30 abril 2010

Melhores e piores de abril

Abril chegou ao fim como o melhor mês do ano no que diz respeito aos lançamentos de quadrinhos. Saiu muita coisa boa - tem até alguns campeões de preferência! Por isso, é hora de conhecer os melhores e piores dos últimos 30 dias, na opinião da equipe do Universo HQ. Desta vez, Zé Oliboni, Sérgio Codespoti e Ronaldo Barata ficam de fora, por terem lido pouco.

Vale lembrar: as opiniões são pessoais e não precisam ser sobre um lançamento do mês.

Não há limite para as indicações dos melhores, que não são listados necessariamente em ordem de preferência; e nem pros piores.

Belíssima HQ europeia que chega ao BrasilSidney Gusman

Melhores: Kiki de Montparnasse (Record), Jambocks! # 1 (Zarabatana), Spirou e Fantásio - A máscara misteriosa, Enki Bilal - A feira dos imortais / O sono do monstro e Iznogoud - Iznogoud e o computador mágico / Iznogoud vê estrelas (da parceria da Asa com o jornal português Público), Juan Solo - Tomo 1 e Juan Solo - Tomo 2 - Os cães do poder, escritos por Alejandro Jodorowsky e desenhados por Georges Bess, e De Profundis, de Miguelanxo Prado (todos da editora portuguesa Asa), Transmetropolitan - Volume 1 (Panini), Bordados (Quadrinhos na Cia.), Memórias de um sargento de milícias (Ática), Frankenstein e Histórias de Poe (Saraiva), O Escapista e Xampu - Lovely losers (Devir), Criminal - Covarde, Transmetropolitan - De volta às ruas, Homem-Aranha – Com grandes poderes..., Loveless - Terra sem lei - De volta pra casa e Os Perdedores - Hora do troco (Panini) e Humanos nascemos (WMF Martins Fontes)

Piores: Trindade # 7 e # 8 (Panini) e as histórias Amor bandido e Forças aliadas (crossover do Capitão 7 com o Fantastic Man), publicados no Almanaque Meteoro # 1 (Guedes Manifesto)

Vale a pena conferir este álbumMarcelo Naranjo

The Boys – O nome do jogo (Devir) e Loveless - Terra sem lei - De volta pra casa e Preacher - Salvação (Panini)

Pior: nenhum




Azzarello manda muito bem neste faroesteMarcus Ramone

Melhores: Loveless - Terra sem lei, Y - O último homem, Homem-Aranha # 100 e Almanaque Turma do Penadinho # 7 (Panini) e Tex Ouro # 47, J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga # 65 e Zagor # 103 (Mythos)

Pior: Batman - Cacofonia (Panini)


Não se deixe levar pelo traço meio infantil, esta é uma baita HQEduardo Nasi

Melhores: Golgo 13 # 1 e # 2 (JBC), J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga # 64 (Mythos), Kiki de Montparnasse (Galera Record), Snoopy - Pausa para a Soneca (L&PM), Banzo e Benito (Zarabatana), Wednesday Comics # 1 a # 12 (DC Comics), Homem-Aranha - Com grandes poderes... e Loveless - Terra sem lei - De volta pra casa (Panini), Triste fim de Policarpo Quaresma (Agir) e Scott Pilgrim contra o mundo (Quadrinhos na Cia.)

Pior: Liga da Justiça # 89 (Panini)

Até agora, este é um dos melhores títulos lançados no anoGuilherme Kroll Domingues

Melhores: Fracasso de Público - Volume 1 e Invasão dos Mortos e Homem-Aranha - Com grandes poderes... (Panini)

Pior: A máquina do tempo (On Line)




Outro bom número da revista, que a Panini cancelou...Ricardo Malta Barbeira

Melhores: Calvin & Haroldo - Felino Selvagem Psicopata Homicida - Volume 2 (Best News) e Marvel Max # 74 e # 75 (Panini)

Pior: Nenhum




Bem divertido este livro do MZKDelfin

Melhores: Banzo e Benito (Zarabatana), Blackest Night # 8 (DC), Seleção Tex e os Aventureiros # 1 a # 4 (Mythos), Nathan Never # 1 (Globo), Legs Weaver # 3e Agenzia Alfa # 2 (Sergio Bonelli), Fractal (Devir) e Almanaque da Mônica 1976 (Abril)

Piores: Liga Jundiaiense de Super-Heróis # 1 (Jund Comics / Quarto Mundo) e Estação Luz (Devir)

Curte HQs alternativas? Então, procure este álbumLielson Zeni

Melhores: Loveless - Terra sem lei - De volta pra casa, Frequência Global e Os Perdedores - Hora do troco (Panini), Ragu 7 (independente), Sábado dos meus amores (Conrad), Yeshuah - Assim em cima assim embaixo (Devir), J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga # 64 e # 65 e Corto Maltese - Tango (Casterman)

Pior: nenhum

Os Passarinhos, de Estevão Ribeiro, são garantia de boas risadasAndré Sollitto

Vingadores - A queda – Edição encadernada, Homem-Aranha - Com grandes poderes..., Marvel Especial # 7 - Namor, o Príncipe Submarino, Marvel Especial # 14 - Dinastia M - Guerra Civil, Os Supremos – Edição definitiva, Grandes Clássicos DC # 10 - Lendas, Grandes Clássicos DC # 2 - Mulher-Maravilha - Deuses e mortais, Wolverine Anual # 3, Loveless - Terra sem lei - De volta pra casa, Superman # 83 e # 84 e Marvels II # 1 (Panini), Hector e Afonso - Os Passarinhos (Balão Editorial), Preacher - Volume 8 - All Hell's A-Coming, Preacher - Volume 9 - Alamo e 100 Bullets - First Shot, Last Call (Vertigo), The League of Extraordinary Gentlemen - Volume II (ABC) e Rocketeer (Abril)

Pior: nenhum

Danilo Beyruth mostra a que veio neste álbum de estreiaDiego Figueira

Melhores: Questão - Zen e a arte da violência e Homem-Aranha - Com grandes poderes... (Panini), Necronauta - Volume 1 (HQM) e J. Kendall - Aventuras de uma criminóloga # 56 (Mythos)

Piores: Os Novos Vingadores # 73, Wolverine # 63, X-Men Extra # 98 e Novos Titãs # 68 (Panini)

18 comentários:

Doctor Doctor disse...

"Batman- Cacofonia" como um dos piores???!?!?! Ah, então tá certinho!

Sidney Gusman disse...

Doctor, eu não curti Cacofonia também. Aquela cena do Coringa arreando as calças é ridícula demais.

Marcus Ramone disse...

"Batman - Cacofonia" é um festival de descaracterizações dos personagens. E o pior foi o que fizeram com o Coringa. Além do que a arte é fraquinha, fraquinha...

Eduardo Roque disse...

Pois esse foi o detalhe q + saltou aos olhos p/mim. D material inédito foi o q achei + legal do Bat lançado em 2009. Sinal d q ñ foi tão ruim ou a qualidade das histórias anda baixa...

Doctor Doctor disse...

Na minha opinião, pessoal, o Cacofonia fez algo muito interessante no Batverso: tirou todo o poder do Coringa.
Quer dizer, todo mundo, tanto personagem quanto leitores, temem o Coringa. Mas, por que? A concepção do personagem é ótima! Ele é aterrador! Ele mata e tortura sem qualquer motivo ou padrão! Ok, nunca sabemos o que esperar dele! Isso é fato e estas e outras características o tornaram um dos mais terríveis vilões das HQs.
No entanto, convenhamos, ele vive muito mais de sua fama do que de seus atos. Tirando momentos antológicos como Piada ou Morte em Família, o que mais ele fez de tão aterrador? Na verdade, no mais das vezes ele me parece um vilão "mequetrefe" nas mãos da maioria dos escritores. Aquele Coringa que vimos pelo Moore ou no filme quase não existe mais.
Em outras palavras, acho que Cacofonia é ótimo porque ela desmitificou o Coringa, o que, aliás, fica bastante claro na fala do Batman: "O meu maior inimigo? Houve época em que o considerei meu segundo mais perigoso inimigo. Você amoleceu. Listá-lo como décimo sexto seria bondade".
O que vocês acham?

Eduardo Roque disse...

Q só por esse e outros diálogos dos 2 já valeram o preço da revista(o do "Batman Jr no hospital foi hilário). O q é + do q c pode falar d algumas HQs.
Quanto ao ponto q vc abordou, Doc, acho q o Coringa vive como personagem situação análoga à d Frank Miller como autor. D passado(cada vez + distante) e fama q d realizações atuais ou recentes

Sidney Gusman disse...

Doctor, pois acho que o roteiro comete uma injustiça com o Coringa, que é, sim, o maior inimigo do Batman, de longe.

E o mais psicótico, desde sempre.

O Coringa tem algo que nenhum outro terá: carisma. O cara teve até revista própria. E como vilão, não como a Mulher-Gato, que tem um pé em cada lado.

Cacofonia, pra mim, é muito fraca. No texto e na arte. Concordo com o Ramone desta vez.

Abraço

Doctor Doctor disse...

Na verdade, pessoal, eu ainda acredito que o Coringa vive de passado, como disse o Eduardo. Mas, eu acho que Cacofonia pode servir como uma forma de rever os rumos que estão sendo tomados quanto ao uso do personagem.

Eu acho que o Coringa FOI o maior vilão dos quadrinhos e hoje virou "comida enlatada" e "história de bicho-papão". Espero que ele volte a ser o terror que era.

Marcelo Fontana disse...

Em Cacofonia, qualquer um pode dizer que não gostou do roteiro, mas ninguém vai negar que Kevin Smith sabia o que estava fazendo, exceto pelo fato de impor o tal do Flanagan para ilustrar. Esse sim é amador. Sua "arte" seria capaz de comprometer qualquer roteiro, por melhor que fosse.
Concordo com o Ramone nessa.

Dirso disse...

Como assim Cacofonia foi ruim?
Acho que leram outra HQ e confundiram...

Cacofonia trouxe o que há muito tempo não se via numa história do Batman, e ainda, de quebra, atualizaram o status do Coringa no universo do morcego que, convenhamos os que acompanham, o Coringa está longe de ser o vilão mais temido do Batman hoje. Acontece que ninguém tinha coragem de falar isso, e então vem o "mi-mi-mi-mi" da galerinha do Palhaço do Crime.
A arte realmente não foi das melhores, mas a história foi boa demais.

Quem não gostou, vai uma dica: Leia novamente.

Peraí, melhor: Não leia não. Vai brincar na fazendinha do orkut vai...

Gustavo disse...

Fiz um review de Cacofonia aqui: http://etologo.blogspot.com/2009/11/batman-cacofonia.html A revista é BEM fraca!

Diego Figueira disse...

Eu não li essa edição, mas sou da opinião de que proposta não conta muita coisa se a realização não é boa.

E proposta de "reinvenção" do Coringa tivemos aos menos outras duas recentemente, o conto de prosa do Morrison e a graphic novel do Azarello. E nenhuma rendeu frutos em outras publicações, apesar do forte vínculo com a figura do vilão no filme. Mas creio que isso seja função mais dos editores do que de roteiristas.

Audaci Jr. disse...

Ter uma ou outra referência pop "da hora" já é mais velho que o Sandman de Gaiman! "Ah! Vou usar o artifício da cara estourada na máscara como o pistoleiro!!!!" Gênio do clichê! Teria mais graça se o vilãozinho pé-de-chinelo atirasse na boca do Batman! Ai, sim, seria uma verdadeira PIADA! Faça-me o favor...

Doctor Doctor disse...

E aí, Diego. Tudo bom, velhinho?

Então, cara, eu não acho que tenha sido o cara de reinventar o Coringa, mas sim de admitir o que vem acontecendo a anos, mas que ninguém tinha coragem de fazer, como o Dirso disse acima: o Coringa não mete mais medo em ninguém.

Na verdade, concordo com o que o Sidney falou acima. O Coringa tem mesmo muito carisma. Aliás, tem tanto que a maioria dos escritores não sabem trabalhar com isso.

Todos os escritores querem fazer uma história com ele e "deixar sua marca". Aí aparece um cara branco com um sorriso na cara pulando e falando chiclete.

O Kevin Smith só admitiu o que todo mundo já sentia quando lia uma edição do Batman: "Ah, tá! Mais uma com o Coringa! Vamos ver ele bater a cabeça na mesa de novo como em 'Advogado do Diabo' pra mostrar que ele é louco".

snikt!!! disse...

Gostei também da Cacofonia, mas os albuns que o Sydnei leu foram demais:
O Escapista, Criminal, Homem Aranha - Com Grandes Poderes, Loveless e Transmet.
De longe os melhores albuns que li no ano junto com os dois encadernados do Minduim (PEanuts)

João Defunto disse...

Olha, eu gostei bastante de "Cacofonia". Li como sendo uma história isolada e descompromissada, sem me preocupar com cronologia, mitologia, psicologia e outras "logias".

E lá vem o Sidney com os "Iznogoud" da ASA/Público... (Ahhhhhhhh!!!)

Dá para importar essas publicações da ASA/Público?

Ariesi disse...

Pô, Sidão, só porque o Kevin Smith arriou as calças do coringão tu deu um chega pra lá na revista, mano? Qualé, o cara não queria fazer uma referência explícita ao Corinthians não, broda! ;)

Sidney Gusman disse...

João, a esperança pra importar os materiais da Asa é a Leya, que é a dona da Asa em Portugla e abriu uma filial aqui, montar, sei lá, uma loja.

Já sugeri isso a eles.

Sobre Cacofonia, façamos assim: daqui a 10, ou melhor, 5 anos vamos ver quantas pessoas vão falar desta HQ.

Achei fraca. Mas respeito a opinião dos demais. Até a do Dirso, que não faz o mesmo.

Ariesi, você errou o time. Sorry.

Abraço