27 maio 2009

O Superboy no Museu dos Quadrinhos


Sanduíche de Superboy?Quarta-feira é dia de coluna nova no Universo HQ. E nesta semana quem abre seu baú é Marcelo Naranjo, com o Museu dos Quadrinhos.

Naranjo relembra uma das várias revistas periódicas que o Superboy teve pela Ebal: Superboy - 5ª Série.

Para ler um pouco sobre o título e o personagem Superboy, é só clicar aqui

Divirta-se e comente à vontade.

9 comentários:

Ricardo Soathman disse...

Olá Naranjo, Sidney e pessoal do UHQ.

É interessante como Superboy é amado e odiado, na história. Sua relevância é constantemente colocada a prova, seja, na importância do personagem na criação da Legião De Super-Herois, ou em razão inversa, na reformulação proposta por Byrne.

De qualquer forma, na tv, o Superboy realemnte tem um espaço maior, na minha opinião, do que nos quadrinhos, e isso se deve, atualmente, a Smallville, e até em parte ao desenho da Legião.

Nos quadrinhos, as constantes reformulações demonstram uma certa dificuldade de adaptação a cronologia do Superman.

A insistência em separar as coisas, acabam sempre caindo por terra, quando falamos em "marca", propriamente dita. De onde estou, acho impossível desvincular o personagem de sua "marca", construida ao longo dos anos, e caucada, a esteira do Superman.

Talvez a principal questão aí seja realemnte o processo movido pelos herdeiros do criador do Superman. Mas, ao que parece, esse processo é relacionado aos ganhos adquiridos em Smallville, que são consideráveis.

É interessante lembrar tambem, que Smallville, pelomenos, nos três primeiros anos de existência se mostrou muito consistente na exploração do personagem. Aproximando-o muito da mitlogia criada para o Superman, na reformulação feita por John Byrne.

Enfim, parabéns ao Naranjo pela coluna, muito legal!

Abraço

Ricardo Soathman

Rafael disse...

Parabens Naranjo.
Nada como uma boa aula de história das HQs no Brasil. Sou fã da sua coluna e sempre fico com vontade de ler essas reliquias que você desencava.

Ivan Linares disse...

Aquelas histórias do Superboy eram muito estranhas. E um retrato do processo criativo (e das respostas dos leitores) de sua época.

Os roteiros eram quase sempre assim: Clark e Krypto estavam vivendo sua vida pacata em Pequenópolis quando uma coisa estranha --um extraterrestre, fantasma, monstro, máquina-- aparecia do nada. Aí, lá ia o pacato estudante virar Superboy para debelar a ameaça.

O público nunca perguntava porque tantas coisas estranhas aconteciam em um buraco do tamanho de Pequenópolis --quer dizer, Metrópolis é imensa, tem espaço pra tudo... Mas uma cidadezinha do interior?

E os autores tampouco se preocupavam em dar explicações. E os habitantes do mundo ficcional nem se importavam. Fosse em nosso mundo, um enxame de repórteres se aglomeraria para relatar os fatos da "Cidade das Esquisitices".

Isso foi o que eu pensei muuuito depois... Porque, quando eu era moleque, adorava o Superboy, justo porque era um garoto como eu que vivia fantásticas aventuras!

Artmann disse...

caros Naranjo e Gusman:

curti muito a matéria sobre o título Superboy da saudosa Ebal. tenho um carinho especial por essa revista em minhas lembranças, já q Superboy 5ª série numero 2 foi justamente a primeira revista do "super-homem" q comprei, aos dez anos naquele mágico 1980. logo em seguida comprei e comecei minha coleção se "superman 1ª série" em formatinho, q durou ainda com regularidade pouco mais de um ano até a ebal abandonar a franquia. assim, adorei rever aquela capa como o curioso "astralad", um viajante no tempo q buscava vingança através de seu próprio passado...
acho importante lembrarmos ainda q a ebal nesta fase publicava suas revistas com as cores originais, papel branco de boa qualidade e traduções integrais, bem diferente do q acontecia na editora abril, q passou a publicar os heróis da dc em 1983 (com cores e traduções lamentáveis q permaneceriam ainda por uns 15 anos...).

Abraços aí. também gostaria de recuperar minhas antigas coleções, ah, se arrependimento matasse...

Luiz Pereira disse...

Acho que o IVAN LINARES definiu bem o que era as histórias do Superboy, mas, assim com ele, eu gostava bastante quando era criança. Não havia essas questões bobas de multiversos e continuidades forçadas. Eu era particularmente fã da Legião dos Super-Heróis.

Um abraço

Amalio Damas disse...

Estes textos com resgates históricos sempre são bemvindos principalmente num país que maltrata a história como o nosso. Parabéns Naranjo.

Marcelo Naranjo disse...

Valeu amigos.
Ricardo, o interessante é que, quando surgiu o Superboy, os responsáveis não se preocuparam em nada com a origem do Superman. Mandaram bala e pronto.
Rafael, obrigado, tenho mais umas 3 em preparação para os próximos meses. O problema é o trabalhão que esse tipo de coluna dá.
Ivan e Luiz, as tramas eram bobinhas, mesmo. Valia tudo. Mas volta e meia tinha uma aventura melhor desenvolvida. E a arte é tradional, limpa e agradável.
Artmann, eu resgatei essa coleção, que tive na infância, nos últimos anos. Foi difícil.
Valeu Amalio! Vem mais por aí.
Abração.

Ricardo Soathman disse...

Pois é Naranjo;

E agora, os caras se matam por causa dos direitos autorais!

Ao meu ver, as histórias do Superboy foram criadas com base na mitologia do Superman, portanto, em tese, que as origens dos dois se confudem... Porém alguém percebeu que existiam dois herois em potencial, e quiseram de alguma forma GANHAR um pouco mais. Retendo Royalits, por exemplo, e daí, temos essas "novas versões".

Acho muito curioso, que os produtores e roteiristas de Smallville tenham optado pela aproximação do plot da trama, a o que Byrne fez. O que, por sí só, já é uma afirmação de que, na verdade, Superboy, é mesmo o Superman, jovem!

E isso deve estar deixando os advogados da DC/Warner, com seríssimos problemas!

LOL

Abraço

Ricardo Soathman

Natanael Floripes disse...

Quando eu era criança, no final da década de 60, início da década de 70, adorava as histórias do Superboy, nas revistas da EBAL ainda no formato grande (Superboy, Superboy-bi e Superboy em cores). E sempre achei que a Lana Lang era uma namorada extremamente superior à Miriam Lane (nome que era usada para a Lois Lane, nas traduções brasileiras). Ainda tenho dezenas de revistas do Superboy guardadas. Quem sabe qualquer dia desses eu acho tempo para uma relida.