13 junho 2007

Disneyland Memorial Orgy

Em 1967, o ilustrador Wally Wood, da revista Mad norte-americana, produziu esse painel intitulado Disneyland Memorial Orgy.


A arte foi publicada na The Realist. Pra não chamar mais atenção, a Disney resolveu não processar a revista.

Mas houve quem pirateasse o desenho e vendese como pôster. Aí, sim, a Disney entrou com um processo, mas voltou atrás exatamente pela publicidade que se formou em torno do caso. O acordo foi feito fora dos tribunais.

Abaixo, uma versão colorida do painel.
Leilão barksiano

Há alguns meses, postei no blog alguns tópicos em que mostrava ilustrações de nu feminino produzidas por Carl Barks. O Homem dos Patos era um exímio desenhista de beldades nuas e, quando não estava às voltas com a Família Pato, lá estava ele dando vazão a sua lascívia desenhando mulheres peladas, he, he, he.

Como divulguei recentemente no UHQ, algumas dessas obras de Barks foram leiloadas nos Estados Unidos. Entre as artes, é claro que havia as de Donald, Tio Patinhas e companhia, mas a maioria foi de paisagens e de mulheres nuas, as quais receberam valores altíssimos de arremate.
A imagem abaixo é de uma das ilustrações vendidas a algum feliz colecionador.

Notas da Quarta-Feira

A atualização desta quarta-feira, que, na verdade, é preparada na terça-feira de madrugada, vai ter poucas notas, só o lote mínimo que costumamos colocar.

Porque terça-feira à noite, ainda é Dia dos Namorados.

Superman e Lois
E a noite é uma criança...

12 junho 2007

A (quase) primeira notícia do Universo HQ

No dia 3 de março de 2001, o Universo HQ teve sua primeira mudança de visual e transformou-se efetivamente num site jornalístico, inclusive na "cara". Antes, os textos das notícias (bem mais curtas do que atualmente) apareciam um abaixo do outro, logo na capa. Ah, o fundo era preto e o logotipo diferente também.

Não temos mais online essa primeira fase do site. Mas, a partir da reformulação visual, está tudo à disposição do leitor que quiser consultar. E hoje resolvi resgatar a primeira notícia do UHQ: foi sobre lançamentos que a Mythos faria nos meses subseqüentes.

Essa foi a primeironaAs novidades eram Batman Mangá, de Kya Asamyia, a revista mensal de Ken Parker (que teve 16 números), as minisséries Terra X (cujas quatro edições receberam as primeiras notas zero da história do site, devido aos cortes de páginas, ao trabalho horrendo de edição e até falhas de impressão), Inumanos e Marvel Boy, revistas de Hellboy e até um almanaque que se chamaria Dimensão Dark Horse e traria Grendel, Aliens, Predador, Ghost e talvez, alguma coisa de Sin City e Monkeyman e O'Bryan. E seria em formatinho, que, naqueles dias, ensaiava uma volta às HQs de super-heróis pela própria Mythos e pela Brainstore. Mas o projeto, que deveria ter saído em maio de 2001, nunca saiu do papel.

A nota foi assinada pelo Samir Naliato e nem tínhamos link de e-mail em nossos nomes ainda! É... de lá pra cá, muita coisa mudou no Universo HQ. Felizmente, pra melhor. Ah, quer conferir a nota número 1? É só clicar aqui
Sem comentários!



A imagem acima refere-se a uma matéria, de minha autoria, que deve entrar no Universo HQ ainda essa semana (assim espero).

Postei aqui para aguçar a curiosidade!

Isso que é um "abração", não?

E o que é essa carinha do Batman!
Alterar ou manter? Eis a questão!

A Volta de um clássicoLi ontem à noite a Chiclete com Banana - Antologia, que acaba de chegar às bancas numa parceria da Devir com sumida Nova Sampa. É a volta de um clássico do quadrinho nacional da década de 1980. Muito legal!

Mas uma coisa me incomodou: os erros de português não foram corrigidos. Sou absolutamente contra esse negócio de lançar como o original. Não é uma edição fac-simile; é uma antologia de melhores histórias. Pra mim, o que estava errado deveria ter sido arrumado sem dó.

Além disso, como a revista abordava assuntos quentes quando era lançada, tem coisas bem desatualizadas e que um leitor novo não vai sacar. Exemplo: quantos jovens de 20 e poucos anos entenderão uma gracinha sobre Maria da Conceição Tavares chorando? Por isso, creio que umas notinhas (não muitas, para não explicar as piadas) funcionariam.

E você, o que acha?

11 junho 2007

Lucky Luke é um grande barato

Mãe DaltonAinda em clima de feriado, remexi no armário e desabei meus álbuns do Lucky Luke. Acabei relendo alguns.

Quem conhece o cowboy sabe que as tramas são extremamente divertidas. Falar o quê dos geniais (e já falecidos) Morris e Goscinny?

Gosto, em particular, de dois álbuns: Mãe Dalton, o qual mostra que, não importa quem seja seus filhos, uma mãe sempre terá todos os atributos que dela esperamos. Pobres irmãos Dalton.

O outro que arranca risadas é O Almofadinha. Curiosidade: lançado em Portugal pela Meribérica como O Engomadinho, e pela Edições Asa como O Tenrinho.

O TenrinhoEsse último é um achado: traz um inglês e seu mordomo chegando ao Velho Oeste, enfrentando bandidos e o preconceito local com a ajuda de Lucky Luke. A conhecida fleuma britânica é pretexto para um sem-fim de gags e piadas divertidas.

Já que Tintim voltou às livrarias e Asterix terá os álbuns relançados com novo tratamento, quem sabe alguém não se arrisca a trazer o “homem que atira mais rápido que a própria sombra” de volta? Leitores de bom gosto agradecem.

As capas que você confere aqui são da Edições Asa.
O labirinto de Guillermo Del Toro

Aproveitando o feriadão, e como nem só de quadrinhos se vive, coloquei o DVD Player pra funcionar. E a escolha não poderia ter sido melhor: O Labirinto do Fauno, de Guillermo Del Toro (Hellboy).

Com roteiro do próprio Del Toro, a história se passa na Espanha, e mostra a trajetória de uma garota de 10 anos, Ofélia, durante o período de terror imposto pelo ditador Franco. Sua mãe, grávida, aguarda a chegada de um menino, enquanto o cruel padrasto, um militar, combate rebeldes ao regime.

A garota encontra um antigo labirinto, com um fauno. O ser faz uma proposta: que ela aceite passar por três desafios, para provar que é uma antiga princesa reencarnada, pela qual seu reino e seus verdadeiros pais aguardam.

Ela embarca, em meio aos acontecimentos que a cercam, numa viagem de contos de fadas. Fantasia ou realidade?

O clima seco, triste, pesado, lembra os (bons) quadrinhos da Vertigo. É tudo muito bem desenvolvido: os personagens coadjuvantes, a trama amarrada. E ganha pontos pelo belíssimo figurino e efeitos visuais.

Daqueles poucos filmes que conseguem dar um nó na garganta.
É muito "difícir"...

Há seis ou sete meses, se eu tivesse deixado de colecionar o gibi Universo Marvel e, hoje, comprasse a edição do mês, deixaria de entender muita coisa. Só pra se ter uma idéia, nesse período o Capitão Marvel mudou de nome e de uniforme, e ainda ganhou outros poderes.

Esse é só um pequeno exemplo do que é colecionar gibis de super-heróis, há muito tempo: comprar só pra não ficar desinformado sobre as mudanças que acontecem a todo instante. Qualidade das histórias? Isso é um mero detalhe. O que não pode é deixar de acompanhar todos os títulos publicados pela DC ou Marvel pra não ficar depois "boiando" sobre a hipermegaultra saga que redefinirá pra sempre esses universos - até que a próxima faça, poucos meses depois, a mesma coisa.

Isso é lamentável. É disso que as grandes editoras se valem pra aumentar as vendas, em detrimento de uma boa história em quadrinhos que deixe um sorriso no rosto do leitor depois da última página.

E admito que não deixo de colecionar esse ou aquele gibi por causa disso (coisa de nerd viciado, fazer o quê?), posto que, mesmo estando ruins, tenho receio de nunca mais voltar a comprá-los, pois em pouco tempo não vou entender bulhufas do que tá acontecendo naquelas páginas.

Por isso mesmo deixei de lado X-Men e X-Men Extra no número 10, por exemplo, e já fiz duas infrutíferas tentativas de retornar. Tanto que já decidi: mutantes, nunca mais!

Enquanto isso, pra mim é sempre um prazer ler uma edição de Zagor, Tex e Mágico Vento. Sem complicações, sem mudanças, e histórias que são de maravilhosas pra cima. É incrível como me sinto bem após ler um desses gibis. Sem exageros, às vezes dá vontade de aplaudir e gritar "Bravo, bravo!".

Apesar de colecioná-los sem perder uma edição sequer, posso muito bem, a qualquer instante, interromper a coleção. Quando retornar, em alguns meses ou anos, eu teria a certeza de encontrar os personagens como eu os conheci.

Não seria disso que as HQs de super-heróis precisam?

Voltando a falar delas, agora vem essa balela de "começar de novo" nos gibis da DC. Diz-se que agora é o momento de iniciar uma coleção ou de os antigos leitores retomarem o bonde.

Tá bom... Em primeiro lugar, a bagunça tá a mesma. Depois, pra entender esse "início", é preciso acompanhar a maxissérie 52. Dá pra entender?

Como não ando com a grana transbordando pelos bolsos, vou continuar mesmo com o que já venho colecionando. Ou seja, se daqui a três meses eu pegar um desses gibis que não acompanho, ficarei "voando" ainda mais.

01 junho 2007

Copa América, o álbum

Uma boa notícia pra quem é fanático por futebol ou colecionador de álbuns de figurinhas - ou as duas coisas, como eu.

A Panini lançará no próximo dia 3 de junho o álbum Copa América - Venezuela 2007, que em trezentas figurinhas apresenta todas as seleções que irão participar do torneio (com exceção do México, que não liberou o uso da imagem de seus jogadores) e fotos de todos os países campeões desde 1916.

Falando em Copa América, o Brasil só venceu sete, enquanto a Argentina e o Uruguai foram campeões 14 vezes, cada um. Mas a Seleção Canarinho foi vice-campeã em 11 oportunidades.

Outra coisa que não entendo é o México, que há muito tempo vem sendo um penetra. Por que participar de um torneio da América do Sul? Pra que raios existe a Concacaf, então?

Quanto aos álbuns de figurinhas sobre futebol, eles estão em segundo lugar na minha coleção, em número de itens. Campeonatos brasileiros, mundiais de seleções, torneios regionais (como Copa Nordeste) etc., tenho de tudo, mas como sei que ainda falta muita coisa, aproveito a ocasião pra perguntar se alguém aí tem uma raridade que queira vender.
Fazemos qualquer negócio! :o)

28 maio 2007

O que estamos lendo

Com a pauleira das duas últimas semanas, fiquei 15 dias sem escrever sobre materiais que li e acho que merecem ser comentados. Então, vamos logo com dez deles! Let's go!

Um quadrinho muito legalInvencível - Volume Três - Perfeitos Estranhos: que série bacana! O roteirista Robert Kirkman conseguiu resgatar a diversão de se ler uma HQ de super-heróis. A história, que começou com um tom de humor bem agradável, agora ganha ares de drama com a mesma competência. O desenhista Ryan Ottley também cumpre com categoria seu papel. E o trabalho editorial da HQ Maniacs melhora a edição. Leitura altamente recomendável.

Diversão medianaBatman Extra # 2: fim do primeiro arco da nova revista do Morcegão, que trará apenas histórias fechadas. A trama da entrada de Hugo Strange para o mundo do crime é mediana apenas, mas superior às porcarias que vinham aparecendo no título principal do Batman. Leitores mais novos podem ficar decepcionados com o desfecho, mas os fãs veteranos sabem que ele não poderia ser de outra forma. A revista é um entretenimento razóavel. E só.

Edição caprichadaNeil Gaiman - Dias da Meia-Noite: a edição que marca a estréia dos álbuns da Vertigo pela Pixel é diferente da versão americana (que tem duas HQs do Monstro do Pântano a mais), mas não decepciona. Graficamente impecável, traz histórias que se não estão no nível de Sandman, ficam acima de quase tudo que se acha em bancas atualmente. A melhor é a de John Constantine: curta, forte, direta e muito bem sacada. Em segundo lugar vem o (rapidíssimo) encontro dos Sandmen: Wesley Dodds vê Lorde Morpheus aprisionado, mas logo sua memória é apagada pelo Perpétuo. E a trama do "antepassado" do Monstro do Pântano é honesta, nada mais do que isso. Achei apenas que faltaram algumas notinhas editoriais para situar leitores novos. Por exemplo: dizer que a trama dos Sandmen remete diretamente à saga inicial de Gaiman - Prelúdios & Noturnos - à frente do título do Senhor do Sonhar.

Começo insLJA # 54: A saga Um Ano Depois deveria começar com todos os títulos "adiantados" em um ano. Deveria, porque dois dos quatro componentes do mix desta revista - Liga da Justiça e SJA: Arquivos Confidenciais têm histórias que se passam antes desse evento. E não há qualquer menção editorial a isso. Uma pena. Já Lanterna Verde e SJA trazem histórias que se prestam ao papel de deixar o leitor com dúvidas e mais dúvidas a respeito do que está acontecendo - ou aconteceu nesse período saltado - essa era a intenção da DC. Nesse sentido, até por serem as primeiras edições desta nova fase, os autores conseguem despertar aquela vontade de saber o que virá a seguir. Mas, por enquanto, com pouco brilho.

Gostei deste númeroGrandes Astros - Superman # 5: continua a grande ode de Grant Morrison às histórias do Homem de Aço na Era de Prata. Não é nada que seja classificado como genial, muito longe disso, aliás. No entanto, este número foi o que mais me chamou a atenção, pois o roteirista escocês conseguiu resgatar o "velho" Clark Kent: atabalhoado, paspalhão, covarde, mas sempre se virando para salvar o dia mesmo em trajes civis. Claro que algumas coisas soam absurdas, como deixarem Lex Luthor, uma das mentes mais brilhantes do planeta, na cadeia inventando coisas. Quem imaginaria que ele pudesse dar um jeito de escapar, não é? Mas tudo bem, pois a idéia se encaixa na premissa da série. E os desenhos e a narrativa do Frank Quitely são bem legais. Curti o seu Kent meio gordo e corcunda.

Sem pizzaTartarugas Ninja - Volume 1: quem conheceu as Tartarugas Ninja nos desenhos animados infantis da TV vai levar um susto se ler este álbum da Devir. Afinal, a edição mostra o surgimento dos personagens, com um ar muito mais violento (os protagonistas, que não são tarados por pizza aqui, matam seus inimigos sem qualquer pudor), justamente como Kevin Eastman e Peter Laird os conceberam. Mas que ninguém espere uma obra-prima da nona arte, pois os autores criaram a série para ser uma diversão sem grandes pretensões. E é isso que rola. Mais na primeira parte do livro, pois na segunda, quando surge uma viagem interplanetária, o ritmo dá uma caída brava. É legal conferir também que o traço das HQs era muito mais próximo do underground do que do "engraçadinho" adotado na telinha e nos produtos de merchandising.

Edição para quem conhece o seriadoAlias: apesar de um texto na edição dizer que o entendimento desta HQ independe de o leitor assistir ao seriado homônimo de TV, não é bem assim. A trama é confusa para quem nunca viu as aventuras da agente secreta Sydney Bristow (interpretada pela curvilínea Jennifer Garner, a Elektra do cinema) e a leitura requer bastante atenção, pois o texto de Pierluigi Cothran por vezes confuso deixa pistas importantes aqui e ali, mas que, de cara, parecem irrelevantes. O desenho de Alberto Ponticielli é razoável. Como já aconteceu com A Última Batalha, a Panini estranhamente nem colocou esta graphic novel, produzida pela Disney italiana, no seu site oficial.

Tá feia a coisaRising Stars - Estrelas Ascendentes - Volume 2 # 3: J. Michael Straczinsky desandou a maionese nesta série, que começou tão legal e cai vertiginosamente a cada edição. Agora, dez anos depois, ele faz voltar o argumento do aumento de poder dos especiais cada vez quem um deles morre. Como se isso não bastasse, o personagem que desde o começo vinha sendo considerado o mentor da trama malévola, veja só, estava dominado mentalmente e fez tudo "sem querer". Fala sério! De bom nesta edição, apenas o fato de a segunda história ter arte do Stuart Immonem, o mostra que, mesmo com todos os furos no roteiro, Rising Stars seria bem mais agradável com desenhistas de verdade.

E tome Crise InfinitaDC Apresenta # 3 - Crise Infinita Especial Volume 2: desta vez são abordados capítulo "finais" de Projeto OMAC e Vilões Unidos. A primeira até tem um tom de desfecho, piegas e forçado pra caramba, mas ainda assim um desfecho. Já na reunião de malvadões do Universo DC, não tinha como terminar sem o tradicional "continua...". As duas tramas são fracas, com desenhos medianos. Ambas estão entre aquelas leituras que, daqui a algum tempo, poucos se lembrarão.

Será que vem por aí um campeão de audiência?Naruto # 1: as três principais editoras de mangás no Brasil queriam este título, mas foi a Panini quem levou. Pra quem não conhece Naruto, trata-se, hoje, do único título com potencial para ser um novo Dragon Ball (a última revista em quadrinhos, tirando Turma da Mônica, a vender mais de cem mil exemplares, em 2001). A molecada já é muito fã do desenho animado e, de olho nisso, até assinatura do mangá já foi lançada. Quanto à história da estréia, é uma apresentação apenas, mas fica claro que é mais um "filhote" de Dragon Ball, com um protagonista divertido, que pode se tornar extremamente perigoso e com uma missão a cumprir. Não curto aquelas bobagens de narizes sangrando quando os homens se excitam, mas como isso é voltado para outra faixa etária, vá lá. Vejamos os próximos números.

21 maio 2007

Superamos a marca de três mil resenhas

Na sexta-feira, recebi e-mails de leitores perguntando por que não tinham entrado os reviews, como acontece normalmente. Respondi que era por uma causa justa, que eles veriam na segunda-feira (hoje). Pois bem, agora todos já sabem: preparamos uma atualização especial para comemorar o fato de o Universo HQ ter ultrapassado a casa das três mil resenhas!

É resenha a dar com pau, hein?Ou seja, na sexta foi o primeiro aniversário do Blog e agora temos outro significativo motivo para festejar.

O setor de reviews é um dos mais acessados do UHQ. Apesar de eu achar que cada um deve formar sua própria opinião a respeito deste ou daquele título, muitos leitores norteiam suas compras pelas análises que fazemos. Então, só nos resta agradecer a confiança e, especialmente, a audiência que nunca pára de crescer, felizmente.

Como desde que batemos as mil resenhas, em julho de 2004, mantivemos uma média de um ano e cinco meses para dobrar (em dezembro de 2005) e triplicar (agora) esta marca, pode esperar que no final de 2008 deve ter outra festa no Universo HQ.

Agora, que venha a pizza com nossos amigos colaboradores. Depois posto aqui as fotos.

20 maio 2007

Outro papel de parede pra compartilhar

Coloquei no meu computador mais um papel de parede que resolvi compartilhar com os visitantes do blog.

Com o perdão do trocadilho, é superbonito. Basta clicar pra ampliar a imagem. Está em alta resolução.

18 maio 2007

O que aconteceria se...
... Wolverine, acidentalmente, fatiasse o seu "carcaju"?

Certa manhã, na mansão dos X-Men, um velho mutante canadense acorda de um sonho agitado em que fatiava um salsichão num açougue e se depara com uma aterradora constatação: nem todo recanto do seu corpo se regenera depois de retalhado:


Solidários com Wolverine, vários de seus aliados vasculham a cidade em busca de uma substituto para aquela parte do corpo do baixinho invocado que não é revestida com adamantium. O Justiceiro o faz à sua maneira:


Sharon Carter, ex-namorada do Capitão América, tenta uma aproximação mais íntima com o Sentinela da Liberdade e aproveita para inspecionar se aquilo tudo era amor à pátria ou ele ficou feliz em vê-la:


A S.H.I.E.L.D. (Sociedade Humanitária de Inclusão dos Eunucos Largados e Denegridos) organizou um movimento internacional para angariar um doador:


E o desespero tomou conta daquelas que desejavam ter de volta o que permitia a Wolverine ser o melhor naquilo que fazia a elas:

Mas, no fim, tudo dá certo. Uma das admiradoras de Logan conseguiu, à força, um substituto à altura. Pode não ser de adamantium, mas dizem por aí que é de aço:

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("Up" sugerido pelo leitor Alexandre Ferreira).

Já se passou um ano!

Pois é, passou rápido à beça, mas o Blog do Universo HQ completou um ano de vida. Então, senta que lá vem história.

Quando o Naranjo veio com essa idéia, quase o espanquei. Pô, já não basta o trabalho que o Universo HQ nos dá diariamente, o maluco queria inventar um pouco mais? Mas ele - espertamente - primeiro convenceu o Sérgio, depois convidou o Ramone para participar e acabei virando minoria. E quer saber? No fim das contas, curti (olha a imagem do meu primeiro post abaixo).

O primeiro post a gente nunca esqueceNo Blog, desde o início, nosso compromisso era não seguir a mesma linha do site. Então, aqui não precisamos escrever em linguagem jornalística; é mais um papo descontraído com os leitores, em que usamos primeira pessoa toda hora.

Nesse primeiro ano, falamos de raridades achadas em sebos, bonecos (ou action figures, como preferem alguns), preciosidades de nossas coleções, de coisas engraçadas que ocorreram no mercado de quadrinhos, de bizarrices ligadas à nona arte, de curiosidades, do que estamos lendo e muito mais.

Também usamos o Blog pra informar quando dá algum pau na atualização do site ou quando precisamos de mais velocidade. Nesses casos, chegamos a dar notícias aqui, para não esperar o dia seguinte para soltar no UHQ.

E ainda usamos este espaço para comentar assuntos não ligados a quadrinhos - eu, por exemplo, mandei bala num desabafo após a eliminação da seleção de futebol na Copa do Mundo, elogiei o timaço de vôlei do Bernardinho e contei de atividades minhas em outras áreas (matérias e especiais na Mundo Estranho, Quatro Rodas etc.)

Ou seja, a regra aqui é não ter regra.

Às vezes, rola uns estresses (meus) por ficarmos algum tempo sem postar nada novo, em virtude de absoluta falta de tempo. Mas é o preço a pagar por fazermos tantas coisas ao mesmo tempo.

Então, nesse primeiro aniversário, muito obrigado a você que tem a paciência de nos visitar. Fique sempre à vontade. A casa é sua.

(Dê uma olhada abaixo num post que fiz lá no começo do Blog para explicar como tudo começou. Também “subi”, a pedido de um leitor, um em que conto como entrei no mercado de quadrinhos.)
Como tudo começou

Sempre que dou uma entrevista, vira e mexe me perguntam como comecei a trampar com quadrinhos. Já contei várias vezes, mas como nem todo mundo as leu, resolvi relatar aqui.

Este texto me abriu as portas do mercado de quadrinhosBem, quando terminei o colegial, aos 17 anos, entrei na faculdade de Educação Física (por ser apaixonado por esportes). Eu me formei em 1986 e em 1988 cursei jornalismo. Claro que a intenção era trabalhar com jornalismo esportivo, o que fiz (em rádio) por quase dois anos.

Mas era uma época brava. Não ganhava nada (mesmo) na rádio e ainda estava na faculdade de jornalismo (a Metodista, de São Bernardo do Campo, na qual me formei em 1991). Então, eu e um grupo de amigos criamos um jornal mural (falo de 1989, não tínhamos nem sequer computador, quanto mais net), no qual comecei a fazer algumas críticas de quadrinhos. Era a época do boom da Abril e da Globo, e todos os grandes jornais de São Paulo abriam páginas e páginas para falar de HQs.

Primeira página de minha matéria de estréia, publicada em Fantasma # 7 e Sandman # 7, da GloboAí, como a galera da faculdade sempre falava que meus textos estavam bacanas, decidi usar minha boa e velha cara-de-pau para tentar a sorte! Enfiei vários desses textos (datilografados, em sulfite e com as pontas das folhas furadas – por causa das tachinhas) debaixo do braço e saí visitando as pessoas que escreviam à época - André Forastieri (Folha), Marcelo Alencar (Estadão), Alessandro Gianinni (Jornal da Tarde), Franco de Rosa (Folha da Tarde), Rosane Pavam (Diário do Grande ABC) e Leandro Luigi Del Manto (Editora Globo).

Fui sempre bem recebido, mas conseguir um frila eram outros quinhentos. Até que, numa dessas visitas, o Leandro leu e gostou do meu texto sobre Cinder e Ashe (é este aí acima), minissérie que ele editou ainda na Abril. Aí, perguntou se eu gostava de música, porque queria publicar na HQ Press (seção que saía nas páginas centrais de Sandman e Fantasma, aquele remake da DC Comics) uma matéria sobre quadrinhos e música!

Cara, naquela hora, minha alegria era tanta, que se o Leandro me perguntasse se eu gostava do Palmeiras (sou corinthiano fanático) era capaz de dizer sim... Bom, agora exagerei um bocado! :-)

Segunda página de minha matéria de estréia, publicada em Fantasma # 7 e Sandman # 7, da GloboLógico que topei! Lembro que quando saí da Globo (na rua do Curtume, na Lapa), olhei pra trás pra ver se tinha alguém olhando e quando me vi sozinho, dei um salto, como se estivesse comemorando um gol. E, pra mim, foi um gol mesmo! Era a chance de entrar no mercado de quadrinhos, algo que, até então, era um sonho apenas.

Só quando baixou a adrenalina que percebi: a missão não seria nada simples. O Leandro queria sete laudas (9.800 caracteres). Eu quase não tinha material de referência e meu conhecimento sobre quadrinhos não era tão grande. Aí, liguei para a Livraria Muito Prazer, que ficava na av. São João, expliquei a situação e perguntei se poderia passar o dia pesquisando lá.

Como a resposta foi sim, fiquei lá horas e horas, folheando centenas de HQs e anotando, anotando, anotando. Começou aí o meu gosto pela pesquisa, algo que sempre norteou meus textos desde então.

Terceira página de minha matéria de estréia, publicada em Fantasma # 7 e Sandman # 7, da GloboÉ incrível me recordar como as coisas mudam, mas aquele texto eu escrevi primeiro à mão! Só depois datilografei! Resultado: 14 laudas! O dobro! Quando entreguei, enquanto o Leandro ia lendo, minha agonia só aumentava. Depois de um bom tempo, ele falou: "Gostei muito; tenho que dar um jeito de publicar inteira essa matéria!"

A sensação de dever cumprido só não foi maior do que a satisfação de sentir que eu finalmente estava assinando minha entrada no mercado de quadrinhos.

A matéria saiu nas edições 7 de Fantasma e Sandman; e como as revistas são de 1990, coloquei as quatro páginas (com poucas ilustrações, porque eu escrevi demais) aqui, num tamanho legal, pra quem quiser ler.

Depois, com ela debaixo do braço, consegui mais frilas. Passei para jornais (o primeiro foi o Jornal da Tarde), entrei na Globo, pra trabalhar como redator, escrevi para várias revistas e o resto é história (que, com o tempo, contarei aqui).

Quarta página de minha matéria de estréia, publicada em Fantasma # 7 e Sandman # 7, da GloboDesde então, acho que não passei nem um mês de minha vida sem escrever (nem que fosse uma notinha) sobre quadrinhos. Claro que, hoje, quando leio aqueles textos do jornal mural, penso: "Nossa, como eu pude escrever isso?". Mas isso é natural com qualquer profissional, em qualquer ramo de atividade, quando se recorda de seu início de carreira! E, quer saber? É uma lembrança deliciosa!

Por isso mesmo, todas essas matérias estão na página de abertura de meu portfólio (tenho todas as matérias que publiquei até hoje). Guardo-as com todo carinho, pois foi com aquelas folhas datilografadas e amareladas que minha carreira começou! E devo muito a elas!

* Este post foi criado no dia 28 de maio de 2006 e "subido" a pedido do leitor Geraldo Moreira Alves.
Começou mais ou menos assim...


É... acho que agora vai!

* Este post foi criado no dia 22 de maio de 2006. Como alguns leitores têm pedido para "subirmos" coisas mais antigas do Blog, achei esta pertinente.
Um ano do blog no ar

E hoje comemoramos um ano da estréia deste blog!

Em nota no Universo HQ, coloquei qual a idéia deste espaço, um adendo ao site para falarmos de assuntos afins, de modo menos formal, como num bate-papo.

Já foram quase 300 postagens, seja falando de quadrinhos antigos, acontecimentos relevantes ou de divertidas situações pelas quais passam nossos personagens favoritos, entre tantos outros assuntos.

Agradecemos demais sua companhia.

16 maio 2007

A arte na capa de um LP

Sou do tempo dos LPs, as chamadas "bolachas de vinil", que podem não ter (e realmente não tinham) toda a qualidade que um CD oferece, além de serem mais frágeis. Mas sinto falta deles, ainda tenho guardado todos os meus quase trezentos e faço uma limpeza periódica em cada um pra que durem pelo menos mais uns 150 anos.

Na transição pra o CD, muitas produções antigas ganharam um tratamento de primeira no som, mas as capas, que chamam a atenção nas prateleiras, perderam muito da magia. Pegue o álbum Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (1967) dos Beatles e tente apreciar aquela imagem reproduzida no tamanhico de um compact disc. Dá pra ver bem algum detalhe da capa considerada uma das maravilhas da pop art?

Quem só começou a curtir o Iron Maiden na era do CD e comprou o magnífico Powerslave (1984), por exemplo, nem imagina onde esteja na ilustração o inconfundível símbolo da banda, presente em todas as capas, e que nessa e em outras foi reduzido pra o formato compact disc e ficou sumido.

Ainda em Powerslave, só quem tem o LP pode ver a inscrição “Indiana Jones was here” (“Indiana Jones esteve aqui”) e o desenho do Mickey Mouse talhados na entrada de uma das esfinges.

Pra mim, essa é a melhor capa dos discos do Iron Maiden, pela riqueza de detalhes e por causa do tema, o Egito antigo, que me fascina desde a infância. Mas há outras belas ilustrações, como as dos álbuns Seventh Son of a Seventh Son (1988) e Somewhere in Time (1986).

Esta última traz também um festival de citações, como o nome do escritor de ficção científica Isaac Asimov em um letreiro e, no alto de um edifício, a inconfundível imagem do Batman na penumbra. Isso tudo quase não dá pra perceber na versão da capa em CD.

Muitas outras bandas de heavy metal também se valem da arte pintada pra chamar a atenção na capa de seus discos. O Manowar é mestre nisso, e destaco aqui as belas ilustrações pra Hail to England (1984), que é de fazer babar qualquer fã do Conan, e Fighting the World (1987), que emula a capa de Destroyer (1976), do Kiss. Compare nas imagens postadas aqui.

Aliás, o Kiss tem outro álbum com uma capa espetacular, Love Gun (1977). A pintura realista é de encher os olhos.

E voltando ao bárbaro cimério, o ilustrador Ken Kelly, que já foi capista de A Espada Selvagem de Conan, é o responsável pelas ilustrações de um CD-tributo ao Kiss lançado em 2005 na Noruega. Também é dele a maioria das artes de capa do Manowar.

Mais bandas famosas entre os metaleiros (ou headbangers, como queiram) apresentaram em seus discos algumas capas sensacionais, como o Judas Priest em Painkiller (1990) - um clássico insuperável, daqueles cuja parede de guitarras faz estourar os tímpanos de qualquer desavisado.

Tem ainda o Iced Earth, que já usou uma capa e encarte com ilustrações do Spawn, a Cria do Inferno de Todd Mcfarlane, em The Dark Saga (1996).

Entretanto, por mais belas que sejam todas essas e muitas outras artes, elas perdem um pouco do impacto em um espaço tão pequeno como a capa de um CD. Já nos LPs, são verdadeiros painéis no tamanho perfeito até pra serem emoldurados.

Saudade...

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(Recebi e-mails de dois leitores que gostariam de rever alguns tópicos que foram postados no blog antes da liberação do campo de comentários. Esta foi uma das postagens sugeridas pra um "up").
Mais um Sandman a caminho

Mas será o Fim dos Mundos?Devo terminar entre hoje (de madrugada) e amanhã a adaptação de mais um álbum de Sandman, para a Conrad. É o oitavo da série! Putz, parece que foi ontem que a coleção estreou. Essa capa ao lado é gringa, não sei se a editora a usará.

Esta saga saiu pela Globo como Fim do Mundo, mas o tradutor Daniel Pellizzari (um dos maiores "nerds do Sonhar" que conheci, além de ótimo de texto) sugeriu consertar o título para Fim dos Mundos, pois o original é Wolds' End. Correção efetuada!

Pra quem não leu este arco, ou não se lembra dele, são seis histórias fechadas e repletas de referências (e tome trabalho para fazer as notas), que se passam dentro de na Estalagem Fim dos Mundos, um lugar que reúne pessoas de diferentes épocas e lugares.

Enquanto uma tormenta animal rola lá fora, os ali abrigados contam histórias para passar o tempo. Sempre com um pé no reino do Sonhar, lógico.

Gosto muito das HQs curtas do Gaiman, acho que ele dá a elas uma densidade que poucos autores conseguem em seus trabalhos. Este álbum é prova disso.

Durante esse prazeroso (mas cansativo) trabalho, vi algo que tinha esquecido: Mike Allred (o criado do irreverente Madman) desenhou uma das histórias.

Sandman - Fim dos Mundos deve estar à venda nas melhores livrarias, creio, em julho. Até lá, pra não perder a chance, bons sonhos!