15 abril 2009

Dogma 2009

Hoje é dia de coluna atualizada no Universo HQ. O jornalista Eduardo Nasi manda mais um petardo em sua Cada um no seu quadrinho.

Em 1995, Thomas Vinterberg e Lars von Trier, dois diretores de cinema dinamarqueses, propuseram o Dogma 95, uma série de mandamentos para fazer suas obras e que deveriam ser seguidas à risca. O resultado foi um punhado de filmes bem interessantes.

Agora, com muito bom humor, Nasi criou o Dogma 2009, com o objetivo de salvar os quadrinhos.

Ele mesmo duvida que o Dogma 2009 vá ser adotado por alguém. Mas discutir seus itens pode ajudar a melhorar a forma como nos relacionamos com as HQs.

Você concorda? Discorda? Comente à vontade.

126 comentários:

Fabrício disse...

Concordo com tudo que o Eduardo Nasi escreveu aí.

Eu acho impressionante como a imensa maioria dos leitores de HQ's são completamente tapados com tudo que não se relacione com o mercado de super-heróis.

Praticamente qualquer outro tipo de HQ têm uma dificuldade imensa de sobreviver e quem se arrisca a ler uma HQ mais 'diferente',digamos assim, ainda tem que ficar ouvindo aquelas coisas( de nerd para pior, como o Nasi escreveu ). Vou te contar, é dose...

Mal comparando e ampliando a discussão, acontece uma coisa parecida com a música.

Me refiro aos roqueiros, que em geral também só escutam Rock e não sabem apreciar, nem respeitar outros gêneros.

Enfim, a diversidade cultural, de uma forma ampla, não é um item apreciado assim por tanta gente.

Luiz C M Pereira disse...

No geral eu discordo, apesar de ter percebido a ironia da coisa. O meu Dogma referente aos super-heróis é mais simples.

(1) Ler ou reler tudo desenhado pelo Kirby ou Ditko.

(2) Não ler nada mais escrito pelo Grant Morrison ou pelo Frank Miller.

(3) Trocar a fechadura do meu cofre. Como dizem, quem circula é ...

Um abraço

lielson disse...

Boa, Nasi.
agora 5 gêneros de 5 nacionalidades diferentes em nosso mercado restrito é dose.
Itália, EUA, Japão, Brasil e releituras de publicações argentinas, francesas, espanholas... ufa, vai ser difícil seguir esse dogma.

concordo com o item sobre o colecionismo: se a revista está ruim, não tenha medo de furar coleção, compre outra coisa!

Anônimo disse...

O Warren Ellis já fez isso em 2001 de uma forma mais direta e eficiente.

Esse manifesto está muito vago, deixa de tocar em pontos importantes como distribuição, divulgação etc. Coisa que gente como o coletivo 4º Mundo resolveu bem até o momento.

E manifestos não salvam nada sem que haja produção. Ao invés de criar dogmas, melhor criar Quadrinhos e ler Quadrinhos.

Bozo_Del disse...

HAAA! Eu nunca fui com a cara do Eduardo Nasi. Até agora. Tá bunito!

Guilherme Veneziani disse...

Boa a coluna, humor sutil na medida certa. Modéstia à parte, acho que cumpro o Dogma "quase" a risca. Agora, eu duvido que qualquer um aqui consiga cumprir à risca a regra (2) do Dogma. Principalmente o autor da coluna, que é quem faz a maioria das resenhas da DC. :-P
Abraços
P.S. Aliás, eu não só não cumpro a regra 2, como a aplico na minha vida prática. (Eu sofro de bruxismo).

Jhoseph disse...

Meu caro Nasi, nessa coluna você foi Péle e mané, bestial e besta...

Acho que é importante o leitor ter auto-crítica, até porque isso de se fazer de vítima por qualquer coisa é um pé no saco...

já o "Dogma" é uma bobagem que não vale o tempo de vida que eu desperdicei lendo essa coia.

Sanchez disse...

O texto falou em um ponto essencial. Eu acho ridículo quando vem nego e diz que quadrinhos é arte e não é para adultos e só lê sobre personagens infantilóides usando a cueca em cima da calça enfiando a porrada em outras personagens com a cueca em cima da calça. A Marvel e a DC representam o que de pior se produz em quadrinhos. Ainda bem que a indústria está morrendo, daqui há pouco só haverá os filmes, os desenhos animados e os bonecos.

Marcelo Naranjo disse...

Colocar MEUS QUADRINHOS pra circular emprestando e etc.?

BWA-AH-AH-AH-AH !!!!!

Esse Nasi...
:-))

Allan disse...

E dai que alguém acha infantil ou qualquer outra coisa, quem realmente se importa com isso??

Quem define o que é realmente bom ou ruim afinal??

De negativo só os leitores/colecionadores bitolados, que surtam por qualquer coisa como se a vida fosse só isso...esses precisam se tratar ou não estão fazendo sexo o suficiente.

Odeio gente que quer impor seus ideais.
Cada um ler o que quer...ouve o que quer.
Cuidem das suas próprias vidas e sejam felizes mas sem sutar por favor!

Fabio Ciccone disse...

A ideia é boa, mas não concordo com tudo. Também não fui capaz de detectar até que ponto estava sendo séria e até que ponto estava sendo sarcástica.

Achei que "pegou pesado" com os super-heróis, sei lá.

Sanchez disse...

Não é surtar, mas aqui é uma discussão, não é? E numa discussão sobre um produto que se pretende artístico(o nome nona arte não é à toa) há esses juízos de valor.
E o ponto de vista do autor do texto é esse, o de que prejudica o mercado de quadrinhos e a entrada de novos leitores essa imagem que passa um tipo de quadrinhos que só atrai garotos(desconfie de qualquer filme ou música que só atraia um gênero, masculino ou feminino, alguma coisa está errada) que gostam de ver marmanjos se esmurrando e expondo os músculos em diálogos toscos e situações que são sim infantis.
E outra, pessoas que sempre dizem isso: "Odeio gente que quer impor seus ideais" não deve entrar em discussões, pois já estão mostrando que não estão dispostos a pensar um pouco no que está sendo proposto. Ninguém aqui está com a verdade abslouta, mas cada está com seu ponto de vista e está jogando na mesa pra ver uma contra-resposta para enriquecer sua visão visual. Saiba que pensar às vezes melhora a imagem do consumidor de quadrinhos(melhora a imagem de todo mundo).

Amalio Damas disse...

Interessante o Dogma, mas é a mesma coisa que incentivar uma greve numa empresa com 20 funcionários e sem sindicato, enquanto todos estiverem no mundo das hipóteses, aplaudirão e incentivarão o criador da greve, entretanto, no dia de parar de tabalhar, apenas o idiota que fez o levante estará na porta da empresa, os outros estarão todos trabalhando em suas mesinhas. No outro dia o otário estará demitido. Quem faz o mercado são as pessoas que o consomem, para que uma mudança dessas fosse possível, teríamos que melhorar a educação no país, sermos menos consumistas e preencher nossas vidas com alguma coisa que não seja apenas colecionar gibis. Acredito que a maioria dos leitores que passou dos trinta anos, acaba uma hora ou outra se desfazendo da coleção e ficando apenas com os Greatest Hits, o que até explica o volume de vendas dos relançamentos de luxo, principalmente os feitos pela Panini (deixando de lado aqui a falta de oportunismo que ocorre na maioria das vezes, o que parece ter mudado após o lançamento do filme Batman - O Cavaleiro das Trevas). Além disso, apesar da boa intenção dos cineastas citados nenhum dos filmes produzidos por eles foi sucesso de bilheteria e infelizmente o que sustenta o mercado são os blockbusters, inclusive nos quadrinhos. E viva o Wolverine! E viva Velozes e Furiosos! E viva Transformers! Só pra deixar claro eu gostei de "A Excêntrica Família de Antônia", "O Marido da Cabelereira", "A Última Ceia", "O Fabuloso Destino de Amelie Poulain", "Furyo - Em Nome da Honra", "Mas Ele diz que me Ama", "Adolf", "Vallat - Uma Investigação Dadaísta", "Morango e Chocolate", "Comic Book - O Novo Quadrinho Americano", "As Aventuras do Capitão Presença", "Chalaça, O Amigo do Imperador", "À Sombra das Torres Ausentes", "Na Faixa de Gaza", dentre outras obras fora do mainstream. Só um detalhe, só não tenho ainda "O Marido da Cabelereira". Os outros eu não vendo, não empresto e não dou. Pra finalizar este testemunho de cunho cultural, já vendi quase tudo que tinha X na capa, bem como toda e qualquer história de super-heróis descerebrada, porém daqui a pouco estarei saindo para comprar o primeiro número de Invasão Secreta. Não entendeu nada? Nem eu.

hectorlima disse...

Morte ao Esnobismo Indie! Viva os Super-Heróis!

hay que endurecer, pero sin perder la ternura rrrrrramasss!

Nasi, abre um blog no estilo Artbomb.net que você vai ter mais resultado!

Sanchez disse...

não conhecia o artbomb, boa dica

Victor disse...

Nasi, assim como existia o "marxismo histórico", que acreditava ser desnecessária qualquer organização proletária, pois naturalmente, com o decorrer dos séculos, o capitalismo torna-se-ia comunismo, eu me declaro adepto do "dogmatismo 2009 histórico".

Isso porque eu acredito que, no caminho dos quadrinhos infantis (vide Disney), os quadrinhos de super-heróis daqui alguns anos (talvez algumas décadas) vão ter uma comercialização tão incipiente que quase serão carta fora do baralho. A DC será um apêndice menor ainda do que ja é na organização Warner e a Marvel viverá apenas dos poucos saudosistas que restarem, e da venda residual de suas principais franquias (como homem-aranha) para produtos infantis (canecas, lancheiras, etc.). Falaremos de Super-homem e de Capitão América como produtos datados e que só surgem vez outra para comemorar o doce saudosismo, como "Asterix" ou "Mickey Mouse".

Acredito, também, que nesse momento, a nona arte não sofrerá impacto algum. Ao contrário, finalmente será libertada dessa pagação-de-pau eterna à Marve e à DC. Os mangás, a banda desenhada franco-belga e a linha Vertigo estão aí para demonstrar que há vida após os super-heróis.

Certo, talvez não se venda tanto quanto se está vendendo agora. Mas isso é uma questão mercadológica e socio-cultural, que nada tem a ver com aqueles que gostam de quadrinhos, e não de super-heróis.

No mais, é uma questão sócio-cultural, ou de desconhecimento: ano passado teve um comentador aqui no blog que comparou quadrinhos de super-heróis a rock ou samba, e os quadrinhos franco-belga a música erudita. Aquilo me fez rir, mas não comentei: quem já colocou as mãos em obras como XIII, Aldebaran e Thorgal (os dois primeiros já puplicados no Brasil, a preços módicos), sabe que nada há de pretensioso nessas histórias: são sim para pura diversão, e quem afirma o contrário é por desconhecimento ou preconceito.

andré b. disse...

Colocaria mais um item nessa lista do Dogma: parar de comparar qualquer HQ séria de super-herói com Watchmen. Dizer que tal revista é boa porque "tem muita coisa de Watchmen". Esse é o chavão mais nojento que leio em qualquer fórum de discussão sobre HQ. Tudo tem que ser comparado com Watchmen ! Se o super-herói pára em um sacolão para comprar 1 kg de tomate, e quando volta para casa ele encontra um filho-da-puta que ele vai ter que lutar, lá vem um nerd xiita : "ah, tem muito de Watchmen nisso !"
Watchmen é excelente, foi um pardigma nas HQs de super-heróis, mas chega de falar das influências dessa obra em outro gibi. Já faz mais de 20 anos que Watchmen foi escrita, e sua influência já foi diluída em muitas, muitas outras histórias, que já virou um clichê.

Sanchez disse...

é a idéa que muita gente tem, de que os quadrinhos europeus são pretensiosos, quando sua leitura é muito simples, bem mas simples que as da Marvel e Dc. Se você não acompanha X-Men e compra algo na banca, não entende nada (ocoreu isso comigo ano passado), agora se você pega um capítulo qualqeur de Tin Tin a compreensão é imediata. Geralmente quem diz que quadrinho Marvel/Dc é ruim fala com propriedade por que leu, enquanto quem chama os quadrinhos indies de pretensiosos ou complicado não leu nada ou leu um exemplar apenas e sai criticando todo um cenário. E Victor está certo: o fim do setor dequadrinhos da Marvel/DC será um bem enorme para os quadrinhos como um todo.

Sanchez disse...

O André B falou outra coisa essencial. Aliás, a grande contribuição de Watchmen para os quadrinhos foi através das conquistas narrativas e estéticas, de forma, e não de conteúdo. Os autores que vieram depois entenderam tudo errado, e começaram a copiar o que havia de menos importante na obra de Alan Moore, e dá-lhe super-herói depressivo, com problemas sexuais e cenários sombrios. A maior porcaria resultante foi A Saga do Clone, onde tiraram tudo o que era legal na personagem para amadurecê-lo. Watchmen é ao mesmo tempo um manifesto das possiblidades narrativas e estilísticas dos quadrinhos e um recado: super-heróis são tontos, ninguém com saúde mental perfeita saíria esmurrando bandidos usando fantasias bobas. Mas parece que todo mundo entendeu errado.

Kodama disse...

Minha namorada diz que eu falo muito "de todos os tempos" e que isso é coisa de nerd. Tipo "melhor albúm de metal de todos os tempos", "melhor quadrinho europeu de todos os tempos" ou "melhor show de todos os tempos". Acho que essa expressão também deveria ser incluída aí na lista, Nasi! hahaha!

Sanchez disse...

Vicotr, é inexato dizer que Asterix vive pelo saudosisimo. Seus álbuns sempre entram nas listas de mais vendidos na França, há edições em vários formatos do mesmo número, os livros nunca saíram das livrarias, tanto que aqui no Brasil é uma das principais editoras que publica a série aqui. Atualmente, seu roteirista é um dos 5 autores em língua francesa mais lidos no mundo, ao lado de gente que escreve romances.

Eduardo Nasi disse...

Caros,

Não vou interferir nas opiniões nem me meter nas provocações de vocês, óbvio. Prefiro ver o circo pegar fogo. Mas agradeço os comentários, todos eles.

Ainda assim, algumas observações parecem merecer respostas.


Fabrício, Sanchez e Fabio Ciccone - Eu não lembro de ter criticado super-heróis, nem nenhum gênero em especial. Acho que vocês leram mal.

Luiz - Quem circula é o quê?

Lielson - Claro que é possível. Veja bem: o Ronaldo Barata, webmaster do UHQ e autor da ilustração da coluna, me desafiou a fazer uma lista - e que custasse menos de R$ 50 por mês. Veja bem: um super-herói americano, um turma da mônica brasileiro, um fumetti, um mangá e um franco-belga de sebo. Sebos são boas fontes, claro. Além disso, tem toda a internet.

Anônimo 1 - Por mais que admire do trabalho do Quarto Mundo, dizer que eles resolveram bem o problema da distribuição é forçar a barra. Eles estão na internet, o que resolve definitivamente o problema de qualquer distribuição. Mas as revistas deles não são encontradas em qualquer lugar, ainda mais quando se fala de gente que não tem contato com HQs.

Guilherme Veneziani - Bons dogmas têm sempre maus mártires, e eu me elegi um mártir na cruzada de separar o joio do trigo para que o leitor faça seu bom pão. Leio porcarias como um missionário cristão que vai à zona de baixo meretrício. Nem tudo da DC - nem de editora alguma, que eu saiba - é ruim a priori. Eu leio as porcarias para desmascará-las.

Allan - Seu idealismo é emocionante. Parabéns.

Hector - Se eu escrevesse no Artbomb só você ia ler.

Continuem aí. Depois eu volto.

arthur disse...

Nasi, pela "qualidade" das críticas aqui na janelinha, parece que você pegou na veia.

Como não poderia deixar de ser, assino embaixo.

Arthur

p.s: até colocar Frank Miller ao lado do Grant MOrrison já fizeram aqui. É como sempre falo: um problema crônico da péssima educação brasileira e das aulas de interpretação de texto...

Rafael disse...

ih, cara.... gosto das colunas do UHQ, mas essa aqui ta foda. Parece que alguém acordou fascista ontem.

Deixe que leiam bobagens, deixe que guardem em sacos plasticos, deixe que usem a palavra cofre, enfim como diriam os Beatles: Let it Be.

Cada homem e mulher sabe do caminho que quer seguir. Se ranger os dentes parece bonito pra alguem, então que esse alguem compre gibis de pessoas que rangem os dentes.

Outra coisa. O seu "nariz de cera" (sabe né, o começo do seu texto) soa meio auto-preconceituoso.

"Os quadrinhos, frequentemente, são considerados uma forma de arte vulgar ou infantil. (...) Dizem até que fã de quadrinhos não "pega" ninguém."

Sei lá... deixa disso. Essa fase passou na setima série, lembra?

Vamos lá, Dudu. Na proxima coluna vc escreve sobre a "Sociedade dos fãs de Quadrinhos Alternativa" (A Sociedade é alternativa, os quadrinhos podem ou não ser). Lê o que tu queres! Há de ser tudo do Bem!

Anônimo disse...

Concordo com o Rafael!
Essa coluna ai eu achei nada haver.

Eduardo Nasi disse...

Anônimo 2 - O correto é "nada a ver".

Anônimo disse...

Caros Thomas Vinterberg e Lars von Trier.

Muito interessante o Dogma 09... Gostaria de fazer algumas considerações:

1) A pluralidade:

Já comecei a ler minha cota do mes lendo quadrinhos em Swalli, Bantu, Latim, Mongol e um genial em jupteriano que consegui numa viagem astral.

2)Personagens ranjam os dentes:

Perfeito, já parei de ler Frank miller.

3)Misoginia:

Concordo... Abaixo o Missoshiro...

4)Saco Plástico:

Concordo!Nerd que é Nerd, le revista com a mão engordurada de hamburguer..

5)Emprestar Gibi??? Nem a Pau, Juvenau... próxima...

6)É cofre:

Cofre é coisa de nerd gordo que se abaixa e mostra o cofre...

7)Quadrinhos na Net:

Apoiado...Sites sobre quadrinhos, melhor ainda.

8)Pirataria é coisa de quem range os dentes e isso vai contra o artigo 2

9)Tiras de Jornal:

Mandou bem, mas pulem as do Laerte pelamorde deus que estão pessimas e o homem foi abduzido.. Quando ele voltar, quem sabe...

10 ) Repassar o texto:

Não, obrigado...Próximo?

Sem mais delongas,Parabéns Nasi...ops...Thomas Vinterberg e Lars von Trier.

Flavio

Anônimo disse...

putz...Valeu pela correção Nasi!
(Herrar é umano rsrsrsrs)

Mas continuo achando que não teve "nada a ver"! rsrs

Guilherme Veneziani disse...

Obrigado pela resposta Nasi.

"Missionário na zona do baixo meretrício..." foi boa, até porque, no presente caso, esse trabalho altruísta de desmascaramento rende um certo prazer, e boas surpresas, de vez em quando...

Agora, como disse antes, as sutilezas do seu artigo foram muito boas.

Acho que saber rir de si mesmo, e não se levar tão à sério, é a melhor alternativa. Abraços

Lielson disse...

Talvez valesse a pena informar os amigos comentaristas que o Nasi PODE ter usado um tanto de ironia no seu texto.

Anônimo disse...

Não gostei! Faltou assunto, é?!

Sergio Tavares disse...

que pena.
não poderei reler meu GEN Pés descalços porque aparecem personagens rangendo os dentes.

....

quanta imbecilidade meu deus!

Eduardo Nasi disse...

Amigos gaúchos me contaram que o fã-clube de Rob Liefeld de Gravataí está fazendo um mutirão em buscas de HQs boas com personagens que rangem os dentes.

Tudo para defender o seu ídolo.

Anônimo disse...

http://www.mbbforum.com/mbb/viewtopic.php?t=28357&highlight=

Delfin disse...

Como previsto, debate aberto. O Lars Von Trier tomando de novo na cabeça (é sério, vocês acham mesmo que o Nasi existe?).

Navegador disse...

Huahuahua! É impressão minha ou a turma desse fórum MBB não sacou a ironia? Bem, pelo menos a carapuça serviu! Estou morrendo de rir lendo os comentários "perspicazes" do tal MBB.

Como dizia o Millor Fernandes, o Brasil é o único país em que, se você for falar uma sutileza, tem que pendurar uma placa no pescoço com letras vermelhas dizendo "ATENÇÃO, VOU SER SUTIL, VIU?", e, se você for falar uma ironia, tem que gritar antes "ATENÇÃO, É UMA IRONIA, OK?".

Mas, é claro, ironia não é brincadeira. O que há de especial na ironia é que ela serve sempre para se tocar nas feridas. E, pelos comentários aí nesse fórum de fanboys, o Nasi conseguiu direitinho abalar quem está aí para ser abalado!

Fantástico! Parabéns Nasi!

Luiz C M Pereira disse...

Bem, pelo menos uma ida a esse tal de MBB me mostrou que os leitores aqui do UniversoHQ são os mais polidos, inteligentes e sacadores de ironias que existem. As exceções, se existirem, devem ser ignoradas.

Anônimo disse...

peraí...

ser jornalista de quadrinhos é fazer um texto pra abalar a cabeça de nerds em um fórum de quadrinhos??? é isso mesmo???

sei lá... eu ganho dinheiro trabalhando de verdade...

acho isso meio besta, seu navegador!

Jackson Good disse...

Como texto humorístico, tá show de bola. Ri muito no item 2. Agora, se a intenção era levar a sério... lamentável. A idéia de pluralidade me parece meio exagerada, até financeiramente falando. Leio comics, fumetti e leria mangás, se pudesse. Ou seja, 3 nacionalidades. Cinco é um delírio.

De resto, transparece sim um certo rancor quanto aos comics. Aliás, todo o UHQ tem me passado essa impressão. Tipo quem é cult em cinema, que adora esculachar blockbuster e exalta produções do... sei lá, do Azerbaijão.

Gabi disse...

Bem bacana o texto!
Mas convenhamos.... ler 5 títulos de 5 nacionalidades distintas não rola.... não pro meu tempo e muito menos pro meu bolso....
Farei as minhas outras considerações lá no Gaborin... daí quem me lê entra em contato com o Universdo HQ..
Beijos e tchau!

Alex Pereira disse...

Nasi, vc tá se esquecendo duma coisa: cada ser humano é diferente do outro. Portanto, o que vc pode achar horrível outra pessoa pode achar legal e vice-versa.

E se você nao sabe lidar com a ridicularização... bom, eu sei: hoje em dia mando a pessoa pra PQP e tá resolvido. Afinal, quem paga pelas HQs sou eu.

E se um dia eu mudar meus hábitos, será pela minha vontade, e não pra amansar a opinião de outras pessoas, como apregoa o seu texto.

Alex Pereira disse...

E concordo com Jackson Good... o Universo HQ, em relação às próprias HQs, parece até a Academia do Oscar.

Por exemplo, o Zé Olibioni, que fala mal de tudo. Nem leio mais as resenhas por causa dele, parece até certos idosos que vivem dizendo: "no meu tempo era melhor isso, era melhor aquilo...cof, cof,"

Não digo que tudo hoje é uma maravilha, mas nem tudo é ruim.

Alex Pereira disse...

E outra... essa imagem do nerd encalhado tá foi ultrapassada.

Sidney Gusman disse...

Anônimo (não sei por quê, mas tenho certeza de que vai aparecer muita gente aqui sem se identificar...), o Nasi não fez o texto "pra abalar a cabeça de nerds em um fórum de quadrinhos".

Ele usou o espaço opinativo que tem no Universo HQ.

Lê quem quer. Inclusive participantes de fóruns que "juram" que não leem o Universo HQ.

Jackson e Alex, estão com a impressão errada. Todos nós somos leitores de super-heróis. Mas não apenas desse gênero.

E não é porque crescemos lendo super-heróis que vamos fingir que esse nicho está fantástico. Está ruim de doer! Salvam-se 2, 3 títulos por mês em meio a 40?

Como qualquer outro material resenhado no UHQ, sé é bom, ganha elogios; se é ruim leva pancada.

Aliás, só pra constar: sexta-feira entram 3 resenhas minhas de materiais de super-heróis. E duas bem elogiosas.

Gabi disse...

Mais uma coisinha. Sobre o item 4, tenho algumas considerações:
Como historiadora e arquivista, de fato, colocar em saquinho universitário é pedir pro papel estragar, esses saquinhos melam e destroem tudo!
Quer conservar seus quadrinhos direito e sem bichisse? Compre uma (ou mais, sei lá) caixa arquivo – branca ou azul – e com o auxílio de papel neutro ou com reserva alcalina acomode-os na caixa. Faça um sanduiche de quadrinho e papel alcalino. Assim, você nunca terá problemas de conservação ou de infestações de insetos.....
Agora, se você gosta de ter uma coleção exposta, limpe para evitar brocas e traças...
Fácil!

Navegador disse...

Fui no link postado por um anônimo aqui e li a seguinte pérola, a respeito do testo do Nasi:

"Provavelmente ele só postou isso no Universo HQ rezando pra alguém repostar aqui no MBB e ele se sentir importante, se for quem a galera tá dizendo que é."

Tipo. Eles acham que esse tal MBB é um tipo de "Globo" ou "Revista Veja" dos quadrinhos? Fiquei surpreso. E, curioso, decidi olhar melhor o site onde aquela turma estava conversando. Tinha lá a seguinte inscrição, no cabeçalho: "O maior fórum de quadrinhos do Brasil". Bom, pela esmagadora maioria das discussões lá, o que lê na verdade é "O maior fórum de quadrinhos americanos do Brasil", o que, na minha opinião, tem o mesmo efeito jocoso de entrar num site da Nicaragua e ler "O maior site nicaraguense de super-heróis". Bom, o tal fórum é tão maior tão maior que eu, que leio quadrinhos já a mais de vinte anos, nunca ouvi falar dele!

Mas o pessoal lá, em algum tipo de elusão nérdica, acredita que um articulista do mais premiado site de quadrinhos do país escreveu um artigo só para ver o pessoal daquele tal fórum comentar!

É disso que no fundo nós falamos: não é propriamente de super-heróis. Vez ou outra, ler um quadrinho de super-herói é legal, de preferência quando se trata de uma obra fechada, com um começo e um fim, e sem tie-outs e tie-ins (que há QUARENTA anos atrás era uma novidade genial do Stan Lee, mas hoje já é algo ultrapassado e apelativo).

Mas nós estamos falando aqui é de um comportamento de pessoas que não conseguem se desvencilhar do mundo infanto-juvenil de seu passado dourado, onde parecia que o mundo girava em torno deles ("O maior fórum do Brasil...", "ele só escreveu para comentar aqui no fórum",...), e compravam histórias em quadrinhos. Sua dificuldade em decisivamente dar um passo para o amadurecimento consiste em sua insistência em defender com unhas e dentes uma empresa (que tem por único objetivo ganhar dinheiro) chamada Marvel (ou DC, dependendo da preferência), como se fosse a família deles, comprando tudo é que é porcaria que é publicada, simplesmente porque recusam admitir que já cresceram e, para os critérios de uma adulto, aquelas porcarias que leem estão muito ultrapassadas. Quadrinhos é só uma desculpa. Eles não dão a mínima para quadrinhos (senão leriam outras coisas). Isso não tem nada a ver com super-heróis. Eles defendem é a incapacidade de crescer. Nem que isso signifique encarar como agressivo um artigo que pretendia ser irônico, nem que isso signifique colocar na boca do Nasi coisas que ele não disse (que quadrinhos de super-heróis são inferiores, que quadrinhos europeus são superiores... onde ele disse isso?).

Edu disse...

Polêmicas e + polêmicas...esse meu xará e o Sidão sempre alimentando-as.

Mas nem vem q p/conservar a coleção s/sacos plásticos ñ rola.

Quanto às doações e empréstimos: dependendo d p/quem for rola d emprestar mas doar... nem f%*$"do!

Mas me diverti pacas c/esse dogma, apesar d na prática ser impraticável.

Só + 1 consideração: acho q a turma dos X-títulos e afins ñ devia ser tão menosprezada. Afinal, fazendo a correlação HQs/cinema seria como dizer q blockbusters são todos lixo(mesmo q a maioria seja mesmo) e filmes europeus ou nesse estilo, luxo. Por q c ñ fossem os consumidores dos primeiros ñ existiria injeção d grana e formação d público q viabilizasse os outros.

E, como diz o ídolo do meu filho, Naruto: "Tô certo!"

Última obs: Sidão elogiando super-heróis??!!!!! Essa eu quero ver!

Edu disse...

Só li essa depois: q história é essa d q "saquinhos melam e destroem tudo"?
Só c forem reutilizados d coisas compradas no supermercado senão tenho revistas há + d 20anos q tão d prova

Joseniz disse...

Peraí concordo com a idéia de emprestar, mas emprestar é complicado... perdi as contas de quantas revistas sumiram. Até hoje to caçando Camelot 3000 pra ler de novo. Descobri um jeito melhor eu escaneio gravo em CD e empresto, como é praticamente certo que que pegou emprestado não vai devolver,ao menos isto não vai me levar a uma busca ao santo graal novamente.Até agora funcionou ninguém que levou emprestado o cd com as hqs me devolveu.

Joseniz disse...

A Pluralidade é nescessária! Queria ler mais quadrinhos feitos na América latina, África ou de cantos mais remotos ainda como a Nova Zelândia

:P

Existem vários gêneros legais que não são lidos por causa da falta de pluralidade e por isso não são aproveitados como devem ser

Joseniz disse...

2) É proibida a leitura de quadrinhos em que personagens ranjam os dentes para expressar raiva ou furor, simplesmente porque essa não é uma reação humana. Humanos gritam, choram, fazem beiço e demonstram emoções.

Humanos também rangem os dentes uahahahahaha acho que um motivo bem melhor é porque geralmente quando tem isto na capa a história é fraca, mas isso não é uma regra fechada tem capas com gritos, choros, beiços....que apresentam histórias fracas também. Acho que este item pode ser descrito como: "Não julgue o quadrinho pela capa, dê uma folheada antes de comprar"

Joseniz disse...

Quanto a guardar no cofre tem uma hq dos simpson que ilustra bem este item: Nela o Homer tem um cofre do tipo gigante que nem os bancos onde coloca trocentas hqs em saco plático e com temperatura alterada para conservá-las, de repente o cofre fecha com ele dentro e por causa da temperatura ele passa a sentir frio daí ele taca fogo em todas as revistas para manter-se vivo e aquecido.

Joseniz disse...

"Os quadrinhos, frequentemente, são considerados uma forma de arte vulgar ou infantil. Seus leitores são vistos como portadores de alguma debilidade. Na melhor das hipóteses, chamam-nos de nerds.

Não são poucos os relatos de gente que se sente perseguida no trabalho, na escola e até mesmo no ônibus por ler HQs. Quando a imprensa em geral vai falar de quadrinhos, muitas vezes se sente na obrigação de alertar seu leitor de que gibi nem sempre é coisa de criança.

Dizem até que fã de quadrinhos não "pega" ninguém.

Diante de uma situação dessas, os leitores não se cansam de listar bodes expiatórios. O preconceito, o desconhecimento e a falta de cultura da população são os culpados costumeiros. Mas há outros: o péssimo trabalho de marketing das editoras, a ausência de uma disciplina de quadrinhos nos currículos escolares e por aí vai.

Quem escapa, sempre, é o umbigo do próprio leitor, imune à autocrítica."

Acredito que este quadro está se invertendo a tal ponto que vai ter um momento que as mulheres fúteis vão parar de perseguir os pagoderos e jogadores de futebol e passar a perseguir os quadrinhistas

:P

Sério mesmo!As escolas estão adotando quadrinhos,a cada ano tem um filme baseado em quadrinhos,a linguagem dos quadrinhos está se expandindo e a tendência é piorar

Não etou dizendo que não existem pessoas com preconceito a esta forma de linguagem, estou dizendo que as pessoas estão ficando mais esclarecidas e quando existe luz não há trevas.Acredito que preços mais acessíveis facilitariam mais ainda o acesso aos quadrinhos.

Eduardo Roque disse...

Ha, ha, ha!!! Vi esse do Homer, muito legal!

Mas já pensou a capa da revista do Lanterna Verde c/o cara fazendo beicinho? Seria hilário.

Acho q esse Dogma é continuação d "Celulose vicia"! Nasi deve ter perdido algum petardo da coleção e quer q todos c desfaçam das suas preciosidades(ih, falei igual o Smeagol)...

Led disse...

acho q o verdadeiro objetivo dessa coluna foi tentar ter mais comentarios aqui do q teve a coluna sobre o frank miller. e esta indo muito bem.
sobre o dogma, é engraçado absurdo mas com "verdades". bom para se refletir em alguns pontos e otimo para rir em outros.
abç

Joseniz disse...

Acabei de ler "Celulose vicia" e me lembrei dos quadros de portinari que colocados em sequencia formam uma história.Na série Heroes tem isso também achei bem legal como foi utilizado...

Lucas Pimenta disse...

5) O apego ao mundo material, na forma do colecionismo obcecado, tem causado grande mal aos quadrinhos e precisa ser desestimulado. Bons quadrinhos devem circular. Empreste-os ou, preferencialmente, doe-os para que outros possam lê-los.

O certo deveria ser:

5) Todo leitor de quadrinho deve escanear seus gibis e disponibilizá-los na internet...

é uma forma de empréstimo.

uhauhauhauhau

Brincadeiras a parte, excelente texto Nasi!

DS disse...

Achei hilário o texto.

A nerdaiada tremeu nas bases. Até visualizei uns caras tendo Xiliquinhos (com x) na frente do PC... e pelos comentários aqui e nos fóruns da vida, merecem mesmo ser execrados como nerds mesmo... e ainda perguntam pq param de ler gibis ou nunca mudam de tipo de leitura de HQs (heróis, mangá etc) ao envelhecer.

Vida longa a HQs inócuas e seus seguidores!!!

Victor disse...

O artigo do Nasi serviu para mostrar que (a) nerds tem grandes dificuldades de entender ironias e (b) fanboys reagem de modo agressivo, desproporcional, quando sentem-se ameaçados (mesmo por palavras) em sua fissura por colecionar revistas da Marvel, nem que a ameaça esteja apenas na cabeça deles - essa desproporção na agressividade, evidenciada nos fóruns da vida, demonstra que realmente o buraco (ou seja, o motivo dos fanboys gostarem tanto de super-heróis) é bem mais embaixo (não é mera preferência por um estilo... é algo doentio).

Adivinhem se estou sendo irônico. :P

Franchico disse...

Tô muito velho (37) e com muito tempo de vôo já para me incomodar com o que pensam de mim. Se me chamam de nerd, eu rio e agradeço. Sou mesmo, admito. Os nerds mandam no mundo, hj. Olhaí o Obama. Se me chamam de "alienado", o que ouvi muito na infância e adolescência - de pessoas certamente MUITO MAIS alienadas do que eu, na verdade - não tenho mais papas na língua e mando tomar direto no meio daquele lugar. Leio de tudo, até livro de culinária. (Só não leio mais mangá por que não aceito esse negócio de ler de trás para frente. Não sou japonês, sou brasileiro, caralho!) E digo mais: as meninas - as que interessam - hoje em dia, ADORAM QUADRINHOS. Ou pelo menos, dizem que adoram. Os tempos mudaram, Nasi. Deixa os babacas pra lá. Como disse Angeli uma vez, "o mundo é dos idiotas". Eles sempre serão maioria. Sempre.

Sidney Gusman disse...

Edu, não seja injusto. Eu já elogiei muitas HQs de super-heróis.

E é o gênero que mais leio, apesar de a maioria ser porcaria mesmo.

Led, jamais o objetivo dessa ou daquela coluna será "obter" mais comentários do que a anterior. A ideia é causar alguma reflexão no leitor e expor nossas opiniões.

Led disse...

Pois é reclamam tanto dos leitores e parecem nao ser os unicos q nao entendem ironias...

Sidney Gusman disse...

Led, eu não reclamo de leitores, não. E não estou sendo irônico, ok? :-)

Anônimo disse...

Sidney, quando disse que achava ridículo fazer um texto pra "abalar os nerds" foi só pra contrapor o texto do navegador (que parece pendurado no saco do autor) que foi quem criou este termo. lê lá em cima de novo.

cada um escreve o que quer e lê o quer mesmo. inclusive as críticas no tal fórum de quadrinhos não é mesmo?

e eu estou como anônimo porque ninguém me conhece mesmo...quer saber meu nome? me pergunte oras.

Luiz C M Pereira disse...

Eu, apesar de não ter apoiado o Dogma, também preciso confessar que nunca tinha ouvido falar do tal do MBB. Talvez seja o maior site de quadrinhos no Bairro deles, sei lá. Achei o pessoal lá com algumas fixações sexuais um tanto estranha, mas...

Sidney Gusman disse...

Anônimo, é que eu nunca escrevo um texto sem assinar. Sorry.

Anônimo disse...

qual é o motivo de disponibilizar a possibilidade de postagem anônima se vão "ironizar" e "ridicularizar" quem usa a ferramenta?

acho um tanto quanto imbecil essa postura.

Sidney Gusman disse...

Ridicularizar? Jamais. Mas eu acho estranho não se identificar.

Mas tudo bem. Cada um no seu quadrado.

Victor disse...

Uma coisa exemplar, quanto ao "Anônimo". Ele viu um outro usuário dizer o seguinte: "pelos comentários aí nesse fórum de fanboys, o Nasi conseguiu direitinho abalar quem está aí para ser abalado". E essa frase ele interpretou assim: "ser jornalista de quadrinhos é fazer um texto pra abalar a cabeça de nerds em um fórum de quadrinhos" (procurem o comentário dele).

Incrível.

O Anônimo não precisa nem se identificar. Afinal, o que é um nome?(posso colocar um nome aqui e logo depois outro... só o pessoal que gerencia o blog e vê o IP perceberá).

O principal sobre ele já sabemos: é alguém cuja interpretação textual é no mínimo bizarra, quase tangenciando a má-fé.

Jackson Good disse...

Concordo que tem muita porcaria no gênero de super-heróis, mas ainda há muita coisa boa. Pelo menos pra mim. Agora, essa noção do "infanto-juvenil" me irrita um pouco. Pra que isso? Pra limitar, rebaixar o gênero? Quadrinhos de super-heróis, mainstream, dentro da cronologia, não são em hipótese alguma pra adultos? Não creio.

Quem continua lendo com mais de 20 anos é porque "não amadureceu"? Obrigatoriamente deveria procurar outros materiais, esses sim com rótulos de "adultos"?

Ninguém tem o direito de julgar ninguém, nem dizer o que os outros devem fazer, muito menos fazer afirmações OPINATIVAS como se fossem verdades absolutas. Infelizmente, isso tem acontecido muito por aqui.

Eduardo Nasi disse...

Uma coisa que eu não entendo é por que os leitores de super-heróis acham que HQs de super-heróis são ruins.

Pessoalmente, eu gosto muito.

Edu disse...

Tranq, Sidão.Tb tava sendo irônico.
Mas c cabe a obs, aproveitando q amanhã é dia d novos reviews, bem q VCs podem aumentar a quantidade deles. Pô, faz a chibata cantar e bota o povo p/ralar(ironia again, quisera ter 1 trampo desses):)

Eduardo Nasi disse...

Edu, você queria ter um trampo em que não ganha nada (em tempo: eu compro 99% dos quadrinhos) e ainda tem que trabalhar muito e ser xingado pelos leitores?

Gabi disse...

Edu, saquinhos comuns e baratinhos melam sim! Já vi muito documento histórico se perder por descaso. E não é o usado em feira sujo como vc mfalou...
Se vc coloca em saquinho e mantem bem armazenado, lógico que vai durar 20 anos.... Se os seus saquinhos forem minimamente bons, tb!
Mas.... os meus quadrinhos eu conservo muito bem....

Edu disse...

Hey, me pegaram p/Judas?! Sáb d Aleluia já passou, galera!

Tô ligado, Nasi, esse lance d ñ rolar grana é sinistro. Mas fazer o q c gosta mesmo q a grana seja pouca ou inexistente é sempre prazeroso.

Então, Gabi, admito q fiquei meio mordido c/a alusão à bichice. Mas s/crise, o importante é q essa regra do Dogma ñ vingue mesmo

Anônimo disse...

Hoje saiu mais uma resenha que prova que Nasi odeia super-heróis.

Falando mal de O PLANETA DOS CONDENADOS E DE CONTAGEM REGRESSIVA, que não tinha nada haver, ele estava avaliando outra revista!

Vejam só:

http://www.universohq.com/quadrinhos/2009/review_PlanetaCondenados1.cfm

Guilherme Kroll disse...

Anônimo nada a ver é seu comentário. Criticar uma revista implica em "odiar super-heróis"? Ele gosta tanto de super-heróis a ponto de encarar essas revistas. Eu, que adoro super-heróis, não tive coragem nem de comprar isso.

Victor disse...

(apaguei meu comment anterior p editar uns erros de grafia)

"Quadrinhos de super-heróis, mainstream, dentro da cronologia, não são em hipótese alguma pra adultos?"

Sinceramente, não.

Gosto de super-heróis, mas não quando se enquadram aí na sua descrição (mainstream e cronologia) porque isso, se era legal há vinte anos atrás, hoje em dia é algo batido, cansativo, e cujas possibilidades estão praticamente esgotadas.

Me agradam super-heróis que escapam do mainstream e da cronologia obsessiva. E, de preferência, cuja publicação não seja eternizada até que não se saiba mais o que contar sobre o personagem. Por isso, hoje em dia, para mim o gênero só é tolerável quando leio Starman, Invencível, Authority, Madman, All Star Superman (que é mainstream, mas não cronológico, e vai ter um fim), etc.

O gênero super-heróis mainstream só sobrevive decentemente hoje na exata medida em que os autores descaracterizam o gênero.

As fantásticas histórias do Capitão América do Brubaker foram bem sucedidas porque o autor mergulhou a trama no gênero espionagem (e, ironia, nos últimos tempos nem mesmo o super-herói principal aparece, estando oficialmente morto). Não há mais quase resquícios de história "super-heroística" na obra de Brubaker, exceto aqueles exigidos pelos tie-ins-outs impostos pela Marvel. Poderiam simplesmente tirar o uniforme do Capitão e colocar uma roupa civil que quase toda a trama continuaria a fazer sentido. Da mesma forma, o Daredevil do Bendis praticamente virou uma trama de gangsters com pinceladas de relações emocionais, e não uma história de super-heróis. Quando Bendis tentou fazer histórias de personagens super-heroísticos típicos, sinceramente, deu com os burros n'água.

O gênero ("super-heróis maintream com cronologia", e não "super-heróis") tá quase morto. E seria melhor dar um enterro digno do que ficarmos tentando manter eterno algo que ficou no passado (como pactos com mefistos para zerar a cronologia, crises de crises de crises que reformulam o universo pela enésima vez, etc).

Quadrinhos de super-heróis não são coisa de criança, mas a insistência em permanecer fanaticamente fiel a um gênero que está tremendamente deteriorado, recusando ver o óbvio, ou atacando quem ousa falar algo a respeito, é um comportamento infantil.

Claro, pode-se usar sempre o argumento fácil de que "gosto é gosto, e eu gosto e ninguém tem o direito de opinar", assertiva essa que acaba com qualquer debate... mas ora, essa é uma assertiva típica de criança (assim como os ataques pessoais, ou qualificações como "falou merd", como os que a gente lê nos fóruns da vida).

Snarf disse...

O artigo é muito bom pela ironia em si: criar regras e burocratizar a leitura de quadrinhos pra anti-nerdizar o hábito é, talvez, a coisa mais nerd possível. Ainda mais usando a ideia original dos cineastas do Dogma. É quase um manual de 'como não ser chutado na escola' que um americano faria.

No entanto, como disse o Franchico, acima, o artigo fica datado pelo simples fato de que não estamos mais em tempo de que nerd é estigmatizado. Os seriados nerds são os que fazem mais sucesso (Lost, pra citar o principal, mas não podemos esquecer daqueles que o nerd e protagonista: Big Bang Theory e Chuck).

Sanchez disse...

o que é esse mmb?

Sanchez disse...

e super-heróis SÃO SIM UM PRODUTO INFANTILÓDIE. As excessões que foram feitas em uma linha adulta que tenha qualidade e não seja ridículas são poucas. O que não significa que por ser infanto-juvenil seja ruim. É só ver a qualidade da parceria Lee/Ditko e Lee/Kirby, nada ali foi feito para público maduro, mas a qualidade poucas vezes foi superada.
E a reação tosca da maioria dos fanboys só mostra como o texto de Nasi está certo e como, não falando diretamente de super-herói, está direcionado AOS FÃS DELES. E aos otakus, claro.

Snarf disse...

Levar super-herói à sério não dá. A galera usa cueca por cima da calça, afinal de contas. Até mesmo o Batman, que é sempre considerado um dos 'caras' dos quadrinhos, se fantasia de morcego e é chamado pela polícia de Gotham através de um spot de luz projetada nas nuvens.

E eu adoro ler quadrinhos de super-heróis. Até mesmo pq não levo à sério alguém que usa um anel verde capaz de materializar a vontade do usuário. Eu leio é para me divertir mesmo. E parte da diversão é ver este cara do anel fazer um juramento rimado (e decorar as palavas, coisa mais nerd impossível) ou o outro se vestir de morcego e amedrontar mal-feitores ao invés de fazê-los morrer de rir.

O que me surpreende mesmo é que um artigo tão irônico como esse foi capaz de fazer um montão de pessoas levantarem os escudos e se protegerem. Relaxa aí galera. Leiam um quadrinho pra isso. Qualquer um.

Sanchez disse...

Acho também que a palavra nerd não especifica bem, fanboy é o que melhor retrata. E não venham comparar os nerds daqui com os dos EUA. Lá nerds são Obama, Bill Gates, Natalie Portman...

Victor disse...

Snarf tem razão. Stan Lee jamais escondeu que olhava com humor e ironia o gênero dos super-heróis (estou falando desse gênero, e não dos quadrinhos como forma de comunicação). Era um negócio lucrativo mas, sobretudo, divertido, despretensioso.

Se lermos os testemunhos dos autores que trabalharam na Marvel nas décadas de 60 e 70, notamos que aquilo era uma grande brincadeira, tanto para os criadores quanto para os leitores. Com o tempo, surgiu uma pretensão de tornar o gênero super-heróis mais "sério", mas isso também era considerado uma forma "cult" de piada, assim como um fã de cinema trash ironicamente "se comove" com as agruras emocionais de um zumbi, ou com as "elocubrações filosóficas" de um cientista perverso.

Os fanboys hoje em dia podem até dizer que estão lendo quadrinhos de super-heróis da Marvel/DC para se divertir, que sabem que é puro entretenimento e etc. Mas a reação deles ao texto do Dogma 09, evidentemente desproporcional e chegando ao nível pessoal nos ataques, sugere que levam muito a sério esse gênero.

Ué, quem gosta de super-heróis de forma desencanada, como entretenimento e sem levar a sério, lê o texto Dogma 09 e percebe a ironia e o tom de brincadeira, e talvez até se proponha a entrar na gozação, para rir de si mesmo.

Essa incapacidade de rir de si próprio, evidenciada na reação de alguns leitores (com agressões, etc), é que fala pro si só.

Jorge F. Trindade disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sanchez disse...

Não existe indústria de cinema nacional, mas há casos de flimes excelente, desde o Pagador de Promessas até Tropa de Elite, alguns de grande sucesso e outros não. O mesmo ocorre no quadrinho brasileiro, onde temos um excelente Mutarelli que teve que abandonar os quadrinhos, contrastando com um Angeli, que nos anos 80 teve uma revista que foi muito bem, obrigado, e ainda hoje tem seu sucesso nas tiras, com qualidade sempre crescente. E há os experimentadores como Laerte, que vem revolucionando os quadrinhos de tiras que nem o Liniers na Argentina. Ou o Fábio Zimbres, gênio que a maioria dos fanboys não teriam capacidade de reconhecer, que aqui no Brasil é um ilustre desconhecido tem a admiração de grandes artistas do exterior(e daqui é saudado por nomes como o Allan Sieber, outro quadrinista de sucesso relativo , com qualidade)

Anônimo disse...

Sidney, se quer tanto saber meu nome eu digo. é sérgio. e agora? mudou alguma coisa???

Victor, você também precisa saber ler os textos, mas vou te explicar.

o tal navegador puxa saco disse que a intenção do autor do texto era abalar os nerds numa clara alusão ao tal fórum postado.

eu só disse que achava ridículo criar um texto com essa finalidade.

não teve má fé nenhuma... mas se a carapuça serviu é porque tinha alguma verdade... pelo menos entre os fãs do autor. porque o autor mesmo nem sequer se importou com meu comentário.

Navegador disse...

O Sérgio/Anônimo, ao qual eu não me dirijo pessoalmente porque não falo com quem ainda não cresceu o suficiente, é o exemplo típico do pessoal de q estamos falando.

Ele tentou se esconder sob o manto de um "anônimo", e só se revelou para não dar o braço a torcer. Coisa de moleque que é pego roubando doce.

Quando se manifestou, tentando apresentar seu contraponto a opinião de pessoas que nem sequer lhe tinham dirigido a palavra, apelou de imediato para o lado pessoal, chamando um de puxa-saco, e insinuando que o outro "não trabalhava de verdade".

Como já disseram aqui, é coisa de criança birrenta, como muitos fanboys. Incapaz de agir como um adulto mesmo na sessão de comentário de um blog tenta entrar na discussão e chamar a atenção para si falando: "feioso", "bichinha", "bobão", "puxa-saco", "eu trabalho de verdade".

Me recuso a falar com criança. Se quisesse, levava uma revista em quadrinhos aqui pra creche ao lado de casa e puxava papo com a molecada. Não há diálogo possível com o Anônimo Sérgio, porque ele já se desqualificou desde o início para o debate.

Eduardo Nasi disse...

Anônimo 29 (agora conhecido como Anônimo Sérgio) - Não sei de que mensagem não-valorizada que você está falando.

Quais dos vários Anônimos acima você era?

Desculpe se o magoei por não dar a impressão de não lhe dar atenção.

Mas garanto a todos que li todas as mensagens na íntegra, com exceção das muito chatas, que pulei.

Jackson Good disse...

Não dá pra levar super-heróis a sério, porque eles usam cueca por cima da calça ou usam anéis controlados pela vontade? Discordo. Repito, achar que o gênero só funciona ser for despretensioso e auto irônico é desvaloriza-lo.

Acho que uma certa dose de aceitação de elementos de fantasia é obviamente necessária pra gostar desse gênero. Quanto a isso nunca tive problema (claro que isso é questão de gosto pessoal, vai de cada um). Mas estabelecido isso, eu gosto de histórias que tenham abordagem mais séria, "adulta". Além dos exemplos de Demolidor e Capitão América, podemos citar Watchemen, o filme TDK... todos se levam a sério, tem super-heróis, e são ótimas histórias.

Têm elementos de histórias policiais, de espionagem, etc? E qual é o problema? A principal razão, creio, de eu gostar de super-heróis é que eles podem englobar aspectos de vários gêneros, e ainda ter o elemento de fantasia que são os poderes, uniformes... essa combinação é algo que me agrada muito, certamente configura o tipo de história que eu mais gosto, seja em hq's, filmes, livros, seriados. Resumindo: fantasia levada a sério.

Mas como sempre, acaba caindo na opinião pessoal. Não espero convencer ninguém, mas fiz questão de escrever tudo isso só pra deixar bem clara a minha visão. Esse espaço é pra debater idéias, não é? Vamos fazer isso, pois discutir anonimato não leva a nada. Aqui ninguém se conhece mesmo. O que importa são as opiniões de cada um, não as identidades.

Eduardo Roque disse...

Jackson falou pouco e disse tudo.
Mas c é p/falar d inutilidades o recorde do artigo do Miller já foi batido:0

Navegador disse...

Arrã, Roque. A sua intervenção dizendo "fulaninho tá certo" e chamando o resto de inutilidade foi pra lá de útil... O ruim de debater com fanboy é que eles não sabem manter a objetividade.

E eu não estou me referindo ao Jackson. Apesar de eu discordar do Jackson em grande parte de sua opinião, ele é um exemplo de civilidade e de como um "oponente" (no sentido de alguém com opinião divergente, e não um "inimigo" ou "adversário") em um debate deve se portar. Seria um prazer continuar o "bom embate" com ele. Agora o Anônimo Sérgio e o Roque... esculachar os outros ou dizer "é isso aí!" são um deserviço e servem só para aumentar o número de comentários.

Victor disse...

...E no entanto, o blog do UHQ ainda continua sendo um dos poucos lugares em que a gente pode conversar sobre quadrinhos sem deparar-se com gente de trinta anos que age como se tivesse dez.

Amigo Jackson (e aqui não via nenhuma ironia no "amigo"), por mais surpreedente que possa parecer, eu concordo com suas observações, pois elas não contradizem meus comentários.

Repare que eu não critiquei os quadrinhos de super-heróis, mas (e isso fiz questão de deixar claro) os quadrinhos de super-heróis "mainstream e com cronologia", nomeadamente os quadrinhos típicos da Marvel e da DC, onde um herói não pode dar um espirro na edição nº 459 sem que o vírus da gripe tenha se infiltrado na edição nº 309.

Repare que os seus comentários, elogiosos à "fantasia levada a sério", de forma algum são dissonantes do que eu disse. Eu concordo que, assim como vários outros gêneros, os quadrinhos de "super-heróis" podem ser facinantes e adultos, e propiciar uma visão fantástica de assuntos realmente importantes.

Agora, o fato induvidoso é que os quadrinhos de super-heróis das grandes "editorzonas" sempre mativeram um saudável caráter irônico, de não se levar a sério E o fato de que hoje em dia as principais obras que surgem nesse "mainstream" tem uma atmosfera séria só mostra que, como gênero, os quadrinhos de super-heróis mainstream com cronologia já quase não existem.

E, realmente, fica mesmo estranho fazer um sujeito com asinhas na cabeça, cueca em cima de colante azul e um codinome de "efeito", concebido há seis décadas (1941) para um público infanto-juvenil, sofrer conflitos emocionais sérios. Isso não chega a prejudicar a excelência, por exemplo, do trabalho de Brubaker no título do Capitão, mas mesmo assim sempre está lá aquela nota "dissonante", que um não-iniciado na hermética cultura fanboy já de cara irá perceber.

Eu sei, dirão "que se danem os não iniciados", "que se dane a opinião alheia". Mas o fato está ali, você goste ou não, e é um indício de que o gênero está esgotado.

As obras que você citou tranquilamente podem ser descoladas do caráter mainstream e da cronologia dos personagens e ainda assim manteriam a sua qualidade. Ao contrário, o fato de ser mainstream (haver grandes interesses comerciais em torno da franquia usada pelo escritor) e haver cronologia (estar preso à estrita observância da cronologia de décadas) apenas oprime e obstaculiza a criatividade desses autores.

Grande abraço!

Sanchez disse...

http://rizoma.net/interna.php?id=139&secao=gibi
Leiam isso, fanboys, e entendam outros motivos além de alguns citados de por que quadrinhos de super-heróis, são, por por sua própria natureza, limitados.

Eduardo Roque disse...

Olha, "Navegador"(nunca vou entender o indivíduo q entra num debate e nem faz a cortesia d c identificar decentemente), ñ acho q a idéia d 1 fórum seja somente discordar d fulano. C concordo c/a opinião do cara ñ vejo por q ñ fazê-lo.

Mas a alcunha d fanboy deveria perder esse tom pejorativo até por q entendendo-se como literalmete fã d algo-nesse caso epecífico, HQs-acho q todos aqui são.

Penso q a idéia é opinar s/c importar c fulano têm ou ñ opiniões relevantes senão a coisa descamba p/ataques pessoais. O q ñ é o objetivo.

Mas c vc ofendeu-se c/o lance d inutilidades acho q devia rever suas prioridades.

D todo modo, foi mal. Só participo c tiver algo "importante"(ou seria discordante?)p/acrescentar

Snarf disse...

É Sanches... legal este artigo. Os americanos são mestres nissos mas não apenas nos quadrinhos, como também nos seriados (alguém pode me explicar a razão de Smallville passar até hoje?), filmes e assim por diante.

Mas (sempre tem um 'mas'), a serialização infinita não é tão ruim, dependendo do que se faz. Turma da Mônica continua hoje com todos os seus conceitos e premissas. A diferença clara é que o público destas histórias se oxigeniza, se renova. Já o público de super-herói é composto em sua maioria pelas mesmas pessoas que o liam anos atrás. São raros os leitores novos, mas eles existem. E esta continuidade viciosa é pensando na galera que lê continuamente mesmo.

E Jackson, quando afirmei o lance da cueca e do anel eu não quis desmecer o gênero. Até mesmo porque é meu favorito. E sim, leio e gosto das histórias sérias de super-heróis. Eu aceito a fantasia exposta de que, ao desenvolver superpoderes vou decidir se vou pro lado A ou B com um codinome e roupa espalhafatosa - por mais besta que isso pareça. Isso faz parte da diversão.

Antônio disse...

Ué Roque, você disse que o Jackson "falou tudo", logo após ele ter dito que "discutir anonimato não leva a nada" pois "o que importa são as opiniões de cada um, não as identidades". Então não entendo essa crítica agora sobre identidade.

Mas criei uma conta só para "me identificar". Há uma diferença sutil mas importante entre usar "Anônimo", uma identidade "fungível" utilizada por várias pessoas ao mesmo tempo, e criar uma alcunha, que permite ao interlocutor acompanhar nossas falas e verificar eventuais incoerências no discurso.

Mas esqueçamos isso, porque é besteira mesmo.

O que importa é que eu, como CAVALEIRO DO APOCALIPSE FANBOY, aproveitei e criei um BLOG para anunciar a inevitável MORTE DOS QUADRINHOS DA MARVEL E DA DC, já tão profetizada por outros comentaristas aqui e em outras paradas da internet!

TEMEI IRMÃOS, POIS O DIA ESTÁ PRÓXIMO!

http://crisenasinfinitashqs.wordpress.com

No meu primeiro post, trago a opinião que o Alan Moore deu em fevereiro/2009 sobre os "super-heróis". Confiram, fanboys!

Zimmermann disse...

O problema é que o pessoal entendeu errado o cerne do 'Dogma 2009'.

O texto do Nasi não é uma crítica ao gênero de Super-heróis, e sim a um tipo de leitor xiita desse gênero, que pode ser exemplificado pela maioria dos frequentadores daquele fórum.

E caro Jackson (sem ironia aqui também), não vejo esse ódio aos super-heróis no pessoal do Universo HQ. Muito pelo contrário. Me parece que você é que não quer admitir que em alguns momentos o cinema iraniano(pegando o seu exemplo) pode ser melhor que o blockbuster, ou que Crônicas Birmanesas é melhor que Crise Final. As coisas se dividem em boas ou ruins, não em 'alternativo' e 'não alternativo'.

Francisco disse...

Victor,

Thorgal também já foi publicado no Brasil; apenas 4 volumes.

Jackson Good disse...

Zimmermann, "bom" ou "ruim" são TOTALMENTE relativos. Pra mim, um filme iraniano é pior que um blockbuster sim, porque eu não gosto do estilo.

O que me incomoda é essa mania, não só em hq's, mas em todas as mídias, de rebaixar tudo que é pop e enaltecer toda e qualquer produção alternativa. Parece-me vontade de se mostrar cult, alternativo, diferente, não-alienado. Só porque algo é blockbuster não pode ser elogiado sem uma ressalva?

É isso que tenho notado no UHQ. As resenhas de marvel e dc, quando são favoráveis, sempre tem um mas. Posso estar enganado, mas fico com a impressão que o autor está se segurando, tem receio de dizer que realmente GOSTOU da história. Exemplos: Arqueiro Verde Ano Um e Invasão Secreta 1, duas edições que eu achei impecáveis (principalmente a 1a).

Zimmermann disse...

"Zimmermann, "bom" ou "ruim" são TOTALMENTE relativos. Pra mim, um filme iraniano é pior que um blockbuster sim, porque eu não gosto do estilo."

Tem gente que gosta de cinema Iraniano, não é o meu caso, mas essas pessoas existem.

'O que me incomoda é essa mania, não só em hq's, mas em todas as mídias, de rebaixar tudo que é pop e enaltecer toda e qualquer produção alternativa. Parece-me vontade de se mostrar cult, alternativo, diferente, não-alienado. Só porque algo é blockbuster não pode ser elogiado sem uma ressalva?

É isso que tenho notado no UHQ. As resenhas de marvel e dc, quando são favoráveis, sempre tem um mas. Posso estar enganado, mas fico com a impressão que o autor está se segurando, tem receio de dizer que realmente GOSTOU da história. Exemplos: Arqueiro Verde Ano Um e Invasão Secreta 1, duas edições que eu achei impecáveis (principalmente a 1a).'

VOCÊ achou impecável. Eles não acharam.Segundo o seu próprio critério isso é perfeitamente possível, pois as coisas são totalmente relativo.

E creio que eles são bem 'grandinhos' para não entrar nessa de criticar o pop só por ser pop.

Zimmermann disse...

* Totalmente relativas(ou mais propriamente o gosto, que é o que está em questão).

Eduardo Roque disse...

Ué, Antonio, o cara postou 1 coment d 5 parágrafos e só falou nisso no último e c ñ concordo c/cada vírgula é por q ñ concordo c/nada? Acho q ñ é bem por aí.

Referia-me ao assunto pertinente aos 4 primeiros.

Explicando: esse lance d anonimato é besteira mesmo d quem pratica e critica. Mas foi apenas 1 obs.

S/crises ou guerras, ok?

Eduardo Nasi disse...

Sério que vocês ainda estão debatendo a coluna de quarta-feira?

Olha, agradeço a atenção de todos.

E deixo um conselho: GET A LIFE.

Antônio disse...

Sério Nasi que você entra na internet para postar um comentário num blog de história em quadrinhos à MEIA-NOITE da madrugada de sábado/domingo?

(vejam a data e hora da postagem do comentário dele, prezados)

Olha, agradeço a sua atenção aos nossos comentários, Nasi.

E deixo um conselho: GET A LIFE

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Agora dirijo-me aos outros:

Eu ia ficar quieto, mas esse comentário do Nasi, mostrando-se "surpreso" por ainda estarmos comentando sua coluna de quarta, foi pra lá de infeliz: demonstrou um estrelismo e um esnobismo com os leitores do UHQ sem precedentes no site. Ele acha que está arrasando. E que ainda pode fazer piada em cima de seus leitores.

Em suma, pediu para que ignoremos os seus próximos artigos, e demonstrou que aqueles no MBB que riam dele e o atacavam pessoalmente, embora estivessem errados quanto à ocasião e forma de fazê-lo, quanto ao conteúdo dos TALVEZ tenham razão.

Que pena. Perdeu uma grande oportunidade de fazer coisa melhor na noite de sábado pra domingo, e poupar-nos de seu surto de celebridade nerd.

Eduardo Nasi disse...

Antonio,

Não fique magoado.

Eu só queria avaliar a capacidade do pessoal aqui de entender ironia.

Grato por sua colaboração.

Antônio disse...

Essa saída é velha.

Criança mal criada, quando é pega com a mão na massa, diz "é só brincadeira".

Novamente perdeu oportunidade de não falar nada. Martha Suplicy também tentou ser irônica quando falou no 'relaxa e goza'. A ironia vaselinando um comentário infeliz, ou um ataque de estrelismo, só piora o estrago.

Eduardo Nasi disse...

Antonio,


Olha, não sei se você percebeu, mas estou usando e abusando de ironia desde o artigo que deu origem a esta discussão.

Dizer que foi uma saída de última hora pega até mal pra você.

Antônio disse...

Quis dizer que saída é velha justamente porque você a usou antes.

Não falei que era "de última hora", expressão essa que, aliás, é contraditória com a palavra que realmente escrevi: "velha".

Leu coisa que não escrevi ("última hora") e não compreende o que escrevi (significado de "é velha"). Agora é você que não está entendendo meu texto.

Mas continue o bate-boca sozinho. Todo fanboy adora ter a última palavra: faça a gentileza.

sanchez disse...

só comentando o comentário de Snarf: Mônica não é serializado. Nem os quadrinhos Disney ou outras dessas marcas infantis que vem sendo publicados há décadas.

Sanchez disse...

O engraçado que o texto do Nasi é tão bom e os comentários dele são tão lamentáveis... paradoxo

Felipe disse...

Nasi todo gozadinho.

Só faltou ter graça ou a idéia, pelo menos, ser nova.

joseniz disse...

GET A LIFE

é um bom conselho

:)

Não se preocupem, sejam felizes

Vou sair pra me divertir um pouco e quando tiver outra oportunidade volto a comentar

Realmente achei o texto divertido

Snarf disse...

É verdade Sanches, tinha me esquecido do lance do serializado. Ponto pra você. ;)

Quanto às diferenças do texto do Nasi para os comentários do mesmo... bem, há um tempo para pensar, revisar e redigitar um texto longo, o comentário é feito mais no impulso.

Agora, ironia ou não Nasi, pegou mal mesmo o comentário feito.

Primeiro, porque desrespeitou alguns de seus leitores.

Segundo, que de tabela ridicularizou seu próprio texto, pois se um assunto (ainda que numa mídia tão dinâmica quanto a internet) gera uma discussão tão longa, é porque o material é bom e merece ser discutido. Pra mim, não merece mais. Ver o autor do texto agir de tal forma é desanimador. Incoerente. Se não tinha nada a acrescentar à discussão, poderia ter ficado calado, mas acho que perdeu a oportunidade. Deixei meu último comentário na sexta-feira depois da aula da pós-graduação, animado pela discussão bacana que seu artigo tava levando, passados 2 dias, quando tiro um tempinho para ver se a discussão havia enriquecido, qual não foi minha surpresa de ver que ela havia sido implodida pelo criador da mesma?

Sim, eu vi a ironia de seu comentário. Você fez, justamente o papel do cara que seu artigo diz que quer combater (o que ridiculariza o nerd). No entanto, faltou-lhe o 'timing' para saber se o comentário cabia ou não. Não, não coube. E o pior? É saber que você deve estar lendo isso e achando todo mundo um bando de babacas e que no fundo (não tão no fundo) a ironia de seu comentário foi algo que você quis dizer com sinceridade, mas utilizou da máscara da ironia para tal.

Alguém aí pode me responder qual o propósito original do blog mesmo?

Jackson Good disse...

Olha, não é de hoje que discordo do Nasi em MUITA COISA mesmo, mas essa última eu entendi (ou sou estúpido demais e não vi a maldade, sei lá). Pra mim, "Get a Life" é SEMPRE uma piada. Em qualquer situação, ainda mais de de nerd pra nerd.

Só que por outro lado, entendo porque que pegou mal nesse momento. Aqui temos LEITORES DE HQ tentando desqualificar outros LEITORES DE HQ, só porque uns gostam de gêneros diferentes. Já pararam pra pensar no absurdo disso? E reconheço minha culpa também.

Outra coisa estranha, como alguém até ja falou aí em cima, é o uso do termo "fanboy" como algo pejorativo. Cara, eu me considero um fanboy, pois tenho uma percepção boa disso. Acho que o termo inclusive é muito ligado aos comics, não é? Inclusive tem o site Fanboy, não sei quantos aqui conhecem, mas gosto muito das discussões de lá. O gosto é mais uniforme. Aqui no UHQ é que se configurou esse racha, entre os amantes de comics e aqueles que já não gostam tanto assim, e aparentemente adoram denegrir o gênero E seus fãs.

Ah, e Zimmermann, claro que é perfeitamente possível que os resenhistas tenham, DE FATO, gostado pero no mucho das histórias. Mas é que tem se repetido tanto o mesmo estilo de avaliação, e sempre com pontos negativos tão WHATEVER, que não consigo deixar de ter a impressão que falei.

Victor disse...

Jackson, o que pegou não foi o "get a life". Claro que essa é sempre é uma boa recomendação e ninguém se sentiu magoado por causa de uma puta bobagem dessas, ainda mais uma expressão tão manjada...

O que ficou chato é o Nasi dizer que não acredita que estávamos discutindo o texto dele depois de tantos dias. Soou presunçoso. Se o texto fosse de outra pessoa, tudo bem, mas vindo do próprio autor, caiu meio mal.

Claro que dá para notar a ironia no que ele disse, mas pareceu uma ironia a serviço de uma vaidade pessoal.

Abraços!

Anônimo disse...

Nasi, quando eu comentei que você nem ligou pro meu post não era uma reclamação. era uma constatação do óbvio.

você não respondeu a ela porque não merecia uma resposta. era só uma opinião. ponto final.

mas outros comentaram porque se doeram com aquilo. por isso eu os chamei de puxa-saco. nem o "ofendido" ligou porque os puxa-sacos deveriam ligar? entendeu? quer que desenhe?

mas essa posturazinha sua de "eu não me importo" só comprova o que disseram que você é. finge que está ironizando com o Get Life e fica sem resposta (e pela pra gracinhas) quando alguém mostra o horário da sua postagem. entre outras.

me desculpe mas concordo plenamente com o Antônio, "demonstrou um estrelismo e um esnobismo com os leitores do UHQ sem precedentes no site." acho até que o Sidney deveria rever essa liberdade de texto pra qualquer um. um site tão qualificado como o UHQ deveria ter mais qualidade e menos estrelismo na minha opinião.

abraços!

Eduardo Nasi disse...

Seguinte:

Tudo é muito divertido, tudo é muito polêmico. Será que é ironia? Será que eu falei bobagem? Será que o UHQ vai virar um site de cinema iraniano? Quem será que é o dono da verdade?

Tudo isso pode ser discutido, debatido e tudo o mais.

Só que às vezes quem administra a maloca tem que pedir um tempo pra falar sério e acalmar os ânimos. É o que estou fazendo agora.

A gente tem um acordo aqui de que, pra manter o debate aberto, todos têm que manter um certo nível. Não precisa nem ser um grande nível,
tanto que aí pra cima sobra ataques pra todo mundo, nem sempre de um modo cortês. É só não botar o dedo no olho alheio e evitar palavrões.

Infelizmente, a experiência mostra que nem sempre isso é possível, porque sempre tem alguém que abusa.

Quando o nível cai, a regra é que os comentários passam a ser
moderados. E a aí discussão inevitavelmente fica mais lenta. E mais arrastada. No fim das contas, acaba perdendo a graça.

Estão todos avisados.

Eduardo Nasi disse...

E depois de agir como moderador no comentário acima, queria aproveitar o momento sério para pedir desculpas a todos os que se sentiram ofendidos com o GET A LIFE.

Inocentemente, cri que uma mensagem de GET A LIFE escrita depois da meia-noite de um sábado e dando sequência a uma sucessão de ironias culminadas por um artigo bastante irônico não tinha moral pra ser levada a sério.

Mas foi, fazer o quê?

E, pelo jeito, alguns leitores se sentiram ofendidos.

Só pra deixar bem claro: eu evidentemente não acho que a discussão que o artigo criou é irrelevante - senão eu não teria gasto algumas horas escrevendo o texto.

Não é nem uma questão de umbiguismo. Tenho certeza de que debater temas como clichês, gêneros e a forma com que se lida com as HQs é fundamental pra mídia (ou pra arte, whatever) evoluir. Independente ou não da existência do Dogma 2009.

Portanto, celeumas resolvidas, o debate continua.

Desculpa mesmo. Foi mal aí.

Anônimo disse...

mas você está sendo irônico agora nos seus pedidos de desculpas?

sei lá, você cria toda uma celeuma e depois cai fora quando te apertam...

na minha terra dizemos: se não guenta porque veio?

Sidney Gusman disse...

Anônimo (não sei se os dois últimos são a mesma pessoa), não aguenta o quê? Briguinha de internet? Ah, para!

Não acho que precise rever "liberalidades" para meus colaboradores. Todos são maiores e vacinados. E não estão "denegrindo" a imagem do site. Só espero que as pessoas consigam discernir que um artigo ou review assinado traz a opinião do autor.

Quase sempre concordo com o Nasi, mas nesta coluna escrevi pra ele há 10 dias que não tinha curtido.

Mas saquei o que ele pretendia - e conseguiu - com o texto: provocar discussão.

Não é meu estilo, mas respeito. E, por isso, o texto foi ao ar.

Jackson, mas nem com muita boa vontade Invasão Secreta 1 é impecável. Na MINHA opinião, claro. E, mesmo que você não acredite, te digo que sua opinião sobre o que pensamos no UHQ está bastante equivocada. Tanto que continuamos divulgando e resenhando muitos títulos de supers.

Abraço

Marcelo Naranjo disse...

Como assim, o pessoal do UHQ não gosta de super-heróis?
Eu tenho todos os formatinhos da Abril, muita coisa da Panini, exceto tudo o que começa com "X-", que larguei faz tempo, e muitas edições de supers da Ebal, além de TPs importados da Marvel/DC. Ah! E uma prateleira com algumas figuras de ação de heróis. Não muitas, porque minha coleção é de HQs, e não dos derivados.
Se isso não é curtir super-heróis... Mas vejo HQs como algo muito mais abrangente, então tento acompanhar, dentro do possível, de tudo.
Tenho até a linha Premium, veja só!
É que nas resenhas tenta-se separar joio do trigo. E, com o grande volume publicado deste gênero, adivinha.
Só parei com minhas resenhas por estudar à noite e trabalhar de dia. Estou realmente sem tempo. Mas, ano que vem, "segura".
Em tempo: não ligo esses para rótulos - fanboy, nerd, etc. Curto meus quadrinhos, e pronto.
Abraços.

Victor disse...

*mode ironic on*
Que vergonha! Vocês viram o que aconteceu aqui??? Somos todos nerds! Nerds até não poder mais! Mesmo eu! Vejo que mesmo eu agi como um nerd! Todos, todos nós! E o Nasi então? Que vergonha! E o Anônimo então? Nem vou falar! Vergonha, tomara que ninguém normal leia essa nossa discussão! O que vão pensar?
*mode ironic off*

Gente, o Nasi pediu desculpas, o que é uma evolução para um nerd. Em geral nós discutimos até as últimas consequências, sem nunca admitirmos os próprios erros. Tá certo que, ao pedir desculpas, ele insinuou que ninguém entendeu sua fina ironia... mas vamos lá gente, imaginar que um de nós, nerds, evoluiria tão rápido assim, é fantasia. Vamos dar um desconto.

Tenhamos fé, irmãos, o Nasi, sacrificando a própria popularidade dos seus próximos artigos no UHQ, como um mártir nerd, mostrou-nos o caminho: aprendermos a perdoar!!! Um dia deixaremos todos de ser nerds! Tenhamos fé.

Voltando ao assunto:

Eu acho que falta mesmo maior dircenimento em vocês, bandos de nerd inferiores (ops, esqueci de colocar o 'mode ironic on', talvez eu já não seja também muito nerd). Por isso vou explicar:

- Dizer que eu ache que o gênero quadrinhos de super-heróis mainstream com cronologia (leia-se, 'supers' típicos da Marvel e DC) estejam com os dias contados, não signifiqua que eu não curta esse tipo de história em quadrinho. Isso porque ainda adoro reler o Fantastic Four do John Byrne, p. ex. Eu só acho que, HOJE EM DIA, mais "feliz" é quem prestigia outros gêneros de quadrinhos, porque o que tem sido publicado, HOJE EM DIA, pela Marvel e DC, é uma grande porcaria, que os fanboys só leem por saudosismo, para não perder a coleção ou um hábito que lhes dá identidade social.

- Também não significa que eu desteste outros gêneros que, embora sejam de super-herói, não são "mainstream com cronologia". Eu curti muito o Allstar Superman do Grant Morrison, porque não estava preso à cronologia e, por isso, permitiu ao autor usar de toda sua criatividade, sem as peias e amarras do universo fictício cronológico.

Em outras palavras, eu dizer que o rock progressivo da década de setenta (yes, genesis, etc) é algo ultrapassado e que já teve seu tempo NÃO significa que eu ache que o rock progressivo é uma merda, ou que eu não goste de rock progressivo. O cara pode adorar o rock progressivo feito na década de setenta, e pode achar que foi a um estilo de música FANTÁSTICO, mas ainda assim afirmar que é um estilo que já teve seu tempo, tempo esse que acabou. É o que eu quero dizer quando falo do estilo "super-herói mainstream com cronologia".

Entenderarm, nerdaiada du caraio?

Sandro Almeida disse...

Amigos, quanta discussão...rs.
Mas é bom, pois demonstra que nós, leitores de quadrinhos, temos opinião. E muita. E, na minha, o que importa é o gosto de cada um. Se do gênero cueca por cima da calça, europeu, nacional, mangá, não importa. O que vale é irmos à banca (sim, ainda vou), folhear a revista (até o dono se encher e perguntar se vamos comprar), chegar em casa, ir ao banheiro e passar algum tempo se divertindo. Taí...diversão...se houver isso, tá tudo certo. Parabéns, Nasi, pelo artigo e a todos que expuseram algo relevante. E viva à liberdade de escolha.

Anônimo disse...

Muito bom saber que o Sidney também não gostou da coluna do Nasi.

Mostra que ele ainda é um cara de bom senso.

só deixou ele publicar pela amizade e pela política de democracia do UHQ.

Sidney Gusman disse...

Anônimo, nada a ver com amizade. O fato de eu não ter curtido a abordagem do Nasi não quer dizer que eu esteja certo.

Não sou dono da verdade. Nem quero ser. E o texto está muito bem escrito, independentemente do teor opinativo contrário ao meu estilo.