14 dezembro 2007

LEGal!

Você pode até não gostar de LEGO (eu mesmo, em minha infância, sempre preferi me divertir com outras coisas), mas é impossível não aplaudir o que os irmãos Arvo conseguem criar com as peças do brinquedo.

Esses norte-americanos têm um blog dedicado à exibição dos trabalhos espetaculares que eles fazem com LEGO. Confira clicando aqui.

O que me levou a abrir este post, entretanto, foi a última e sensacional criação dos Arvo: esse Homem de Ferro aí, numa posição bem difícil de retratar com peças montáveis.

É ou não é impressionante?

11 dezembro 2007

O horror, o horror!

Essas imagens são chocantes pra qualquer colecionador de quadrinhos. Imagine ver seus gibis nesse estado de perda total. Brrrrrrr.... é de dar calafrios! :-)

A primeira foto é da semana pasada, tirada em um prédio da revista Fangoria, nos Estados Unidos, que pegou fogo.

Todos os funcionários escaparam, mas o estoque de edições antigas, além dos materiais que ainda seriam finalizados e distribuídos, foi pro reino do beleléu.

Outra dessas tragédias com revistas (foto abaixo) eu noticiei no ano passado, no UHQ.

Um colecionador perdeu suas HQs em um temporal que alagou o porão de sua casa.

O sujeito tirou fotos das revistas arruinadas e publicou em um blog, fazendo troça da própria "dor de colecionador". Clique aqui pra saber mais.

10 dezembro 2007

Causos do mercado de quadrinhos: Sidney ou Disney?

Semana passada, conversei com o jornalista Marcelo Alencar (um dos caras que mais conhece quadrinhos neste País) e, por uma daquelas coincidências monstruosas, no dia seguinte o encontrei entrando na estação do metrô Vila Madalena.


Isso me fez lembrar que havia prometido a um leitor, na comunidade do Universo HQ no Orkut, que contaria uma história que rolou com meu nome.

Pois bem, vamos lá. Estava eu em começo de carreira, fazendo meus primeiros textos para jornais e revistas, em 1990, quando um belo dia fui à redação de quadrinhos adultos da Abril, que ficava na rua Bela Cintra.

Pedi pra falar com o Marcelo Alencar e, como é normal, entreguei minha carteira de identidade para a atendente. Eu só não podia contar que a moça fosse dislexa. Ela ligou para o Marcelão e disparou:

- Marcelo, o Disney está aqui, para falar com você.

E ele, que é grande fã das HQs Disney (tanto que tem seu nome ligado ao belo projeto de resgate dos trabalhos de Carl Barks):

- Quem?

Nessa hora, eu já gesticulava pra menina, dizendo: "Sidney! Sidney!"; e ela com a maior cara de naturalidade. Desfeito o engano, subi para a redação e, claro, quando cheguei foi uma baita tiração de sarro.

Foi só nesse dia que saquei que trocando as duas primeiras consoantes do meu nome, Sidney virava Disney. Bom, ao menos valeu pelas risadas. Pena que eu não tenha a conta bancária de meu quase xará! :-)

05 dezembro 2007

Lista Telefônica


Lista telefônica de Alicante, na Espanha. Bem que a Telefonica (e outras companhias) podia adotar a idéia, e até o modelo, no Brasil.

04 dezembro 2007

O maior colecionador de Star Wars

Steve Sansweet, hoje com 62 nos de idade, é o maior colecionador de Star Wars do mundo. Se você acha que a sua coleção (de qualquer coisa que seja) é grande, espere só até ver a dele.

Sansweet foi jornalista do Wall Street Journal antes de se tornar um viciado em Star Wars, e posteriormente acabou trabalhando no setor de Marketing, como relações públicas da Lucasfilm e até mesmo escreveu alguns livros sobre o assunto (10 deles).

Sua coleção abrange tudo que você pode imaginar sobre Star Wars: bonecos de todos os tipos e tamanhos, displays de papelão, embalagens, brinquedos diversos, filmes, músicas, roupas, uma enorme biblioteca, máscaras, figuras em tamanho real (como Darth Vader, Boba Fett, Darth Maul e um Guarda Imperial), uma réplica do bar de Star Wars - em tamanho real, com bonecos animados da banda que tocam seus instrumentos, modelos das naves, cartazes, artes originais, bonecas com os vestidos da Rainha Amidala, bustos, estátuas, videogames, fliperamas e muitas outras coisas.

Tudo isto está guardado no que ele chama de Rancho Obi Wan, uma antiga granja que o cara foi obrigado a comprar para guardar sua enorme coleção, que possuiu um celeiro de 460m2.

O próprio Sansweet explica sobre sua coleção, e como ela cresceu, no primeiro episódio de uma série de vídeos que pode ser visto aqui.

03 dezembro 2007

Enfim, minhas estantes estão arrumadas!

Começa a operação desencaixotarExatamente um ano atrás (estou abismado com a coincidência), postei aqui as fotos do dia em que a estante de madeira da minha sala arriou.

Desde então, grande parte da minha coleção estava encaixotada, aguardando que eu tivesse tempo e paciência para colocar tudo no lugar de novo. Afinal, a estante já estava arrumada e ainda comprei outra, metálica (de 2,10 metros de altura e com capacidade para 150 quilos por prateleira!), para "desovar" o estoque.

E neste final de semana criei coragem. E jamais imaginei que fosse dar tanto trabalho! Distribuir os livros não seria problema, o lance é que, como virginiano que sou (com ascendente em virgem), tento estabelecer critérios para a disposição dos livros: formato, autores, editoras etc. Ou seja, até o que estava ajeitadinho nas outras estantes de meu escritório, entrou na dança.

Até o sofá foi usado para eu espalhar os livrosComecei no sábado e terminei na madrugada desta segunda, claro com as devidas paradas para sair com a molecada, almoçar fora, sofrer com o Corinthians, participar de um debate na Maratona HQ, da Devir, assistir ao último jogo do Brasil na Copa do Mundo de vôlei etc. Deu um trabalho enorme, mas valeu pela diversão e pela alegria das minhas gêmeas (as fotos delas estão desfocadas para preservá-las de alguns doentes que se escondem por trás de seus teclados) em querer ajudar. E não é que ficou bacana?

Ao final da trabalheira, estavam bem acondicionados 1204 volumes, entre livros, álbuns e edições especiais. 737 na estante metálica e 467, na de madeira. Ainda falta colocar a maioria dos meus carros e bonecos pra deixá-las mais legais, mas só com alguns já deu pra dar um ar diferente.

Então, da mesma forma que dividi com vocês as fotos da "tragédia", agora seguem as da alegria. Espero que curtam.

E tome livros no sofá
Além de me ajudarem, minhas filhotas folhearam este 'livrinho' sobre a Disney
Eu, ainda no sabadão, separando livros pelo formato
Como nessas estantes só entram livros e álbuns, imagine o peso!
A arrumação começou pela estante de madeira, a que havia arriado
Ainda no sábado, comecei a mexer na estante metálica
No domingão, depois do descenso do Timão, lá estava eu de volta à estante metálica
Aqui eu estava quase acabando de por em ordem a Coleção I Grandi Classici Del Fumetto, 65 álbuns que saíram no jornal italiano La Repubblica
Olha a estante de madeira pronta
Vamos aos detalhes: prateleira superior, lado esquerdo
Prateleira superior, lado direito
Mais dois vãos lotados - se liga na cara do Rei Conan
Lorde Morpheus 'guardando' os álbuns de Sandman; acima, só livrões de Príncipe Valente e outros
Um dos meus batmóveis já achou sua 'garagem'
Outro lote de livros, guardados por mais um batmóvel - note que deixei espaço pensando nas séries que ainda estão saindo, caso de Tintim
O Mach-5 é um dos meus brinquedos favoritos
Até nos pequenos vãos cabem quadrinhos: Lobo Solitário e Vagabond japonês - e mais dois batmóveis
Este batmóvel metálico é sensacional!
Alguns álbuns tiveram que ficar deitados até arrumar um suporte de livros do jeito que eu quero
Mais edições, guardadas pela estatueta do Morcego, um de meus bat-badulaques favoritos - só tem 500 no mundo!
Olha que espetáculo ficou a estante metálica
Térreo: coleção italiana de Julia. Primeiro andar: diversos álbuns nacionais
Segundo andar: final da coleção do La Repubblica e álbuns nacionais no formato 'mini-americano'. Terceiro andar: só para a Coleção I Classici del Fumetto
Quarto andar: só álbuns em formatão, da Conrad, Martins Fontes, L&PM, Pixel, Devir, Desiderata, Meribérica e outras. Quinto andar: algumas edições de capa dura da Panini, outras em formato americano e outras ainda maiores
Sexto andar: álbuns e livros de formatos diversos - adoro essas edições do Akira em japonês. E, pra terminar, a 'cobertura', com a linda coleção de Ken Parker, Vagabond formato luxo e outros álbuns.

02 dezembro 2007

Mania de ser Nerd

Homem-Aranha Grandes DesafiosAcredito que todo leitor de quadrinhos (ou boa parte deles) tem alguma mania – seja hábito ou vício.

Não emprestar revistas, guardar todas de determinada maneira, só comprar se o estado for impecável, ler somente em determinada ordem, colecionar mesmo sem ler, enfim, diversas são as atitudes que podemos tomar.

Eu mesmo admito uma dessas “manias”. Não manuseio minhas revistas, de maneira nenhuma, sem antes lavar as mãos. Portanto, nos finais de semana, lavo “trocentas” vezes as mãos. Odeio aquelas marcas de dedo que ficam na capa, em especial se a capa da revista for de cor escura, quando a impressão digital fica por inteiro no papel.

Cada louco com sua mania... invente a sua! Ou jogue a primeira pedra quem não tem nenhuma.
Cadê o menir que estava aqui?

Hã... isso é realmente esquisito. E não deve ser nada agradável para o pobre Obelix.

Por Tutatis, não seria menos constrangedor se a entrada fosse pelo menir?

O que diria Falbalá se visse isso?

28 novembro 2007

De que lado estou?

Definitivamente, a saga Guerra Civil, da Marvel, me fez voltar a sentir prazer em ler quadrinhos de super-heróis.

Com raras exceções (como as aventuras do Demolidor e do Hulk - a fase atual no Brasil - e um ou outro arco de alguns personagens da DC), nada me divertia muito, mas a Guerra Civil chegou pra me fazer ficar realmente empolgado.

A série é uma das melhores sacadas dos últimos tempos nos gibis de supertipos, e cada história, direta ou interligada, na grande maioria das vezes beira o sensacional (digo isso sem medo de passar ridículo, mesmo concordando que há alguns detalhes da saga que fazem torcer o nariz).

Mas o que quero destacar aqui não é bem a qualidade das histórias, mas as reações que a série vem despertando em mim.

Não lembro a última vez em que absorvi tanto os sentimentos mostrados em uma HQ de super-heróis. Talvez tenha sido quando Hal Jordan pirou e saiu matando todo mundo a rodo. Desde aquele dia, senti tanta raiva do personagem que até hoje não o suporto, não aceitei seu retorno e muito menos consigo chamá-lo de herói.

Pois é, peguei nojo do Hal Jordan, é como se fosse alguém real que fez uma puta sacanagem que não consigo perdoar.

E é isso que tô sentindo pelo Tony Stark e, em menor grau, pelo Reed Richards. Como um bom nerd, minha vontade é de socar o Homem de Ferro com mais força do que a bifa que ele levou do Homem-Aranha. E, claro, dar um nó no Sr. Fantástico como o Cebolinha e o Cascão costumam fazer nas orelhas do coelho encardido da Mônica.

Não sei o que os roteiristas vão fazer (ou melhor, já fizeram) pra reverter essa ojeriza que passei a sentir por esses dois personagens, mas a verdade é que não suporto mais os dois (tô até amando odiá-los, he, he, he). E pensar que eles já estiveram na minha lista de preferidos (o Quarteto Fantástico, então, é o supergrupo de que mais gosto)...

Ainda bem que o Aranha, o meu super-herói favorito (ao lado do Batman), tratou de chutar o rabo enlatado do playboy sacana. Só falta dar uns petelecos no borrachudo. Vou esperar.

Ah! Respondendo à pergunta do título deste tópico: tô com o Capitão América e não abro!

E você, de que lado está?


Imagens do dia

O Aranha, by MoebiusSou muito fã do traço de Moebius, que nasceu Jean Giraud. Não gosto tanto de seus roteiros, mas sua arte é soberba.

Às vezes, esse talentoso francês fugia um pouco de seu estilo e fazia pin-ups de personagens do quadrinho norte-americano. No começo deste blog, postei um Super-Homem feito por ele.

Hoje, vamos com o Homem-Aranha e a Morte, a irmã mais velha de Lorde Morpheus. Com o o perdão dos trocadilhos, o primeiro desenhos está "de subir pelas paredes"; e o segundo, "matador". ;-)

Morte by Moebius

22 novembro 2007

20 novembro 2007

Frase da Semana (1)

Michael Golden deu uma palestra sobre narrativa durante uma convenção de quadrinhos recente, nos Estados Unidos, e um leitor sugeriu que os quadrinhos poderiam ser feitos com sucesso sem roteiristas.

A resposta de Golden: "10 anos de Image Comics provam que você está errado!".

Golden, considerado um artista legendário, desenhou Micronautas, The 'Nam, Batman, Dr. Estranho e algumas histórias que marcaram época, na revista Marvel Fanfare, com o Homem-Aranha, Ka-Zar e os X-Men na Terra Selvagem; e Hulk, Homem-Aranha e Shield.

O artista está vivendo uma espécie de "renascimento", com inúmeras publicações (Excess - The Art of Michael Golden; Back Issue #24, Vanguard - The Art of Michael Golden, Modern Masters #12 e Heroes and Villains: The world and art of Michael Golden), exposições e até um DVD, dedicados à sua carreira.







15 novembro 2007

Quem será?

Essa foto foi divulgada há menos de dois meses num site gringo.

É uma imagem bastante rara e foi liberada por essa criança aí, que hoje é um senhor idoso, quadrinhista mundialmente famoso (bote famoso nisso!) e criador de personagens dos quais, tenho certeza, você que está lendo isso aqui é fã de pelo menos algum.

Alguém aí consegue identificar quem é esse garoto?

Depois eu digo quem ele é. Por enquanto, a banca de adivinhações está aberta. :-)
Assassinatos na Academia Brasileira de Letras

Ontem terminei de ler o último livro do Jô Soares, Assassinatos na Academia Brasileira de Letras (Companhia das Letras, 2005).

Gostei da obra. É inferior aos outros dois romances do autor, O Xangô de Baker Street (sensacional!) e O Homem que Matou Getúlio Vargas (duca!), mas, ainda assim, é agradável de ler.

O clima noir, as piadas sutis, o mistério sobre o assassino e, claro, a iconoclastia que sempre pautou os textos do Jô Soares agradam.

Como fã confesso da nona arte, nesse livro ele fez muitas referências aos quadrinhos. Há citações sobre publicações clássicas do gênero como O Tico-Tico; imagens de personagens dos gibis, como os Sobrinhos do Capitão (com direito a um parágrafo inteiro versando sobre eles); e até Reco-Reco, Bolão e Azeitona mereceram algumas linhas. Ou seja, muito do que fazia sucesso nos anos 1920, época em que se desenrola a trama do livro.

Em algumas passagens do romance, personagens estão lendo tiras de jornal ou revistas em quadrinhos. Alguns deles até conversam sobre o assunto e se dizem admiradores dessa arte.

Enfim, Assassinatos na Academia Brasileira de Letras tem muitos méritos, mas, por motivos óbvios, eu não poderia deixar de destacar os que se referem aos quadrinhos.