
Sobre Eduardo Marini e o nono volume da série Escorpião
- Marini continua chutando o pau da barraca no mais recente álbum do Escorpião. Vai pros melhores do mês. http://bit.ly/bKNGMF
- Nono volume de O Escorpião lidera a lista das HQs mais vendidas de agosto no mercado franco-belga.

- Série europeia desenhada pelo Marini (de Rapaces), mais ou menos na linha de Os Três Mosqueteiros.
- Tem 9 volumes na Europa (dois arcos), 5 lançados em Portugal. Só o primeiro foi distribuído no Brasil.
- Onde escrevi Europa, entenda como mercado franco-belga.
- http://bit.ly/bKNGMF , http://bit.ly/dx5L7i , http://bit.ly/a9a2dc
- Impressionante que só Rapaces (série Predadores, lançada pela Devir), do Marini foi publicado no Brasil.

- Em 1996, Marini desenhou os dois volumes de l'Étoile do Désert (saiu em Portugal, pela Asa, como A Estrela do Deserto).
- O Escorpião, título mais vendido este mês na França, já está no nono tomo, e Les Aigles de Rome está no segundo volume.
- E, apesar disso, o Enrico Marini ainda é quase desconhecido no Brasil.
Sobre o mercado franco belga

- Em 2009, foram lançadas 4863 HQs no mercado franco-belga (apenas Europa continental). Desse total, 3599 eram HQs novas.
- 288 editoras lançaram HQs no mercado franco-belga em 2009, mas apenas 9 delas representam 60% do mercado.
- Foram publicadas 1891 HQs traduzidas de material estrangeiro (sendo: 1429 de material asiático e 312 de HQs americanas) no mercado franco-belga.
- 1439 autores vivem exclusivamente de quadrinhos no mercado franco-belga.

- Para comparar, em 2000 foram lançados 1137 álbuns. Em 2009, foram 4863. E isso porque houve uma desaceleração no crescimento.
Em resposta a Lucas Ed
- Isso faz parte do relatório da ACBD (Association des critiques et des journalistes de bande dessinée). Estava fazendo uma pesquisa e resolvi divulgar os números.
Em resposta a Milena Azevedo
- Houve um grande crescimento durante 13 anos consecutivos. A desaceleração no mercado foi de 2,4% em relação aos 10,04% de crescimento em 2008.
Em resposta a Pablo Casado

- Até as livrarias tem problemas de espaço para guardar as coleções completas de tantas séries.
- As HQs lançadas representam 7,48% do total de livros publicados (65 mil livros) em língua francesa em 2009.
- O grupo Média-Participations publicou 586 álbuns em 2009 (12,05% da produção de HQs).
- O grupo Média-Participations = Dargaud, Dargaud Benelux, Kana, Le Lombard, Dupuis, Blake et Mortimer, Lucky Comics e Fleurus/Édifa.
Diálogo com Carol Bensimon, que escreveu: "Há 10 anos, 500 HQs eram lançadas na França anualmente. Hoje, segundo o Le Monde, são 4.500 (metade só entre agosto e novembro)."
- Codespoti: Estranho. Segundo a ACBD (associação de críticos e jornalistas de HQs da França), são 1200 em 1999 e 4863 em 2009.
- Codespoti: Os números são um pouco diferentes (o efeito final é o mesmo). Aliás, segundo a ACBD, são 13 anos de crescimento contínuo.
- Codespoti: Carol, olha no site da ACBD: tem os relatórios da última década em detalhes http://www.acbd.fr/.

- Esta semana (a primeira de setembro) foram lançados 98 novos álbuns no mercado franco-belga. Ou seja, nos últimos 15 dias foram praticamente 170 novas HQs.
Sobre a série Largo Winch
- Em novembro, sairá o 17º álbum de Largo Winch. A série é escrita por Jean Van Hamme, o mesmo de XIII.
- Veja bem: 17 volumes, vários romances e dois filmes e Largo Winch continua inédito no Brasil.
Sobre Arthur de Pins
- Olha um Arthur de Pins novo pra você - http://bit.ly/d5aNfF
- Pra quem gosta do Arthur de Pins... site interativo de Zombillénium (http://bit.ly/aPQlCu), a nova HQ do sujeito (http://bit.ly/d5aNfF)
Assuntos diversos sobre HQ europeia
- O preview de Le trop grand vide d'Alphonse Tabouret, também está bacana. http://bit.ly/d4N6uI

- Morreu Roger Mas, aos 86 anos. Criador da série infantil Pifou (desconhecida no Brasil) sobre as aventuras de um cãozinho. (Noticiado no UHQ: http://www.universohq.com/quadrinhos/2010/n02092010_05.cfm)
Em resposta a Fernando Peres Farto, sobre O Incal
- Vai sair um novo encadernado do Incal original, completo e com colorido restaurado, em 2011
(Noticiado no UHQ: http://www.universohq.com/quadrinhos/2010/n12072010_06.cfm)
- A Édition Fetjaine reuniu as tiras de Woody Allen num álbum bacana.
- Fãs dos quadrinhos e do automobilismo: a Dupuis criou um site só pra série Michel Vaillant - http://www.michelvaillant.com/
- Lendo Les Années Pilote, do Patrick Gaumer, sobre a famosa revista do Goscinny e do Uderzo, na qual surgiu Asterix.
9 comentários:
Olá Codespoti. A Heavy Metal brasileira chegou a publicar o primeiro n.º de Gypsy, com arte de Marini (no início da carreira, emulando Katsuhiro Otomo, diga-se de passagem). Infelizmente não tenho minha coleção aqui comigo, para lhe indicar exatamente qual edição.
Fato que faz pouca diferença no verdadeiro limbo que o mercado brasileiro tem em relação aos blockbusters franco-belgas. Realmente não entendo como nenhuma editora se interessou por Escorpião e Largo Winch por aqui.
Sergio, beleza? Seguinte, com esses numeros todos o mercado franco-belga ta maior que o americano? Eh coisa demais. Eu ia ficar doido se morasse la. :) Acho que so nao bate o mercado japones.
T+
Um abraco;
Frederico Dutra Vieira
Marcelo, não lembrei que saiu na Heavy Metal brasileira. Valeu o toque.
Frederico é difícil dizer, mas acredito que sim, que o mercado europeu seja maior que o americano. Sem dúvida é mais saudável. Os novos lançamentos das grandes séries franco-belgas tem tiragens muito maiores do que as americanas. Isso sem falar nos clássicos. Tintin, por exemplo, atingiu a marca de venda de um milhão de exemplar por álbum no início da década de 1950. Os americanos tem muito volume, mas as revistas tem menos páginas e vendem menos. O mercado americano está mudando com as vendas fortes dos encadernados. Vamos ver o que vai acontecer.
O Escorpião, Passageiros do Vento, Giuseppe Bergmann, os Ciclos de Cyan, Thorgal...
Fãs das BD franco belgas precisam aprender francês e adquirir cartão internacional, ou chorar a falta delas.
Pior de tudo é a quantidade de séries que foram parcialemnte publicadas no brasil e depois abandonadas, como várias séries apresentadas na Heavy Metal (até hoje não temos o fim de Druuna, por ex.) e outras tentativas editorais mal sucedidas (Terceiro Testamento, XIII, algumas séries iniciadas nos álbuns da martins fontes no fim de 80 e mesmo da devir no fim de 90).
É algo muito decepcionante, ainda mais porque cada album lançado custa sempre uma paulada. Dado o histórico de descontinuidade, não tem muitos loucos que querem arriscar a ficar com mais uma série inncompleta. Logo as vendagens devem ser muito baixas por aqui.
Uma alternativa que tenho considerado é importar da espanha, que tem muitos desses materiais. Aliás, alguem poderia me dar alguma dica para importação?
Charles, sem dúvida é uma situação triste que obriga o leitor a procurar alternativas caras.
Só para usar o exemplo de Druuna, a série tem 8 álbuns, o último deles publicado em 2003, fora os especiais. O caso de Thorgal, é bem pior: 32 álbuns e só uma meia dúzia distribuída em versão portuguesa.
Na Espanha, um caminho pra compra é a Fnac.es, mas provavelmente existem outras livrarias interessantes com venda online.
Nao eh melhor comprar pela net de Portugal, nao? Ta certo que a Meriberica que tinha um acervo muito grande fechou e parece que muita coisa ta sendo publicada pela Asa.
Anônimo, qualquer autor de notícia ou resenha tem no nome o seu link para e-mail.
Mas valeu o toque.
Abraço
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