28 julho 2009

Os Trapalhões na Bloch Editores: a história de um clássico dos quadrinhos

Nesta semana, minha coluna periódica cedeu lugar a uma matéria especial que escrevi sobre um dos melhores gibis já produzidos no Brasil: Os Trapalhões, da editora Bloch, publicado de 1976 a 1987.

Para os leitores da velha guarda, é a oportunidade de matar a saudade e ainda descobrir uma porção de curiosidades interessantes sobre a revista e os bastidores de sua produção; para os que só conheciam a versão mirim dos personagens, que a Editora Abril publicou no final da década de 1980 até meados dos anos 1990, é a chance de conhecer aqueles que os fãs veteranos chamam de "os verdadeiros quadrinhos dos Trapalhões".

Leia, divirta-se e comente aqui no blog.

34 comentários:

João Marcos disse...

Ótima matéria! Que bom conhecer um pouco mais dos bastidores dessa revista que era muito engraçada!!

alexandre disse...

esse tipo de humor nonsense faz bastante falta hoje em dia. uma das melhores tiradas que eu lembro era do especial do e.t.c., duma aventura do batmão e robinho.

inveja de quem ainda tem essas revistas. inveja.

Rafael disse...

Parabens, Marcus. Matéria de primeiríssima qualidade, com informação e resgate cultural e histórico.
Quem venham mais dessas.

Marcus Ramone disse...

Valeu, Rafael e João!
Alexandre, eu tenho dezenas desses gibis. Há anos venho tentando completar a coleção. Não é fácil encontrar as edições da década de 1970. Na época, perdi ou troquei várias (coisa do que me arrependo hoje).

Diêgo disse...

Marcus, foi uma ótima matéria. O material bem que merece.
Só gostaria de fazer uma observação. Até onde sei, o estúdio do César Sandoval foi responsável pelos Model Sheets. As HQs e personalidades dos personagens são de autoria da equipe de quadrinhistas da Abril.
Desculpe-me se o adendo for equívoco ou impertinente.
Abração!

Marcus Ramone disse...

Diêgo, é um equívoco seu. :-)
Isso que você disse se refere ao gibi da Abril, não ao da Bloch, que é sobre o que a matéria versa. :-)

Diêgo disse...

Eu me referia ao trecho no qual você trata da versão abril. Para ser específico: "Os Trapalhões aportou na Editora Abril em uma versão diferente: dessa vez, Didi, Dedé, Mussum e Zacarias eram crianças e suas aventuras passaram a ser produzidas por um novo estúdio, o do quadrinhista César Sandoval, criador da Turma do Arrepio."
Obrigado por responder, amigo.

Renato Rodrigues disse...

PSIT!!! Que matéria legal, parabéns pelas lembranças resgatadas! Pena a Bloch estar em ruínas. Nesta época de encadernados, um Trapa-álbum caíria bem aqui pra turma da Poltrona!

Marcus Ramone disse...

Mas, Diêgo, nesse trecho eu não disse nada sobre model sheet. Tem dizendo exatamente que os Trapalhões deixaram de ser adultos e viraram crianças na Abril, sendo desenhados pelo estúdio do Sandoval (antes, na Bloch, como relatado na matéria, era o do Ely Barbosa, que seguia o model sheet de 1976, criado por Carlo Cárcamo). :-)

Marcus Ramone disse...

Renato, não custa sonhar...

Amalio Damas disse...

Se o politicamente correto estivesse vigente nas décadas de 70 e 80 não teríamos nem o programa dos Trapalhões. Praqueles que não conhecem, só um exemplo, o Didi chamava o Mussum de grande pássaro!!!! Belo resgate Ramone, esse gibi era muito legal mesmo e marcou época, assim como os Trapalhões.

João Defunto disse...

Belíssima, matéria Ramone! As historinhas eram espetaculares. Tenho alguns exemplares e lamento não ter feito toda a coleção.

BLOG DO XANDRO ® disse...

Terminei de ler a matéria,foi a unica que chamou minha atenção,apesar de na minha época eles estarem na editora abril,parabéns!afinal eu gosto muito dos Trapalhões...

Diêgo Silveira disse...

O que entendi, ao ler esse trecho, foi que as "aventuras" passaram a ser produzidas pelo estúdio do César, quando foi apenas o model sheet.
Você realmente não mencionou o model sheet, daí o adendo.
Valeu.

Marcus Ramone disse...

As aventuras também, Diêgo. O estúdio do Ely Barbosa deixou de produzir o gibi com o fim do licenciamento com a Bloch, belê? Os personagens viraram crianças, mudaram o conceito e ganharam outra equipe criativa.
Aproveito pra peguntar: você é da época do gibi da Bloch ou da Abril?

Josemi disse...

Excelente matéria! Parabéns!
Nas hqs da Abril também haviam sátiras de super-heróis. Lembro das sátiras de tokusatsu, inclusive. Ainda assim o humor dos quadrinhos da bloch é insuperável! Até pra quem publica na internet(meu caso)é difícil chegar nesse nível de liberdade hoje em dia...
Abraços!

Rodrigo Belato disse...

Olá! Quem escreve é Rodrigo Belato, cartunista do Punk Afonso (engatinhando por aí...), diretamente do estúdio PORÃO2D, aqui em Curitiba (em fase embrionária ainda...).
Parabéns pela matéria, cara! Interessante que passei pelas duas fases do gibi e tenho muita saudade de ambos! Me sinto ridículo especulando novamente a pergunta: "Pq não lançamos mais gibis no Brasil?"...
O enato Aragão deveria ler essa matéria.
Aliás... Feliz Dia do Mussum - 15 anos da morte do Trapalhão! Cacildis!...

Gian Danton/Ivan Carlo disse...

Ótimo artigo. A revista dos Trapalhões foi uma das melhores já produzidas no Brasil. Era um humor totalmente anárquico e non-sense. Em algumas histórias, lembrava Monty Phyton. Até hoje tenho uma moeda dos trapalhões que veio em uma das edições.

abel disse...

Lembro quando descobri esse gibi dos Trapalhões, lá por volta de 1984... Pensei, que gibi insano! Quero mais! Grande matéria, Campanhêro!

Eduardo Roque disse...

Kcta, caí d kbça no túnel do tempo! E pensar q eu tinha algumas daquelas revistas cujas capas ilustraram a matéria. Tô me sentindo Matusalém. mas valeu o resgate...
Excelente texto!

Diêgo Silveira disse...

Marcus, como consta no meu primeiro comentário, faço uma distinção entre quem fez os model sheets (estúdio do César) e quem fez os quadrinhos da fase Abril (equipe da própria Abril). Segundo a minha leitura, essa distinção não foi feita na matéria. Talvez não interesse a ninguém que tenha lido. Afinal não é o foco do texto. Contudo, resolvi acrescentar essa informação.
Eu sou da época da Abril. Da Bloch li apenas um gibi, que encontrei em um sebo, por volta de 2001. Teria lido mais, se tivesse tido oportunidade:)

Marcus Ramone disse...

Josemi, na minha opinião, um gibi politicamente incorreto como ese não teria mais vez hoje em dia. Infelizmente. :-(

Rodrigo, nas duas últimas vezes que vimos o Renato Aragão em quadrinhos, eram espécies de adaptações do programa "A Turma do Didi". Ou seja, coisa pra gente passar longe.

Valeu, Prof. Ivan! E te invejo por ainda ter essa moedinha. :-)

Valeu, Abel! Junte-se ao clube dos saudosistas!

Eduardo, também me arrependo de ter trocado ou perdido algumas dessas edições. Mas como isso aconteceu quando eu ainda era um garoto, eu me desculpo. :-)

Diêgo: você não sabe o que perdeu, he, he, he...

Paulo Maffia disse...

As capas das sátiras de super-heróis, e muitas outras dos Trapalhões, eram feitas pelo grande Napoleão Figueiredo, ou o "Napa" para os íntimos, por causa do seu trabalho, chegou a conhecer os quatro trapalhões pessoalmente, e ganhou vários prêmios Abril de jornalismo pela arte das capas. Uma curiosidade, o Napa é pai do Fabio Figueiredo, que atualmente é editor de arte da redação Disney/Licenças da Editora Abril.

Carlos Mateus disse...

Cara, voltei no tempo com o texto, sensacional! E vi capas de várias revistas que tive. Era um humor politicamente incorreto, nonsense e genial! Que saudade. Parabéns e brigado, dei boas risadas hoje e revivi memórias de infancia com os Trapalhões.

gr disse...

eu acompanhei a "revamp" de 1988 da revista e achava muito massa, com roteiros legais, desenhos legais, etc.

Franchico disse...

Pô tb adorei a matéria do gibi dos Trapalhões. Li bastante nessa época, fim dos 70 / primeira metade dos 80 e delirava. Aproveitando o assunto sobre os gibis da Bloch, gostaria de sugerir uma matéria que resgate os gibis do Spectreman que foi produzido pela mesma editora, naquela mesma época, com desenhos de um cara chamado Eduardo Vetillo. Acho até que ele desenhava para esse gibi dos Trapalhões tb, pois as vezes a expressão no rosto de Kenji (o carinha que se transformava em Spectreman) as vezes era quase igual à do Didio, o que me causava uma profunda angústia que eu nem sabia definir por que. Ainda assim colecionei quase todos os números na época. Claro que hj não tenho mais nada. Enfim, fica a sugestão. Abçs a todos...

Marcus Ramone disse...

Franchico, na matéria tem dizendo tudo isso aí. :-)

Bira disse...

Marcus, a matéria ficou ducacete, meu amigo.
A mais completa já feita até hoje!
Parabéns pela competência e insistência!
Abraços

Marcus Ramone disse...

Opa! Valeu, Bira! E obrigado pela ajuda! :-)

João Defunto disse...

Fiz questão de salvar esta ótima matéria e imprimir.

Cheguei a comprar alguns números no ML mas minha coleção está looonge de ficar completa.

Penso que seja impossível alguma editora republicar este material, então seria ótimo se encontrássemos pelo menos os scans de todos os números.

Franchico disse...

Ops! Isso que dá comentar ANTES de ler. Foi o entusiasmo. Mal aê, falha nossa.......

Anônimo disse...

Achava essas histórias tão legais. Li quando era criança, mas pensava que só eu gostava. Não pensei que fosse um clássico brasileiro. Assim como os personagens título, acho que quanto mais infantis eles se tornaram, menos interessantes suas histórias ficaram.Ass. Rodrigo Ricardo

Bira disse...

Cacildis, Marcus! Escrever que tua matéria ficou ducacete é chover no molhado!
Você consegue imprimir um ritmo fantástico, diria que ficou quase televisivo.
Imaginei a cena do Ely jogando a revista na mesa do velho Adolph Bloch e ele de olhos arregalados, tendo que engolir a rajada de balas da metralhadora giratória que era o Ely!
Uma pena ele não ter vivido para ler esta matéria, mas a família leu! Passei o link pra todos!
Bração

BODEARTE disse...

Exato - estas publicações eram fantásticas no seu conteúdo lúdico e nonsense. Tenho muitas saudades destas edições - pena que no Brasil não exista respeito e tradição para com o público - uma reedição especial seria uma boa pedida e teria saída certa para os adultos de hoje que eram crianças na época, meu caso, afinal, praticamente aprendia à ler com estas revistas...