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15 fevereiro 2010

Onde estão José Duval e Luis de Abreu?

Nas duas últimas semanas, você pode conferir as resenhas de dois quadrinhos esquecidos dos anos 90: O entrincheirado Hans Ribbentrop e Tempos de Guerra, ambos da dupla Abreu e Duval. Dois criadores importantes que, por diversos motivos, nunca foram reconhecidos em seu devido tempo. Hoje, há raras informações sobre eles na rede mundial, a maioria delas de pouca ajuda biográfica.

Com o intuito de fazer jus ao bom trabalho desta dupla, caso algum leitor do Universo HQ souber qualquer notícia sobre o paradeiro dos criadores ou, ainda, sobre o casting editorial da Book Editora, que publicou os álbuns mencionados aqui, este espaço é seu e deve ser usado à vontade.

Qualquer fio da meada que se possa puxar ajuda: um endereço, outros trabalhos, qualquer coisa. Dessa maneira, você pode colaborar para que haja alguma justiça nessa recente história dos quadrinhos nacionais, que, de vez em quando, glorifica quem não merece e esquece quem fez um trabalho bom e sério.

30 julho 2006

Vendendo e comprando quadrinhos

Comic ShopA cena é corriqueira. Você está num local que, entre seus produtos (ou como produto principal) vende revistas em quadrinhos, e não consegue encontrar o item que está procurando. Obviamente, procura o atendente ou dono da loja, e pergunta sobre aquela obra em questão. Para sua surpresa ou indignação, recebe como resposta um “não sei”, ou “acho que não, teria que procurar”.

Paciência, você pensa, e continua sua busca. Eis que encontra a dita cuja, e não graças à ajuda de ninguém. Quando vai pagar, o ser humano do parágrafo anterior faz de conta que não percebeu que você localizou a revista que tanto queria, que ele nem sabia ter na loja.

Este é um exemplo genérico, entre outros piores, sobre algo que me intriga profundamente. Com um mercado tão concorrido em todas as áreas, o profissional de vendas, seja executivo ou comerciante, deve estar cada vez mais “antenado” com seus clientes. Por que no mercado de quadrinhos isso é exceção, e não regra? Lembrando que nem todo local é assim, obviamente - também existem bons profissionais.

Mas vamos dar uma rápida passada por uma aula de administração de empresas. Será que as regras do comércio e os fundamentos teóricos básicos de vendas estão presentes neste ramo de atividade? Vejamos apenas três deles – sem esquecer das óbvias diferenças entre bancas de jornais, lojas especializadas, sebos e livrarias:

Simpatia - É o mínimo exigido. Vamos supor que você visita uma mesma loja ao menos uma vez por semana, há mais de cinco meses. Se após esse periodo ninguém lhe dá sequer um “boa tarde”, ou fingem que não conhecem você, talvez seja hora de pensar seriamente em mudar o local de suas compras. Sabemos que, fora as pessoas “normais”, alguns nerds colecionadores de quadrinhos são um tanto quanto estranhos, mas, ainda assim, merecem ser atendidos decentemente. E ninguém gosta de cara feia, ainda mais quando vai gastar dinheiro.

Conhecimento do produto - Sabe a Liga da Justiça cômica? Pois é. BWA-HA-HA-HA-HA-HA... só rindo mesmo. Lógico, nem todo lugar é assim, mas vamos aos fatos: na maioria das vezes, os lojistas não sabem o que estão vendendo. Impressionante.

HQs e afinsCom a verdadeira inundação de todos os tipos de quadrinhos em nosso mercado, é impossível que qualquer um, incluindo o vendedor, consiga ler tudo. Isso não é necessário, nem deve ser exigido. Mas se aquela pessoa que está ali, no balcão, nem ao menos gosta de HQs, como vai prestar um atendimento decente?

Imagine um açougue no qual o atendente não sabe nem diferenciar as carnes. “Eu queria 1 kg de picanha!”. E o cara coloca no pacote 1 kg de alcatra. Você volta lá? Não precisa responder.

Outra situação hipotética: você entra numa loja de perfumes, para comprar um presente para alguém. Não fica muito mais fácil quando o vendedor(a) lhe passa informações sobre os produtos? Se você pensou neste momento algo como “Nossa, Naranjo, parabéns, você descobriu a América...”, pode parar de tirar sarro. Acredite, meu amigo, na prática não é tão simples assim.

Vale também lembrar que o cliente comprador de quadrinhos, boa parte das vezes, é bem informado sobre o assunto. Ele lê revistas informativas e acompanha sites especializados, como, por exemplo, o Universo HQ. :-)

O que o lojista pode fazer, então? No mínimo, o mesmo que o leitor: demonstrar interesse. Saber diferenciar os gêneros e as editoras já é alguma coisa. Localizar rapidamente os produtos também ajuda, ou melhor, é importantíssimo. Ter noções básicas sobre os melhores autores é um requisito interessante. Se puder ler um pouco e fornecer dicas de produtos com propriedade, melhor ainda. Atender com boa vontade, veja só! Com isso, é grande a chance do cliente comprar mais do que pretendia. Que tal?

Disposição dos produtos - Tem coisa pior do que ir ao supermercado e não encontrar o que está procurando? Imagine se o item de limpeza que você quer está junto com os chocolates. Pois algo similar acontece, principalmente nas livrarias. Antigamente, era uma luta inglória encontrar quadrinhos nas grandes redes e lojas. Hoje, devido ao elevado número de lançamentos, elas tiveram que se render e disponibilizar um setor exclusivo para HQs. Normalmente, na ala infantil. É hilário encontrar nesse espaço obras adultas, quando não eróticas, como Omaha, a Stripper ou O Clic, à disposição para serem folheadas. No dia que uma mãe encontrar o filhote com um destes álbuns nas mãos e der aquele escândalo, quem sabe os responsáveis acordem para a realidade...

Mais HQsIsso que não vou mencionar tópicos como Aptidão para vendas, Conheça o cliente, Venda valores e por aí afora, que podem perfeitamente ser adaptados para todos os ramos de negócios. Afinal, hoje, com o mercado tão competitivo, o cliente vem em primeiro, segundo e terceiro lugar.

Antes que alguém reclame, sei que temos lojas que conjugam ótima gama de produtos com atendimento adequado e simpático. Nem precisa de propaganda, porque você sempre vai indicar para os amigos e voltar lá, não é mesmo?

Para ilustrar essa matéria, coloquei algumas imagens de uma loja especializada norte-americana. E por ora ficamos por aqui, que estou com vontade de comprar revistas em quadrinhos. Sem brigar com o atendente, de preferência.

21 junho 2006

Dani Futuro... só no passado!

Dani Futuro, da AbrilQuadrinhos europeus sempre apareceram por aqui em ritmo de conta-gotas. Por exemplo, em 1978, a Abril publicou Dani Futuro, em formato magazine.

Criado em 1969 por Víctor Mora (textos) e Carlos Gimenez (arte), a trama apresenta um jovem garoto que sofre um acidente, com o avião caindo no mar. Ele fica congelado e é encontrado no ano de 2104.

Com grandes avanços na área da ciência, o jovem aventureiro faz amigos e tem a chance até de explorar novos planetas.

A bela arte de GimenezNão deixa de ser divertido conferir as previsões dos autores: a lua povoada, robôs que fazem todo tipo de serviço e golfinhos que se comunicam com os humanos. Só erraram ao imaginar que a imprensa divulgaria notícias em minutos, devidos aos avanços que permitiriam a rápida impressão de milhares de páginas ao redor do mundo. Afinal, a Internet chegou antes disso!

Dani Futuro surgiu na Espanha e logo foi publicado na França. A série teve diversos volumes.

08 junho 2006

Tico e Teca

Publicados no Brasil em décadas passadas, em tiras e também em revista própria, Tico e Teca são bem velhinhos!

Teca aprontando
No ano de 1922, surgia nos Estados Unidos uma tira chamada Fritzi Ritz, de Larry Whittington. Três anos depois, Ernie Bushmiller assumiria a mesma e criaria a garotinha Nancy (Teca), que passaria a ser estrela da tira, a qual teria então seu nome como título.

Posteriormente apareceria o personagem Sluggo (Teco), também com boa aceitação.

Diferentes artistas viriam a assumir a série, que existe até hoje em seu país de origem.

Tico e TecaCuriosamente, os personagens sempre foram sucesso de público e fracasso de crítica.

A capa que você confere ao lado é de uma coletânea publicada por aqui no ano de 1976, da Idéia Editorial.

05 junho 2006

Que confusão!

Outra história de sebo.

Certa vez, entrei numa loja de revistas usadas que frequento há algum tempo e fiquei procurando quadrinhos. Encontrei algumas edições que me interessaram, comprei, paguei.

Mortadelo e Salaminho # 10Estava indo embora, quando o vendedor falou: “Você viu essa caixa que chegou?”. Não, não tinha visto. Ela tinha somente a coleção de álbuns completa (30 volumes) de Mortadelo e Salaminho – Ases do Humor.

Eu só procurava aquilo há... muito, muito tempo.

Nem preciso dizer que decidi levar tudo. Pior: já tinha torrado minha grana reservada pra quadrinhos. Acabei fazendo uma proposta para o vendedor, que, aliás, se tornou meu amigo, o fanzineiro Eduardo Manzano: levei os três primeiros números, e pedi pra reservar o restante, que eu voltaria em poucos dias para levar.

Foi o que fiz. Cheguei em casa, separei minha coleção completa de 007 em fitas de vídeo cassete (isso já faz uns quatro anos, elas ainda tinham algum valor) e vendi. Com o que recebi dava pra comprar os álbuns faltantes.

Pois bem: quando voltei na loja, o Eduardo falou que tinha um pequeno problema. “Venderam?”, perguntei. Ele disse que não, mas que eu tinha que falar com o dono da loja. O proprietário, Sr. João, informou que infelizmente ele tinha reservado os álbuns para outra pessoa.

“Mas eu também reservei! E trouxe o dinheiro!”. Ele pediu desculpas, mas que não voltava atrás na sua palavra, estava reservado pra outro e ponto final. “Mas eu vi a caixa quando ela chegou, eu fui o primeiro a reservar”, argumentei. Não adiantou: o homem falou que nunca deixava de honrar o que prometia.

Mortadelo e Salaminho # 20Perguntei: “E se o comprador não vier buscar?”. Ele respondeu que, se em quinze dias a pessoa para quem tinha reservado os álbuns não viesse, eles seriam meus.

Obviamente, marquei no calendário. Religiosamente quinze dias após, voltei na loja. O vendedor deu uma risada e me falou que todos os volumes ainda estavam lá.

Chamei o dono: “E ai, seu João, vim buscar as revistas, como combinamos, passaram quinze dias!”. Ele comentou que a outra pessoa tinha ligado, que estava pra vir buscar. Não resisti: “E a sua palavra, de que não volta atrás?”. Ele nem me deixou completar, foi buscar os álbuns, que levei embora comigo.

Passado dois dias, um conhecido me liga, o Celso Freixo, da loja Comic Hunter: “E aí, Naranjo, tudo bom? Cara, você levou os meus Mortadelo e Salaminho embora!”. Comecei a rir, e contei toda história para ele.

O Celso, que é gente muito boa, acabou também se divertindo - e que opção ele tinha? Como nos encontramos recentemente, avisei que ia colocar a história no blog – e aqui está!

Para conferir todas as capas desta bela coleção, clique aqui.

31 maio 2006

Sobre o Tarzan

Tarzan #33, Dell ComicsMais uma vez, aproveitando a deixa do Naranjo, que adora caçar Tarzans nos sebos, vou contar um pouco da curiosa história de publicação do Tarzan nos Estados Unidos.

Em 1948 a Dell Comics lançou uma revista (não foi a primeira) com o personagem, que já era muito famoso nas tiras. Essa série durou 131 números e só parou de ser publicada em 1962.

Na maior parte das edições o desenho era de Jesse Marsh. Outro destaque eram as capas fotográficas com Lex Barker interpretando o Tarzan.

Taran #144, da Gold KeyEm 1962, a Gold Key assume a publicação do Tarzan, adotado inclusive a continuidade da numeração, algo bastante comum naquela época. A revista vai do 132 até o número 206, publicado em 1972.

A Gold Key tinha a prática de publicar capas pintadas, que hoje tem um aspecto bem pulp, a maior parte delas de autoria de George Wilson.

Jesse Marsh ainda era o desenhista regular, mas o ótimo Russ Manning já começava a aparecer em histórias backups, do Tarzan, Korak (O Filho de Tarzan) e Brothers of The Spear (que não me recordo se foi publicado no Brasil).

Tarzan #207, o primeiro da DCEm 1972, começa uma fase especial do personagem, com o início do Tarzan da DC. Como não podia deixar de ser, o primeiro número da DC do Tarzan, é o 207, continuando da Gold Key.

Nesta fase o destaque absoluto é Joe Kubert, que desenhou algumas das melhores histórias do personagem (muitas delas saíram aqui pela Ebal).

Mas, além dele, passaram pela revista Burne Hogarth, Gray Morrow, José-Luis Garcia López, Alex Niño e até Carmine Infantino.

Como se não bastasse, a revista também republicou como backup, muitas das tiras de Hal Foster com o personagem.

A revista variou bastante na periodicidade e no número de páginas: começou mensal com 48 páginas, passou para 32 e chegou a ter 96 páginas bimestrais.

Tarzan #1, da MarvelQuando a revista parou em 1977, no número 259, já estava republicando material do Kubert. Neste mesmo ano o personagem foi parar na Marvel.

Na "Casa das Idéias", Tarzan mudou a numeração e começou do 1 mesmo. Nesta fase quem desenhou o personagem foi John Buscema. A revista durou apenas 29 edições.

Depois disso, o personagem pipocou em diversas editoras como Malibu, Dark Horse e outras, e tirando uma exceção ou outra, sem grandes momentos de brilho.

Uma das que mais gosto deste período nebuloso é uma minissérie de três partes de 1992, da Malibu, Tarzan: Love, Lies and the Lost City, produzida pela Semic, com arte pintada de Peter Snejbjerg e Teddy Kristiansen. Dava gosto de ler.

Tarzan: Love, Lies and the Lost City #1, da Malibu

30 maio 2006

Mais histórias de sebos

Já que o Franco de Rosa ficou inconformado com minha tentativa de compra da revista do Pimentinha no sebo, narrada anteriormente, aí vai outra.

Estive numa loja de revistas usadas com bastante coisa, tudo devidamente misturado, uma bagunça. Precavido, quando encontrei os quadrinhos perguntei o preço. “As maiores são R$ 2,00 e as menores custam R$ 1,00”, foi a resposta.

Tarzan ExtraLogo que comecei a procurar, gostei do que vi: no meio de inúmeras revistas, um montão de formatinhos (e alguns formatões) do Tarzan da Ebal! Legal! Separei, depois de procurar bastante, diversas edições.

Na hora de pagar, eis a surpresa.

Dono do sebo: “Epa, isso tudo é revista antiga. Não tem como fazer por menos que R$ 5,00 cada”. Quer dizer, o que custaria no máximo uns setenta reais, pelos meus cálculos, subitamente passou para cerca de quatrocentos reais. Fiquei chateado, pra dizer o mínimo. Tentei argumentar que ele tinha passado o valor de um real, mas, adiantou? Fui embora sem levar nada.

Passados uns dois meses, voltei na loja. Quem estava tomando conta era uma moça. Fiz a mesma pergunta sobre valores, obtive a mesma resposta. Encontrei todos os “Tarzans”, gastei os setenta reais e fui embora. Rapidinho.

Ficaram mais claras as minhas “regras para ir aos sebos”?

25 maio 2006

Guia para comprar quadrinhos em sebos

Ah, você quer um gibizinho?Alguns donos de sebos são pessoas do lado negro da força.

Não estou me referindo às lojas especializadas. Nessas, quase sempre as revistas antigas já estão com preços marcados. Já nos sebos, nada tem preço. Tudo depende da sua atitude para pagar (bem) caro, ou nem tanto.

Confira algumas diretrizes básicas, as quais eu mesmo elaborei, para tentar se dar bem nestes estabelecimentos que oferecem tentadoras revistas em quadrinhos usadas.

1. Nunca, nunca demonstre interesse. Por nada. Nem que seja aquela revista que você procura há exatos dezenove anos.

2. Nem pense em perguntar o preço de uma revista só. Pegue seis, sete, dez exemplares e pergunte, como se aquilo fosse uma porcaria: “Quanto custa isso daí?”

3. Se você encontrar uma revista (ou várias) a qual procurava desesperadamente, e que vai comprar de qualquer jeito, coloque com outras que não valem nada, misture e tente levar tudo junto. Mesmo que gaste um pouquinho mais.

4. Tente saber dos preços de maneira global. Pergunte: “Quanto custam essas revistas menores? E as maiores? Se eu levar bastante tem desconto?”.

5. Nem pense em dar uma de entendido. O cara do sebo vai achar que você sabe mais que ele, e ai você está, literalmente, ferrado. Tudo que quiser comprar vai custar caro.

6. Minta. Diga algo como “Sabe que meu sobrinho adora gibizinhos? Vou levar um montão pra ele se divertir. Você faz um preço legal?”

7. Não entre no sebo e pergunte “Cadê os quadrinhos?”. Procure você mesmo.

8. Se você encontrar uma coleção dispersa, e localizar todos os números, não coloque em ordem numérica para depois pedir o preço. Neste caso, volte já ao item 3.

9. Entrou no loja, e perguntou algo do tipo “Tem o Akira número 10?”, pronto. Se tiver, acabou de quadruplicar o preço, no mínimo.

10. Lembre-se: o dono de sebo está pouco se lixando para as revistas que você tanto adora. Ele só quer lucrar com isso, afinal, é um comerciante. Portanto, negocie sem emoção. Tenha calma. Nem pense em tentar socar o sujeito, não vale a pena (quer dizer, pode até valer, mas é melhor deixar quieto).

11. Se você fizer uma compra, e achar que o cara que forneceu os preços está sacaneando, não leve as revistas. Fale que pensou bem, deixe num lugar fácil de achar e volte no dia seguinte. De preferência, na hora do almoço. Existe grande chance daquela pessoa que informou os valores estar fora. E, acredite, com outro vendedor os preços podem ter uma variação incrível – para cima ou para baixo, vai na sorte.

Sebo é uma delícia!É isso. Boa sorte na próxima compra!

24 maio 2006

Quem quer ser espião?

Nostalgia pura.

Manual do EspiãoEm 1980, a Editora Abril lançava o Manual do Espião, que fez grande sucesso entre a molecada da época. E não era pra menos!

Com um leque enorme de passatempos, curiosidades, dicas e informações divertidas, distribuídas em 192 páginas, o manual apresentava tópicos como O uso de esconderijos; Use pontos de referência; Observe as pessoas; Mude seu modo de caminhar; Indicações para trilhas; Como decifrar códigos; Encontre os suspeitos e por ai vai. Até código morse o manual ensinava!

DisfarcesCheio de ilustrações coloridas, era um prato cheio para brincadeiras e entretenimento. Num tempo em que pouco se sabia de computadores, foi uma distração mais que saudável, rendendo horas de diversão.

Minha edição está completamente detonada, e levou um bom tempo pra trabalhar a imagem de capa que você confere aqui.

Recordar é viver!

23 maio 2006

Mas que m&#%$@ !!!

Dia desses, entrei num sebo (novidade). Até ai, nada demais. Tinha um montão de formatinhos da Abril, tudo detonado, além de Disney, também em péssimo estado.

Abnegado que sou, tirei pilha pra cá, pilha pra lá, eis que encontro, entre outras coisas interessantes, um Pimentinha, formato grande, década de 1960, número #1, em bom estado! Uau! Nem olhei a editora, já separei para comprar.

PimentinhaEntão a senhora que estava tomando conta da loja olha a revista, folheia com calma para dar o preço, e solta a seguinte pérola: “Nossa, é um número #1, olha que antigo. Imagina, isso aqui não posso vender, não tem preço uma revista dessas”.

E pronto. Fim de papo. Não quis vender, nem dar o preço!

Quer dizer, o cliente (eu) fica com as mãos sujas, perde tempo, encontra algo e não pode comprar! Aliás, nesse ramo a prioridade é não se ter a mínima idéia do que se está vendendo, sei lá o motivo. É fácil encontrar edições desse tipo entre R$ 10,00 e R$ 20,00, no máximo.

Mas a culpa foi minha que, distraído, esqueci as regras dos sebos (que eu mesmo bolei...).

Qualquer hora, posto aqui.

18 maio 2006

Curiosidades de sebos

Encontrei essa revista meio que “sem querer”, junto com diversas Mads numa caixa de papelão, num sebo no bairro de Pinheiros/SP.

Chico Anísio em Quadrinhos: Era Xixo um Astronauta apresenta roteiro do ator e comediante Arnaud Rodrigues e arte do mestre Nico Rosso.


A trama começa bem, seguindo assim até a metade da revista, com uma caracterização dos personagens que consegue prender a atenção durante a leitura. Pena que, subitamente, entra sem mais nem menos na área da fantasia, com elementos do folclore e cientistas malucos, e acaba perdendo o foco. Será que teve uma segunda parte?