31 maio 2012

"Meio malas, mas bastante persistentes"

Taí, mais uma coluna. Que, no fundo, vem da impressão de que a gente deveria aproveitar mais as oportunidades que aparecem por aí. Talvez eu esteja errado.

Normalmente, a gente abre este espaço para discussão desses temas e de outros que surjam. Então, está aberto.

10 comentários:

hydrogenstudio disse...

Talvez o motivo de tanta gente de peso não estar lá é porque esta palestra foi divulgada em meios que o quadrinista/ilustrador nacional não lê - tipo a própria revista Cult.

Estamos (infelizmente tenho que usar primeira pessoa no plural) muito mais preocupados com babaquices do facebook e twitter, à ir para a balada ou ficar em casa jogando videogame, do que nos dar ao trabalho de ir até uma palestra dessas.

Espero que François tenha razão e que realmente o mercado nacional não fique "assim para sempre". Acorda, galera!!!

Eduardo Nasi disse...

Desculpa, hydrogenstudio, mas era o evento sobre quadrinhos da Companhia das Letras. Saiu aqui no UHQ - http://www.universohq.com/quadrinhos/2012/n25052012_06.cfm, e no Omelete e em diversos outros veículos especializados. E era grátis, num sábado à tarde.

liber disse...

A verdade é que os gêmeos Moon e Bá tem muito talento, mas o maior deles é justamente essa preocupação com as oportunidades. Eles não só são persistentes, como também são atentos e se a o oportunidade de contato existe, eles estão lá para aproveitá-las.

Além de muito trabalho duro, eles sabem divulgar suas obras, seus prêmios, sabem construir uma imagem, sabem usar todos os recursos que possuem e, principalmente, sabem onde querem chegar.

Mais do que artistas, eu os considero PROFISSIONAIS no melhor e mais pleno sentido da palavra.

O texto do Nasi e o histórico da carreira desses dois são muito inspiradores.

Acredito que os recursos fazem diferença (poder viajar todo ano pra San Diego Comicon não é pra qualquer um), mas sem dedicação e esforço, não tem recurso que salve.

Você pode não viajar pra San Diego Comicon, mas pode se dedicar a desenvolver um bom trabalho, a pesquisar e conhecer as pessoas do meio, informar-se dos eventos, apresentar-se, mostrar a cara, etc. Tentar de novo, de novo e de novo, e continuar tentando.

ds disse...

Gostaria de parabenizar ao Eduardo pelo belo texto que produziu. (Independente do alerta deixado para que todos se movimentem e inspirem-se.)

HQ disse...

Então é pior ainda, Nasi - o quadrinista/ilustrador brasileiro realemnte não está nem ligado ou pior: nem aí.

Israel Junior disse...

Excelente texto.
Gostaria de ter estado lá, mas infelizmente não deu. Eu admiro muito o Bá é o Moon, e realmente estou aprendendo ser mala e persistente.

Giorgio Galli disse...

Ótimo texto, faz pensar. Fábio e Gabriel são exemplos de profissionais pra mim, e o livro "Fanzine" deles foi um dos fatores que me motivou a produzir minhas revistas independentes. E de colocar a cara à tapa. O que não dá é pra ficar sentado esperando as coisas acontecerem. Se você gosta do que faz, e acha que pode fazer bem feito, corra atrás. Produza! Divulgue! Enfim, seja meio mala, mas bastante persistente!

Ana Rodrigues disse...

Parabéns mesmo pela coluna. Não sou da área de quadrinhos, só acompanho por causa do meu marido (que persistente ele é, mala eu já não sei...) mas milito na literatura independente. E vejo que ter essa postura do Bá e do Moon é por vezes muito mal vista.

Eduardo Nasi disse...

Valeu, pessoal.

Leo Vinhas disse...

Grande texto, Nasi!
Vale, inclusive, para outras searas da criação. Ok, a indústria musical, ou a literária, dentre outras, podem estar em momentos mais profissionais, mas a postura do Bá e do Moon - e as ponderações do seu texto - são inspiradoras para quem está buscando um espaço com um trabalho autoral.