16 setembro 2007

Infantil, sim, mas para adultos também!

Hoje, na coluna de entretenimento de Tom Jicha no site do jornal Sun-Sentinel, da Flórida, um leitor escreveu sobre o que o colunista havia dito em outra ocasião a respeito dos desenhos animados infantis.

Defendendo o fato de ser adulto e gostar de animações para crianças, o leitor foi bem polido. A resposta do colunista, entretanto, foi irritante: "Se você já passou da adolescência e continua assistindo a desenhos do Pernalonga e do Pato Donald, não quero você perto dos meus filhos".

Para Jicha, "gente grande" deve assistir apenas a Family Guy, Simpsons e outras animações para o público adulto.

E agora eu pergunto: que regra idiota é essa? Quer dizer que Bob Esponja, Os Padrinhos Mágicos, Space Goofs (simplesmente hilário!) e tantos outros desenhos animados ditos infantis não podem ser apreciados por adultos? E que quem já entrou na maioridade tem que deixar de curtir essas atrações para não parecer... infantil?

Esse é o mesmo tipo de preconceito que os quadrinhos sofrem. E até mesmo no círculo de fãs de gibis há aqueles que torcem o nariz para adultos que lêem HQ infantil (ser fã do Menino Maluquinho e da Turma da Mônica, como eu, às vezes parece causar nojo em alguns xiitas).
Não gostar de desenhos animados ou quadrinhos infantis é uma coisa, e cada um tem o direito de curtir ou não o que quiser. Mas, fechar-se em um preconceito besta é ridículo e, além de tudo, resulta na perda de bons momentos de diversão por causa de um motivo (olha só a ironia) infantil.

Bem, agora dá licença que vou assisitr a um DVD do Gaguinho e, se der tempo, verei com minha filha alguns episódios da primeira temporada de Meu Pai é um Roqueiro (pena que não passa mais no Cartoon Network).

7 comentários:

Cristiano disse...

É cada boçal que me aparece...se esse cara pensa assim, eu é que não quero ele perto da minha filha!

Anônimo disse...

Então estou perdido! Tenho 27 anos e sou fanático pelas HQs do Tintim e do Carl Barks! HAHAHAHAHAHA! É como escreveu o cara aí! Esse colunista não passa de um boçal!

Amalio disse...

Isso é coisa de americano, eles tem esses conceitos de que o adulto tem que abandonar todas as lembranças de fases anteriores com a infância e a adolescência para serem completos, talvez por isso o capitalismo lá seja tão mais selvagem que no resto do mundo.

korak disse...

Esse jornalista é um idiota.
Felizes somos nós, "adultos" com espirito de criança...
Tá, eu não gosto de Bob esponja, mais não é porque ele é um desenho infatil...

Vida boa em Marcus???
Vou ver se quebro o pé tb...
risos...

Abração e melhoras...

Gustavo disse...

Boa tarde!

Em primeiro lugar, peço desculpas por inserir as perguntas abaixo no blog, uma vez que não possuem relação com o tema abordado pelo Marcus (e bem abordado, por sinal), mas não obtive sucesso no envio da mensagem para a seção de cartas.

Aí vai...

Tenho algumas dúvidas que carrego desde que me deparei pela primeira vez com as obras abaixo. Talvez vocês – profissionais da área – possam me esclarecer:

1º) A Ninhada, que por vezes apareceu nas histórias dos X-Men (na época do formatinho da Abril), é realmente uma cópia descarada do Alien (do filme de Ridley Scott, 1979) ou foi mera coincidência? Ou quem sabe ambos utilizaram alguma outra fonte em comum?

2º) Na história O Preço (do livro Criaturas da Noite), de Neil Gaiman, o narrador convive com um gato protetor (Gato Preto), que garante a segurança do humano frente a um perigo fantasmagórico (o Diabo). A idéia é semelhante (para não dizer idêntica) à utilizada por Joe Hill (cujo pai, por sinal, assina a apresentação de outro livro de Neil Gaiman, Sandman – Fim dos Mundos ) no livro Estrada da Noite: Jude é protegido por seus pastores alemães (Angus e Bon) do fantasma Craddock, padrasto de uma falecida namorada do protagonista. A única discordância é que Jude vislumbra o "espírito" de seus cães, manifestação que não acontece com o Gato Preto. Novamente: algum dos autores fez referência à obra do outro? Ou existe alguma fonte em comum (direta, não algo como os deuses-animais de diversas culturas)?

Agradeço a atenção. Abraço a todos,

Gustavo Schlösser

P.S.: A revista Superinteressante de setembro traz uma matéria interessante a respeito de um gato, Oscar, que vive na unidade de demência terminal do Hospital Rhode Island, Providence, EUA. Segundo a reportagem o animal consegue pressentir a morte iminente do internado, aproximando-se da pessoa horas antes e retirando-se do quarto após o falecimento. Acertou 25 mortes (falecimento no prazo máximo de 04 horas após sua entrada no quarto), dos 25 quartos em que entrou, sendo que só perdeu um falecimento porque foi simultâneo! Com certeza o fato será explicado em algum momento pela ciência (o artigo cita algumas especulações), mas, ao menos por enquanto, ajuda a fortalecer a mitologia dos animais-protetores (um pouco de poesia na realidade – e vice-versa).

Fabio disse...

Putz totalmente sem noção isso, sempre assisti e continuo assistindo Pernalonga, Pica-Pau, Disney e qualquer desenho que eu goste. E o engraçado é que só depois de crescido é que pude entender algumas piadas em Pernalonga e Pica-Pau, ou seja, nem na época eles eram desenhos só pra crianças.

Sérgio Coutinho disse...

Gostei do protesto. Concordo. Como diz bem o Ziraldo no final do Menino Maluquinho, foi por lembrar de sua infância e saber se divertir que o menino maluquinho, quando cresceu, pode ser um "cara legal, muito legal mesmo". A presença de Comichão de Coçadinha nos Simpsons é o sinal de que o humor dos desenhos e quadrinhos infantis merece atenção pelos adultos. E grito para o colunista babaca Tom Jicha: QUE QUE HÁ, VELHINHO?
Pppppppor hoje é só, pessoal.