12 janeiro 2009

Estamos de volta

Pronto, já está no ar a primeira atualização de 2009 do Universo HQ, com 19 notícias, uma bela matéria do Codespoti sobre os 80 anos do Tintim e a (maldita) reforma ortográfica.

Explico o "maldita": além das mudanças que estão amplamente divulgadas, há centenas de dúvidas ainda, especialmente quanto ao uso (ou não) do hífen. Preto-e-branco, por exemplo, hoje passou a ser grafado no UHQ sem hífens, o que pra mim é muito esquisito.

Na atualização de hoje, por exemplo, abri duas exceções. As palavras Vôo e Jóias, que estão em títulos de álbuns do Tintim, eu pedi pra manter o acento, por entrarem em itálico e por serem nomes de obras. Enfim, vai ser uma confusão, que, convenhamos, não tínhamos a menor necessidade de experimentar.

Escrever ideia, estreia, heroico? Vai ser duro de acostumar. Mas vamos nós! Que 2009 nos aguarde.

18 comentários:

Anônimo disse...

RSS, aquela coisinha básica, que é bom, pra variar, nada.

Helio sampaio disse...

O que eu quero ver mesmo é a lista dos melhores de 2008. E os X-men do joss whedon muito bem colocado..

Sidney Gusman disse...

Helio, a lista dos melhores sai na segunda que vem.

Anônimo, receber suas visitas sempre é um prazer.

Asdrubal disse...

Sidney, não torça o nariz pra reforma ortográfica. Será bom até para os quadrinhos ter o português do mundo inteiro mais padronizado!
E até onde eu sei, preto-e-branco continua com hífen.
Abraço!

Sidney Gusman disse...

Asdrubal, pois tenho certeza de que a reforma ortográfica vai deixar as coisas no mercado de quadrinhos muito, muito complicadas.

Em 2008 que o cuidado com a revisão aumentou nas editoras, ainda apareciam problemas; imagine com tantas mudanças.

E acho que preto e branco perdeu os hífens, sim. Depois procuro a explicação pra te mostrar por que mudamos.

Abração

Benício disse...

Sidney, acho que "preto e branco" deve ser escrito assim, sem hífens e sem emendas. A-maldita-mania-de-hifenizar-tudo não era uma norma da língua portuguesa, mas um modismo...

Dannilo disse...

Sidney, sobre lançamentos de autores como Alejandro Jodorowsky e Enki Bilal por aqui, tens alguma informação? Será que a Devir vai lançar algo novo deles?

E quanto ao futuro da Pixel Media? Vocês receberam alguma notícia do pessoal?

Ah! E sobre a reforma ortográfica, concordo contigo - "vai ser uma confusão, que, convenhamos, não tínhamos a menor necessidade de experimentar."

Abraço!

Beto disse...

Mas o erros nas editoras vão diminuir, pois precisarão de menos acentos e hífens...

Eduardo Nasi disse...

Dannilo, o primeiro volume de A Casta dos Metabarões já foi distribuído.

Hunter disse...

Nasi, sabe dizer se essa edição vem com as páginas de flashback que foram cortadas das edições francesas mais recentes? Que mostram o Metabarão atual sendo iniciado pelo "pai" e mais tarde adotando um bebê?

Hunter (Pedro Bouça)

Eduardo Nasi disse...

Ainda não comprei a edição, Hunter. Talvez o Sidão tenha recebido por conta do reparte para imprensa e possa responder.

Hunter disse...

Sem pressa, só estava curioso para saber.

Hunter (Pedro Bouça)

Hunter disse...

Incidentalmente, Nasi, como eu sempre caio de pau quando vejo algo que considero ruim, deixe-me também elogiar um pouco. Parabéns pelas suas resenhas desta semana, feitas sobre uma variedade incrível de material e sempre com uma visão ao mesmo tempo aberta para todos os gêneros e certeira na hora de julgar cada trabalho por suas qualidades e defeitos.

Colocações como "A obra traz, sim, a visão de Oesterheld - e ela é despudoradamente favorável, com a postura política forte que requeriam os dias de ditaduras e Guerra Fria em que a obra foi criada e lançada. Naquele contexto obtuso, minorar Che era ser a favor dos mesmos horrores que acabaram matando Oesterheld e sua família. Daí que o autor mostra o protagonista como um guerrilheiro, sim, mas sempre como um idealista e um humanista.", algo que parece ter escapado a todos os outros que examinaram essa obra no Brasil, fizeram desta "semana Nasi" uma das melhores em termos de resenhas no UHQ até hoje.

Embora, claro, você ainda não tenha reconhecido toda a amplitude da genialidade de Grandes Astros Batman e Robin. Mas já está mais além nesse caminho do que a maior parte dos outros.

Hunter (Pedro Bouça)

Eduardo Nasi disse...

Hunter, antes de qualquer coisa, já divido com você a impressão de que a versão brasileira deve seguir a edição francesa mais recente. Como falei a você outra vez, o Jodorowsky fala com muito entusiasmo dessas mudanças e atualizações.

Sobre o Che e as várias resenhas, agradeço a generosa observação.

E concordo que a resenha do Batman não dê conta da obra do Miller. Penso nesse texto como uma continuação das outras resenhas que escrevi -- em especial a primeira, do # 3, http://www.universohq.com/quadrinhos/2008/review_GABR3.cfm, que norteia todas as outras. É um adendo, um complemento, simplesmente porque às vezes fica um saco tentar pregar a mesma coisa pela décima vez. Convenhamos: quem ainda não entendeu não vai entender MESMO.

Sidney Gusman disse...

Hunter e Nasi, a prova de que o Miller não está tirando sarro dos nerds de quadrinhos está fracassando nas telas de cinema norte-americanas.

Ou vocês acham que ele quereria fazer com Spirit, do seu ídolo Will Eisner, o mesmo que "propositalmente" está fazendo com o Batman?

Infelizmente, acho que o bom Miller perdeu a mão.

Ah, e ainda não vi Metabarões.

Abraço

Eduardo Nasi disse...

Discordo, Sidão. Pra começo de conversa, são duas coisas completamente diferentes: uma é uma HQ, área na qual Miller é macaco velho. Outra é a primeira experiência dele como diretor de cinema. Põe um craque de futebol pra jogar vôlei e vê se rende.

Além do mais, "sucesso de público" é uma moeda bastante questionável. Não é sinônimo de qualidade, como o mercado brasileiro tem sido eficientíssimo em provar. Vamos aguardar o filme por aqui.

Sidney Gusman disse...

Nasi, a cabine do Spirit foi quinta passada... E os comentários não são nada animadores.

E a comparação futebol e vôlei não procede nesse caso, porque o Miller é o "dono" do filme do Spirti. Inclusive do texto, algo que, um dia, ele dominou bem demais.

E é no texto, no roteiro, que parece estar o grande ponto fraco de Spirit.

Guilherme Kroll disse...

Com certeza o fraco do filme do Spirit será o texto, pq as gostosas com certeza serão o ponto forte, hehehe