21 maio 2010

Bienvenido na FNAC Paulista em quatro fotos


A essa altura, a maioria dos leitores já sabe que Paulo Ramos (professor doutor em Linguística e blogueiro) lançou, pela Zarabatana, o livro Bienvenido - Um passeio pelos quadrinhos argentinos.

Trata-se de um livro bem editado, com uma capa muito bacana feita pelo fenômeno argentino Liniers que está sendo elogiado por várias pessoas - inclusive nosso colega Eduardo Nasi.

Bienvenido surgiu de algumas viagens de Paulo Ramos à Argentina que inspiraram uma série de postagens no seu blog e agora um livro teórico que apresenta ao leitor brasileiro o quadrinho argentino, que vai muito além de Quino, Maitena e Liniers.

Antes do bate-papo sobre o livro, tive a oportunidade de acompanhar uma breve oficina sobre organização e venda de quadrinhos que Paulo fez, a convite da FNAC, para os funcionários da loja.




Foi um momento bem interessante porque, em poucos minutos, Paulo mostrou como a seção de quadrinhos da loja é caótica e pouco atrativa para o cliente. Com medidas simples, uma livraria pode tornar suas estantes de quadrinhos muito mais atrativas para o leitor que está passeando pela loja.

Esse conceito de saber como vender bem quadrinhos é algo que ajuda todos os lados do mercado: a loja, inicialmente, a editora, os autores e o público em si, que tem melhores oportunidades de descobrir produtos diferentes nas livrarias e sempre se beneficia com qualquer fortalecimento do mercado.

Pode parecer algo bobo para alguns lojistas, mas, se você for gerente ou proprietário de livraria, faça a experiência: convide alguém como Paulo Ramos, Sidney Gusman, Eduardo Nasi ou outro bom conhecedor da área para treinar seus funcionários e veja como isso fará diferença.

Isso vale também para as editoras: enviar seus editores para livrarias para treinar os lojistas na arte de vender quadrinhos certamente trará muito benefício a longo prazo. Para todos.



Sobre a palestra em si – um bate-papo descontraído entre Paulo, Nasi e Cláudio Martini (editor da Zarabatana) -, foi bem bacana ver Paulo apontar as diferenças culturais entre nós e nossos vizinhos. É impressionante como o Brasil, mesmo se pensarmos só em um microcosmos do grande centro Rio/São Paulo, tem barreiras estruturais e históricas para vencer antes de crescer como mercado republicador e produtor.



Aliás, falando na ampliação do mercado, Paulo disse que, nas suas conversas com o editor da revista argentina Fierro, ficou sabendo que já está sendo negociado com uma editora - ainda não divulgada - a publicação do título no Brasil. Se a ideia vingar, será uma grande oportunidade para termos contato com a diversidade do quadrinho argentino.

P.S. 1: Apesar de a FNAC Paulista estar bem localizada, sua estrutura para eventos é muito precária. O palco divide espaço com o café da loja. O interessante é que isso, em vez de atrair a atenção dos curiosos que foram só para comer ou beber algo, cria um desconforto tanto para os clientes do café – que não querem saber da palestra -, quanto para quem foi ao evento – que tem que conviver com a conversa das pessoas no café.

P.S. 2: A estrutura é tão precária que Eduardo Nasi caiu quando sua cadeira entrou em um vão do palco improvisado pela loja (ele é esse borrão à direita na foto).



P.S. 3: Nasi está bem e agora sabe que tem que olhar bem onde coloca sua cadeira.

2 comentários:

Sidney Gusman disse...

Eu ia rir muito se visse o Nasi caindo.

E não vem com esse papo de vão no chão, que não cola, Zé. Foi excesso de carga, mesmo! :-)

Abraço

Zé Oliboni disse...

Sidão, vou confessar que as cadeiras são de um equilíbrio temeroso. Depois que o Nasi caiu pensei seriamente em ficar de pé.