16 setembro 2009

Emprestar meus gibis? Aqui, ó!



A coluna desta semana no Universo HQ é a Recordatório, do Marcus Ramone.

Num texto bem-humorado (que certamente se encaixa para a maioria dos colecionadores de quadrinhos), ele conta que não empresta seus quadrinhos de modo algum.

E você, empresta? Leia o artigo aqui e comente à vontade.

Update - Estamos testando uma ferramenta de enquete pra saber quem empresta e quem não empresta seus quadrinhos. Vote clicando no botão abaixo:

92 comentários:

Anônimo disse...

Concordo com tudo que falaste. NÃO empresto de jeito nenhum meus gibis. Por causa de "amigos" perdi números valiosos de minha coleção. Pior, os desgraçados disseram que eram só papel e que eu fazia questão de porcaria. Só queria ter o olhar do Cíclope naquela hora. Outra coisa: toma cuidado com a esposa. Ela adora pegar seu ponto fraco quando brigamos com ela, dizendo às visitas a coleção que temos. É briga na certa.

lcmpereira disse...

Legal o texto. Um vez emprestei um livro para um amigo, e ele, como lia devagar e tinha o costume natural (para ele) de marcar o página onde tinha interrompido, imagina o estado em que recebi o livro. Só uma pergunta: De onde você tirou o nome Adalgisa?
Um abraço.

Blog do Land.Nick disse...

Faço minhas as palavras do Marcus e assino embaixo! Também fui vítima de um empréstimo mal sucedido que me traumatizou e serviu de lição! Meus quadrinhos hoje são trancados a sete chaves e meus amigos se surpreendem ao ver quadrinhos com 50 anos de idade como se tivessem acabado de sair da gráfica! Emprestar só sobre o meu cadáver!

Amalio Damas disse...

Vou dar meu testemunho. Fiz a Sandice de emprestar Maus para a mulher de um amigo, psicóloga, que havia me emprestado dois ou três livros. Terminados os livros (que não vão me fariam falta alguma) devolvi-os sãos e salvos. Quando perguntei se ele tinha lido e se podia me devolver, ela me respondeu com a maior cara-de-pau, li sim, mas emprestei para uma amiga do trabalho e ela não sabe onde colocou...QUASE DEI NA CARA DELA DE RAIVA!!! Resultado, tive que gastar mais cinquenta mangos para comprar um gibi que eu já tinha. Depois disso não empresto nem pra minha mãe.

Calouro disse...

Sim, é verdade: as traças, os pidões, a umidade, a poeira e a luz são inimigos mortais das HQs e dos nossos livros...

Mas e as empregadas que limpam de qualquer jeito, rasgando e amassando as capas de livros e gibis?
As esposas que nos chantageiam, dizendo que amamos mais nossa coleção? (apesar de que...huum... deixa pra lá!)
E as mães, que esperam uma ausência nossa, para jogar fora "aquela tranqueirada que só ocupa espaço".

Brrrr....que frio na espinha!

Vendetta disse...

Concordo 110% com vossa senhoria!
O texto ilustrou completamente o que sente um leitor viciado em quadrinhos (como eu).
A questão de ser taxado como egoísta e mesquinho sempre é levantada por qualquer um que não tenha essa tara por hq's, não levando em conta o que fazíamos ou fazemos para conseguir aqueles exemplares. Não levam em consideração que, há 15 anos atrás, você não trabalhava, não tinha grana...geralmente suava um dinheiro aqui ou ali, ou pedia pra mãe ou pro pai. E que aquele gibi que você pagou R$3,90 naquela época, hj em dia pode muito bem custar R$60,00.

"...Ninguém vai se preocupar em obedecer às exigências básicas de não dobrar o gibi como um canudo..."

Jesus, como eu ODEIO que façam isso!

Alex de Souza disse...

Nem a pau, Juvenal. Mas estou organizando uma gibiteca aqui no condomínio, em que a boyzada vai poder ler, mas não levar pra casa.

lisangelo disse...

Nunca

José Neto disse...

Eu achei muito exagero no texto do marcus. Ao invés de ele passar a impressão que é um cara muito cuidado, pra mim passou a impressão que não bate muito bem da cabeça.

Taboada disse...

Estou até com medo de confessar...

Eu empresto!

Meus mangás, livros e as (poucas) hqs que tenho correm o mundo! Tudo bem, nenhum é aquele clássico, o primeiro volume, mas... Quando me devolvem, só checo se a capa ainda tá lá e não tem página faltando! As marcas de escrita na capa, manchas de sorvete, recadinhos de agradecimento, nada disso me fere.

Rapaz, se todas as letras ainda estiverem lá... Tá ótimo!

André Freitas disse...

Hahahahaha, adorei o texto, Já tive algumas experiências negativas ao emprestar quadrinhos, uma vez emprestei uma revista a um amigo meu que não fazia idéia da do quão rara era a revista e ele fez o favor de perder... quebrei o pau absurdamente com ele e o pior ele nem entendeu por que eu estava brigando com ele "era só um gibi, se quiser eu te pago outro qualquer...".
Não fiquei titalmente traumatizado, ainda empresto algumas coisas para alguns amigos que sei que tem tanto cuidado quanto eu, mas que preocupa preocupa... será que é por isso que estou perdendo cabelo?

ayron de melo disse...

NÃO É NENHUM EXAGERO !
SE O CAMARADA QUER LER, QUE COMPRE.
NÃO EMPRETO CD, VINIL , BANDA DESENHADA NEM FOTOS DE CANTORES, ARTISTAS PARA EXPOSIÇÃO.
AS PESSOAS DANIFICAM E FALAM:
"AH ! MAS É SÓ UMA CAPA, É SÓ UMA FOTO ! É SÓ UM VINIL!"
POIS ENTÃO COMPRE, AFINAL É SÓ UMA REVISTA, UM CD, UM VINIL ETC.

Portilho disse...

Quando era mais novo, não via problema em emprestar... até pq, eu sempre pegava emprestado tbm... mas com o passar do tempo, fui aumentando minha coleçõ, e junto meu amor às minhas valiosas e queridas HQs... já fiz a besteira de emprestar p/ amigos q são tão xiitas com HQs qto eu, e ainda sim, o filhodaput@ sumiu com minha revista! Não tem jeito! Ninguem trata suas HQs como vc mesmo! Por isso nao empresto mais! Aliás, tive amigos me pedindo emprestado outras vezes, pois já cheguei ao ponto de comprar outro exemplar e dar de presente, mas não emprestei o meu!

Charles disse...

Acho que tudo depende da pessoa para a qual for emprestar e o que você irá emprestar.

Tenho alguns poucos amigos que sei que cuidam daquilo que pegam emprestado e não fazem "reempréstimos" desautorizados. E graças a isso podemos partilhar gibis entre nós sem maiores problemas.

Também não vejo problema em emprestar quadrinhos mais baratos e de fácil acesso, como mensais. Acho, sim, que as mensais devem ser lidas pelo máximo de pessoas possível, ainda mais se essas mesmas pessoas compram outas mensais e lhe emprestam.

Me lembro de quando era publicado Os Surpreendentes X-men, na X-Men Extra e Marvel Knights Spider Man. Ok, esse material foi reimpresso em encadernados, mas na época não existia essa política de reimprimir "temporadas". Meu amigo comprava X-Men Extra e eu Homem Aranha, depois trocávamos. Nem a pau que valeria a pena cada um comprar as duas edições. E assim fizemos com diversas mensais, bem como minisséries e encadernados menos expressivos. Também com material raro ou caro demais para cada um comprar.

Isso permitiu lermos muito mais coisas do que se tivésemos trancado nossos quadrinhos logo após a leitura, apenas enfeitando o quarto.

A maioria dos meus já passaram por tres ou quatro pessoas e estão de volta em perfeito estado. Então acho que vale a pena, sim, partilhar gibis, é só uma questão de saber pra quem fazer isso.

Além disso, acho normal preocupar-se com a conservação dos quadrinhos. Não quero que eles amassados, rasgados, sujos e com páginas soltando, pois quero conservá-los pelo máximo de tempo possível, e se algum dia tiver que me desfazer deles, que possam ter um bom valor.

Mas tem limite também na preocupação. Querer que o exemplar fique intacto sem nem mesmo marcas naturais do manuseio, como PEQUENOS desgastes e amassados, imperceptíveis para menos chatos, já é frescura. Isso já é apego doentil a bens. É neura, e precisa de tratamento, pois deve estar lhe faltando algo na vida (e provavelemente você diz que não, pois tem todos ou quase todos quadrinhos que quer).

Se um dia sua casa queimar e voce perder ses gibis (apesar de ser a primeira coisa que voce tentará salvar), vai entrar em um buraco tão grande que não vai conseguir sair. Ou vai perceber que aqueles quadrinhos que você guardou e zelou tanto durante anos não eram tão essenciais assim.

Conheço louco que colecionava Samurai X, comprava DOIS exemplares, um ele lia o outro deixava guardado ensacado, nunca os abriu - pior que não era nem pra vender futuramente. É o cúmulo da frescura. Mas pelo menos essa frescura se resumia só a essa série (diferente doutro amigo meu...)

ps: a pior pessoa para se emprestar quadrinhos é a namorada. Com ela sim, temos o sério problema de corrigir o manuseio o álbum (entenda: " não abra tanto esse álbum nem passe o dedo no meio para que fique aberto,que isso deforma todo ele e ainda solta as páginas!") e depois aguentar uma briga de uma semana inteira, se não mais, por tu "se importar mais com gibis do que com ela".

Gustavo Grazziano disse...

Não empresto hq, livro, cd e nem dvd. Nem pra ler na minha casa.


Quase sempre a pessoa não vai ter cuidado nem pra ler, assim amassando as páginas, forçando a brochura e infiando o dedo gorduroso e babado no meio da página (é difícil só encostar no canto da página pra não engordurar tudo?).



E outra coisa. Não é emprestando minhas revistas que vou salvar o mundo, pura besteira isso. Quem mais fo** o planeta são as industrias e não é emprestando revista e usando 2 folhas ao invés de 4 ao enchugar a mão que os ursos polares vão deixar de se fu***.

Tales disse...

Todo mundo tem uma estória sobre emprestar coisas a outros, e dizer adeus....
Não só HQs, mas isso vale para CDs, DVDs (ou VHS), livros.
Vale a pena fazer um cadastro com a coleção, anotando quando e para quem tal volume foi emprestado.
Outra dica é definir, no ato do emprestimo, uma data para entrega. Perguntar mesmo, na cara dura: "E aí, quando vc me devolve? Amanhã? Depois de amanhã, no máximo?"

Lourenço Romano Jr disse...

Cara é egoismo, é feio, é mal educado... MAS DANE-SE É A MINHA REVISTA ENTÃO EU TAMBÉM NÃO EMPRESTO!!!! Apoiado Marcus Ramone para Presidente!!!!

Jason disse...

Ótima coluna, refletiu bem o que sentem os colecionadores apaixonados de quadrinhos.

Anônimo disse...

Eu já levei alguns balões com esse negócio de emprestar gibis e livros. A gente empresta na boa vontade e depois de algum tempo tenta resgatar o item e a pessoa diz com a cara lavada: " Mas eu já não devolvi" ou "Não lembro onde coloquei" ou pior " Você me emprestou? Não lembro". A gente querendo compartilhar um pouco do nosso prazer da leitura e só leva na cabeça. Agora eu só empresto pra quem eu realmete confio são no máximo umas duas pessoas. Quando alguém pede emprestado eu dou uma desconversada e saio pela tangente meio Leão da Montanha.
Achei a matéria muito pertinente pois toca em feridas que nunca cicatrizam, pelo menos enquanto não nos devolvem os amados livros ou quadrinhos, que não são poucos.

Assinado Paulo Agostinho

Marcelo Fontana disse...

Pô, não emprestar, tudo bem, niguém é obrigado. Mas emprestar e ficar angustiado pra chegar a hora de pegar de volta ...? Psicólogo na galera!

Carlos Felipe disse...

É tudo questão de bom senso e saber para quem se empresta.
Mas é claro que certas HQs e livros não saem de casa nem a pau, por serem raros, caros, ou ambos.

Paro do princípio que conheci excelentes HQs e livros lendo "na aba" de amigos. Então não posso deixar de retribuir este favor aos mesmos.

Ricardo Soathman disse...

Fala Ramone e pessoal do UHQ;

É... Vamos aproveitar que o Serra "ta devendo" e tentar transformar isso em lei.

A lei Ramone! LOL!

Onde é que eu assino?

ABS

- Soathman

Rafael disse...

eu empresto livros e não peço devolta. Na verdade eu até incentivo que re-passem adiante. Livros o mundo ta cheio. No sebo tem um quinquilhão de livros. Cds eu tbm empresto. DVDs... alguns.
Gibis nunca mais, como diria aquela ave agourenta do Poe.

belo texto.

Daniel disse...

Já cheguei a emprestar coleções inteiras de uma vez. Eu e uma amiga, inclusive, partilhamos revistas o tempo todo, e já combinamos de comprar cada um uma coleção diferente assim ambos lemos todos sem gastar tanto dinheiro. Não que ela seja um poço de cuidado, na verdade é bem desligada com essas coisas, mas uma coisa que aprendi com empréstimos mal-sucedidos é que não vale a pena se apegar com tanto afinco a um monte de papel impresso. Naõ vou viver pra sempre, e meus gibis vão durar menos que eu, com certeza. Ainda estou vivo e já não valem tanto assim... gibi é diversão, não obsessão. Essa coluna só serviu pra piorar o quadro esteriotipado do nerd colecionador de gibis. Parabéns pela propaganda negativa.

Guilherme Veneziani disse...

Como diz aquele ditado bem clichê (pleonasmo será?): "não se empresta nem mulher, nem carro."

Eu sempre acrescentei: "Não empresto minha mulher, meu carro, minha prancha de surfe e nem meus gibis." Se bobear livros tb...
Egoísmo? Talvez... mas infelizmente a vida mostra que na maioria destes casos é um empréstimo sem volta.

Muito divertido o artigo. E a equipe o UHQ, além do Ramone, empresta suas Hqs?
Abraços

Anônimo disse...

Apoiado! É isso aí.
HQ e mulher não se empresta. E se precisar emprestar algum, putz, nem sei o que faço! :-)

Mira disse...

No dia que você morrer sua coleção vai para o lixo! e as pessoas vão se lembrar de você assim:
Putz aquele cara era meio maluco não era não!? egoista pra caralho" ou pdem se lembrar assim: "Grande cara, saia direto com a gente emprestava uns gibis não tinha apego com as coisas, mó mão aberta"
não vale a pena se apegar a nada...muito menos colecionar.
se você não quer emprestar que seja pelo valor financeiro que isso possa te dar(em vida)mas pelo amor ou apego, nada na vida é eterno, seus amigos, sua mulher ou sua vida...apenas as lembranças que as pessoas(enquanto estiverem vivas) terão de você!
quando envelhecer não vai conseguir enxergar direito, sua memória vai estar cansada e seus braços mau vão se sustentar e o seus netos já terão estragado metade de seus Gibis, então pare de sofrer e vá fazer uma viagem e tirar bastante foto isso sim te fará sorrir no futuro o despertar das lembranças, a unica coisa que vai conseguir levar até o fim da vida.

Jáder disse...

Amalio:

É tão fácil assim dar fim num livro ou numa HQ sua e não pagar? O mínimo que pessoas educadas fazem quando dão fim a um objeto nosso é pagar o prejuízo! Vai me dizer que aí no sudeste o pessoal tem essa cara-de-pau toda em causar um prejuízo em alguem e não pagar? Mesmo nas camadas sociais mais altas?

No meu ponto de vista, acho que um colecionador pode emprestar gibis se forem daqueles que ele comprou e não gostou, coleções incompletas que ele não vai mais querer, etc.

Gibis e encadernados mais valiosos, é sempre mais seguro emprestar pra colecionadores como nós do que emprestar pra antas batizadas que não sabem nem pegar em uma revista. Aí, é dano na certa!

E se é pra promover o hábito da leitura de Hq's, muito melhor do que emprestar é comprar pra dar de presente. Se encontramos um gibi em promoção num sebo, por que não comprar e dar pra alguém que não tem ainda o hábito de ler HQ's? Já comprei duas vezes gibis de Julia Kendall, A Criminóloga, e dei pra minha mãe e ela tem gostado bastante!

hqdashqs disse...

Bem, eu nunca emprestei meus gibis. Nem pro meu irmão mais novo. Eu até me sinto meio responsável por ele hoje ser um cara pouco afeito à leitura.

Porém, a verdade é uma só: a maioria esmagadora dos gibis são lidos apenas uma vez. Aquela coleção enorme, bonita, completa é também completamente estática. Nem nós mesmos as lemos de novo.

Gibis hoje são um passatempo caro. Não sei as outras pessoas, mas eu me sinto mal de ter um monte de revista encalhada em casa enquanto muita gente que até quer consumir essa mídia acaba ficando excluída.

Eu até escrevi um post no meu blog a respeito: http://hqdashqs.wordpress.com/2009/04/10/quando-a-colecao-se-torna-insustentavel-de-doacoes-a-busca-por-um-discipulo/

Como não arrumei um "discípulo confiável", resolvi doar para instituições de caridade sérias. Até o momento já foram todas as revistas da Marvel em formatinho pela Abril e uma penca de Marvel pela Panini. Mais ou menos 1000 revistas até agora.

Mas, obviamente que alguns títulos (curiosamente, aqueles que li mais de uma vez) têm um lugar eterno na minha estante: Samurai X, Love Hina, Lobo Solitário, Sandman, Estranhos no Paraíso, os encadernados da Panini e outras editoras...

Aquele abraço!

Nei disse...

Putz, saiu o nome do meu blog ao invés do meu nome.

Sidney Gusman disse...

Eu também já tive minha cota de problemas ao emprestar revistas.

Hoje, não empresto.

Anônimo disse...

putz, uma vez emprestei para uma amiga minha. encontrei o meu exemplar numa sala de aula da faculdade, semanas depois. fui falar com ela, e ela nem lembrava que tinha pego emprestado.depois desse susto, nunca mais.

Marcus Ramone disse...

Muito legal conhecer aqui as histórias de quem, como eu, não empresta gibis.
Ah, e com relação a alguns dos comentários, que tal encararem o artigo com um pouco mais se senso de humor? :-)

Anônimo disse...

Acho que as pessoas podem pensar o que quiser, se é doentio, neura ou etc... Mas como ele mesmo disse na matéria, há uma parte da nossa infância marcada em determinada revista, eu não empresto e procuro não pegar emprestado, se quero vou e compro. Para mim é um zêlo, meio exagerado, mas mesmo sem intenção de vender futuramente, guardo pois faz parte da minha vida, trás lembranças da minha mãe que já foi, ela comprou as primeiras para mim, e imagina se eu ia emprestar a revista que ela comprou e imagina ainda se eu faço a loucura de emprestar e a pessoa não devolver... A gente guarda o que é nosso, garanto que as pessoas que criticam têm algo que dão mais valor que as outras pessoas, viva a diferença...

Adri-El disse...

Isso é coisa de maluco!...hum...acho que é por isso que minha esposa me chama de MALUCO!!

Marcus Ramone disse...

É isso aí, Anônimo. :-)

Anônimo disse...

cara, perdi a mafalda completa, presente de um grande amingo, para um desgraçado, depois disso nao tem como.

Marcus Ramone disse...

Tô dizendo: quem nunca perdeu uma revista por ter emprestado, não sabe o que nós sentimos, hehehehehe...

Rodrigo Emanoel Fernandes disse...

Hoje em dia só empresto quadrinhos para uma lista seleta que nunca chega a cinco pessoas. E o que essas pessoas tem em comum é que todas gostam muito de mim e me respeitam, portanto tratam com o devido carinho os meus quadrinhos. Não são outros colecionadores, apenas pessoas que se importam comigo o bastante para entenderem que emprestar é mais do que apenas passar um objeto pra frente, é um símbolo de confiança. Podem até não compreender o meu apego aos quadrinhos, mas sabem que danificar, perder ou extraviar uma HQ minha demonstra um flagrante desrespeito a minha pessoa.
Emprestar quadrinhos para amigos (ou mais do que amigos) e ter uma surpresa infeliz é uma decepção não apenas por perder um objeto que você tinha apego, mas sim de descobrir que seu amigo não te respeita de verdade. Respeitar as idiossincrasias de uma pessoa (ou suas esquisitices, se preferir) é a verdadeira prova de afeto, pois são nelas que nos tornamos únicos. É fácil achar com quem tomar uma cerveja, jogar conversa fora, até trepar... raro é achar passoas que você possa emprestar seus quadrinhos, por saber que se importam com você e te respeitam a ponto de entender que é algo importante pra você ainda que não seja para elas (que terão suas próprias idiossincrasias, sem dúvida).
Se alguém disser, quando eu morrer: "Esse era um cara egoísta que guardava um monte de papel velho que agora foi pro lixo", pouco importa, pois tal pessoa nunca gostou de mim em vida também. As pessoas que gostavam não teriam motivo para dizer nada assim... para elas eu emprestava ;)

Daniel Oliveira disse...

Oh, quanta dor este artigo me trouxe. Se chocaram contra meu peito dezenas e dezenas de gibis perdidos, que nunca mais voltarão... Aos sequestradores, meu eterno rancor. Quantas vezes pensei em criar um blog com os nomes destes, destes... não sei, alertar a todos... em vão padeço, e sigo com minha dor. Mas nunca, jamais me esquecerei de nenhuma de vocês, e guardo na lembrança o momento em que nasceram, cada banca em cada bairro cada velho jornaleiro... Paro por aqui que não posso mais...

leobap disse...

Antigamente eu era mais radical, ainda mais que certos indivíduos detonaram algumas das primeiras revistas que eu comprei. A partir daí eu parei de emprestar as revistas. No entanto, eu passei emprestar seletivamente as minhas revistas, apenas para aqueles que tinham muito cuidado com elas. Ma sé horrível emprestar revistas, vocÊ sempre ficar cabreiro sem saber o estado em que ela vai voltar ou se vocÊ vai vê-la de novo.

Flavio Wrigg disse...

Mais um alistado, contra a devolução !! Conto-lhes meu caso....há +/- 20 anos atrás emprestei a um amigo, cara de confiança, amigão mesmo,( decenauta de carteirinha ) as 2 primeiras edições do Hulk, formatinho Ed Abril....sabe como elas voltaram.....rasgadas....num momento de distração dele, seu irmão então com 3 aninhos, ESTRAÇALHOU, as revistas....depois disso ....nunca mais....até a amizade meio que azedou....

Rodrigo Vinicius disse...

Caa eu sou chato, já perdi muita revista, cd e até DVD, quadrinhos já nem m pedem e Cds que são minha outra paixão eu prefiro tirar uma cópia e dar a pessoa...mas minhas hqs que custaram um dia ou dois de trabalho quero inteira.

Anônimo disse...

Lendo a matéria e os comentários de todos que participaram, cheguei à seguinte conclusão: com certeza, sou o tipo de pessoa que ama muito mais os meus amigos que as minhas coleções de HQs, CDs, DVDs e livros. Se eu tiver que escolher entre um amigo e algum desses ítens, certamente o amigo vem em primeiro lugar.

Por isso, NÃO EMPRESTO PRA NINGUÉM!!!!!!!!

Não posso me dar ao luxo de prejudicar uma amizade...

É sério: quem nos conhece de verdade, entende que não nos é fácil termos algum tipo de prejuízo (que, nesse caso, não é financeiro) e que o empréstimo, por mais inocente que possa parecer, sempre é passível de "acidentes". Ou seja, não basta a pessoa ser cuidadosa. Existem outros fatores: um café derramado, uma queda em poça d´água, esquecer no sofá e sentar em cima...

Quando acontece com o dono da coleção qualquer uma dessas citadas situações, é terrível, mas percebe-se que foi feito de tudo para que fosse evitado, ou seja, é um acidente e nada mais.

Mas, quando é outra pessoa que está em posse desse exemplar, parece não haver cuidado suficiente. É uma sensação de impotência diante do destino...

Não há desculpa que seja capaz de superar o choque.

É claro: é um extremo afirmar que perderíamos o amigo. Afinal, como disse, os amigos são muito mais importantes. Mas, é essa amizade que tem que ser real. A compreensão tem que existir de ambas as partes: não empresto e o motivo é esse. Por favor, não me leve a mal. E pronto.

Amigo de verdade te conhece. E te gosta mais do que do desejo de ler sua coleção. E te perdoará.

Problema psicológico? Não acredito que seja. Eu, como exemplo, somente tenho todo esse cuidado com minhas HQs e afins. Nem meu carro tem toda essa atenção. Mas, não é por isso que empresto meu carro. Se algo acontecer a ele estando comigo, ou a culpa é minha ou a culpa é de alguém no trânsito ou no estacionamento. Ou seja, fiz tudo o que podia. Deu errado. E fui EU!

E digo mais: não ter dinheiro não é desculpa para querer emprestado algo que não iremos jamais adquirir. Não é necessidade. Sendo assim, quem realmente coleciona e tem prazer com isso, supera facilmente não ter dinheiro para adquirir. Mas tem uma dificuldade maior para aceitar ter sua coleção incompleta ou danificada de alguma forma.

Em suma: até tento ser bem humorado nas minhas opiniões sobre o assunto, mas é difícil... rssss...

E mais: não tenho nenhum amigo que tenha algum tipo de ressalva comigo quanto às minhas atitudes. É como eu disse: seu amigo de verdade te conhece de verdade. Com todas as suas virtudes e aceitação de todos os seus defeitos.

Grato pelo espaço.

Abraço a todos.

Rodrigo disse...

Já emprestei e até hoje arrependo-me AMARGAMENTE!
Nem seu melhor amigo é de confiança nestas horas! u.ú

JODIL disse...

A despeito do seu apego - que eu, tambématé o último suspiro, tenho! -, o texto está primoroso! Uma grande "crônica colecionista", que serve para todos os colecionadores! Quem emprestaria um Fusca 64, por exemplo, ao seu pai, sua mãe, sua esposa ou ao seu melhor amigo? Ou mesmo aquele 78rpm de Brigite Bardot em que ela canta "Maria Ninguém", de Carlos Lira?
Aqueles gibis que fazem parte da nossa infância são, como para alguns religiosos, nossas imagens.
Meus Águia Negra, Cavaleiro Negro, Terror Negro, Fantasma, Mandrake, entre outros, serão, até meu crematório, inamovíveis e, como diria um ex-ministro de Collor, "imprestáveis"!
Parabéns pelo texto!
SUCESSO PERENE!

Marcus Ramone disse...

Não estou mesmo sozinho no mundo. :-)

Daniel, bem-vindo ao clube!

Rodrigo Vinícius, também faço isso com CD e DVD.

Anônimo (o último), assino embaixo.

JODIL, obrigado pelas suas gentis palavras. E as mihhas raridades é que não empresto mesmo. :-)

Sandro Colecionador Silva disse...

Concordo com o Rodrigo Emanoel, emprestar e cuidar de uma HQ é questão de respeito e confiança. A minha coleção é uma das poucas coisas que eu posso chamar de minha, lembro bem quantas vezes fiquei sem lanchar na escola pra poder comprar aquela revista ou quantas horas eu passava no sebo procurando por aquele nº que faltava na minha coleção pra depois alguém simplesmente "pegar" emprestado e não devolver.
Meu filho de 2,7 meses já pede pra "ler" as minhas revistas, ele só folheia mas já fala pra mim assim - "Papai, eu só pego na pontinha e ele até reclama com a minha mulher pra ela NÃO pegar nas minhas revistas.
Acho que estou criando um pupilo.
E sim, eu digo NÃO AO EMPRÉSTIMO DE HQS.

Vinícius Costa disse...

Graças a Deus nunca perdi nada assim, mas uma edição minha de Dragon Ball -Edição Definitiva teve a capa danificada assim. Depois disso, sempre mantenho o pé atrás, mas empresto dependendo do que for. Se for algo recente empresto, tenho como comprar de novo e cobrar o dinheiro facilmente caso aconteça um acidente.
Mas se for uma velharia que não tá mais a venda -como as edições da Última Caçada de Kraven pela Abril que meu pai comprou a tempos- eu não empresto nem sob tortura ;D

Vingled disse...

Só empresto gibi a quem tem o mesmo cuidado com eles. É de colecionador para colecionador mesmo. Ou então quando tenho duplicatas em mau estado. Quando alguém fora desse perfil pede um gibi emprestado, indico sites de scans, a melhor solução para emprestar gibis sem preocupação.

Gustavo Henrich disse...

Nunca fui de emprestar hqs mas hoje em dia não tenho mais tanto apego. Sério mesmo, nos últimos tempos tenho pensado cada vez mais em me desfazer da minha coleção.Na última semana meu primo de oito anos apareceu na minha casa e eu passei para ele umas vinte revistas (é claro que apenas coisas que ele pudesse entender, como alguns mangas e turma da mônica) que deixaram ele bem mais feliz.Sei lá...

ps: teve alguém aí que falou de esposa, mas por íncrível que pareça a pessoa que mais me tira a idéia de desfazer da coleção é minha esposa.Ela diz que é bom guardá-las para qdo tivermos um filho ele tenha com quem aprender sobre hqs.

Aline disse...

Também não empresto de jeito nenhum,nem meus quadrinhos nem meus livros, já tive a infelicidade de emprestar em me ralr depois. Tive até o caso de ter minha edição perdida e ter outra comprada no lugar. e ainda teve um conhecido que me falou na maior cara dura"Eu não vou cuidar pq não é meu memso." cara, nunca pensei que eu ia ouvir isso.

Flavio LN disse...

Ao ler o Artigo "Emprestar meus gibis? Aqui, ó!", tive a sensação de Dejá vu e reciprocidade. Não empresto, não empresto e não empresto.

Outro ponto que ameaça o modo de vida do colecionador de Gibi é era de quadrinhos digitalizados e publicados em sites. A marvel e DC já possuem uma gama de gibi eletrônicos, acessível para qualquer pessoa com um Ifone ou notebook com internet. Esse novo modo de ler hq me preocupa ainda mais do que os "quadrinhófilos ecologicamente corretos". Será que no futuro próximo, não teremos mais o prazer de comprar, em livrarias e bancas de revistas, nossa hq favorita?

Jackson Good disse...

Hilário o texto, parabéns pelo estilo! Admito que já pensei no item 2, hhahaha

Acho que não só gibi, qualquer coisa que gostamos muito fica complicado emprestar. Já o fiz, admito, sem maiores problemas. Mas o medo é real, evito ao máximo fazer isso.

D@nil.B disse...

Isso mesmo! Nem nunca, emprestar meus gibis? Para receber rasgados, sujos, amassados, ou nem receber de volta? Nunca!
Só empresto para alguns parentes, e olhe lá!
E seria melhor, sabe o que? Escanear os gibis e mandar via e-mail, para aqueles chatos de galocha, que não largam do teu pé, enquanto não realizar a tua vontade! E se o chato falar pra você, que não tem e-mail, manda ele vê se tô na esquina, Pô!!!
http://midiaeecologia.blogspot.com/

Eduardo Roque disse...

Rapaz, a única pessoa p/quem empresto é meu Filho + velho(12) por 3 motivos: c é p/formar "novo leitor", quem melhor q ele?, mostrar q o Papai o ama + q tudo e por q elas ñ saem d casa. Fora disso, ñ tem nem idéia.
Ótimo texto, Cara

Fernando disse...

Que besteira, já li artigos melhores do que isso neste site...

Leo Flamengo disse...

Não empresto mesmo. Já entrei nessa furada de emprestar e perdi coisas muito boas.Emprestar nunca mais.

Anônimo disse...

Tem gente que não tem a minima noção,certa vez morei uns tempos na casa da minha sogra e quando sai de la deixei a minha coleção da placar pra pegar outro dia, quando voltei ele achou que era revistas velhas e vendeu tudo a kilo.rrrrrrr, imagina como fiquei mas ainda bem que não era as do Batman.

gustavo A disse...

eu empresto meus gibis (para duas ou tres pessoas)

comcordo em partes com o charles, pessoa cuidadosa ainda existem, principalmente se ela for um colecionador iqual a gente.
pra eu é mais facil emprestar, moro no interior(santa rita do sapucai, sul de minas) e se a pessoa demorar pra devolver vou buscar a revista sem problema, o dificil é encontrar alguem que colecione pra poder me emprestar
gibi atualmente é muito caro e nem todos tem grana pra comprar.

snikt!!! disse...

Concordo totalmente com vc MArcus, não empresto de jeito nenhum meus gibis, se alguém quiser lelos tem quer ser em casa em com vigia armada quaso ocorra alguma coisa com meus
"filhotes", pra vcs terem uma noção nem meus filhos leem meus gibis, compro outro, mas o meu não.

José Ramone disse...

Achei bastante equivocado o texto do "Ramone". Ficar se gabando de ser egoista e valorizar acima de amizades a coleçãozinha de gibizinhos é triste. Lamentável que um monte de gente aqui pense igual. Cultura e conhecimento deve ser passado adiante, compartilhado. Tem gente que vai para o caixão abraçando seus gibis. É ridículo.

Marcus Ramone disse...

Sim, não empresto mesmo. Mas não irei pro caixão abraçando os gibis, pois eles se estragariam.

Rafael disse...

Eu empresto, mas claro que com um receio muito grande, afinal já existiram ocasiões em que a pessoa que eu emprestei a revista ou livro o devolveu após meses e meses depois de pegar emprestado, ou não devolveu , ou devolveu estragado.

Exemplos:

Fui emprestar uma vez o 1º Vol. do "Ex Machina" (opera Graphica), quando recebi o livro de volta ele estava um pouco machucado embaixo, e dentro dava para perceber que ele tinha cido aberto em 180º, além disso, o desgraçado demorou uns 2 meses para me devolver.

Fui emprestar "Casa Grande e Senzala em Quadrinhos" e o 1º Vol. do "Em Busca do Tempo Perdido em Quadrinhos", a pessoa demorou meses e meses para me devolver.
A impressão que deu foi que ela nem sequer tinha tocado nolivro.

Hudson Queiroz disse...

Já emprestei cd que voltou com o suporte central sem danificado ou com a caixinha quebrada... dvd idem... e hq que nunca mais voltou às mãos do dono...
É uma sensação horrível quando isso acontece!
Por isso, se vou pegar algo emprestado de alguém, procuro devolver o mais rápido possível, na esperança de que façam o mesmo com as minhas coisas que vão parar nas mãos deles.
Por falar nisso, irei cobrar ainda nesta semana a minha hq de Asilo Arkhan que está nas mãos do meu melhor amigo! Se não tiver lido, azar! Já faz muito tempo que ele está com ela, ora!

Sandro Almeida disse...

Cara, no começo da década de 90, eu só estudava e tava duro. Mas sempre achava um bico para fazer e poder comprar, ao menos, Homem-Aranha e Conan. Certa vez, não teve jeito, eu iria perder a edição 57 de Conan, com o capítulo final da Rainha da Costa Negra. PQP, pensei. Mas é a vida. Um dia, voltando da escola, lá pelas 23:00h, com o que eu topo na rua deserta? A EDIÇÃO 57, PERDIDA NO MEIO DA RUA (estava sem capa, mas já foi um lucro enorme). Não acreditei. Pude ler o fim da saga. Depois, claro, comprei uma edição em perfeito estado, em um sebo. Mas guardo a revista até hoje, para quem duvida da história (ei, eu não sou pescador.rs). E vocês acham que, depois de todo esse perrengue para comprar minhas revistas, vou emprestar para alguém? OS PIDÕES QUE VÃO ANDAR PELAS RUAS À NOITE, PARA VER SE TÊM A MESMA SORTE QUE EU...Não empresto e ponto final.

guabiras disse...

é foda porque antes de tudo
é um sacrificio conseguir eles.
Arma-X Wolverine formatinho?
Elektra Assassina? Watchmen? Crumb?

Se some, se nego se faz de doido, se perde?
é um risco...
Pra começar são tantos títulos
e tanta qualidade. Perde um, beleza, mas dois, três, em pouco tempo você próprio não tem mais controle do que está faltando e
isso é uma irresponsabilidade sua com seu tesouro.
complicado!
Quer ler? Eu deixo ler na sala de casa, mas passou da porta...
tomo de volta, ka ka ka

Gustavo disse...

Emprestei 4 preciosidades da minha coleção pra meu melhor amigo (outro quadrinho-maniaco), resultado: Nunca mais os vi, ele diz que quando se casou e mudou de casa, nunca mais os viu. E eu acredito?

alexandrino disse...

Já imaginou emprestar seus gibis e vê-los em uma biblioteca pública com o seu nome na capa e tudo mais? Foi o que este viu ao emprestar ao meu primo alguns gibis da minha coleção. Quase planejei um assalto na escola à noite só para recuperar o que era meu de direito. Chega! Pensei que tinha superado isso, mas me enganei. Fui!!

daniel_schleder disse...

não se empresta ... mulher, arma nem gibi para ninguém.... todas minhas coisas q estão em cativeiro, meus CDs, Livro do Hobbit... me visitam apenas no universo onírico... sei q algumas nunca mais as verei em vida... carrego fama de egoista mas tais pessoas nunca entendem um sentimento de uma pessoa com TOC...

Rodrigo Ferreira disse...

Eu empresto a maioria dos meus, pra amigos de confiança.

Já tive algumas decepções, como na vez que me devolveram a HQ molhada porque largaram próxima de uma janela aberta num dia chuvoso...

Mas, tenho meus itens de colecionador. Edições de luxo, encadernados, e raridades que eu sei que dificilmente vou conseguir comprar novamente eu não repasso nem a pau!

Gosto de compartilhar cultura, e de ter amigos com os quais conversar a respeito das histórias que já li, o mesmo valendo com relação aos filmes e séries de TV que coleciono.

E se com isto ganharmos mais um leitor "ativo" de quadrinhos (do tipo que compra HQs em banca), melhor para todos.

Sidney Gusman disse...

Há uns 4 anos, quando escrevi Grades Sagas da DC, especial que saiu pela Abril, emprestei minhas edições para escaneassem algumas imagens para ilustrar os textos.

Claro, dei todas as orientações para que tomassem cuidado etc. e tal. Mas quando peguei Asilo Arkham (da Abril) de volta, as páginas simplesmente caíam!

Dei um esporro geral no pessoal da arte. E o editor do especial se surpreendeu. Disse que não conseguia compreender esse "apego".

Eu só respondi: "Olha, eu te entreguei inteiro. O mínimo que poderiam fazer é devolver nas mesmas condições. Até por educação."

Em tempo: reclamei com a Abril, comprei uma edição tão boa quanto a minha e a editora pagou.

Marcus Ramone disse...

Sidão, aconteceu algo semelhante comigo quando enviei pra Editora Abril uns materiais pra minha matéria sobre a "halleymania" de 1986, publicada numa edição da Flashback.

Perderam um compacto de vinil de um cantor brega (que pertencia a uma vizinha dos meus pais) e um gibi meu do Super-Homem que tinha a propaganda de uma luneta na quarta capa.

O compacto nunca consegui repor à dona, mas o gibi eu encontrei no Mercado Livre e gastei uma puta grana.

michaelpatrick disse...

Demais. Me vi completamente no artigo.
Já me vi correndo de uma criancinha de 4 anos só para que ela não pegasse uma das minhas revistas.

Celso Lopes disse...

Só emprestei quando eu tinha uns 10 a 13 anos depois disso nunca mais. Revista comigo é assim, esta no meu dominio fica quietinha comigo, só largo se for para sebo. Nem meu filho de 4 anos eu empresto, para ele compro a revista da Disney ou Cebolinha

Ricardo Soathman disse...

Caramba, essa coluna rendeu!

Que legal, achei que o blog andava meio paradão. Então, sobre essa questão do "apego"...

Do meu ponto de vista, eu acho que o apego está diretamente relacionado com a nível de envolvimento com aquela "peça de colecionador".

Já gastei muita grana com coisas incompreencíveis para muitos, mas, que era indispensáveis para mim. Por que? Porque eu podia, porque eu queria, e porque acho que não devo explicações sobre o que é importante para mim, seja, um gibi empoeirado, um vinil barulhento, ou meu tênis furado!

O que eu fico "p.da vida" são com os esteriótipos criados, por pessoas que só enxergam o que querem... O cara é esquisito porque brigou comigo porque eu estraguei o gibizinho dele... Entendem o ponto aqui? Não é grave porque é só um gibi, e o dono é um "nerd" porque reclamou do estrago? Tá, e se fosse um Blackberry pearl que caisse no chão? Ou se emprestasse o carro a um amigo e ele voltasse com um arranhão na lateral da porta? Ou se tú emprestasse a tua mulher e ela voltasse grávida? HEHEHEHEHE!

Não acho mesmo que NINGUÉM tenha de dar explicações por seus "apegos" e quem não estiver cool com isso, é muito simples... NÃO PEDE NADA EMPRESTADO!

LOL!

ABS

- Soathman

Anderson disse...

Emprestei alguns álbuns do Mortadelo e Salaminho, quando eu era moleque, pra um amigo do meu irmão e nunca mais os vi. Se arrependimento matasse...

Depois disso, não empresto nem marcador de livro!!

Ô Soró, devolve os meus livros!!!

LuG Quelhas disse...

Sensacional o artigo.
Parabéns Marcus. Você traduziu perfeitamente o sentimento de todos os colecionadores de quadrinhos.

Alan B. disse...

Cara, gosto muito de quadrinhos, mas não tenho problema em emprestar meus quadrinhos. Na verdade até gosto, sempre posso comentar com mais gente, se o pessoal ler também o gibi.

Eduardo Roque disse...

Pô, Sidão, ñ entendi 1 lance: comprei na época esse Grandes Sagas DC e a Abril tinha publicado quase tudo aquilo(c ñ tudo)! Então, por q vc teve q ceder as suas p/escanear? Eles ñ tem em arquivo o q a pp editora publica?!

Arthur disse...

você é doente, cara. Tenho medo.

Anônimo disse...

e burro!
acabou de dizer que
a "abril tinha publicado quase tudo".
O que ela não publicou, talvez seja o cara simplesmente tinha
pra emprestar
meu deus!

Philosophista disse...

Empresto meus gibis sempre! ALiás, compro muita coisa justamente para EMPRESTAR depois. Meus amigos, me conhecendo como me conhecem, sempre tomam o máximo de cuidado com meus gibis.

Além disso consegui iniciar muitas pessoas com os gibis que eu emprestei. Pelo menos umas 4 pessoas começaram a comprar gibis, mesmo que esporádicamente, depois de lerem os que eu emprestei...

Dessa forma, é ridículo ficar afirmando isso e aquilo para não emprestar. Pois todas essas suposições são mesquinhas e bem passíveis de serem ocorrências plenas.

Emprestar, ainda mais para quem te respeita a ponto de não destruir a HQ, perder, lelr e gostar, é um dever para qualquer leitor de quadrinhos ainda mais para ajudar o próprio meio, que não está lá em seus melhores dias de vendas com o público cada vez mais se afunilando e os preços aumentando cada ano mais e mais...

Ilvan Filho disse...

Concordo em numero, genero e grau. E isso vale tambem para cds e dvds, na mesma intensidade.
Abs,
Ilvan

Mauro Tavares disse...

o pior é pensar que uem escreve essas bobagens realmente tem cabela branco, meu deus.

Marcus Ramone disse...

Ops! Eu não tenho cabelo branco!

lcmpereira disse...

Eu acho que todos que os criticam o autor do texto, com argumentos como "quando você morrer não vai levar nada, temos que incentivar os que não tem dinheiro e blá, blá, blá" são aqueles que pegam hqs emprestadas, dobram páginas para marcar onde pararam a leitura (argh), molham o dedo na boca para virar a página (duplo argh), dobram a revista ao contrário para ler com mais conforto (triplo argh e se for lombada quadrada, infinitos). Um abraço

Eduardo Roque disse...

Bem, Arthur e "Anônimo", depois d ser ofendido tenho direito d resp.
Quanto a ser doente, por q? Por ter apego ao q é meu e gosto? Acho q corresponde à totalidade das pessoas e no q tange à HQs deve ser o perfil d quase todos q postaram aqui.
Quanto a vc, "Anônimo", antes d + nada, burra é a sra infeliz q teve o desprazer d o parir. Sobre minha perg(além d ñ ser direcionada a vc) pareceu-me lógica, visto q o pp reclamou c/a editora, sinalizando q as ditas ñ tavam sobrando em estoque.
Cabe tb obs sobre a massa q vem aqui usando "nerd" e "fanboy" como ofensas. Oras, c isso é sinônimo d colecionador(especialmente HQs) e o cara ñ é, tá fazendo o q por aqui???
No + o Mestre diz:"Relax, boys"

Marco Amorim disse...

A questão meus ssenhores, é saber escolher.

Tenho fama de extremamente cuidadoso com meus gibis. As pessoas nem me pedem, já com medo de receber um "nem a pau".

De uns anos para cá, depois de passar dessa fase mais juvenil de ninguém toca no que é meu, decidi que posso SIM emprestar meus gibis, desde que para pessoas selecionadas, nas quais confio que não emprestarão meus gibis para ninguém mais e que ouvirão todas as minhas recomendações com seriedade. Nunca tive problema. Quem é amigo ou família de verdade te respeita.

Só é preciso ter o cuidado, claro, de emprestar HQs que ainda estão no mercado. Nada raro, claro! Assim, se acontecer algo, o ser humano te paga (pq, aliás, já estava avisado). Nunca tive problema.

Consegui converter um amigo, que achava que quadrinhos eram coisas juvenis, emprestando Watchmen e Do Inferno.

TEMOS QUE AJUDAR A AMPLIAR O ACESSO DAS PESSOAS ÀS HQs!

Meu amigo é um ser inteligente, leitor e cinéfilo, que nunca compraria qq volume de Do Inferno nas livrarias, mas agora, que sabe o potencial real dos quadrinhos... Quadrinhos são caros e não estão disponíveis nas bibliotecas.

"Trust your feelings" na hora de escolher e tome seus cuidados.

Ivan Linares disse...

Empresto, sim, com todo gosto. E peço emprestado, também, então tenho que agir com reciprocidade.

Tenho um grupo de amigos a quem posso emprestar gibis, álbuns, discos e vídeos sem problema, pois sei que não vão fugir com as obras. E de quem empresto e tomo o maior cuidado.

Claro que já fui vítima de "fugas" (como quando tinha doze anos e um fidamãe pegou meus Super-Homens 39 a 46 e um mês depois se mudou para Aracaju; pior é que eu chorei pra burro quando soube; foi uma luta pra comprar de novo), mas também fiquei com algumas revistas cujo dono sumiu da cidade. Tive um livro danificado, mas danifiquei outro (e comprei um exemplar dele pra devolver --o dono nunca soube). É um regime de compensações: cometeram erros comigo, mas também cometi os meus.

Apóio cem por cento a iniciativa de emprestar e difundir a cultura. Se tememos o estado em que as coisas voltarão, basta selecionar a quem emprestamos.

Anônimo disse...

O problema não é emprestar... o problema é que vivemos em um país onde, frequentemente, certos materiais (gibis, dvds, cds e livros) saem de catálogo e talvez vc não tenha mais como comprar de novo.

Se vc gosta de algo e sabe que aquele material é raro, acho que cabe um certo egoísmo de não emprestar pra qualquer um, a não ser pra quem vc confia.

Uma vez emprestei um livro pro irmão da minha cunhada fazer um trabalho na escola e o idiota me devolveu todo sublinhado à caneta, coisa que eu odeio que façam. Por isso, repito, emprestar não é pra qualquer um, só pra quem não é sem noção.

Cavaleiro disse...

Já fiz esta besteira de emprestar gibis, nunca mais vi os mesmos.