Quando escrevi no post dos melhores do mês que, se tivesse tido tempo para ler mais coisas, minha lista seria ainda maior, não podia estar mais convicto.

A história é "apenas" sensacional. É Alan Moore puro. O roteirista britânico estava inspiradíssimo. Não há nada de ação, mas o leitor mais atento vai se sentir preso pela trama.
Além de muitas (e bota muitas) referências místicas, Moore conta a história da criação do mundo de uma forma mágica - pra usar um termo que case com a HQ. Os desenhos de J.H. Williams merecem ter cada detalhe (e são dezenas) apreciado.
Pra quem não leu ainda: além da trama principal, há uma outra que se desenrola na parte de baixo das páginas. Trata-se de uma piada, que pode ser lida de uma vez só, pra ser mais bem compreendida, mas que, em determinados momentos, "conversa" com o plot maior. Um exercício de narrativa muito inteligente.
E é preciso destacar o ótimo trabalho editorial da Pixel. O tradutor Enzo Fiúza e o Delfin (sim, o colaborador do UHQ e deste blog), que fez a adaptação, mandaram bem demais ao transpor as falas das cobras para o português e manter tudo rimado. (Como passei por isso algumas vezes na edição de Sandman, da Conrad, com tradução do excelente Daniel Pellizzari, sei o quanto é difícil.)
Ao final da HQ, complementando o "pacote Promethea" ainda há um texto de duas páginas do Delfin, apontando (e explicando) outras referências usadas por Moore e Williams.
Promethea se despede da Pixel Magazine nesta edição, mas o faz da melhor maneira possível. Duro vai ser esperar pela estréia da série na quarto número de Fábulas Pixel.
13 comentários:
Sidney, Promethea que saiu na Pixel Magazine é uma hq que tem continuação ou é uma história fechada? (pergunta boba né? rsrs)
Vou procurar pra ler! deve ser muito dez!
Cláudia, boba nada. Tem muito leitor que não sabe.
Promethea é uma série mensal, que saía na Pixel Magazine e agora vai pra Fábulas Pixel.
É preciso ter lido as HQs anteriores pra sacar a trama toda. Mas vai uma dica: certamente a Pixel lançará um encadernado da série em breve.
oba! encadernado! tomara que não demore muito! e Sidney, muito obrigada mesmo!!:D
A série mensal é uma revista com final. São 32 edições.
Me intriga a quantidade de referencias à psicodelia sessentista que permeia toda a história de prometea.
Onde eu consigo encontrar? Caindo meio de pára-quedas rsrs Parabéns pelo blog!
Fala sério, eles deviam fazer edições separadas (encadernadas ou não) de promethea! er.. e começando do 1, se não se importassem...
Sensacional mesmo essa edição da Promethea. De tirar o chapéu.
Me, os encadernados certamente começarão da primeira edição.
Não consegui esperar a Pixel e já comprei toda a versão encadernada original no ano passado. Só posso dizer uma coisa: a partir justamente dessa edição, a obra do Alan Moore fica FANTÁSTICA, ESTRAMBÓTICA, PIRADA. O que ocorreu até agora no título é só um mero prelúdio, e a partir da 13ª edição a 'viagem' de Promethea começa a assumir níveis estratosféricos, virando uma verdadeira aula sobre o "Universo segundo o Evangelho de Moore". Na minha opinião, em Promethea o autor decidiu falar de tudo aquilo que simplesmente tangenciou em suas outras obras, e a partir de "The Fields We Know" o bicho começa a pegar. Quanto ao psicodelismo, ele é escancarado em toda a obra, e na última edição Moore explica um pouco o porquê desses tons psicodélicos em Promethea.
Ah, se quiserem saber mais detalhes sobre os "segredos" por trás dessa edição, consultem o link:
http://www.angelfire.com/comics/eroomnala/12.html
É parte do site de um sujeito que fez uma completa anotação de cada edição de Promethea.
E só para vocês terem uma idéia da genialidade de Moore: os nomes das cobras, "Mike" and "Mack" nada mais são do que apelidos, contrações de seus verdadeiros nomes, que são: Microcosmo e Macrocosmo. ;-)
E aí, galera, o causo da Desiderata era a notícia impactante dos quadrinhos nacionais que estava por vir?
Não, Márcio!
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