20 agosto 2006

Um gênio chamado Isaac Asimov

Muito mais do que um extraordinário escritor de ficção científica, Isaac Asimov foi um dos maiores gênios do século passado.

Sou um fã inveterado desse gênero literário. Tenho uma vasta coleção que inclui os mais diversos autores, mas nenhum, por mais brilhante que seja, pode ser comparado a Asimov.

Talvez Robert A. Heinlein, com o clássico e espetacular Um estranho numa terra estranha, que ganhou até uma música do Iron Maiden no álbum Somewhere in time, em 1986, poderia chegar lá (a banda também homenageou Asimov na capa do mesmo disco, com os dizeres “Isaac Asimov Foundation” em um letreiro, aludindo à aclamada trilogia Fundação).

A diferença é que a imensa maioria dos reles mortais que escreveram uma obra-prima da ficção científica ficou só nisso. Não conseguiu repetir a dose, embora tenha feito muitos trabalhos de boa qualidade.

Já Isaac Asimov possui uma imensa galeria de Obras-Primas (com ênfase nas letras maiúsculas), daquelas que só é possível escolher a melhor na base do “uni-duni-tê”. Sem contar que ganharam versões em filmes como O Homem Bicentenário, Eu, Robô e outros que não chegaram aos pés dos livros.

Até os quadrinhos adaptaram alguns trabalhos do mestre visionário que criou as leis da robótica, hoje utilizadas pela indústria do ramo. As HQs também já emprestaram muitas das idéias do autor, como há poucos anos, em uma aventura do Astronauta, personagem de Mauricio de Sousa. A história usou, indiscutivelmente, todo o enredo (mudando apenas os personagens) de O cair da noite - escrito por Asimov em parceria com Robert Silverberg -, um conto que depois foi transformado no romance de mesmo nome.

Li o conto pela primeira vez em uma edição da Isaac Asimov Magazine, coleção publicada a partir de 1990 pela Record. A série era a versão brasileira da homônima norte-americana, um sucesso editorial havia anos nos Estados Unidos.

A coleção, aliás, reunia contos não só de Asimov, mas de outros nomes de grande expressão mundial, e incluía até trabalhos de autores brasileiros (como o premiado Roberto Schima). Eram livros mensais, em formatinho, que chegaram a pouco mais de 30 edições.

Foi nessa época, enquanto colecionava os livrinhos, que soube da notícia da morte de Isaac Asimov. Era abril de 1992. Muitos telejornais, revistas e outros meios de comunicação abriram espaço para essa nota triste que me pegou de cheio, quando eu estava no auge da minha idolatria pelo autor.

Mas o que importa é que o mestre deixou um legado tão maravilhoso que jamais será esquecido. Quem não conhece sua obra, simplesmente não tem idéia do que está perdendo. Entre romances e contos, são mais de 400 trabalhos que têm a ficção científica como tema principal ou mesmo como pano de fundo para questões sociais, políticas e até filosóficas.

Em qualquer boa livraria do Brasil é fácil encontrar algum livro escrito por Asimov. Vai por mim, procure um desses e boa... quer dizer, ótima leitura!

2 comentários:

Anônimo disse...

Gostei do post. Mostrou os livros de ficção científica mais importantes de Asimov. Tem outras informações em http://isaacasimov.wordpress.com

Roberto Schima disse...

20.10.2013

Obrigado pela menção a meu nome. A versão brasileira da “Isaac Asimov Magazine” foi muito significativa para mim. A coleção deixou sua marca, assim como sua antecessora dos anos 70, o “Magazine de Ficção Científica”.
Estou afastado há quase vinte anos (quanto tempo!), todavia, recentemente, lancei uma coletânea intitulada “Limbographia”, reunindo a maior parte do que escrevi. Se tiver curiosidade (ou seus leitores), visite o link:

https://clubedeautores.com.br/book/152240--LIMBOGRAPHIA

Obrigado.
Roberto Schima