14 novembro 2007

Homem-Aranha italiano

Você precisa assistir a este vídeo. :-)


Imagem do dia (6)


Popeye, Brutus, Olivia Palito e outros personagens de Elsie C. Segar, no traço de Daniel Acuña (e no fundo, à esquerda, se não me engano, os Imps de Winsor Mccay; e o Spirit no retrovisor do carro à direita).

13 novembro 2007

O desenhista é... Eduardo Risso

Parabéns ao Alexandre e ao Anderson. É mesmo o argentino Eduardo Risso, mais conhecido aqui por seu trabalho em 100 Balas, num layout de capa para uma publicação italiana. O desenho foi retirado de Black. White., uma edição / portfólio do artista.

Risso, Eduardo RissoMas que lembra o estilo do Manara, lembra.

Risso me deu esta edição de presente durante o último Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte. Nela há amostras de seus trabalhos na Europa e na Argentina, artes de quando ainda era um garoto e até desenhos de super-heróis, que Risso definitivamente não curte. Mas as faz porque são encomendas feitas por meio de seu site oficial.

12 novembro 2007

Desafio: de quem são esses desenhos?

E aí, quem desenhou esta beldade?Eu até pensei em colocar como imagem do dia, mas preferi criar esta nova "seção" no Blog UHQ. De quem é o desenho acima?

Quer dica? Bom o desenho abaixo é de quando esse mesmo artista tinha entre 11 e 14 anos.

Bem diferente, não?
Amanhã eu posto a resposta. Então, faça suas apostas!

08 novembro 2007

Imagem do dia (5)



O que dizer de um sketch no qual o Torpedo mata o Batman num beco? A arte é de Jordi Bernet.

O diretor de cinema japonês Akira Kurosawa tem um filme na linha noir cujo título eu adoro, Homem Mau Dorme Bem (Warui yatsu hodo yoku nemuru), de 1960. Existem vários personagens nos quadrinhos aos quais esse título poderia ser aplicado quase como uma definição, mas o Torpedo (de Sanchez Abuli, Jordi Bernet e Alex Toth) é um dos que mais se destacam.

07 novembro 2007

Imagem do dia (4)



Gertie The Dinosaur (1914), de Winsor McCay, é um dos primeiros desenhos animados (mas não é o primeiro) do cinema.
McCay também é o aclamado autor de Little Nemo in Slumberland, Tales of the Jungle Imps e Dreams of a Rarebit Fiend.

05 novembro 2007

Questão de Nomenclatura

No Brasil, a Nona Arte é conhecida como histórias em quadrinhos, HQs, quadrinhos e até mesmo gibi (nome de um antigo personagem infanto-juvenil, que posteriormente ficou associado ao tamanho das revistas - o chamado formatinho); na Argentina se chama historieta; na França, bande dessinée; em Portugal, banda desenhada; na Espanha, tebeos ou cómic; na Itália, fumetti; e nos Estados Unidos (e a maior parte dos países de língua inglesa, como Canadá, Austrália e Reino Unido), comics.

Mas a palavra comics se refere ao conteúdo humorístico (nos primórdios dos quadrinhos) da obra, mais do que sua forma, diferentemente de termos como histórias em quadrinhos, banda desenhada, bande dessinée (entre outros), cuja nomenclatura se refere à forma da arte. E este é um dos problemas que andam sendo debatidos no mundo anglófilo dos quadrinhos.

Pode-se dizer que existem essencialmente três facções.

A primeira chama tudo de comics, sem se importar com qualquer outra distinção. Não interessa se a história é infantil ou adulta, de humor ou de super-herói. É comics, e pronto.

O segundo grupo adotou o termo, que atualmente é bastante polêmico, graphic novel (que pode ser traduzida literalmente como romance gráfico), para designar um material adulto, com pouca ou nenhuma relação com quadrinhos infanto-juvenis (como os publicados pela Disney, por exemplo).

Não vou entrar na discussão de quem criou a graphic novel, ou quem cunhou o termo. Só nos Estados unidos uns seis artistas diferentes, incluindo o Will Eisner, clamam por essa paternidade.

E voltamos à armadilha da nomenclatura.

Atualmente, qualquer coisa publicada nos Estados Unidos com mais de 32 páginas (e encadernada com lombada quadrada e capa cartonada), pode ser uma graphic novel. Uma minissérie banal de um super-herói qualquer encadernada num único volume é uma graphic novel, da mesma forma que uma obra como Fun Home.

As livrarias tradicionais (que durante anos não comercializaram quadrinhos) gostaram do termo e adotaram como parte integrante do vocabulário de marketing e vendas. As grandes editoras chegaram mesmo a emprestar o termo para dar nome a um formato (formato graphic novel, da Marvel e da DC, sem nenhuma relação com o uso atual do termo).

Qualquer grande livraria americana ou inglesa que se preze tem um setor de graphic novels. Peça por comics e você será enviado ao setor de livros infanto-juvenis, para uma prateleira (ou arara) com revistas lombada canoa, grampeadas, ou alguma edição especial cartonada, isso se a loja em questão possuir algum material dentro desta categoria.

Use o termo graphic novel, e será escoltado para o mundo das edições sofisticadas, em capa dura e com outras peculiaridades de impressão.

O terceiro grupo não sabe mais como se referir aos quadrinhos. Falta um substantivo adequado. É o grupo dos autores que estão cansados dos quadrinhos de super-heróis e da hegemonia de editoras como Marvel e DC, e também não querem ter seus trabalhos associados ao quadrinhos infanto-juvenil de humor antropomórfico, tipo Disney.

A maioria dos autores, estudiosos e críticos que pertence a este grupo prefere até usar o termo quadrinhos à pomposidade de graphic novel, que foi adotada e transformada pelo marketing das grandes editoras de livros e quadrinhos.

Mas, infelizmente para este grupo, quase toda sua produção é descrita como graphic novel. De Maus a Jimmy Corrigan, de Persópolis a Contrato com Deus, tudo está na mesma prateleira.

Para piorar a dor de cabeça desses autores, muitas vezes estas obras estão lado a lado com encadernados de super-heróis, que nem mesmo são as aventuras mais clássicas, como Watchmen, O Cavaleiro das Trevas, mas o último arco de histórias do Superman ou dos X-Men.

Parece que está surgindo uma onda de "esnobismo" dos chamados quadrinhos adultos (principalmente do que os americanos chamam de autores formalistas, como o Chris Ware) que pode ser vista pela seleção de livros nas prateleiras em obras de gente como Marjane Satrapi, Seth, Daniel Clowes, Adrian Tomine, Alison Bechdel, Art Spiegelman, Gene Luen Yang (de American Born Chinese), Harvey Pekar, Chris Ware, entre outros. E na escolha de histórias publicadas em antologias como Best American Comics (a edição de 2006 tem seleção de Harvey Pekar e a de 2007 de Chris Ware).

Uma atitude (que não é necessariamente dos autores, mas sim das livrarias e críticos) que parece um pouco com o esnobismo que existe em alguns setores da literatura e da pintura, por exemplo.

O curioso é que Art Spiegelman, um desenhista bastante associado às graphic novels e aos quadrinhos adultos (é o autor entre outras coisas, de Maus), aparentemente odeia o termo.

Outro caso famoso é o do Eddie Campbell (Do Inferno, etc.), que atualmente chama os quadrinhos de "that thing of ours" (algo como "aquela coisa nossa"), pois não quer estar ligado a nenhuma das outras nomenclaturas e abomina uma série de regras e padrões que estão sendo impostos pela mídia. Campbell além de ser um autor importante, é um pesquisador dos quadrinhos e ótimo teorista, com inúmeros debates e discussões sobre este assunto disponíveis online.

Não acho ruim que esses autores - gosto de muitos deles - estejam sendo aclamado e ganhando um espaço diferenciado, mas também não creio que transformar isso em esnobismo elitista irá ajuda os quadrinhos.

Entendo esta questão da nomenclatura como uma tentativa de mostrar às pessoas que os quadrinhos possuem mais a oferecer do que super-heróis e humor. Não acho que seja a solução do problema.

Na França, por exemplo, um exemplar de Persépolis, de Marjane Satrapi pode ser encontrado ao lado de um Bob Morane, Asterix, XIII, ou qualquer outra série sem o menor problema. É tudo quadrinhos.

Sem as histórias populares de grande interesse do público fica difícil existir um mercado forte no qual é possível publicar (com tiragens dignas) histórias mais profundas ou experimentais. A obra mais reflexiva (insira aqui o seu adjetivo preferido) sempre vai existir paralelamente ao trabalho de maior apelo popular. Em algumas ocasiões, as duas tendências se combinam.

Não interessa o tipo, a cor, o tamanho, o conteúdo, o nome... O que interessa é que o público leia os quadrinhos.

02 novembro 2007

Chegando de mais um Fest Comix

Começou mais uma edição da Fest Comix. O evento de quadrinhos, além do grande espaço para venda de produtos com desconto, apresenta ainda palestras, debates e outras atrações na programação.

Logo na entrada, o pessoal dos quadrinhos nacionais independentes apresentava os lançamentos e novidades do meio alternativo, com Cadú Simões (Homem-Grilo) e Papito (série Tipos) mostrando a garra e o trabalho desses criadores, com diversas revistas, para todos os gostos.

Várias revistas independentes para comprar!
Quadrinhos antigos e diversificados podiam ser encontrados nas estandes menores, como o do Seu Pietro, da já tradicional loja Castelo do Gibi, localizada na Freguesia do Ó, em São Paulo.

Castelo dos Gibis.
A Rika Comic Store marcou presença, com bons descontos, num espaço disputado. Tão disputado, que dois colecionadores encontraram ao mesmo tempo a edição que estavam procurando e praticamente "saíram no tapa", derrubando parte das pratelerias da estande. Ninguém merece!

Rika Comic Store
Nem só de quadrinhos vivem os fãs de cultura pop: estandes com DVDs, memorabilias e outros faziam a festa da moçada neste primeiro dia da Fest Comix.

Toys de montão.
O espaço maior ficou lotado cedo: mangás, nacionais, lançamentos, edições de luxo, fumetti, álbuns, enfim, de tudo um pouco - ou melhor, de tudo bastante, com participação das melhores editoras de HQs do Brasil.

Sidney Gusman, Eduardo Nasi e Marcelo Naranjo estavam por lá, representando o Universo HQ.

Revistas, muitas revistas!

Mais revistas ainda!
Sidney Gusman e Eduardo Nasi estavam batendo um papo, quando Sidney foi abordado subitamente por uma repórter. "Posso fazer uma entrevista?". "Sem problemas", Sidney respondeu. "Você conhece quadrinhos?", perguntou a repórter.

Nasi e Sidney, todos tremidos, pois o Naranjo como fotógrafo é ótimo advogado
Eduardo Nasi e Marcelo Naranjo queriam apresentar os tais quadrinhos para Sidney, mas o cara se recusou terminantemente a atendê-los.

Logo mais, Naranjo estava na longa fila para pagar seu "pequeno pacote", o qual mal conseguia arrastar pelo chão, tal era o peso da preciosa carga. "Culpa do nosso amigo Sérgio Codespoti, que está na Europa e solicitou alguns itens", explicou Naranjo. "Pior, ele só pediu para compras álbuns em capa dura. Tá pesado pra caramba. Da próxima vez, ele que vá comprar na $%#$@! as revistas dele", exclamou o mal-educado rapaz.

Carregar peso é bom pra emagrecer!
Mas foi só pedir para Naranjo mostrar suas comprinhas, que o semblante mudou. Vejam a alegria do garoto. "Nerd é a sua avó", exclamou Naranjo, sabe-se lá por quê. Aliás, queríamos mesmo era descobrir o que tinha debaixo desses Ken Parker e dessas Bibliotecas Marvel, mas ele recusou-se terminantemente a mostrar.

Nada como comprar HQs!
Finalmente, Sidney Gusman finalizou suas compras: só brinquedos. Réplicas do batmóvel e bonecos. "E os quadrinhos, Sidney?". Como resposta: "Quadrinhos? Não agüento mais quadrinhos!". Indagado se estava enjoado do gênero, respondeu que o problema era a falta de espaço para gibis em sua casa. Cá entre nós, os brinquedos cabem, então? Vai entender... (Os mais atentos vão notar uma Marvel Max no fundo da caixa. Ou seja, tudo papo-furado!).

As comprinhas do Sidney...
E fica a dúvida do que Sidney respondeu para a repórter sobre conhecer ou não o que são quadrinhos. Seriam quadros pintados por anõezinhos? Vai saber...

31 outubro 2007

Problemas técnicos

O Universo HQ está com alguns problemas técnicos, mas em breve tudo estará solucionado.
Imagem do dia (3)


O Travis Charest em uma personagem chamada Spacegirl, cujas tiras podem ser vistas aqui.

Cada tira desta série possui apenas um quadro (diferente das tiras regulares de jornais) o que prejudica um pouco a narrativa "diária", mas funciona de maneira razoável para a leitura de vários dias em seqüencia.

Embora a maioria das tiras sejam em preto-e-branco, algumas delas possuem aguadas de cinza (ou cinza chapado) e outras são até coloridas (sem nenhuma outra razão lógica, exceto a vontade do artista de pintar). Funciona bem como ilustração e não causa problemas na leitura diária (o resultado do material compilado num livro pode ser bem diferente).

A arte de Spacegirl lembra as tiras produzidas entre 1930-1950, quando imperava o realismo e as tiras de aventuras como Flash Gordon, Agente Secreto X-9, Jim das Selvas, Nick Holmes, Terry e os Piratas, Steve Canyon, Príncipe Valente, Tarzan, Scorchy Smithe tantas outras.

Na minha opinião, a arte de Charest, neste trabalho, tem muitas semelhanças (só semelhanças, não acho que ele está copiando ou plagiando nada) com o desenho em preto-e-branco das histórias de ficção-científica de Juan Gimenez. Aliás, Gimenez é o artista de Metabarões, série que Charest também iria desenhar no período em que esteve na Europa, mas produziu pouquíssimas páginas ao longo de alguns anos e acabou saindo do projeto.

O visual do rosto e capacete da garota também parecem com a da personagem do Quarto Poder, de Gimenez.

30 outubro 2007

Imagem do dia (2)



Ra's Al Ghul, no pincel de Mike Mignola, tem um certo ar vampiresco e até uma certa semelhança com Cristopher Lee, que interpretava Drácula nos filmes da Hammer.

O famoso vilão da DC (que poderíamos até chamar de "sogro do Batman") voltará, em breve, a atazanar a vida do cavaleiro das Trevas.

29 outubro 2007

Reviews: mudança de planos

Pessoal, como a pauleira a respeito do que postei na sexta-feira foi grande no sábado e no domingo; e esta semana é curta, por causa do feriado, em vez de fazermos uma atualização na segunda e outra na quinta-feira, resolvi fazer uma só, mas "recheada", com 30 resenhas ou mais.

Deve entrar no ar na quarta.
Imagem do dia (1)



Cartaz de Alex Raymond, desenhista de Flash Gordon e Rip Kirby (Nick Holmes, no Brasil), para o filme Captain Blood. Não é o pôster oficial da película.

Capitão Blood (Captain Blood) foi dirigido por Michael Curtiz, em 1935, e adaptado do livro de Rafael Sabatini, com Errol Flynn, Olivia de Havilland, Lionel Atwill e Basil Rathbone.

26 outubro 2007

Sem reviews nesta sexta

Bom, nossos leitores devem ter estranhado que não houve atualização de reviews neste sexta-feira. Mea culpa!

Cheguei meio tarde de uma viagem de trabalho ao Rio de Janeiro e, assim que entrei em casa (pensando em editar os textos), vi que meu filho mais velho estava doente, com febre alta, dor de cabeça, tontura e diarréia.

Como, pra mim, família é sempre prioridade, passei a madrugada com ele - quem é pai sabe que é praticamente impossível dormir nessas situações. Assim, preferi adiar a atualização para sábado ou segunda-feira.

22 outubro 2007

Na falta do que fazer - Parte 7

As primeiras consequências da Crise Infinita:

Batman: sempre alerta!

Duas versões para uma mesma piada:

Hulk vermelho é nervoso!

Hulk tomate é mais nervoso ainda!

19 outubro 2007

Direto do 5º FIQ

Galera, juro que tentei preparar uma nota sobre o 5º Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte pra atualização de sexta, mas cheguei tarde do evento e ainda tive que encarar 30 páginas de word só de resenhas.

A partir da esquerda: Ed, Renato, Chris, a tradutora e RissoDe todo modo, consegui dar uma rápida passada pelas exposições - a maioria muito bacana -, conferi o bate-papo sobre mercado norte-americano, com o Eduardo Risso, o Renato Guedes, o Ed Benes e o Chris Bolson, conheci o Carlos Sampayo e o Mandrafina, encontrei vários leitores (e amigos) do Universo HQ e, no fim da noite, comandei uma entrevista com o Risso.

Casa cheia no debate sobre mercado norte-americanoSó pra resumir (afinal, depois contarei tudo na matéria sobre o evento), o cara é sensacional. Já tinha tido essa impressão, quando eu, o Codespoti e o Naranjo o entrevistamos em 2002; e agora só atestei isso.

Eu ouvindo atentamente as respostas do gente-boa Eduardo RissoAmanhã é dia de falar com Giancarlo Berardi, um dos maiores roteiristas de HQs de todos os tempos. E tentarei pegar outros depoimentos.

Enquanto isso, veja algumas fotos deste FIQ.

Vista
Outra vista
Entrada da exposição sobre a criminóloga Júlia, de Berardi
Arte do Gilmar na exposição O que é o Brasil

17 outubro 2007

Na falta do que fazer - Parte 6

Super-Herói também tem conta pra pagar no fim do mês!

Flash, o Flanelinha

16 outubro 2007

Na falta do que fazer - Parte 5

Lógico que teremos tirinhas boas, outras nem tanto. Mas a diversão aqui é criar e ver como fica!

Aprendendo com o Hulk!

15 outubro 2007

Festival de Andennes

Estive no Festival de Andennes, na Bélgica, neste final de semana e conheci o Stuart Immonen, atual desenhista de Ultimate Spider-Man (Homem-Aranha Millennium).

O sujeito é gente boa. Conversamos por algumas horas enquanto ele desenhava para os leitores, de graça (na Europa é comum a prática de sketches gratuitos, enquanto nos Estados Unidos, muitos artistas cobram uma boa grana pelos desenhos). Pude vê-lo fazer pelo menos uns quatro Super-Homens (um cara pediu para ele desenhar o personagem chorando!), alguns Batmen, três Homens-Aranha, um Thor e algumas dezenas de autógrafos, incluindo nas suas páginas de homenagem ao Asterix, lançadas num álbum que reúne arte de vários desenhistas.

O personagem no desenho acima é Dirk Anger, paródia de Nick Fury na série Next Wave (aliás, a minha cópia do encadernado francês, da Panini, veio premiadíssima, com a primeira história inteira impressa duas vezes) levou uns 10 minutos para ser feito, no lápis e na canetinha.

No evento estavam expostos originais de Jack Kirby. Páginas de suas histórias de faroeste, um cartaz do Dr. Destino, algumas páginas de 2001 - Uma Odisséia no Espaço, um original do Pantera Negra e algumas outras de obras menos conhecidas de Kirby.

Conversando com Immonen sobre estas artes, ele revelou que possui os originais de uma história inteira do Kirby, que nunca foi publicada (mas não me disse de qual personagem). Perguntei sobre a arte-final e ele riu: Vince Coletta.

O Coletta tem fama de fazer alguns trabalhos "nas coxas" para entregar tudo no prazo. No livro Tales to Astonish, que citei no post sobre biografias, o autor revela que Kirby teve alguns problemas com Coletta, pois o arte-finalista muitas vezes apagava cenários e detalhes do fundo, para poder terminar o trabalho mais depressa.

Também pude ver uma pasta de Immonen com páginas originais de Inferno (com arte-final de Wade Von Grawbadger), Superman - Identidade Secreta (arte-final de José Marzan), Moving Pictures (com arte-final do Immonen) e capas de Ultimate Spider-Man (no lápis).

Acabei comprando a página abaixo, da minissérie Inferno (Inferno #3, pagina 14, 1998), da DC. Estava num preço pra lá de camarada, e as outras estavam muito mais caras. Os originais de Moving Picture ele ainda não está vendendo, pois a história ainda está no início.

Aguardem para breve, no UHQ, mais novidades sobre Stuart Immonen.



Finalmente, a vez da DC

Segue a tirinha de número 4...

O Lanterna do Funk

14 outubro 2007

Na falta do que fazer - Parte 3

Obrigado aos leitores que curtiram as tirinhas!

Ainda falando da Marvel Comics...

Homem-Aranha, Homem-Aranha... Nunca bate, sempre apanha...