22 julho 2009

Ponto de Fuga: Super-herói é vício


Quarta é dia de coluna no Universo HQ e esta semana Diego e eu estamos falando sobre a indústria dos quadrinhos de super-heróis e uma das coisas que continua movimentando essa engrenagem: o nosso vício.

Muitos podem negar, outros reconhecer, mas o propósito do texto não é formar um grupo de autoajuda, mas sim discutir como chegamos a esse ponto em que nossos quadrinhos são movidos pelo nosso vício e como isso afeta a qualidade deles.

Então, leia o texto neste link, comente e discuta à vontade aqui no blog.

61 comentários:

Charles disse...

Aqui no Brasil ainda temos o agravante do Mix, onde muitas vezes apenas um título se salva ou na melhor das hipóteses, só tem uma fruta podre.

Levanta a mão quem está revoltado com Demolidor do Brubaker em Marvel Action! \o/

Calouro disse...

Realmente o mix força a gente comprar o que não quer... Mas o vício existe. E, como todo vício, gera prazer e frustação. No entretenimento isso ocorre sempre. Vale para a fase do seu time de futebol, o desenrolar da sua novela brazuca ou série americana ou mesmo no desempenho do seu diretor de cinema/ator/atriz/banda favorito ao longo da carreira.
HQ é arte, como cinema e música, mas quase sempre é só um passatempo para nós, pobres viciados. Igual cachorro roendo osso: a carne acabou faz tempo, mas vai tirar o osso pra ver o que acontece!

Diego Figueira disse...

Charles e Calouro, estamos pensando em uma outra coluna falando sobre algumas vantagens do formato mix, além da questão econômica que tornou possível tantos títulos chegarem ao Brasil.

Quanto ao hábito com o entretenimento que o Calouro disse, acho que tínhamos dado um passo à frente quando se tornou hábito acompanhar as histórias de um autor independente de qual personagem ou revista ele estivesse.

Mas logo até essa liberdade se tornou uma limitação, porque muitos autores agregam legiões de seguidores apenas com seu nome, independente da qualidade do trabalho atual.

Charles disse...

o que quis me referir ao mix é que se já é dificil pra um viciado no heroi largar a revista dele, pior ainda é quando este passa por uma boa fase, mas o seu custo não compensa.

Ou ainda, você compra a revista primordialmente pela história dele, mas não consegue deixar de comprar aquela que não a tem, pois embora as outras histórias nao sejam muito boas, você as lê, e pior que uma história ruim é uma história ruim impompleta.



E na boa, não compensa mesmo, Entrando também no mérito do custo, se paga R$ 51,00 para se ler um arco, as vezes até R$ 68,00 se não publicarem sequenciamente as histórias e você comprar a revista só para não "furar".

Caramba, e tudo pra acompanhar saga do heroi. Que até pode ser boa, mas não compensa. Comprei Marvel Action para acompnhar o Demolidor por um longo periodo, e lia as outras historias, tentando me convencer de que elas eram ao menos boas, apesar da falta de vontade de le-las, do longo tempo que isso demorava, e quase esquecimento total do que havia lido dois dias após, de tão marcantes.

Por esse valor se compra obras como Verão Indio, Prontuario 666, duas edições especiais de historias realmente epolgantes (como maiores clássicos) ou qualquer outra coisa boa.

Comprar mix ruim também é vício, ou vocês acham que é normal gastar dinheiro e tempo com 700 paginas aproveitando apenas 120?

Marcus Ramone disse...

Amigos, esse é um texto pra lavar a alma dos descontentes, como eu.
Mas estou em pleno processo de recuperação desse vício. De super-heróis, só compro o gibi do Homem-Aranha, faz quase um ano.
E como no mercado há muitas opções infinitamente melhores que as HQs da Marvel e da DC e sempre li quadrinhos de tudo quanto é gênero, não ando sentindo nenhuma crise de abstinência. Crises e Invasões não me fazem falta.

Diego disse...

Eu tenhho medo! Atualmente eu acompanho três mensais: Novos e Avante, Vingadores e Lanterna Verde.

Tenho medo que essas revistas fiquem ruins com o passar do tempo e o "furo na coleção" não permita parar de comprá-las!

Na verdade, a do Lanterna eu até já não acho lá muito empolgante e tenho uma pilha da revista Novos Vingadores, antes de se chamar assim, para ler. Não sei se as histórias são tão boas quanto as da entrada do Bendis na equipe. Dou graças a Deus por não querer pegar as edições anteriores de onde comecei a acompanhar de Avante, Vingadores e por só acompanhar Demolidor comprando em sebos mesmo.

Mas não há nada pior do que o vício mesmo. Pelo menos eu não acompanho só pelo personagem: adoro Homem Aranha, mas nem chego perto de suas revistas!

Sam McQueen disse...

Compro Lanterna Verde porque considero de qualidade o trabalho do Geoff Johns, Liga da Justiça só por coleção mesmo e Superman & Batman só por causa do Arqueiro Verde & Canário Negro. Ah, e compro essa nova do Star Wars, mas ainda não descobri porque...

Mas cada dia que passa vejo as revistas se empilhando no meu quarto, como foi citado aí em cima por outros. É um vício mesmo...

Volta e meia compro e leio algo mais "cult" digamos, pra "pagar os pecados do vício". mas não deixo de comprar as mensais, de jeito algum. Encaixo-me perfeitamente no tipo abordado do texto.

Guilherme Veneziani disse...

Olá meu nome é Guilherme e sou um viciado.

Nunca havia comprado nada da Marvel até ouvi falar de uma tal de guerra civil. Achei interessante o tema, e comecei com os especiais. Aí não entendi muita coisa e comecei a comprar todas as revistas do checklist, afinal queria entender o "universo" nos quais aqueles personagens estavam inseridos.

Resolvi fazer uma assinatura do pacote intermediário. (eu lá queria me viciar também em droga mutante?! Vai saber onde isso vai dar)

Mas aí o problema se agravou, conheci melhor um herói chamado Demolidor escrito por um tal de Bendis e comecei a devassar sebos atrás de histórias "antigas" desenvolvidas por esse indivíduo. Consegui completar minha coleção. Ufa.

Aí veio um cara chamado Brubaker e aumentou a dose. Descobri que ele também escrevia histórias do Capitão América. Nova visita a sebos e mais nova coleção de revistas. Mas a vontade não passava, quanto mais eu comprava mais queria conhecer essas "maravilhas".

Aí o mesmo Bendis acima começa a escrever uma saga chamada Invasão Secreta, cuja trama vinha de longo tempo sendo plantada, e aí era tarde demais. Renovei minha assinatura. E não consigo mais viver sem esses heróis.

Hoje reconheço meu vício, e não consigo largar dele. Será que tem cura?

Miltão disse...

Excelente texto. Nunca tinha pensado por esse lado do "vício". Consegui superá-lo há pouco tempo, deixando de gastar meus preciosos dinheiros em coisas repetitivas.

João Vitor Silva disse...

Creio que a DC e a Marvel ficaram velhas demais e precisam se aposentar. Elas arrastam personagens que estão velhos. Quanto aos encardenados das sagas que rolaram nos formatinhos vejo nisso uma oportunidade para aqueles que não compravam quadrinhos na época. O problema do mix existe há muito tempo. Mesmo nesses tempos, há autores que conseguem criar uma boa história para esses personagens velhos. O mix que tinha esse problema mais famoso é o de X-men Extra. Por 25, se não me engano, edições investiamos R$ 6,90 por apenas 1/4 da revista. Pergunto-me se a Image também vai ficar velha assim. Acredito que um personagem, vamos pegar o sofrível Homem Aranha, deva ser escrito apenas por seu criador como ocorre com os mangás no Japão. Assim o personagem vive apenas o que o Stan Lee vive ou aguenta escrever. Um exemplo disso é Preacher que durou quase uma década mas sempre com boas historias. Claro que todo caso tem sua exceção mas fica registrada a minha opinião.

Lz disse...

Mensal eu compro pouco: NV, por conta do Capitão e Thor; UM, pelo Quarteto do Millar/Hitch e BT, por causa do Morrison - tem vários furos em BT, pois não compro qd não sai as histórias do Morrison. é bem provável que eu pare de acompanhar a revista quando acabar a descanse em paz.

Spiderjames disse...

Bah, cara! Acho meio contraditória toda essa discussão! Exemplo: ao mesmo tempo em que o UHQ critica a indústria de quadrinhos e seus "leitores viciados", o próprio site se apóia nessas pernas! O site não receberia nem um terço das visitas se parasse de anunciar a morte do Capitão, a próxima Crise da DC ou o próximo trabalho de Grant Morrison! Os leitores do UHQ (e sou um deles) são os mesmos viciados que estão sendo criticados! Nós, "viciados" que estamos aqui respondendo ao artigo, deveríamos fazer uma análise se o UHQ não faz o mesmo papel que as editoras que critica: mesmo sabendo da deficiência de qualidade das hqs citadas, ainda as usa na capa do site para chamar a atenção de nós, "viciados"!

João Vitor Silva disse...

Mas aí é diferente. O UHQ é um site informativo sobre quadrinhos. O seu trabalho é esse. E ele não podem postar sua opinião nas notícias como eu, por exemplo, faço no meu blog. Eles são profissionais e eu, um amador. É como quando o Jonah Jameson tem que publicar uma notícia que o Aranha fez uma boa ação ou era inocente de algum caso. Para publicar a sua opinião tem que ser nas colunas.

Fernando Fernandes Almeida disse...

Muito bom o texto! É um artigo que dá o que pensar (ao contrário de bobagens como "não comprar revistas de sujeitos que rangem os dentes", coisa que saiu numa coluna do UHQ tempos atrás).

Mas acho que o vício se extende a outros gêneros também, além dos super-heróis. Vide Tex, por exemplo, onde vários colecionam compulsivamente, inclusive as inúmeras reedições. E possuem os mesmos sinais do vício: reclamam da qualidade das histórias, das repetições de enredo, do papel e do formato em que são publicados no Brasil etc.

Diego Figueira disse...

Spiderjames, algumas coisas:

Não condenamos quem compra HQ de super-heróis, apenas nos questionamos sobre como esse gênero vem se apoiando demais no consumo inconsequente sem prezar pela qualidade. E veja que o Zé e eu também nos incluímos como viciados em super-heróis.

Segundo,o UHQ sempre teve uma postura crítica sobre todo tipo de quadrinhos e mais recentemente tem feito várias ressalvas quanto a certas atitudes das editores norte-americanas em torno dos tais mega-eventos. Se os super-heróis parecem predominantes no site, é por causa do volume de informação que eles demandam, mas sempre cobrimos todos os estilos de HQ de vários países.

Abraço!

Diego Figueira disse...

Fernando, você se referiu à coluna do Nasi "Dogma 2009". Os dentes rangendo se tornaram uma imagem forte das HQs de super-heróis decadentes, com histórias sem conteúdo e personagens superficiais.

Quanto aos leitores de Tex, a diferença é que a Bonelli consegue fazer o que dissemos no final do texto: manter o efeito viciante.

andré robeto custódio disse...

Bom, eu vou confessar meu vício em quadrinhos que começou aos 14 anos de idade (hoje estou com 32). Andei um tempo afastado das hqs, mais ou menos por volta do final da década de 90, por achar tudo muito ruim. Depois fui voltando aos poucos (X-Men do Grant Morrison), mas mesmo assim baixando scans que eu lia no computador, dava uma pincelada nas revistas e se eu gostasse comprava na banca.

Realmente muito pouco hoje é considerado de qualidade, como Lanterna Verde e Superman do Geoff Johns, X-Men (do Complexo de Messias adiante). Sendo que este último vem, ao meu ver, sendo considerado como uma revitalização da década de 90, com todo aqueles times-X (X-Force, X-Men, Cable, Jovens X-men etc.)Na verdade, é tudo um caldo bem grosso do passado voltando ao presente, mas claro, com algo mais a oferecer. Bom, talvez eu seja saudosista, mesmo eheheh

O fato é que fica realmente caro manter tudo isso por mês, mas o vício persiste, mas hoje tenho mais critério ao comprar as revistas, por exemplo, não chego nem perto de revistas do Homem-Aranha nem da Marvel Action (não compensa pagar tão caro para ler Demolidor, prefiro os encadernados especiais ou baixar o scan).

Hoje compro e leio apenas Superman (pq promete muito a próxima saga New Kripton), Lanterna Verde, X-Men
pós-Complexo de Messias, e a Invasão Secreta (que logo que acabar por aqui, eu fecho de vez as portas, depois disso só scans do Reino Sombrio),fora alguns encadernados e especiais.

Bem, tá aí meu desabafo.

Hellboy disse...

Bom, eu parei de comprar definitvamente, cansei dos gibis por todos os motivos supracitados e tantos outros. Gostaria muito de colecionar Tintim do Hergé, pois ainda é outra proposta e formato. Gasto meu suado dinheirinho com livros de 300 a 400 páginas, literatura estrangeira no caso, sai uns 30 reais por mês, e é muito recompensador

Amalio Damas disse...

Uma dica para os dependentes que largarm o vício há pouco tempo, comprem apenas minisséries e edições encadernadas e NÃO OLHE DE JEITO NENHUM OS ANÚNCIOS DAS MENSAIS. Se olhar, NÃO COMPRE! Você não entenderá algumas partes, começará a comprar as outras edições e depois ficará louco nos sebos tentando encontrar as edições perdidas e aí já é tarde, o vício voltou.

João Vitor Silva disse...

Eu acho que a solução seria aprender inglês e comprar importados que sempre publicam clássicos a um bom preço e tpbs dos arcos. Nesses você escolhe o que vale a pena.

Yuri disse...

Gostaria de sugerir uma pauta para uma matéria (e que acaba tendo a ver com a questão do preço das revistas): A questão das revistas Mix. Diferente do que acontece em outros países, no Brasil é prática comum (exceto nos tempos da Globo, com a Image) as revistas Mix (acredito que para baratear o preço). Porém, acredito que essa atitude pode afastar leitores. Eu mesmo, como já mencionei, parei de comprar mixes. Era muito comum pagar um preço muito caro pra ler apenas uma história, ex.: X-men extra, que eu só lia por causa dos mutantes do Milligan, ou os X-men do Whedon, ou Marvel Max pelo Justiceiro do Ennis etc etc... Assim, no final das contas, para um leitor menos colecionador e mais interessado na qualidade, o mix acaba encarecendo o preço para ler uma história. Um exemplo: preferia pagar, sei lá, R$ 4,00 para ler uma revista de 24 páginas do Justiceiro a pagar R$ 7,90 pra ler um mix que só o Justiceiro "salva". Sei que no frigir dos ovos, o mix torna a história do Justiceiro mais barata, porém, as outras histórias não me interessam e acabo pagando 7,90 por apenas 24 p.

Meu amadurecimento como leitor de HQs fez com que eu passasse a acompanhar o escritor/desenhista, independente do personagem. Claro que, vez ou outra, eu posso comprar uma revista escrita por alguém que eu não gosto muito (e até me surpreender) por causa de personagens que eu gosto de maneira intrínseca. E também posso comprar uma HQ escrita por alguém que gosto e me decepcionar (mas convenhamos, é bem mais raro que o contrário).

Infelizmente, no caso de revistas mix de super-heróis essa prática se torna quase impossível devido a oscilação da qualidade do mix. Assim, parei de acompanhar o Demolidor do Brubaker, os X-men do Ellis, os Vingadores do Bendis, os Supremos do Millar, os Thunderbolts do Ellis, o Justiceiro do Ennis etc etc. Títulos que eu com certeza acompanharia se não estivessem tão mal acompanhados.

Por esse motivo, hoje só compro álbuns e encadernados. Chega de mensais em formato mix.

(sou bibliotecário e onde trabalho sempre adiciono ao acervo quadrinhos, com grande aceitação dos leitores. Manter revistas mensais em uma biblioteca é muito mais complicado e prático do que encadernandos e álbuns de HQs).

Jason disse...

Desse vício eu já me livrei. Só compro quadrinhos de herói hoje quando são histórias fechadas, como mini-séries e especiais. E mesmo assim, só quando é algum personagem que ainda me interessa, como Batman, Demolidor ou Hellboy. Não é querer dizer que "ah, eu cresci", mas atualmente prefiro muito mais gastar meu suado dinheirinho em quadrinhos autorais, como o recente Retalhos, ou qualquer coisa dos irmãos Hernandez, Jorodowsky ou Will Eisner, entre outros. Assim não preciso ficar acompanhando cronologias cheias de reviravoltas sem sentido, e ainda me divirto com histórias bem contadas e interessantes.

Ricardo Soathman disse...

Fl Povo do UHQ

Pois é... Não dá para concordar mais com a coluna.

A muito tempo não leio quadrinhos Marvel/DC, porque... A linguagem utilizada não me grada mais. O fomato não me agrada mais, e a descaracterização de algun personagens chega a ser absurda.

Então, cabe só corroborar com tudo qe foi dito, como foi dito.

Parabéns galera!

Jackson Good disse...

Acho que toda a teorização em cima do vício é acertada, porém meio inútil. Cada um decide o que ainda lhe agrada, vale a pena comprar, e pronto. Isso do cara desesperado que vai atrás de todas as revistas pra poder "entender" as coisas... sei lá, não boto fé que alguém seja tão ingênuo assim. Por exemplo, quando rola uma Guerra Civil, Invasão Secreta, etc, nem a pau juvenal que eu vou comprar especiais idiotas de personagens nada a ver, ou os mensais que eu não coleciono normalmente só porque eles estão no checklist da saga. No fim, é questão de experiência nesse mundo.

A respeito dos mixes, já disse que sou contra. Isso de "possibilitar que mais materiais sejam publicados" já revela o absurdo da coisa: se o material precisa vir atrelado a outro, se o leitor só vai comprar se for obrigado, é porque não vale a pena. Simples assim. Ah, mas tem gente que sempre pede. Faça-se uma esperiência, então. Com uma minissérie, ou um especial menor com preço mais acessível (se for um encadernado mega caro não vende mesmo). Se não vender, essa galera só fala e não age.

Sérgio Coutinho disse...

Cansei da palhaçada de ter que comprar por anos um monte de revistas para entender uma história que sempre promete mudar todo o universo-não-sei-qual e que nunca muda nada, a não ser minha conta bancária.

Só compro encadernados e nada acima de R$ 30,00. Nessa faixa, já tem que ter diferenciais na qualidade da história, do papel, da edição.

Mensal, só J. Kendall.

Anônimo disse...

Desculpem-me por postar como Anônimo.É que não tenho tempo para cadastrar, etc, etc, etc. Mas vamos ao que interessa.
Querem saber? Eu curto sim, quadrinhos de super-heróis. Tenho 39 anos, casado, dois filhos, funcionário público e gosto de gibis de super-heróis. Tem histórias fraca, tem medianas e tem outras muito boas. Tenho cerca de 5.900 revistas em minha coleção particular com coisas da Ebal, RGE, Bloch, Abril e Panini dentre outras menores. Não vendo por dinheiro nenhum no mundo. Não empresto para ninguém. E não tenho problemas de aceitação, porque a pior coisa do mundo é quando se curte uma coisa e fica escondendo, ou disfarçando, ou criticando quem gosta. Se voces não gostam de quadrinhos de super-heróis, então parem de comprar e de ler e não fiquem se achando superiores a quem gosta. No fundo, no fundo são todos uns frustrados, aí vem com esse papo de "estou curado", "estou liberto", quando na verdade continuam navegando em sites do assunto. Leem Paulo Coelho para se auto-rotularem de "cult"! Ha, ha, ha, ha... Pobre nova geração! Sejam autênticos, por favor! E se o problema é a liseira, então sejam sinceros e parem de hipocrisia. Sabem a história dos dois ratinhos? Toda noite entravam na despensa e metiam o rabo na manteiga. Um dia, um deles foi pego numa ratoeira e ficou sem o rabo. Desde então passou a criticar o companheiro dizendo: "Cara, deixa a manteiga do homem...!" Entenderam ou querem que eu desenhe?
Fui.

Guto disse...

Devo admitir que até dois anos atrás eu era um fanboy, exatamente como descreve o texto, mas devido a qualidade das histórias do meu super herói favorito (Batman) deixei de colecionar e me desfiz da minha coleção.

Bruno disse...

Sempre me considerei um viciado em HQ, mas nunca por pensar que as obras eram uma droga. Analogia bem pertinente para este mercado que produz em escala industrial sem o menor controle de qualidade.

Algumas vezes aparecem publicações com qualidade, mas que não valem o custo benefício real. Pois tivemos que comprar dezenas de lixo-obras anteriores, do mesmo universo, para entender está rara HQ de qualidade.

Quem sabe um dia iremos aprendemos a lição.

Mister Quadrinhos disse...

Infelizmente é tudo verdade, estou para cancelar minhas coleções a anos, mas continuo comprando com medo de perder um número.

Minha desculpa é esperar a volta do Capitão América e que os Vingadores voltem a equipe original.

Vini (Visentini) disse...

Cara, é verdade. Essa p%$#@@ vicia mesmo. Até eu que não compro mais as mensais de vez em quando dou uma recaida e consumo essa porcaria chamada "super-herói".
A última dose cavalar q me doeu o bolso foi a edição "especial" do Wolverine - Inimigo de Estado.
Tô no "bode" até agora por ter comprado algo por R$68,00 mas que vale no máximo R$40,00 e olhe lá!

Eduardo Roque disse...

Apesar d me encaixar na descrição d viciado como descreve o texto(até no detalhe d comprar algo + kbça d vez em quando mas gostar mesmo é d fantasiados)procuro fazer o seguinte:só compro o q gosto ou tenho pequenas chances d ler e ficar c/aquela sensação d "Raios, grana jogada fora!"
Por ex:coleciono Liga da Justiça mas ao interligarem a famigerada Saga do relâmpago c/a extinta Universo DC, falei: "Prefiro ñ entender a história q nem é isso tudo". Como, aliás, foi quase toda a fase do Meltzer escrevendo a Liga

Diego Figueira disse...

Pois é essa sensação, Eduardo, que gostaríamos que todas as revistas de heróis tivessem hoje. O poder de viciar novos leitores com aventuras bacanas, que valem a pena e deixam com vontade de ver mais. Infelizmente, elas se tornaram raridade.

Sérgio Tavares disse...

HAHAHAHA! concordo com o anônimo ali em cima.

o UHQ tem postado textos contra os quadrinhos de super-heróis regularmente. parece até que seus colaboradores estão frustrados com o que sempre leram e ficam nessa de vício e leitura fútil. (bom mesmo é paulo coelho gente!)

a coluna do nasi dos dentes rangidos foi uma das primeiras mesmo. vergonha alheia aquilo lá.

o que está acontecendo Sidão? o UHQ está na crise dos 7 anos??? depois de alguns anos de casamento com os super-heróis estão todos se sentido magoados?

poxa! galera... eu sei que a coluna é opinativa e deve refletir a opinião pessoal de quem escreve, mas isso já está virando balada de uma nota só.

vamos diversificar!

Eduardo Nasi disse...

Sérgio, acho que você se confundiu ou fez uma leitura apressada. Não lembro de ter escrito nada contra super-heróis de forma genérica. Seria meio babaca da minha parte, até porque toda semana elogio super-heróis nas resenhas.

A propósito, discordo de quase todo mundo aí em cima. Tem várias histórias bacanas saindo nas mensais da Panini, coisas que dificilmente serão reimpressas em encadernados tão cedo. Quem não acompanha está perdendo.

Sidney Gusman disse...

Pô, Sérgio, o Zé e o Diego mesmo na coluna assinam como viciados em super-heróis. Eles só não se fingem de cegos e veem que a coisa está brava nesse mercado.

Eu leio super-heróis desde sempre, mas admito que estou meio sem paciência pras histórias que estão saindo.

Mas concordo com o Nasi: ainda há coisa boa. O lance é ter que comprar outras trolhas junto pra ler as poucas coisas que prestam hoje.

Abraço

Guilherme Veneziani disse...

Achei que o tema central da coluna era o vicio, independentemente da qualidade das histórias. A maioria dos comentários realmente desce a lenha, dizendo que nunca mais compram mensais e tal, e alguns se aventuram a elogiar.

Eu, num comentário acima, me assumo como viciado mesmo. E não nego que me divirto às vezes com este vício também, pois há boas histórias nas mensais Marvel/DC.

No fim, a questão de todo viciado, é saber a hora de parar (e conseguir) se este "vício" atrapalha sua vida. Você deixa de dar comida ao seu filho pra comprar HQ´s? Vende jóias da família? "Pega" uns trocados escondidos da carteira do seu pai pra comprar quadrinhos? Se alguma resposta for positiva, aí é questão de internação...
Caso contrário, bom divertimento. :-)

Abraços

P.s. Ex: do que julgo boas histórias no mercado hoje - Muito boas: Justiceiro MAX, Capitão América, Demolidor, Superman do Geoff Johns, Thor; Boas: 4Fantastico e Thunderbolts do Millar, Batman do Morrison e do Paul Dini, X-Factor e Sociedade da Justiça; Ruins: Flash atual, Contagem Regressiva e demais histórias complementares da X-Men Extra e por aí vai...)

Eduardo Roque disse...

Essa reclamação da qualidade do formato mix é recorrente e até tem sentido como no caso do colega acima q disse pagar R$6,90 por 1 hq d q gosta e atura 3 outras meia-boca mas ñ tem jeito, tem personagens q por + legais q seja a fase q estão passando ñ "pegam" p/ter título pp(Demolidor q o diga) e aí só assim p/sair por aqui

Paulo Moretti disse...

Muito interessante a visão do artigo. Concordo plenamente.
Fui um "viciado" por mais de 10 anos, e há 2 estou me "curando". Apesar de ainda me interessar pelo mundo dos quadrinhos de super heróis - sempre procuro na net matérias a respeito - há aproximadamente 2 anos não compro uma revista sequer, e acabei por dar de presente minha antiga coleção.
Parte disso deve-se a saber que, no fundo, os quadrinhos de hoje não conseguem me fazer sentir a emoção que sentia antes, talvez porque eu mudei, talvez porque eles mudaram.
Pena, pois nós, os "viciados", nessa bela e inofensiva arte, acabamos sem opção nesse mundo que se diz hoje mais amplo de novidades que antigamente!

Bozo_Del disse...

Por isso sempre olhei torto pra quadrinhos de super-heróis. Mas vi que tinha caído na mesma armadilha quando comprei uma versão alternativa do mangá Evangelion (que era boazinha, vá). E sei que se sair mais no Brasil, eu compro...

Calouro disse...

Eu fui um dos primeiros a opinar aqui e já se falava do mix...
Realmente esse martírio merece um local de autoflagelação a parte.Por favor façam uma coluna sobre o tema, para todos chorarmos as nossas pitangas.
Mas o papo do mix não aparece aqui à toa. Como é que vc vai viciar alguém, se o bagulho já vem misturado, meio aguado? Chopp com água não dá! Difícil alguém viciar assim!
Alguém disse que nos mix tem histórias boas...verdade! Porém, tem muito mais trolha! Nóis compra por que: a) é viciado; b)sou brasileiro e não desisto nunca; c)sou rico e gosto de pagar "7 reau" por uma história.
Tem algum psicólogo que frequenta isso aqui?

Diego Figueira disse...

Calouro, a discussão do formato mix passa também pela função que ele teve no passado e para a formação do mercado de HQs no Brasil nos anos 70 e 80.

Na verdade, naquela época os títulos não se diluíam no mix, pelo contrário, ficavam mais fortes. Imagine o que era ler o começo do Universo Marvel, com toda aquela interligação (positiva) engendrada pelo Stan Lee, em uma única revista. Era vício certo! Uma verdadeira overdose de diversão logo no primeiro mês.

Lancaster disse...

Eu me libertei do vício quando anunciaram o retorno de Hal Jordan. Foi quando tocou um sininho na minha cabeça. Cansei de ser feito de palhaço.

Não que eu não leia material americano, mas não leio mais nada Marvel e DC. Mesmo em supers, tem coisas como Invencível no mercado direto. Mas acho que o mercado direto é a culpa de tudo, e os gibis de supers atuais simplesmente são formatados para os interesses dos viciados. Algum de vocês daria atenção ao Bendis ou ao Brubaker se ele jamais tivesse pisado na Marvel?

Eduardo Roque disse...

Eu daria atenção pro Brubaker pelo ótimo trabalho q fez antes na DC(sic)

Calouro disse...

Diego Ferreira,
Concordo que antes era diferente...o mix tinha uma certa lógica. Mas hoje não, o mix tenta seguir só o princípio do mais por menos (4 revistas em uma - Ó, maió negócião!!) Na era geológica da Abril não tinha internet, scan e uma penca de outras coisas para o consumidor encontrar algo de mais agrado. O mix descia fácil e, como vc disse, tinha um pouco de lógica. Hoje é somente um monte de revistas juntas. Infelizmente com muitas histórias ruins. Ou seja...chopp aguado!

Leodepaiva disse...

Pessoal, a sensação que eu tenho que as estórias que tenho lido nos últimos meses são uma droga vem me tomando há muito tempo. Acho que a coluna tocou bem na questão. Mas o que fazer? Ler quadrinhos é uma das poucas coisas que faço pra me divertir e só acompanho Homem-Aranha e Demolidor. Vou poarar de comprar? Tenho achado a nova fase do Aranha muito fraca, compro por "vício" mesmo. Do que tenho lido, só o Demolidor do Brubaker se salva! Já o pAntera Negra... coitado do personagem!

Sérgio Tavares disse...

"""Sidão escreveu: Eu leio super-heróis desde sempre, mas admito que estou meio sem paciência pras histórias que estão saindo."""

esse é o meu ponto Sidão!!! as histórias sempre foram assim, tinham algumas ruins e outras boas, mas a gente lia e se divertia da mesma forma. a gente envelhece e acaba achando que as histórias estão piores... mas não estão, a gente é que tá de saco cheio!

minha crítica é: o UHQ está de saco cheio? porque a recorrência em malhar os super-heróis?

Anônimo disse...

Eu sempre compro pois acho que ainda há boas histórias por aí.
M Santiago

Anônimo disse...

A percepção e a crítica sobre sua problemática (vício) é o caminho para a liberdade. Ou não. Rss
Parabéns pelo texto! Somente um viciado poderia escrever assim, com essa propriedade sobre o assunto.
Estou quase liberto... ou não.

Victor disse...

Excelente texto. Foi muito bom ver uma análise lúcida a respeito do tema. Meus cumprimentos.

Para não chover no molhado, gostaria de chamar a atenção para esse ponto muito bem colocado no artigo: nos EUA, as vendas são por encomenda e sem direito a devolução.

Assim, basta anunciar e alimentar a expectativa em torno de algo que sequer foi lido. Basta, por exemplo, dizer que o Grant Morrison vai escrever tal título, que o Bendis vai assumir tal personagem, que o Capitão-Supositório vai provocar uma guerra civil e socar o Homem-Lata, ou que o Arqueiro-Roxo vai morrer na próxima edição (ou ressucitar, o que já dá no mesmo), enfim, basta anunciar qualquer coisa que alimente a expectativa dos fanboys, para que isso resulte em boas vendas. Aí, já é tarde demais se o Grant Morrison acabar fazendo alguma bobagem, ou se aquela história "bombástica" revelar-se um abacaxi.

Em tempo: já estou "desviciado" há anos. "Supers" para mim, agora, só em doses muito, mas muito moderadas mesmo. Assim poupo meu dinheiro e, de quebra, me vejo livre do convívio com fanboys - que, salvo digníssimas exceções, são mala pacas.

MoM disse...

Faltou explorara o papel desempenhado pela mídia especializada em quadrinhos, bem como as premiações (viciadas?)do setor...

Sidney Gusman disse...

Sérgio, como você mesmo mencionou, as colunas são opinativas e refletem a opinião do autor.

E, bem lembrou o Nasi, basta ler as resenhas pra ver várias HQs de super-heróis elogiadas. E recentes!

Ricardo Soathman disse...

Sei lá... Nem queria meter o bedelho na conversa alheia mas...

Será que somos nós que envelhecemos Sergio? Só isso? Na minha época de Super-Herois, titulos regulares eram escritos por... Err... "Mitos" (tenho a sensação que vou tomar pancada por esa de mitos)... Do tipo... Alan Moore, Frank Miller, Neal Gaiman, Chris Claremont, só para citar alguns

E hoje, temos como "grandes nomes", os Grant Morrisons e Michael Bedis-s, da vida.

É só impressão minha, ou a industria realmente ficou mais burra?

:(

A uns tempos atrás, aqui mesmo, discutimos sobre outro assunto que nos levou a questão da requentada de formulas de sucesso.

Matar/ressucitar... Matar o Senador Kelley... Bigas pelo manto do Batman, gente maluca querendo ser o Batman, Dick Grayson assumindo o manto temporaramente...

LOL.

Histórias contadas no meu tempo de acompanhar gibi... Que os cara de hoje, requentam, na maior...

Então, cabe a pergunta.

Será que a minha indisposição, não a do pessoal do UHQ, para "supers", não vem do fato, que, hoje em dia os caras COPIAM, o que eu... JÁ LÍ?

Quantas vezes Dick Grayson já "brigou" pelo manto?

Pô, não vai ser um "baseadinho" mal fumado pelo Morrison, usando meia com sandália, que vai mudar o fato que, essa história, já foi contada. E não rolou...

Ou não vai ser a marra do Bendis que vai me fazer engolir, uma nova ressucitação, denovo, e again, do Capitão America ZUMBI!

Então, claro, que estamos todos mais velhos, e, por isso mais exigentes, mas, porcaria, é porcaria em qualquer AGE, Sergio!

LOL

È isso, desculpa ae, entrar na discussão de vocês!

Abraço a todos.

Ricardo Soathman

Diego Figueira disse...

Críticas ao gênero super-heróis realmente apareceram em mais de uma coluna nos últimos. Mas é preciso reconhecer que foram feitas por colunistas diferentes, como disse o Sidão, e que elas tinham abordagens distintas.

A própria discussão neste tópico mostra que o assunto é vasto e relevante para o mercado, portanto, creio que o debate é válido e está longe de ser repetitivo.

Ivan Linares disse...

Só pra constar, não só aprovo os "mixes" como acho que tudo devia voltar a ser publicado em "formatinho" se isso baratear a edição: basta aumentar o tamanho do balão, reduzir o das letras e cortar algo do texto. Deixem o "formatão" só pras grandes obras, de relevância artística!

Desisti de comprar super-heróis em série em 1997. Comecei a me decepcionar com a péssima "Armageddon 2001" de 1993. Desisti de vez com as péssimas histórias dos X-Men, Batman e dos Novos Titãs da época. A última da Marvel foi a com o fim da "Era do Apocalipse"; continuei comprando as da Liga de Justiça (da DC) até surgirem as "Premiums" e tudo ter ficado muito caro pro meu um salário mínimo de renda.

Comparando o que eu lia quando comecei com supers (antes lia muita Mônica e Disney), vejo que um dos problemas são as tais da continuidade e cronologia. Antes, uma revista do Super-Homem (nunca vou chamar de "Superman") tinha uma história do Homem de Aço, uma da Legião dos Super-Heróis e sempre tinha espaço pra algumas "doideiras", tipo Arion, Ametista, Alvo Humano ou histórias antigas de Jack Kirby. Com a cronologia se firmando, a expansão dos títulos do Azulão, a prioridade passou a ser não a qualidade, mas a história ser ou não importante pro futuro do personagem. O espaço pra simples exercícios do prazer de escrever foi cedido pra histórias "relevantes".

A cultura do vício criada pelos editores norte-americanos não prejudica só os leitores de lá, mas os editores do exterior, que são obrigados a selecionar --entre o crescente volume de material que sai todo mês-- o que vai ter que entrar e sair e usar outros critérios que não o da qualidade. Lembro que a Abril tentou tirar o máximo possível de material ruim do que vendia, sobretudo "megassagas" da DC ("War of the Gods", "Bloodlines", "Eclipso", "Genesis") e porcarias como o "Homem de Ferro Adolescente" --o (im)popular "Tonynho"-- mas foi cada vez mais forçada a publicar essas m****s por causa da presença de eventos que seriam de importância vital em futuras histórias.

Até que escuto de alguns que ainda estão no vício que tal "fase" de tal personagem está boa, mas não me animo mais. De que adianta comprar sabendo que depois alguém pouco inspirado vai desfazer tudo de que você gostou? Talvez eu tenha perdido os X-Men de Grant Morrison, mas quando quiser acho num sebo mais barato! E também perdi a porcaria da "Dinastia M", que, segundo soube, extirpou todas as boas idéias que ele tinha colocado lá! Vivaaaa!

Se apostarem só no vício dos "fanboys" tornados adultos, Marvel e DC vão sucumbir sob seu peso dos anos de cronologia. Minhas sugestões, como as dei em um comentário de outra matéria: abandonem a continuidade (como nos gibis italianos) ou encerrem suas sagas (como nos japoneses), mesmo que seja pra relançar os mesmos personagens do zero (como fizeram com a Legião). Criem novos canais de distribuição (não só "comic shops") e invistam em novos públicos, como mulheres e outras faixas etárias. Será que com toda a grana da Warner a DC não pode fazer uma campanha "Quadrinhos não são só pra crianças e homens adolescentes"?

E depois perguntam por que tantos leitores mudam pros mangás...

Sérgio Tavares disse...

Ricardo, dos 4 exemplos que você deu, 3 são escritores totalmente diferentes e únicos.

não dá pra esperar que todo gibi mensal seja escrito por lendas. o que acontece é que a nostalgia mascara nossa avaliação.

na época dessas lendas, existiam váááááários outros artistas, que não são tão bem lembrados hoje em dia e que faziam com que as revistas tivessem altos e baixos como atualmente.

e estes outros artistas copiavam os anteriores a eles... ou você nunca viu um John Byrne copiando descaradamente jack Kirby. Isto é só UM exemplo... é claro que existem outros. e é normal isso. idéias são recicladas a exaustão. e no gênero dos supers isso é quase um conceito inato.

é isso que sustenta esta industria... o fato do statos quo dos super-heróis nunca ser modificado.

meu ponto é que quando se é adolescente, a gente acha isso um barato... depois que envelhecemos, achamos isso massante.

quanto aos artistas atuais, você citou 2 exemplos de histórias deles que você não curtiu...ok, direito seu... mas e as outras? você não gostou de All Star Superman? não gostou de Alias ou Demolidor? não gostou de Supremos do Mark Millar?

existem vários outros exemplos de boas histórias... basta ter senso crítico e não apelar pra nostalgia.

Sidão, se você não acha que estão criando um "padrão" de crítica, tudo bem... mas acho que as avaliações não podem ser parametro pra isso. a avaliação é uma crítica pontual. nas colunas é a idéia geral que o autor passa. e na minha opinião o que vocês TODOS estão passando é que estão de saco cheio.

Eduardo Nasi disse...

Sérgio, veja bem, eu realmente tenho dificuldade de enxergar a origem da sua impressão.

As resenhas têm um peso importante nas opiniões que o site. E nem todas as colunas falam de super-heróis. Eu mesmo só falei de super-heróis diretamente uma vez, meses atrás, sem nenhum viés negativo: http://www.universohq.com/quadrinhos/2008/cadaum_spoiler.cfm

Ricardo Soathman disse...

Não sei Sergio, não ficou definitivamente claro que a minha indisposição com os "supers" vem do meu amadurecimento pessoal.

Eu adoro Hellboy, e toda aquela atmosfera non sense, todo aquele mambo-jambo metafísico... E, até que me digam que estou errado, aquilo é um putcha gibizão... Infanto juvenil.

Cara, O Bendis é marrentinho demais pro meu gosto... Não curto a dinâmica dos personagens que ele cria (ou dá sua versão), mas é uma lance pessoal mesmo. Enquanto o Morrison é "alternativo" demais, até para o mercado de hoje. A minha definição seria... Uma versão "alternativa" do DVD Frank Miller, comprado no camelô.

Quando citei os caras... Eles NÃO ERAM os caras, não na epoca, entende? Vieram a ser, naturalemnte, cada um por sua capacidade técnica, escolha profissional e até amadurecimento pessoal... Enfim... Sei lá... Tirando o Chris Claremont que, deve ser o excluido, dos quatro que citei (?), que viveu uma vida inteira escrevendo mutantes, sem repetir a formula... Inquestionável, para mim, só o Alan Moore.

Acho, e aí falando por mim, que o mercado ficou mais burro mesmo, quando existe muita gente trabalhando em lugares chaves, por exclusão, saca?

Dick Giordano, só para citar um cara que eu admirava e admiro, chegou a editor chefe de uma editora de quadrinhos, por competência... Não, porque ninguém avisou que a maioria tava de saida, e de repente ele foi o único maluco a aparecer na segunda de manhã, para trabalhar! O.O!

Daí, o cara entra no "papo de cachimbo", misturado com um gole de cerva quente,com o achômetro ligado, e acaba contratando o Morrison, para "reformular" a maior franquia da TIME/WARNER... Por que tem de cumprir sua meta de vendas?

WTF!

Isso mata o adolecente dentro de você cara! Mesmo que tú tenha uns 15 anos! LOL...

Sei lá... Só posso agradecer ao dono do universo, seja ele quem for, por me permitir ler os melhores, mesmo que eles nem fossem tão bons! E, eu só os curtisse por ser meio dummie!

E viva a nostalgia!

[]s

Soathman

Sérgio Tavares disse...

Ricardo, eu resumiria todo o seu texto assim: "estou ficando rabugento com a idade."

hehehehehehe... com todo o respeito, por favor.

Nasi, a impressão que me passa é essa sim. se vocês discordam dela, ok. não quero ficar batendo em ponta de faca por uma opinião que é pessoal e portanto pode muito bem divergir de outras.

abraços!

Eduardo rurounikz disse...

Olá a todos !

> Sugestão:
Antes de mais nada, peço que o conteúdo do post fosse disponibilizado aqui no blog, pelo seguinte motivo:

- Jogar o leitor do blog pra ler a matéria no site e se quiser comentar, voltar pro blog não é "user-friendly" e não incentiva os comentários

> Em relação ao post:

Concordo com o que foi dito em muitos pontos, e como leitor de quadrinhos e mangás há muito tempo, tenho a seguinte opinião:
O "monopólio" das grandes editoras e distribuidoras é o fator principal para que o barato que nós temos em nossas "viagens" com Superma, Homem Aranha ou afins seja menor.

Explico: se não houvesse tanto receio em perder vendas, não haveria o medo de inovar, de criar novos títulos, novas séries, investir (com consciência) em novos autores, desenhistas e CIA limitada.

Por isso acredito no formato de web-comics, onde não existe o intermediário entre o público, os leitores e os autores das obras.

Deixo minha opinião e parabéns pelo post.

Abs a todos !

Fábio disse...

Concordo com o que foi dito anteriormente que as grandes editoras não largam o osso... Quantas vezes Norman Osborn morreu? Quantas Crises vamos ter nas bancas?

Fiquei sem comprar hq de super por 6 anos +-, colecionando apenas mangá, que por maior que seja o título sempre chega ao fim, te deixando com um gostinho de "quero mais"... mas o vício falou mais alto, de repente estava comprando Marvel Max, me garantindo que seria a única hq de super que leria... Depois passei a procurar coisas autorais... Quando dei por mim estava lendo scans de sagas passadas, e comprando encadernados especiais... Mal posso esperar pelo segundo volume de Supremos... e agora estou acompanhando a Invasão Secreta pelas bancas....... :P

Mas ao mesmo tempo que gostaria que as histórias tivessem fim a pergunta é: será mainstream que conseguiriam criar personagens tão carismáticos como esses que temos a 70 anos (como no caso do batman)?

Porque o universo ultimate, cuja proposta é recriar os personagens clássicos aparentemente não tem o mesmo apelo do? (ou estou enganado?)

Eduardo Roque disse...

Tá enganado ñ, Fábio, tanto q até o Ultiverso já foi devidamente resetado c/ 1 "Crise Secreta" da vida