11 março 2009

O Museu dos Quadrinhos revisita Ferdinando, de Al Capp

A coluna desta semana no Universo HQ fala de um artista diferenciado.

Al Capp, autor de Ferdinando, é um dos maiores criadores norte-americanos de quadrinhos de todos os tempos, sem exagero.

Duvida? Ele marcou presença "apenas" em capas de revistas como Time, Life e Newsweek, como você confere na imagem.


Divertido, criativo, genial, estes e muitos outros adjetivos cabem perfeitamente para definir este criador, cujo perfil e detalhes da obra você confere na coluna Museu dos Quadrinhos.

Infelizmente, esse material, que no original era publicado em formato de tiras e páginas dominicais, nunca foi devidamente editado por aqui. E, com a tal crise econômica, talvez isso nunca aconteça.

Uma pena, pois os clássicos dos quadrinhos fazem falta. Ainda mais com tanta espaço para porcaria nas bancas. Ops!

9 comentários:

Matt Prime disse...

Adorei a materia, irônico que tinha acabado de fazer uma pesquisa sobre Li'l Abner/Fernandinho faz pouco tempo, lendo na wikipedia em inglês e encontrando alguns vídeos no youtube.Nunca imaginei que essa revista tinha chegado ao Brasil,gosto muito de desenhos e cartoons antigos.Só gostaria de saber essa opinião pq as casas eram feias e as solteiras lindas na historias do Fernandinho?

Asdrubal disse...

Muito boa matéria, acho que eu devia ter nascido alguns anos antes para poder ver tiras clássicas como essa e muitas outras...

Hunter disse...

Para ser justo, será que publicar Ferdinando no Brasil hoje em dia seria sequer viável financeiramente? Haveria compradores o bastante? Até nos EUA, que estão em um furor de reimpressão de tiras clássicas, ela está fora de linha e sem previsão de voltar...

Hunter (Pedro Bouça)

Marcelo Naranjo disse...

Matt, fico feliz que gostou da matéria. Sobre a diferença entre solteiras/casadas, só a experiência de vida explica isso...

Asdrubal, eu também.

Hunter, também acho não venderia nada, infelizmente. Mas bem que eu gostaria de ver esse material em português, com notas etc. Paciência.

Toni Rodrigues disse...

Boa matéria. Parabéns. Só queria fazer um comentário sobre as beldades de Al Capp: não eram dele desde muito cedo nas tiras. Ele tinha dificuldades de desenhar garotas bonitas e logo esse passou a ser um fator determinante para a contratação de assistentes. Ao longo dos anos, Craig Flessel, Frank Frazetta e Bob Lubbers, entre os mais famosos, foram responsáveis principalmente pelas beldade. Abraços.

Natanael Floripes disse...

Uma coisa de Ferdinando que ficou na cultura brasileira, apesar de quase ninguém saber a origem, é a expressão "Dia de Maria Cebola". Em Belo Horizonte, existe uma casa onde, até hoje, um dia por semana é o Dia de Maria Cebola (a idéia é que as mulheres é que tem de tomar a iniciativa).
Em Ferdinando, o dia de Maria Cebola acontecia uma vez por ano e onde, em uma grande corrida, a mulher solteira que conseguisse agarrar um homem solteiro tinha o direito de se casar com ele.
Grande série, que, infelizmente, não acredito vá voltar a ser publicada no Brasil. Mas talvez até vendesse, se editada sob a forma de álbuns de luxo. A série chegou a ser bem conhecida no Brasil e quem se lembra dela, sendo mais velho, provavelmente teria dinheiro para comprar os álbuns.

Ivan Linares (Recife -- PE) disse...

Lembro de um episódio da velha série de TV "Armação Ilimitada" chamado "Jeca Tatu, Cotia Não", em que Juba e Lula eram contratados para proteger as terras de Ferdinando Buscapedra, sua namorada Margarida (acho que o nome era esse) e sua mãe, Dona Chuleta, de inescrupulosos latifundiários.

Agora, na matéria, faltou alguma explicação do porquê de Al Capp ter casado Ferdinando. Sobretudo quando uma das ilustrações é exatamente uma capa da revista "Life" onde há uma chamada para um texto de nome "Por que casei Ferdinando". Como ninguém aqui --suponho-- leu a tal revista, seria legal dar uma nota rápida da explicação do autor para uma virada tão radical na vida do personagem.

De resto, a matéria tá ótima! Parabéns!

Hunter disse...

Isso eu sei. Como diz na matéria, a tira do Joe Cometa (Fearless Fosdick) era não apenas a leitura favorita do Ferdinando, mas a ÚNICA coisa que ele lia! Ele idolatrava o personagem e o considerava seu ideal de masculinidade.

Pois bem, acontece que em uma das tiras-dentro-da-tira o detetive se casa com sua namorada de longa data! Vendo isso, Ferdinando se convence que teria de se casar também, e assim o faz.

O problema é que mais tarde revela-se que a história em que Joe Cometa tinha se casado fora um sonho do personagem e o casamento nunca tinha acontecido, mas já era tarde demais para o Ferdinando, que tinha casado de verdade!

Bem sacado, não?

Hunter (Pedro Bouça)

Hunter disse...

Ah, se você quer saber a motivação DO AUTOR, a resposta é simples: Pressão do público.

Da mesma forma que no mangá shonen tudo tende a pancadaria e nos super-heróis tudo tende a voltar a ser como sempre foi, nas tiras de jornal tudo tende a família. Foi por isso que o Stan Lee casou o Aranha na tirinha, por exemplo. E a Marvel teve a má ideia de fazer o mesmo nas revistas...

Hunter (Pedro Bouça)