01 julho 2009

Laerte é mais importante que você

Na coluna de hoje, eu afirmo que Laerte, em sua fase atual, é mais importante para os quadrinhos que você, não importa quem você seja.

Afirmo, reafirmo, confirmo.

Opiniões, sugestões, manifestações de apoio, discordâncias pontuais, xingamentos moderados, ataques virulentos sob o manto covarde do anonimato, reclamações sobre erros de português e demais contribuições impertinentes podem ser feitas na caixa de comentário abaixo.

De vez em quando apareço aqui pra ver o que está rolando.

52 comentários:

Amalio Damas disse...

Concordo em gênero, número e grau. Laerte é um dos poucos artistas que revoluciaram a arte quando da sua estréia e continua contribuindo para a evolução dos quadrinhos, dadas as suas experiências narrativas tanto visuais, quanto textuais. Quando ele não faz as duas ao mesmo tempo. Existem algumas tiras com as quais você fica embasbacado por semanas.

Amalio Damas disse...

Só um detalhe, neste momento a coluna ainda não está no ar. De qualquer forma, fiz o comentário acima, baseado em minhas experiências pessoais. Após ler a coluna farei outro.

Paulo Pina disse...

Tenho acompanhado o Blog dele, onde diariamente ele publica suas tiras.
Concordo, Laerte sempre detonou e tá em uma fase animal.
Tem dias que leio a tira é não boto uma fé.
Tem umas que beiram a perfeição.

É um mestre!

Guilherme Kroll disse...

Sensacional a coluna. E Laerte está em sua melhor fase.

Renato disse...

Que coincidencia, meu passatempo tambem "é infernizar moralistas"! Internet 'e bom pra isso tambem, lembrar que nao estamos sozinhos. +

samhart disse...

Muito bom! Tiras e texto excelentes.

abs!

Amalio Damas disse...

Ah! Agora sim! Laerte é sensacional. Sua coluna é muito pertinente ao momento atual de caça aos elfos (as bruxas foram exterminadas pelos moralistas). Lembro de uma tira do Laete com três quadros, no primeiro um jovem, no segundo um saco de papel voando e no terceiro um velho. Sessenta anos representados em três quadrinhos.

Quanto a salvação dos jovens, nem os políticos, nem ninguém poderão salvá-los, eles vivem e pertecem à raça humana.

Anônimo disse...

Discordo. No começo foi interessante essa fase "abstrata" do Laerte, mas sinceramente já encheu. E o pior é que o Angeli ameaça ir para o mesmo caminho...

Zambi disse...

Laerte foi uma das inspirações mais fortes pra mim. Não acho que sua fase introspectiva seja a melhor, mas a qualidade do contexto ainda é genial.

A falsa moralidade dos políticos é pura demagogia, já que o brasileiro se distrai muito fácil. Se acham que os quadrinhos estão chocando, ainda não viram nada!

Aos quadros, galera!

Marcelo Donati disse...

Eu sempre fui fãzaço do Larte, tinha todas as revistas e tal, mas não engulo essa fase atual. E como vc disse, ele publica na Folha, na seçao Quadrinhos, portanto devia 'pegar leve' lá, e publicar estas tiras 'adultas' em espaço mais condizente - como o site dele. Sei que ele se inspira nos grandes como Harvey Pekar e o proprio Eisner, mas daria para equilibrar humor com realidade de maneira mais 'light'. 'Ridendo castigat mores'...

Antigravidade disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

vim postar só pra ter o direito de vestir o manto anônimo da covardia... ops, digo, covarde do anônimato.

acho extremamente imbecil disponibilizar a possibilidade de se postar anonimamente e depois ficar dizendo que quem faz isso é covarde, etc e tal.

abraços portrás NASI.

Maurício Muniz disse...

É mais ou menos quase isso aí mesmo!

HQs podem ser inteligentes e perigosas. Muitos não querem ver isso e outros vêem mas fingem que não é com eles. E outros querem fazer o que o Brasil (e o resto do mundo, na verdade) sempre faz de melhor: censurar o que não entende.

Leitor de quadrinhos é mesmo a elite da cultura pop. Bom pra nós.

Abraço e parabéns pelo texto.

Rafael disse...

Vou dar uma dica pro pessoal dos sites e blogs de quadrinhos. Ano que vem é ano eleitoral. E bem que poderia ser organizado desde já uma campanha do tipo "Eu não voto em politico que não gosta de Quadrinhos". Compondo um quadro com a cara dos candidatos e seus respectivos coligados e colegas de partido, apadrinhados e acessores e etc. Assim quem sabe os leitores de quadrinhos poderiam formar uma força, mostrando que são uma boa fatia do eleitorado. E quem sabe, num futuro, politcos deixarão de falar e emitir opiniões obtusas sobre assuntos que não conhecem.

Ah, Laertes é realmente muito mais importante que eu. com toda certeza.

Romero's World disse...

Putz... Já estava na hora de alguém ver a importância do Laerte. E essa caça as bruxas não durará muito tempo... Lenbro-me dos anos 80, também havia uma censura aos quadrinhos na escola, felizmente há professores com intelecto muito maior que os políticos... naquela época aprendi a ler com Mafalda, Asterix e turma da Mônica entre tantos outros (Como capitão América, Homem-Aranha e Batman). Laerte conheci anos depois com Os Piratas do Tietê e Los Três Amigos... Excepcional... Os quadrinhos foram a base de minha educação... Casado e ainda sem filhos, mas se os tiver, eles conhecerão o fantástico e lúdico mundo da narrativa gráfica. Sempre haverão os loucos com sua falsa moral para derrubar o caminho mais fácil da educação e do conhecimento... Contudo como diria Nietsche " Aquilo que não nos mata, nos torna mis fortes".

Vini (Visentini) disse...

Grande texto, Nasi! Esses moralistas devem fazer coisa pior em casa ou no clube de swing q frequentam...é um absurdo o q a mídia faz nesses casos tb.
Parecem urubus rodeando carniça.
Eu cresci lendo quadrinhos e aprendi muita coisa.
Espero q isso mude.
E espero q opiniões sobre o Laerte tenham sido mudadas tb.
http://grilocaverna.homemgrilo.com/2007/10/o-que-aconteceu-com-o-laerte/

Vini (Visentini) disse...

Muita gente não está entendendo essa fase do Laerte... eu mesmo não assimilei 100%. Mas entendo que elas estão aí pra fazer a gente refletir em vez de apenas rir.

Rafael "Lupo" Monteiro disse...

Concordo com a coluna inteiramente. Esses políticos vão usar as hqs só pra aparecer, e os pais vão se sentir melhor porque "estão cuidando dos filhos deles". Mas nós que gostamos de hqs podemos ser poucos, mas podemos, e devemos, fazer muito barulho.

Eduardo Nasi disse...

Antes de qualquer coisa, agradeço a recepção gentil que o texto ganhou nesta manhã. A gente escreve um troço e não dá pra saber se vai funcionar ou não. Valeu mesmo a todos.

Permitam-me fazer alguns comentários que julgo pertinentes a partir do que alguns falaram.

Paulo Pina - Bem lembrado a menção ao blog. Acabei esquecendo de fazer um link. Eis: http://verbeatblogs.org/manualdominotauro/

Renato - Admito que agora me incomoda a expressão "infernizar moralistas". Deixa eles. O que eu gosto de fazer é infernizar políticos que usam o moralismo como lastro de autopromoção.

Marcelo Donati - Não acho que jornal seja lugar de pegar leve. Pelo contrário.

Anônimo 2 - Saudades de você.

Rafael - Político não precisa gostar de quadrinhos, de cinema nem de carrinho de rolimã. Tem que ser competente e honesto.

Vini - O Cadu Simões tem todo o direito de não gostar do Laerte. Deixa ele.

Depois eu volto. Tchau.

Vitão disse...

O surto de Laerte é genial.

Ele está revolucionando os quadrinhos. Poucos fizeram isso, e praticamente todos só foram notados quando o tempo que profetizam chegar.

Existem tiras ruins do autor, mas ele está em un outro nível de maturidade.

Leandro disse...

nunca gostei muito do trabalho do Laerte, mas sempre respeitei. Mas essas tiras q vc mostrou estao realmente muito boas. é aquilo, nao precisa concordar para respeitar. e as "autoridades" só prestam deserviços a sociedade, e as hqs ainda sofrem preconceito, mesmo sendo abraçadas por hollywood, record, e outras besteira...
boa coluna.
abç

Delfin disse...

Não posso passar em branco sem comentar aqui esse momento da vida e da carreira do Laerte, que, todos sabemos e compreendemos, se iniciou após um acontecimento familiar trágico. Laerte, ainda que a essas penas, escapou do estigma do humor nas tiras nacionais e vem, sim, incomodando. Pra mim, incomodando pra melhor. Não lembro quem foi que disse ali em cima, acho que o Donati, que jornal é lugar de pegar leve com os quadrinhos. Se jornal fosse lugar de pegar leve, onde estaria toda a crítica que levou esse meio de comunicação ao sucesso mundial? Quadrinhos (caceta, quantas vezes é preciso dizer isso?) não são para um público definido, sejam crianças, adolescentes ou adultos. Quadrinhos são uma forma de comunicar, como jornais são, como livros são, como a prosa é, como poesia é. Podem ser feitas para qualquer público. Mas a coisa mais legal é que, com a experiência que o Laerte tem, ele pode ser sutil a ponto de uma criança achar mesmo engraçado o material numa leitura superficial e, quando ela crescere reler a tira, a tira terá crescido com a criança. Laerte superou um paradigma e criou outro, no qual ainda é apenas ele que se encaixa no Brasil. Ele é mesmo o melhor. Deixou de ser o Laertón pra ser um Laerte que pode arrancar até mesmo o respeito de gente que detrata os quadrinhos. Menos, claro, dos moralistinhas filhotes da TFP de plantão. Tudo num texto muito direto, claro e brilhante do Nasi.

Baita orgulho de ti, tchê. (mesmo que tu não goste do tchê, hehehe!)

Guilherme Veneziani disse...

Não há dúvida que esta fase do Laerte é importante e instigante. E sua definição foi perfeita: "Entendeu? Não importa. A pergunta a ser feita nesta fase de Laerte é outra: o que você sentiu?" É a pergunta que sempre deve ser feita quando se aprecia uma obra de arte, seja de que área for. Reconheço que no começo não curti essa fase do Laerte, pois gostava demais da fase anterior, ou seja, era mais saudade do antigo, do que abrir a cabeça para o novo... Hoje, não digo mais qual foi melhor. É meio como perguntar a uma mãe de qual filho ela gosta mais... (apesar de nenhum filho ser meu, infelizmente). São diferentes, logo dá pra gostar bem de todas as fases.

Até ia te perguntar o que você quis dizer com infernizar moralistas, mas acho que respondeu a pergunta.

E, aproveitando a deixa sobre moralismo, se me permite, faço outra pergunta: qual das opções abaixo é a sua preferida:

a) Mino Carta
b) Reinaldo Azevedo
c) Paulo Henrique Amorim
d) Diogo Mainardi
e) nenhuma das anteriores

Abraços

Thadeu disse...

Grande Nasi,

Gosto do Laerte desde os Piratas, talvez ler Laerte tenha sido minha primeira "subversão". Lia também a Chiclete com Banana. Na minha casa sempre me foi ensinado que podemos escolher e só podemos escolher consciente se tivermos coisas para comparar. Sou descrente de política, acho que nenhum deles tem moral pra nada (tudo bem generalizar é errado, mas como você, esse é o meu momento de "dane-se"). Hoje em dia a TV mostra de tudo em qualquer horário, proibir nunca foi e nem nunca será caminho para moralizar nada. Apenas atiça a curiosidade pra se descobrir mais.

Parabéns pelo texto. Grande abraço.

Ricardo Malta disse...

Coluna sensacional!

Esta parte então é matadora: "Entendeu? Não importa. A pergunta a ser feita nesta fase de Laerte é outra: o que você sentiu?"

Parabéns, Nasi.

Henrique M. disse...

Muito lúcida sua reflexão. Viva Laerte!
Henrique Magalhães

Lancaster disse...

Entendo a reflexão, mas o Laerte antes podia gerar introspecção sendo divertido – e é preciso ser brilhante para isso. Agora ele é apenas blatante a esse respeito. Respeitável? É. Mas é um Laerte menor do que o Laerte brilhante, que dava sua mensagem inteligentemente por trás de uma superfície aparentemente mais "amigável", que um dia ele foi. Não fossem as circunstâncias que deflagaram essa fase, eu diria que ele está sendo pretensioso – que ele chegou aquela idade aonde outros autores surtam e depois dizem "eu quero ser um autor sério".

Talvez as tiras de jornal realmente não sejam o melhor lugar para ele exorcisar seus fantasmas. Como dizia o Chaplin, qualquer um pode fazer os outros chorar – mas é preciso ser um gênio para fazer os outros rirem.

Laerte FOI um gênio. Hoje é um intelectual com um uma folha de papel ao alcance. Não que quadrinhos intelectuais não tenham o direito de existir. Pelo contrário, todo tipo de quadrinhos tem o direito de existir e ser respeitado.

Mas isso não muda o fato de que o Laertón é maior do que o novo Laerte.

shiko disse...

laerte é mais importante que qualquer um. sei disso desde que li a insustentável leveza feita por ele, e isso tem muito tempo.
é também um dos melhores desenhistas q já vi.tem uma entrevista dele pra caros amigos que ajuda a entender a fase, a fase, porq as tiras não precisam de entendimento, são brilhantes e basta.laerte é um farol num momento em que os quadrinhos tem encaretado ladeira abaixo sem freio.
e quanto aos atos de boa moral da política dos bons costumes...no último quadro da leveza do ser do laerte, o pai adverte o filho q sai de casa para conhecer o mundo
-" lembre-se, renato, o mundo é falso !"

Eduardo Nasi disse...

De novo, agradeço os comentários gentis.

E respondo:

Delfin - Não é que não gosto do tchê. Nada contra. Só é uma expressão que nunca usei.

Guilherme Veneziani - Gosto demais do Diogo Mainardi.

Shiko - Trecho muito bem lembrado.

Cadu Simões disse...

Só quero deixar claro aqui que eu adoro o Laerte. Pra mim ele é um dos melhores quadrinistas que já pisaram na face da Terra. Eu só não gosto da atual fase dele. Suas fases antigas, pra mim, são muito melhores do que a atual. Acho as tiras de Deus, por exemplo, muito mais filosóficas e introspectivas do que as tiras atuais dele, sem deixarem de ser engraçadas. Humor e introspecção não são mutualmente excludentes. E conseguir fazer as duas coisas juntas, pra mim, é ser muito mais genial. E o Laerte fazia isso, agora não faz mais.

Ricardo Sanchez disse...

Laerte está em seu melhor momento. E essa fase só o coloca como melhor quadrinista brasileiro de todos os tempos. É claro que muita gente não vai entender. O que ele faz é valorizar a inteligência de quem o está lendo.

esteves-hqemfoco disse...

Que Laerte é genial acho que não é novidade pra ninguém.
Que ele é um dos melhores quadrinistas que já passaram pela páginas das HQs nacionais [talvez mundiais] também acredito que não.

Muito menos que ele merece todo o espaço do mundo pra fazer o que bem entender das suas histórias, tenham elas humor ou não.

Agora acho bobo comparar com a fase anterior dele. Dizer que é mais complexo, que é a grande novidade do mundo dos quadrinhos. Comparar ao trabalho de outros quadrinistas. Achar que tudo o que ele produz nessa nova fase é genial, quando não é, e nem deveria ser mesmo.
Ou então apontar aos que gostavam mais dele antes, como se fossem burros e não o entendessem hoje em dia. As vezes a questão não é nem entender. É só não gostar mesmo.

LAERTE apenas é o que é. Um quadrinista em tal maturidade artística e comercial que pode fazer o que bem entender. Palmas pra ele. Seja pro bem ou pro mal, pra mim o Laerte tem todo o crédito do mundo pra contar a história que bem entender.

Ps.: tem uma tirinha que pra mim é emblemática dessa nova fase dele. Mas infelizmente não encontrei no site. Uma que tem um cavaleiro sentado numa arvore. Espada e escudo rendidos. Uma narração pergunta: "Desistiu de sua luta?" Ele responde "Não, só estou cansado pra caralho!" [citei de memória, não sei se as palavras são exatamente essas].

Down and out of brazil disse...

Gostar ou não do laerte é questão de "gosto", preferencias, como qualquer outra.
Mas esse mimimi entorno do que ele deveria ser é realmente pesante, o laerte era BOM, e agora está AINDA MELHOR. Fato. Não existira quem diga que algo é bom ou ruin sem ser parcial.

E a propósito, excelente coluna :)

Ricardo Soathman disse...

Olá a todos;

Olha...

Eu nunca fui muito fã do estilo, até por conta daquela história de que quadrinhos brasileiro de qualidade... É, do humor. Mas concordo com o Nasi quando ele afirma sobre a importância do Laerte no cenário nacional.

Mais, concordo plenamente com o cenário montado na "explicação" e o contexto em que a afirmação foi feita é indiscutível.

Cabe apenas uma questão.

Só poderia o Laerte usufruir do direito de ser "independente" usando um veículo como a Folha, porque ele, SEMPRE foi alternativo, e uma vez contratado, quem o contratou, não poderia, em sã consciência, tolher o talendo do profissional.

Eu, entendo, apoio e faço coro!

Laerte, é... REALMENTE, muito importante ao mercado nacional.

Parabéns pela coluna critiva Nasi!

PS: Não tenha medo da ignorância alheia, a vezes é melhor escrever algo incompreensível para muitos, mas inteligente para alguns, do que escrever algo vazio, contando palavras!

Abraço;

Ricardo Soathman

Luiz Pereira disse...

Eu não tenho nada contra o Laerte, se bem que eu preferia a fase dele no Chicletes com Banana. Como todos, sei da tragédia pessoal pelo qual ele passou (talvez a maior que um ser humano possa sofrer), mas acho esses quadrinhos de agora meio pretensiosos, com alguns acertos. Mas é uma só uma opinião. E Frank e Ernest é muito bom. Na minha opinião (outra!), uma das três melhores tirinhas anglo-saxônicas.

Um abraço

Eduardo Nasi disse...

Estão bacanas as contribuições, hein? Agradeço.

Bora pra mais uma rodada de comentários de comentários?

Cadu - Sua opinião está reiterada.

Esteves - Boa lembrança a da tirinha.

Ricardo Soathman - Essa questão do independente x alternativo rende bastante, e é mais um aspecto que o trabalho do Laerte permite debater. Não sei nem se esse ponto é resolvido de forma simples, ainda mais num cenário em que as fronteiras se diluíram. Hoje o mercado absorve bastante material que no passado seriam chamados de alternativos - basta ver quem são os próprios companheiros do Angeli na Folha! Ao mesmo tempo, como eu comentei na coluna, parte do mercado independente aposta em fórmulas e formatos que há alguns anos eram típicos da indústria - e que, pra mim, parecem desgastados. Claro que estamos num período limiar e ainda vai levar um tempo pras coisas estabilizarem - se é que vão estabilizar.

evandro renan disse...

laerete é bom porque é sincero!!ja trilhou um caminho,é respeitado.faz o que quer não se preocupa com algo que tenha retorno do mercado,o melhor retorno é esse!!!fãs de verdade e a ira dos moralistas!!!

esteves-hqemfoco disse...

Opa, retificando o texto da Tira, já que tenho ela aqui no mural do meu trabalho.

[historiador citando coisa de memória deveria ajoelhar no milho]

Quadro 01: O cavaleiro chegando próximo duma árvore.

Quadro 02: Ele encosta na árvore, já sem o elmo. Olhos fechados.

Quadro 03: Uma pergunta de fora do quadrinho "... está ferido?" O cavaleiro responde "Não, não... Só cansado dessa merda."

Guilherme Kroll disse...

Eu não acho que a fase atual seja "filosófica" ou não. As tiras de Laerte hj são como uma música instrumental, cada pessoa tem uma sensação diferente ao lê-la. E tal qual as músicas instrumentais, tem quem não goste.

Warner Burchauser disse...

Este cara é o máximo! Vocês que nâo viveram a infância/adolescência nos anos 80, sem internet, TV a cabo e celular não sabem o que Laerte, Angeli e Glauco representaram na vida de milhões de adolescentes e jovens! Suas revistas circulavam de mão em mão e a televisão era mais puritana que o programa FALA QUE EU TE ESCUTO da igreja universal!

Carlos Alberto disse...

A coluna ficou perfeita, só ficou faltando dar o endereço do blog Manual do Minotauro, onde o Laerte tem "voado". http://www.verbeat.org/blogs/manualdominotauro/

Ricardo Soahman disse...

Poís é Nasi... Acho qe quadrinhos no Brasil SEMPRE será confundido com os nomes como de Laerte.

Mas, eu realmente gostaria de ver outra formas de quadrinhos, porque, essa identidade, se é que temos alguma afinal, caba meio que limitando outras forma de se fazer quadrinhos.

E talvez isso é que acaba desgastando a formula?

Acredito que a fase do Laerte talvez asse por um re-invenção de sí próprio, o que acaba sendo uma ferramenta útil, em um carreira como a dele.

Eu, particularmente sempre tive uma queda para o alternativo, independente... E, de onde estou, realmente fica dificil distinguir um do outro.

Um abraço.

Ricardo Soathman

Eduardo Nasi disse...

Soathman, acho que de onde e de quando TODOS estamos fica cada vez mais difícil distinguir independente de alternativo. Hoje tem autor, digamos, alternativo em editora grande e jornalão. E tem independente que usa uma megacorporação como o Google pra se expressar e ganhar alguns trocados - por mais que pareça que é ele que está bancando a brincadeira sozinho.

Este blog mesmo, supostamente independente de grandes grupos, é mantido em um servidor do Google.

Ou seja: são conceitos que parecem cada vez mais próximos de caducar.

Paulo Pina disse...

Guilherme Kroll disse...

"As tiras de Laerte hj são como uma música instrumental, cada pessoa tem uma sensação diferente ao lê-la."

Curti isso.

Apesar de muitas das tiras não serem "engraçadas", a gag esta lá.
Não a gag de humor, mas a gag que da um susto no raciocínio gerando alguma sensação.

abs o/

Ricardo Soathman disse...

É, Nasi, concordo, tomara esse conceito caduque logo, para o bem do já combalido e incompreendido (pelomenos pelos políticos brasileiros) mercado nacional de quadrinhos!

Torço muito para que as megacorporações percam de vez o "controle" editorial, e se limitem a servir de veículo, como faz o Google.

LOL

Abraço.

Soathman

Fabio Binder disse...

Para mim, a nova fase do Laerte é genial, ele colocou as tiras em outro nível artístico. Laerte está se tornando um imortal dos quadrinhos.

Vini (Visentini) disse...

Laerte foi acusado de "estar em crise" por algumas pessoas, mas na verdade, acredito q essa atual fase não se trata apenas de "uma crise".
Acho que foi mais um amadurecimento na carreira ou direção de vida.
Eu curti muito o ínicio da "crise" do Angeli, mas depois as tiras ficaram cada vez piores!
Ainda bem q isso passou!
Espero...

toomuchocoffeeman disse...

correndo o risco de ser repetitivo, poisnão li os 47 comentários anteriores ao meu, na flip ficou bem definido quem era laerte quando apresentaram rafael coutinho, "também conhecido como filho de deus".

simples assim.

temos laerte num nível, angeli como seu sumo sacerdote involuntário; e os outros ilustradores.

†Mayu, o Mosquito de Parede† disse...

Uma colega minha (de 24 anos), disse que queria que a ditadura voltasse. Quem diz isso, geralmente não viveu nela, ou viveu, mas cheio de regalias.

A "moral e o bons costumes" já foi pro saco tem tempo...

Fico imaginando o que o Serra e seus amiguinhos pensariam a respeito de "Delírios Cotidianos", de Charles Bukowski. Putaria das mais degradantes, regada de palavrão. E tá lá na biblioteca, na sessão de quadrinhos, ao alcance (literalmente) de crianças. Afinal, quadrinho não é coisa de criança?!
Ou o mangá "Angel Sanctuary", de Kaori Yuki, que, embora esteja com classificação de 16 anos (por conta do contexto incestuoso) é lido por jovens de 10/11 anos, pois a bibliotecária nem liga.

E o que dizer do funk, que é muito mais cotado entre os jovens do que quadrinhos em geral? Até no Senado as pessoas dançam funk :)

Tenha santa paciência u.ú
Vida longa a Will Eisner e suas verdades relevantes!

Anônimo disse...

Laerte perdeu a mão... Não curto essa fase dele e na minha opinião ele já foi bem mais completo ( desenho e roteiro )...Sinto falta do Laerte abduzido, o real.. o cara que tinha uma verve cômica muito boa...Laerte era La arte...Agora, o verdadeiro,deve estar em algum lugar entre Andrômeda e Cassiopéia, desenhando pra caramba....

Rico disse...

Fantástico!! Concordo plenamente!! Excelente texto e de uma persepção formidável! Parabéns, Eduardo Nasi.
Abraços!
Rico.

Anônimo disse...

QUE LIXO.
PUXA-SACOS DESSE MERDA VIADO-PSEUDO-INTELECTUALÓIDE DO LAERDA (LAERTE+MERDA)