de heroi.

O primeiro Hulk, feito pelo Ang Lee. Eu lí uma entrevista do Nick Nolte que disse:

- Quando o Ang lee falou sobre o projeto, ele me disse que não SABIA NADA DE QUADRINHOS, mas, sabia TUDO sobre trágedia grega.

Entende? O Hulk é uma história trágica? É... Mas, é uma tragedia grega? Não, não é... Quando muito podemos associar a criação do Hulk a uma releitura de O Médico e o Monstro, ou não?

Qual foi o resultado final do Hulk de Ang Lee? Tenho certeza que você odeia... Ou pelomenos não gosta, e, ele foi feito por alguém que queria transformar o Hulk em Rei Lear, ou Macbeth!

Ninguém colocou mamilos no Hulk, mas o resultado final foi ridículo.

A ponto do estudio RESETAR a franquia! Afinal o que podiam fazer depois da "visão artistica" de Ang Lee.

A este ponto, na franquia, temos uma enorme descaracterição do personagem, em detrimento a sua origem, para que tenhamos mais ARTE, na forma de tragédia grega.

How dummie this can be?

Erro? Pegar uma franquia e querer inserir CULTURA a FORCEPS... Mais, pegar uma franquia e tentar dar uma visão pessoal, na marra. Sem saber quem é o Hulk.

Mais erro? Escolher uma franquia para arriscar uma visão mais "artistica"... 0.0

Quer fazer "arte"? Faz com o Besouro VERDE, ou From Hell, ou Estrada Para Perdição. Não com um título regular que tem forma, e história... Sem falar em fãs CHATOS PRA CARAMBA!

LOL!

A única coisa que Chris Nolan fez de diferente foi... Colocar o Batman, no PRÓPRIO CONTEXTO. E daí... Que quer ver arte, até pode ver... Épico? Não sei, é a sua opinião... Épico cheira a rótulo.

Batman é... Um bom filme.

Então... O que eu quero dizer é...

Parem de cobrar um preço maior do que uma adaptaçãod e quadrinhos pode oferecer. Parem de criticar o filem, com base na HQ, porque são mídias diferentes. São OBRAS diferentes, que só tem em comum, o fato do filme ser BASEADO, ATENTEM BASEADO, na HQ.

Então André, por mais que eu aprecie a sua tentativa de me convencer... Desencana.

ABS

- Ricardo Soathman

Eduardo Roque disse...

Cheguei 1/2 tarde na discussão então nem vou me aprofundar mas será q fui o único a ñ achar Cavaleiro das Trevas isso tudo?

Codespoti, show d bola a matéria como sempre mas bateu a seg dúvida: lá em cima vc diz q a DC produziu entre 78 e 97 14 filmes. Mas c/ 4 "Bat", 4 do Super, Supergirl(argh!), 2 telefilmes do Monstro do Pântano e 1 da Liga dá 12. Que são os outros 2?
E 9 da Marvel? Onde??