02 outubro 2009

Mais diferenças entre nós


Volta e meia tem um leitor que pergunta:

- Como é que vocês podem gostar dessa HQ se ela é tão ruim?

Opa, peraí: vocês quem?

Como o Sidão falou na semana passada, a gente mesmo discorda, e muito, nas opiniões.

Um exemplo disso está nas resenhas de hoje. Enquanto o Sidão dá nota 3,0 pra Invasão Secreta, eu dou 4,0 pra Crise Final.

Pode parecer que toda a equipe está curtindo a onda de minisséries de super-heróis que tomou as bancas, mas não é bem assim.

Na verdade, não é nada disso. O Sidão tá odiando Crise Final. Diz que a # 3 vai pros nossos piores do mês. Detona até o J.G. Jones: "o desenho do Jones, pra mim, está um lixo. Feio demais", diz nosso editor-chefe.

Já eu acho que Invasão Secreta está uma chatice sem fim. Tenho a impressão que todo mês a história mostra um monte de super-heróis batendo em alienígenas. E só. Nada muda nunca, nada evolui. As HQs interligadas dos Vingadores bem mais interessantes que a série em si - nisso, pelo menos a Marvel parece levar vantagem em relação à DC.

Pra pôr mais lenha na fogueira de gibis, retomo o debate da semana passada e digo que estou acabando Umbigo sem fundo. E estou adorando - como o Lielson, que, aliás, também gosta de Crise Final.

E aí? Quem concorda com quem?

23 comentários:

Sérgio Coutinho disse...

Invasão secreta veio com márquetingue inteligente em que levava a crer que seria uma pegada como da série "V" em que aliens bonzinhos querem se integrar aos humanos. Mas a cada número ficam todas as histórias em aberto e só se decidem as pancadas entre skrulls e heróis. Tédio puro até no último número quase tudo se resolver em poucas páginas salvo aquilo que vai ficar para outra megaultrahiper saga da Marvel. É uma só história há mais de dez anos sem sinal de fim. Desisti no segundo número e evitei os crossovers que não caio mais nessa picaretagem pra vender revistas.

Li Crise até segundo número. De nada valem bom autor e bom desenhista se a editora está uma bagunça. Gente que morre dois meses seguidos, Batman em morte absurda com retorno capenga já com série do retorno de Bruce Wayne prometido. Mais tédio. Desisti da DC. Só quero encadernados de clássicos.

Aguardo Umbigo sem fundo para respirar algo diferente dessa mesmice anticriativa das HQs de gente de cueca por cima do colante.

alexandre, o chato disse...

crise eu parei de ter há muito tempo.
muito tempo mesmo.
dos prelúdios para a crise final eu acho que nem terminei sete soldados.

revista de banca eu parei totalmente, tenho comprado só mesmo alguns zé cariocas que trazem renato canini.

invasão secreta eu comprei só o primeiro número. vi qual era, não empolgou.
realmente muito ruim.

tá na fila ainda retalhos, e depois, umbigo sem fundo. que são mais livros que quadrinhos.

Anderson disse...

O problema de Invasão Secreta, como todas as história hoje em dia, é esticaaaaaaaaaaaaar o enredo até não poder mais, enchendo linguiça com diálogos sem fim entre os personagens. Não que eu seja contra diálogo, mas tem limites.

Sério, a trama de IS com os heróis dos anos 70 deveria ter sido resolvida em duas edições.

E Invasão Secreta deveria ter durado 4 números no máximo.

Sidney Gusman disse...

Isso mesmo, Anderson. Invasão Secreta deveria se chamar Invasão Secreeeeeeeeeta, tamanha a enrolação.

Como falei pro Nasi (e escrevei na resenha), o que salvou a nota desta edição, por incrível que pareça, é a história complementar, que é legalzinha.

Agora, tenho feito um exercício pra resenhar Invasão Secreta e ler Crise Final: imaginar como as séries seriam interpretadas por um leitor que não tem conhecimento das cronologias de Marvel e DC.

Nesse quesito, Invasão Secreta se sai um pouco melhor, pois a trama é compreensível. Já Crise Final precisa ser lida com uma bula. Ou um glossário.

É um monte de menções a coisas antigas e recentes que só fazem sentido pra meia dúzia de doidos que se dispõem a ficar fuçando essas referências.

Eu, apesar de ser um leitor veteraçao, não tenho mais saco pra isso. E, cada vez mais, acho o sr. Grant Morrison muito, muito superestimado.

E a arte do Jones (assim como a Yu) está uma porcaria inominável.

Abraço

André Sollitto disse...

Realmente, Invasão Secreta é chata demais. Comprei os primeiros números e depois revendi a um amigo. Mas concordo com o Sidão nesse ponto: ela é muito mais compreensível que Crise Final.

Crise eu li o primeiro número e comprei os outros dois, mas acompanha com as anotações sugeridas pelo Nasi.

A arte dos dois está horrível. Logo na primeira edição de Crise eu dou de cara com um Superman horrível. Vejam lá! parece um garoto retardado.

Acabo relevando os desenhos toscos em nome de um bom roteiro que, até agora, o Morrison tem feito.

Anônimo disse...

Eu semprei tive uma tendência pró DC, mas Invasão secreta ( apesar das falhas do tipo:Quantas susie storms existem no universo Marvel??? ) eu estou achando mais interessante e concordo com o Sidney quando diz que a trama é mais compreensível...Prefiro mil vezes do que o quebra-cabeça-pseudo-super-bacana do Grant Morrison... Aliás, o cara tá se tornando uma unanimidade nas minhas ultimas leituras, como um roteirista da linha "eu odeio"(junto com o morto vivo Frank Miller )
É isso ai...

Flavio

Ricardo Soathman disse...

Caraa;

Como ando escrevendo demais aqui, vou resumir minha participação assim...

EU ODEIO SUPERSAGAS.

Partindo do principio que agho Grant Morrison CHATO... Então... EU ODEIO A SUPERSAGA DA DC!

LOL!

Sabe quel é o problema nessas supersagas, excesso de informação, quase sempre confusa, e dispersa!

Ninguém merece!

ABS

- Ricardo Soathman

Amalio Damas disse...

Perceberam o tiro pela culatra das supersagas nos comentários acima? Os quadrinhos não atraiam novos leitores, então começaram a construir sagas para atrair os colecionadores, mas nem os colecionadores estão aguentando mais.

Uma das grandes furadas destas grandes sagas é fazer uma ação bombástica como a revelação da identidade do Homem-Aranha que poderia ser explorada por anos, mas que foi revertida da maneira mais imbecil possível. Outra furada foi a suposta morte do Batman. Existem formas e formas de se fazer histórias bombásticas boas como está sendo feito com o Capitão América, mas faltam roteiristas competentes no mercado.

Eu sou um que mesmo antes da minha crise pessoal, já tinha desistido das mensais e optado por comprar encadernados. É bem melhor e mais cômodo, comprar encadernados de Vingadores - A Queda e de Dinastia M, do que ficar comprando a minissérie e acompanhando os "desdobramentos" nas mensais.

Quanto a Morrison e Miller, o primeiro escreve 80% de enrolação como Sete Soldados, mas no meio disso tudo ainda consegue pérolas como WE3 e Superman All Star, já Frank Miller é uma incógnita. Às vezes temos a impressão que ele está se divertindo as nossas custas escrevendo loucuras deste DK2, em outras parece que pirou mesmo, estou esperando uma promoção da locadora para assistir Spirit, porque pelo que TODO MUNDO anda falando eu me recuso a gastar dinheiro para assistí-lo.

Me arrependi amargamente após comprar Trindade e parei no primeiro. Seria melhor ter guardado os R$ 7,90 + R$ 2,00 e acabar de completar a minha coleção de Buda do Tezuka.

Francisco disse...

Antes de chamar a Invasão Secreta de "Invasão Secreeeeeeeeeta", deveríamos chamar o Michael Bendis de Michael Beeeeeeeeendis.

Que me desculpem as viúvas do cara, mas taí uma "estrelinha" que nunca me convenceu.

Sidney Gusman disse...

Francisco, acho que o Bendis teve seus bons momentos, mas penso que se perdeu no excesso de trabalho.

Anderson disse...

Eu adoro o JG Jones, mas realmente em crise final ele deixou a desejar. Nem entendi pq, mesmo com a arte abaixo do padrão dele, não conseguiu terminar a série.

Taí uma matéria legal para vcs fazerem, sobre o que os americanos chamam de "decompression storytelling", ou seja, enredos que poderiam ser contados em oito páginas e duram 3 edições.

Isso nada mais é do que uma imposição da Marvel para aumentar as vendas das TPs.

Me lembro da época em que, após uma história que durava 4, 5 ou até 6 edições, a gente lia uma história só, dos heróis conversando e se divertindo, como pessoas normais. Eram histórias especiais.

Hoje em dia, a cada duas edições temos histórias assim, em meio a uma grande saga de 6 ou 12 edições, deixou de ser algo especial para ser rotineiro.

Eduardo Roque disse...

Sei ñ, esse lance d "excesso d trabalho" é discutível visto q caras como Ed Brubaker, Chuck Dixon e Alan Moore já escreveram trocentos títulos simultaneamente s/deixar a peteca cair. A mim, Bendis nunca enganou.
Já essa "embromation" q rola parece fruto da "mangalização" dos comics. Fazer o q? Tem q imitar o q vende...
O comentário acima sobre heróis papeando me lembrou d 1 coisa q a princípio gostava e depois comecei a odiar na Liga do Keith Giffen em q a coisa + rara era os "Maiores Heróis do Mundo" saírem e salvarem o mundo. Parecia q o autor ñ tinha muito o q dizer

Francisco disse...

Concordo quanto a qualidade da "arte" do JG Jones em Crise Final. Tem cada coisa bisonha.

Francisco disse...

Sobre bons quadrinhos, alguém tem alguma perspectiva de "El Eternauta" no Brasil. Já as nossas editoras estão se abrindo aos trabalhos dos argentinhos. Aliás essa HQ merece uma matéria do UHQ.

Francisco disse...

Sidney, acho que uma quadrinhista de verdade (de talento vocacional) em oposição a uma empregado (burocrata, operário etc) não se perde no "excesso de trabalho". Ou ele tem fôlego para todas as demandas ou ele sai antes de ser consumido por elas.

Silvio dB disse...

Eu leio marvel há pelo menos uns 20 anos e confesso que estou preocupado com o rumo que as coisas estão tomando (chega de tanta megasaga). Depois de arrumar de forma bastante competente a casa, com trabalhos interessantes, o Bendis parece que está perdendo a mão. Na DC, eu não suporto o Grant Morrisson em quadreinhos de linha e parece que ele é quem carrega a DC nas costas. Tô fora.
No entanto, nem só de megasagas e escritores megastars vivem a marvel e a DC. Se alguém tem dúvida, basta ler o Demolidor e a Batwoman. Ambos trabalhos primorosos tanto de texto quanto de arte e que provam que quadrinohs de supercaras podem sim ser muito bons.
Falar que todo quadrinhos de superherois é uma porcaria é coisa de gente que quer parecer cool, que só lê Daniel Clowes. Acho isso uma grande bobagem.

Silvio dB disse...

E Francisco, eu concordo contigo quanto aos trabalhos Argentinos. Tem coisa bem interessante sendo produzida lá. Realmente seria interessante uma matéria no universo HQ.

abraços!

Guilherme Veneziani disse...

Bom a divergência é sempre saudável, desde que haja o respeito. E não tenho dúvida que há esse respeito aqui no UHQ.

Eu gosto do Morrison, mas receio que terei de recorrer ao Blog que o Nasi indicou para entender esta Crise.

Quanto ao Bendis, eu importei toda a série POWERS, a medida que ela ia saindo lá fora, e acho o melhor trabalho de super-heróis que saiu nos últimos anos. Pena que agora só sai a conta gotas... (ou melhor, não sai... mas vai voltar :-) ) Ele continua verborrágico mas, mesmo assim, os diálogos são sensacionais! Pena que a Panini não publica por aqui...

Agora reconheço que a série principal de Invasão Secreta ficou abaixo do seu potencial.

Lielson disse...

Eduardo Roque, a ideia do Giffen era fazer comédia. e o tipo de comédia de tipos expressa por meiod e diálogos, nem tanto comédia de situações.

e - fica a provocação - foi a melhor Liga da Justiça de todos os tempos! sinto muita, mas muita, falta de um quadrinho mensal pra ler por diversão, tupo essa liga do Giffen ou Groo.

parece que quadrinho de diversão hoje em dia é pancadaria sem cérebro (tipo Miss Marvel na Invasão Secreta).

Leo Flamengo disse...

Eu achoque invasão secreta dá a impressão que vai decolar, mas fica só na intenção, porque é uma invasão secreta muito explanada.Começa com algo bem planejado e dai vira um salve-se quem puder dos skrulls, que parecem os hooligans indo pra cima dum pobre desavisado.E os desenhos do yu, nossa, como são ruins.Chamem ele pra um desenho conceitual de filmes do Frankenstein, que ele terá êxito.

Eduardo Roque disse...

Pois ñ aceito sua provocação, Lielson(como diz o Soathman, LOL)!
Entendi a intenção do Giffen mas depois d 2 anos começou a encher o saco, ainda + depois da saída do desenhista Maguire.
Agora, os detratores do Morrison q me perdoem mas p/ver "a melhor Liga de todos os tempos" é mole: basta ler o encadernado q a Panini lançou ano passado! Putz, tomara q lancem logo o resto. Eita dinheirinho bem gasto

Lielson disse...

Eu também gosto muito da Liga do Morrison. acho ótima.

mas a melhor continua sendo a do Giffen!!!

:>)

Paulo disse...

Mais uma vez o sidnei está criticando o Grant Morrison o que não é nenhuma novidade já que ele já demosntrou isso várias vezes, inclusive em vários tópicos da comunidade, mas aposto como se quem tivesse escrito a crise final fosse o Alan moore ia ter um monte de gente inclusive ele batendo palma e dizendo que é a melhor revista já lançada.