13 maio 2009

A arte pode ser realista sem ser "dura"

Nesta semana, Sérgio Codespoti está de volta com sua coluna Chiaroscuro. Relembrando seus tempos como professor da Quanta Academia de Artes, ele fala dos desenhistas de quadrinhos que fazem artes realistas.

O problema é quando o uso frequente de referências fotográficas prejudica a narrativa e deixa o desenho "duro", como no trabalho de Greg Land.

E você, o que acha?

Como sempre, pode comentar à vontade.

43 comentários:

Amalio Damas disse...

Quadrinhos não são simplesmente desenhos bonitos, como provou a duras penas a Image dos anos 90, apesar de alguns desenhos não terem beleza alguma, mas o mais importante é a narrativa, a fluidez entre as sarjetas. No caso de Greg Land, ou ele se aprimora, ou ficará tachado como copiador e será contratado pelo mestre Rob Liefeld, que tem como lema, nos quadrinhos nada se cria, tudo se copia.

Sidney Gusman disse...

Sérgio, vou ver se mando aí pra Luxemburgo o álbum Sábado dos meus amores, do Marcello Quintanilha.

Ele dá pau na maioria dos gringos quando o tema é arte realista COM narrativa.

Como escrevei no Twitter, como é bom ver um desenhista que NÃO faz todos os rostos iguais!

E que sabe desenhar as roupas com todos os seus detalhes, como dobras, amassados etc.

Sérgio Codespoti disse...

Sidney,

Aqui na Europa têm muitos desenhistas com estas qualidades.

O Alex Toth reclamou durante anos sobre a vertiginosa queda da qualidade dos artistas de quadrinhos na terra dele, principalmente no que se refere à variedade das figuras humanas.

Sérgio Codespoti disse...

Amálio, não acho que o problema é so dos artistas (como o Land), não. Existe uma pressão editorial para que as revistas saiam com o estilo do que está vendendo mais.

Se hoje o Hitch vende mais, é contratado quem desenha naquela linha. Foi assim com o Jim Lee, com o Madureira, etc.

E isso dentro do esquema de produção gringo que já deu muitas provas de que está quebrado.

abs

Charles Heim disse...

Interessante a arte de Tony Harris ter sido comentada. Pessoalmente eu gostava muito mais do antigo traço dele, em Starman, do que o atual, Ex Machina. Tinha muito mais personalidade e estilo. A arte atual dele ainda é bom, mas pra mim não tem o mesmo encanto.

E o Greg Land abusa! Ele tem talento pra ser pintor de praça, daqueles que fazem quadros com fotos. Mas como quadrinista, peca muito. Seus personagens são duros e de expressões forçadas. Por mais realistas que sejam, não ficam naturais.

Lz disse...

Codespoti: excelente coluna. muita informação e opinião e pouco achismo. parabéns!

Cahrles Heim: concordo integralmente com você quanto ao Tony Harris

Ricardo Soathman disse...

Olá.

Eu acho que a coluna, como é opinativa, está relacionada diretamente com a opinião de quem escreveu, então, apenas cabe o respeito a esta opinião.

A minha, apesar de não ser totalmente conflitante, é, de certa forma, diferente.

Não acho que podemos rotular NENHUMA forma de arte como CERTA, ou ERRADA. Arte é, PESSOAL, expressão ÚNICA da visão do mundo, atraves do olhos do artista.

A visão técnica pode ser importante, EM UM DETERMINADO CONTEXTO, mas, NÃO É, de forma nenhuma, OBRIGAÇÃO, principalemnte, em se tratando de arte. Por isso, insisto sempre não no CERTO ou ERRADO, mas na adequação técnica.

Sobre a questão em sí.

Usar fotorealismo, na minha opinião é usar uma ferramenta, como outra qualquer que ajuda a chegar ao resultado final. Desde de que usando SUAS próprias imagens, não vejo um problema.

Alex Ross me parece ser o melhor exemplo disso... Ele desenvolveu sua técnica, que está, na minha opinião, madura e coerente com o que ele pode e gosta de fazer, as pessoas apreciam o seu trabalho e suas obras estão conceituadas entre as melhores, tanto na opinião do público, como em crítica.

O chato nessa história é, que quando se fala em fotorealismo, normalmente existe um certo preconceito. De outros desenhistas, de críticos, e, eu nem estou dizendo que é o caso a coluna, mas, de uma forma geral, este preconceito existe.

Greg Land talvez não seja o melhor exemplo, e certamente, serviu para esteriotipar aqueles que usam fotoreferencia. Não por usar fotos em sí, mas, por ser extremamente anti-profissional ao usar fotos com Copyright, e até, copiar trabalho alheio. Então, o problema não é o uso de fotoreferencia, e sim, o cara que usou de forma, negligente ou equivocada.

Eu usei fotoreferencia no passado, muito mais do que gostaria, e hoje, uso em alguns trabalhos como base para pintura digital, ou em testes específicos. Com isso quero dizer, mesmo que aparentemente advogand o em causa própria, que uma coisa é ver o resultado e avaliar, outra é ter a visão prática do que está sendo desenvolvido.

Entendo o problema da IMPRESSÃO de dureza, e apesar de não concordar que isso seja uma regra na questão, acredito que se bem usada, a técnica é igual a qualquer outra.

Quanto a pergunta.

A arte pode ser realista, sem ser dura? Pode. Se o profissional tem a sensibilidade necessária para interpretar uma referencia, sem necessariamente copiar. Se, ele tiver completo domínio da técnica, e se, não houver nenhum tipo de preconcieto de quem avaia o trabalho. Sim, uma trabalho realista pode ser eficiente, sem necessariaemnte ser duro.

Mas, isso, é mera opinião de quem avalia. De forma prática, se o trabalho saiu e o cliente ficou satisfeito, e de alguma forma voce atingiu seu público. Você cumpriu seu papel profissional.

Técnica, é técnica e cada um usa de acordo com a sua capacidade de assimilação. Não acho legal esteriotipar. Ou mesmo rotular. Não vejo muita diferença do cara que usa fotoreferencia, para o cara viciado em mesa de luz, por exemplo.

De qualquer forma, o texto é interessante, e trás a discussão outro assunto polêmico.

Abraço a todos.

Ricardo Soathman

Amalio Damas disse...

Codespoti, quanto aos modismos você tem toda razão, não apenas nas HQ's, em qualquer área, sempre que alguém lança uma tendência, aqueles que precisam ocupar espaço no mercado vão atrás, é automático. Citando novamente a Image (apenas por coincidência, não é perseguição), na época sempre tínhamos o genérico do Jim Lee, do McFarlane e até do Liefeld. Grande abraço.

Carlos Felipe disse...

Ao menos por esta imagem, não é possível julgar, se o traço dele tem ou não tem movimento.

O Tony Harris (ex-machina) segue a mesma linha e não vejo problemas na arte dele. É um estilo. Certamente não tão fluido quanto outros, mas se adequa bem em muitos casos.

No que diz respeito a prejudicar ou não a narrativa, vai da qualidade do artista, de saber explorar seu traço e estilo, tornando-o mais adaptável.
Na mão inversa, temos inúmeros desenhistas que não conseguem executar um traço mais sóbrio, quando necessário.

Talvez a única coisa que possamos afirmar é que um bom desenhista não necessariamente é um bom quadrinista e vice-versa.

Anônimo disse...

Pessoalmente, duro ou não, gosto do trabalho do Greg Land. Pior é vc ver artistas que n desenham nada como Ron Lin, Mark Bagley e tantos outro por aí. Do Rob Leifeld? Esse nem se fala mais!

Anônimo disse...

Ah, sim, quadrinhos são desenhos bonitos sim! Por que não? Eu comprava a revista da Mulher-Maravilha anos atrás, pois vinha com a brilhantes capas do grande Brian Bolland, sendo que o interior da revista era horrível, desastroso.

Rogério Santos disse...

Há tempos não lia um artigo sobre quadrinhos tão interessante e inteligente!! Alguma coisa sempre me incomodou nos desenhos de quadrinhos de super-heróis da última década. O que me fez, felizmente, procurar os quadrinhos europeus. Parabéns ao Sérgio Codespoti!!

Sérgio Codespoti disse...

Ricardo,

Para deixar bem claro, não tenho nada contra a arte realista (e aliás, nada contra nenhum outro estilo de desenho).

Como disse na assinatura, no rodapé da coluna, até gosto do Sojourn do Greg Land, que eu acho que é duro, mas melhor do que o que ele produz hoje, e que infelizmente é inédito no Brasil.

Tem muita gente boa entre os realistas. Eu acho fabuloso o trabalho dos artistas das tiras de aventuras, entre 1930-1950, gente como Roy Crane, Milton Caniff, Noel Sickles, Alex Raymond, Hal Foster, Stan Drake, etc. Todos eles realistas (apesar de estilos distintos e experimentações aqui e ali).

O Crane, caniff e Sickles, são uma espécie de trinca sagrada de toda a geração que os seguiu. Aliás dois nomes que são crias destes caras são Hugo Pratt (fortemente inspirado por Caniff) e Alex Toth (que costumava elogiar não apenas os três mas também gente como Alfred Andriola, Mel Graff e Frank Robbins. Infelizmente alguns destes nomes já estão quase esquecidos assim como seus trabalhos.

Há uns meses, o nosso colega e colaborador Zé Olibone, perguntou numa troca de email, porque a arte do Land era ao mesmo tempo bonita e realista e também tão dura e congelada. A ideia desta coluna saiu daí.

A proposta não era denegrir o realismo em prol de algum outro estilo.

Quis apenas mostrar que certas soluções deixam o que chamamos de arte sequencial, a sequencia de quadros em si, mais parados e estáticos, como uma fotonovela.

O que muitas vezes funciona bem para uma ilustração isolada, como uma página de um só quadro (a chamada splash page) ou uma capa, por exemplo, pode não funcionar como quadrinhos.

Concordo com você que não se pode rotular (de modo geral) a arte de certa ou errada.

E independente da minha opinião, oud e qualquer outro aqui, o Greg Land parece ter uma boa carreira, e isso já há uns dez anos.

Poderia ter usado outro artista como exmeplo, mas como disse, quis responder a pergunta do Zé Olibone, e o Land é famoso pelas críticas que recebe dos leitores e jornalistas.

Enfim, vale a discussão.

Sérgio Codespoti disse...

Amálio,

Genéricos sempre existirão. Vale a chamada "Lei de Sturgeon", que diz que 90% de tudo que é produzido é porcaria.

O importante é achar os outros 10%. São estes 10% que justificam o nosso interesse pelos quadrinhos.

Abraços.

Impacto Quadrinhos disse...

Graças a Deus voltamos a época realista e acabou o período IMAGE, que foi um retrocesso na industria.

L. Afonso disse...

Gostei da matéria! Muito boa!
Prefiro os quadrinhos não-realistas. Gosto é gosto!

Eduardo Hoewell disse...

Eu não conheço adequadamente o trabalho do sujeito citado para criticá-lo diretamente, mesmo assim identifico que as causas dos fatos presentes na coluna estão bem próximas de um fenômeno que vêm surgindo no mundo artístico.

Na era da informação, onde com poucos cliques podemos absorver gigantesco volume de informações, nós acabamos por nos tornar impacientes. E a arte, o desenho, o mítico talento são atividades que demandam de muita paciência para se desenvolverem. E passam a vida inteira nesse processo. Eu sou ilustrador e escrevo/desenho também minhas histórias. Certa vez, em um desses fóruns espalhados pela net, um rapaz me pediu que eu desenvolvesse um tutorial para aprender a desenhar, com o mesmo resultado que eu tinha na época, em passos fáceis e rápidos. Me perguntou quanto tempo ele precisaria para chegar até àquele nível em questão. Achei engraçado, e respondi que eu tinha levado 25 anos.
As referências, sejam fotográficas ou qualquer outra, são fundamentais para se aprender a desenhar (principalmente a observação, na minha opinião). Mas elas podem se tornar uma armadilha quando copiadas à risca. Aquele que copia consegue resultados com acabamento profissional sem necessariamente entender o que fez, e isso é muito rápido. A exemplo disso temos toneladas de trabalhos/ilustrações feitas através de softwares gráficos, que simplesmente existem devido à referencias.
Quando a referência controla o artista, presenciamos assuntos como o desta coluna.
Quando o artista estuda, compreende, observa e usa referências, então temos o algo mais que destoa da mediocridade. Temos o artista controlando suas referências.

Eric Ricardo disse...

Gostaria de parabenizar o autor do artigo! Abordou um assunto muito interessante! Referências para a criação de imagens é algo que desenhistas sempre vão usar. O importante é saber usá-las!

Anônimo disse...

Image era uma merda...só que naquele grupo surgiu um baita artista: Travis Charest! Este sim, genial!

Riacrdo Pontes disse...

Gostei da coluna. Pessoalmente aprecio o trabalho de Greg Land e não acho que a arte dele seja "dura"...acho muito mais dura a arte de desenhistas como Phill Hester (arqueiro verde), Dan jurgens (gladiador dourado)e Tyler kirkman (ultimante fantastic four)...este último, inclusive, com um traço bastante datado que me remete aos famigerados anos 1990.Só acho que Land deveria ser um pouco mais criterioso na escolha das imagens. Fora isso, acho-o um quadrinhista talentoso.

Anônimo disse...

O resto era nada e mais alguma coisa...só isso...o gênio ali, era mesmo Travis...e ainda o é...mesmo não sendo comercial.

Anônimo disse...

Tb concordo com vc, Ricardo: Greg é mesmo talentoso, pois não basta ter uma foto às mãos, tem tb de ter talento para saber usá-la...

Anônimo disse...

Inclusive, estes artistas que vc mencionou são mesmo duros, bem mais que Land e não têm o mesmo estilo bonito de Land...onde suas mulheres são lindas, como foram as mulheres nas mãos de Alex Raymond, M Caniff ou mesmo Harold Foster, só para citar estes...e me desculpe quem mencionou que artistas antigos são esquecidos ( casos do mesmo Raymond, Foster, Al Williamson, Gray Morrow, Caniff, José Luiz Salinas, Gil Kane e tantos outros, etc ) Não, decididamente, não...Não com a Internet em nossos lares.

Anônimo disse...

Eu acho que depende muito do gosto de cada um. Mas, pelo menos para mim, quando leio quadrinhos procuro sempre uma boa história. O casamento perfeito entre roteiro e arte é muitas vezes dificil de ser alcançado. Contudo, um história fabulosa, com roteiro maravilhoso, como por exemplo Sandman, pode até ter uma arte não tão bonita (como realmente ocorreu), nem mesmo agradável. A história nos leva através dos desenhos, sem que haja a necessidade deles serem realistas. Por outro lado, mesmo uma arte fabulosa, dinâmica, realista ou não, ao meu ver, não salva uma história capenga, como na época do lançamento a Image nos anos 90(precisamos datar essa época porque hoje a história é diferente).

Boa discussão, excelente texto.

Abraço

Marcello Fernandes Nunes

Eduardo Roque disse...

Parabéns pelo excelente artigo.

Mas como é mesmo questão d opinião, aí vai a minha: apesar d belíssimos e, portanto, perfeitos p/pôsteres e capas, os desenhos d Alex Ross(maior expoente dessa vertente artística) são meio cansativos p/acompanhar página a página.

Deve ser por talvez ter certa consciência disso ou pelos polpupos cachês q recebe q ele quase ñ as desenha +

Liber disse...

Muitos comentários até agora, muito bom. Não tive tempo de ler todos, mas o farei. Quero é parabenizar o Codespoti pelo texto. Esse tema do desenho, de sua linguagem e adequação ao propósito (no caso os quadrinhos) me fascina. Ótimo texto, boas observações. Ainda não conhecia o trabalho do Land. Vamos procurar.
Valeu!

Ricardo Soathman disse...

Sérgio;

Nem precisava explicar, acho que todo mundo que leu o artigo, de uma forma geral entendeu a idéia.

Só achei importante, mostrar que além do que você mostrou, existe sim, uma outra questão inerente quando falamos de alguém como Land, e, daí, a questão do esteriótipo.

Independente do sucesso, independente da capacidade técnica (para mim, discutível), Greg Land é um icone do que o pessoal mais odeia em conversas paralelas.

Eu já ouvi referencias ao trabalho dele, como um "chupador de fotos", já ví referencias do trabalho dele, como "anti-ético", enfim... Não o conheço pessoalmente para julgá-lo e, o trabalho, apesar de questionado pr outros artistas é competente.

Mesmo assim, por conhecer a pinião de alguns profissionais do meio em relação ao trabalho de Land, achei, sei lá, complicado usa-lo como referencia em uma discussão de realismo fotográfico, mesmo que eu reconheça nele, um expoente dessa técnica.

A questão para mim, do trabalho do Land parecer meio "duro", vem da nítida falta de condição técnica elementar.

Veja, na minha opinião, antes de tentar interpretar uma foto, é preciso, saber desenhar, de forma elementar. Construir bem, anatomicamente um rosto, ter sensibilidade para entender e absorver imperfeições e evetuais distorções, e, isso, o Greg Land NÃO SABE FAZER. Na minha opinião, é claro.

Por isso que quando falamos em realismo, e precisamos de um exemplo icônico, acho que Alex Ross talvez seja mais adequado, pois, em alguns momentos, vejo uma certa "dureza", por assim dizer, no trabalho dele também.

Então, me desculpe se passei a idéia de estar fazendo uma crítica ao conteudo do artigo, pois essa não foi a minha intenção.

Um Abraço.

Ricardo Soathman

Anônimo disse...

A Image nunca teve bons artistas com exceção de Travis Charest. O resto era nada inclusive o badalado Jim Lee, que para mim nada mais é que o "pinupeiro" sem noçao de narrativa.

Márley Tânis Cardoso disse...

É... complicado... Bom, acredito que a utilização de modelos, fotos etc. faz parte... mas faz "parte" não "todo"... Mestres como Alex Raymond, Milton Caniff etc., se utilizavam de modelos, mas isso para eventuais inserções em suas notáveis ilustrações...
Abraço e sucesso a todos.

Márley

marleytanis.blogspot.com

Jean C. disse...

Fala galera! Mais um bom assunto para discutir e está tudo muito saudável e inteligente até aqui. Concordo que variedade é o que vale, seja extremamente cartoon ou altamente realista, tudo pode existir. E afirmo que narração gráfica é o melhor método para se contar uma história. Nem sempre tem a merecida atenção, mas é a narração que cria aquele suspense que nos faz virar uma página mais rápido, ou nos faz correr durante a cena de ação olhando tudo e travar naqueles quadros que antecedem algum evento. Gostei quando citaram aquele triângulo do Scott McCloud, é bem interessante. Poderiam ter citado Eisner que criava e trabalha muita narração e movimento. Tenho por mim que o problema de desenho muito realista= sem expressão, se deva ao impulsor de "seja perfeito". É como se contar a história não fosse o importante mas somente fazer belos desenhos e belas cores. Os recursos de hoje permitem melhorar uma arte com a cor. Eu mesmo me recrimino por isso, pois gosto de desenhar e a cor complementa e muito o meu trabalho. Por isso esse artigo me alertou para o fato de trabalhar melhor o desenho. Quadrinhos é aquele lema de "um por todos e todos por um", já que cada parte (roteiro, desenho, cor e letras) tem um único objetivo, contar a história da melhor maneira possível e nada de uma parte chamar mais atenção do que outra. Parabéns pela coluna. Sucessos para todos!

Abraços

Marcus disse...

e arte de Butch Guice, *Luke Ross*, Dale Eaglesham, Al Avision, Howard Chaykin, David Aja, Kalman Andrasofzky e do *brasileiro Rafael Albuquerque.*

O Luke Ross é brasileiro também.

Anônimo disse...

Fala, Galera!
Alguém lembrou do Mike Deodato?
Ele é um dos melhores na minha opinião e utiliza referencias fotográficas de uma forma magistral.

Toni Rodrigues disse...

Bom, essa discussão é mais antiga do que se pensa. Em seu tempo, apesar do público gostar, o Principe Valente de Hal Foster não era chamado de quadrinhos por toda a crítica, mas de história ilustrada, até porque ele não usava balões. No entanto, quando Alex Raymond parou de usar balões em Flash Gordon, ninguém disse o mesmo de Raymond. Milton Caniff já foi chamado de 'realista' coisa que ele nunca foi, seu desenho é extremamente estilizado, como Noel Sickles e Roy Crane...Nomundo da ilustração aconteceu algo parecido. Norman Rockwell usava fotos que ele mesmo tirava para compor seus quadros e era criticado por artistas mais velhos como J.C. Lyendecker e John LaGatta por conta disso. Para estes o uso de modelos era lícito, mas vocie deveria desenhar observando os modelos e não uma foto dos mesmos.
O fato é que nos quadrinhos "sérios" (termo usado aqui para diferenciar Flash Gordon do Pato Donald) o leitor médio, aquele que realmente é a maioria do mercado, e não o colecionador/conhecedor SEMPRE pareceu preferir desenhos mais realistas do que os mais estilizados. Muitas vezes inclusive um desenho de qualidade inferior, porém carregado de estilemas mais laboriosos, cheios de detalhes, etc, ganha a preferencia sobre desenhos mais soltos de qualidade superior. Flávio Colin era considerado ruim por grande parte dos leitores da Spektro, que mandavam cartas para a revista elogiando o Mano (que na minha opinião era bem inferior ao Colin).
Muita gente achava o Steve Ditko ruim comparado ao John Romita. Não é verdade, o fato é que Romita tinha um estilo mais realista, mais fácil de gostar. O mesmo se dá com Jesse Marsh/Russ Manning, Jack Kirby/John Buscema e assim por diante. Isso transcende quadrinhos. Para o público médio, é muito mais fácil gostar de Raphael do que de Picasso. Para apreciar desenhos estilizados é necessário uma certa educação, que a maioria não tem ou pior, não quer ter...

Anônimo disse...

Senhoras e senhores, o que vocês teriam a me dizer sobre Travis Charest e John Cassaday, os dois melhores desenhistas no estilo realista atualmente, na minha humilde opinião.

Sandro Almeida disse...

Amigos, parabéns pela discussão.

Só tenho uma coisa a dizer: MILO MANARA!!!!

Ricardo Soathman disse...

Deixei passar batido nas minhas postagens anteriores, direcionadas ao Land.

Só para tentar deixar mais claro... Não acho que a IMPRESSÃO de "dureza" venha, necessariamente do realismo. Acho que isso, acaba sendo o preço que se paga por trabalha com o REFERÊNCIA FOTOGRÁGRICA, em busca do tal HIPERREALISMO.

Abraço.

Ricardo Soathman

Anônimo disse...

Não acho as pinturas de Alex Ross cansativas como disse o Eduardo Roque...muito pelo contrário, são lindas, verdadeiras obra-primas. Na área dele, ele manda! Ninguém faz melhor que ele!

Anônimo disse...

fotonovela??? kkk

Eduardo Roque disse...

Pois é,Anônimo, como eu disse é questão d opinião e respeito a sua. Tb já gostei + do Ross mas depois d ler 12 nº d "Justiça"(arte-finalizada por ele, tá certo) fiquei meio enjoado da arte dele. Mas tem bem piores por aí como alguns q tentam imitá-lo s/tanto talento, vide uma mini chamada "Código d honra" q colecionei uns anos atrás e seria espécie d continuação d "Marvels" com meia dúzia d desenhistas tentando ser Ross somado a um roteiro arrastado do Chuck Dixon + um protagonista chato d doer aí já viu...nada c salvou.
Mas como disse, Alex Ross tem vários méritos, embora continue preferindo-o em capas e pôsteres(o da Liga q saiu na ed d janeiro mesmo é show e tá colado na parede do quarto do meu filho)

Anônimo disse...

...Paolo Serpieri...Juan Gimenez...

anderson disse...

Eu me recuso a chamar o Greg Land de artista... Pode ser qualquer coisa, menos artista. Este, pra mim, é quem cria. Claro que a arte pode ter referências, homenages e influências. Mas ele é patético.

Flávio disse...

O Jean-Claude Claeys citado no texto não é um que teve uma Graphic Novel publicada pela Abril? Acho que era "Dead End" o0 nome). A descrição se encaixa perfeitamente.

Anônimo disse...

Esse Greg Land é muito patético.
O a arte final dele feita por cima é muito boa , ele poderia pelo menos usar umas fotos dele como referencia, mas estupidamente pesquisa direto no google...