30 janeiro 2009

Todo dia é dia de quadrinho nacional
 
Hoje, 30 de Janeiro, é o Dia do Quadrinho Nacional. Essas datas são uma forma de chamar a atenção da maioria das pessoas para algo que é cotidiano nosso.

Com um pouco de sorte, alguns jornalistas se lembrarão da data e farão matérias sobre mestres do quadrinho nacional, ou sobre algum artista em destaque no momento. Muitas vezes, ela serve de pretexto para eventos aqui e acolá, atraindo pessoas, movimentando informações e novamente chamando atenção para algo que nós já sabemos. 

O Dia do Quadrinho Nacional não é para os quadrinhistas ou para os leitores, não é nem para você que lê este blog. Nós sabemos que a HQ brasileira existe; e existe de diversas formas. Pode não ser uma indústria tão gigantesca quanto em outros países, mas isso é uma questão cultural que não é culpa só dos quadrinhos, é algo mais sistêmico que não vem ao caso agora.
 
Mas, ao nosso modo, temos todos os tipos de operação: um mainstream, representado pelos Estúdios Mauricio de Sousa; autores que vão escoando sua produção ao seu modo, como por exemplo os Gêmeos Bá e Moon, Marcio Baraldi, Laudo, Lourenço Mutarelli (que migrou para literatura); autores de tiras diárias há anos no mercado, como o clássico trio Laerte, Angeli e Glauco; os que optam por emprestar seu talento para os personagens norte-americanos, fazendo sucesso na Marvel, DC e em outras editoras; além de um prolífero mercado independente, com vários fanzines e revistas de autores que se autopublicam, se organizam e vendem em um verdadeiro trabalho de corpo a corpo.

A questão é que a gente sabe de tudo isso. Para nós, notícias e resenhas de quadrinhos nacionais são algo comum. Frequentemente, o Universo HQ solta as novidades que os autores vão nos repassando, notícias que vamos atrás, além resenhas dos materiais que lemos. 
 
Enfim, isso é comum para nós, que gostamos de quadrinhos e acompanhamos esse universo, mas não é um hábito para aqueles que desconhecem toda a diversidade que existe nas HQs.

Então, é importante lembrar que este dia não é só para levantar uma bandeirinha verde e amarela, ou valorizar um quadrinho apenas por ele ser nacional. Longe disso. 30 de janeiro é mais uma chance para as pessoas ouvirem que o Brasil tem, sim, uma produção de quadrinhos e descobrir que ela é boa, e não só por ser feita aqui.

27 janeiro 2009

Mais problemas na DC Comics?

O site da DC Comics sumiu misteriosamente com o nome de seu homem-forte, Dan Didio, depois da sua última atualização.

Na página sobre a editora estão listados os nomes de vários executivos, como Paul Levitz, por exemplo, mas Didio não está lá.

Didio, vice-presidente editorial da DC Comics, tinha um contrato com a DC que venceu em outubro de 2008, mas, na época, parece que a editora fez a renovação, apesar das críticas crescentes ao trabalho.

Pode ser apenas um erro, um simples engano ou um sinal de as coisas na DC estão piores do que se imagina (vide as demissões e os problemas da Mad).

Por enquanto não há nada de concreto. Vamos aguardar os acontecimentos nos próximos dias.

21 janeiro 2009

Os melhores de 2008

Os melhores de 2008Deu um trabalhão para compilar tudo, eleger e escrever todos os textos, mas está online minha matéria com os melhores de 2008.

Este ano, o Nasi me ajudou na seleção dos títulos periódicos, pois abri mão de ler algumas séries de super-heróis e certos mangás e fumetti.

Como cada um tem suas preferências, poste à vontade as suas opiniões.
A nova Fórmula 1? Olhe a velha e perceba como era mais bonita (ainda mais quando você chegar no detalhe)!

Pois. Os carros novos estão bem feinhos, não estão? Vai, fala a verdade. Aqueles spoilers de tamanho grotesco (gigantes na frente, minúsculos atrás) vão dar o que falar (mal) em termos de estética. E as pinturas, pouquíssimo originais? Está certo que pinturas bonitas não ganham corridas, como a Honda fez questão de nos demonstrar lindamente nos dois últimos anos. Mas, de vez em quando, vale fazer um carro lindo, como esse antigo Ligier, pilotado em duas corridas de 1993 por Martin Brundle (o rival de Ayrton Senna na F-3 dez anos antes):

Que tal? Bonitão, né? Nem se percebe o tradicional logotipo dos cigarros Gitanes, que acompanharam a Ligier por boa parte de sua trajetória na mais famosa categoria do automobilismo mundial. Agora quer o detalhe? Adivinhe quem fez o design deste carro?

Nada? Então passe o mouse na próxima linha e descubra.

Hugo Pratt.

Sim, ele mesmo! A vida não é mesmo cheia de surpresas? Imagine algum outro mestre dos quadrinhos fazendo isso hoje, mais de 15 anos depois. No mínimo, seria digno de nota!

Em tempo: peguei a imagem do ótimo blog português Um desenho, uma pintura.

12 janeiro 2009

Estamos de volta

Pronto, já está no ar a primeira atualização de 2009 do Universo HQ, com 19 notícias, uma bela matéria do Codespoti sobre os 80 anos do Tintim e a (maldita) reforma ortográfica.

Explico o "maldita": além das mudanças que estão amplamente divulgadas, há centenas de dúvidas ainda, especialmente quanto ao uso (ou não) do hífen. Preto-e-branco, por exemplo, hoje passou a ser grafado no UHQ sem hífens, o que pra mim é muito esquisito.

Na atualização de hoje, por exemplo, abri duas exceções. As palavras Vôo e Jóias, que estão em títulos de álbuns do Tintim, eu pedi pra manter o acento, por entrarem em itálico e por serem nomes de obras. Enfim, vai ser uma confusão, que, convenhamos, não tínhamos a menor necessidade de experimentar.

Escrever ideia, estreia, heroico? Vai ser duro de acostumar. Mas vamos nós! Que 2009 nos aguarde.

09 janeiro 2009

Quem não gostar de spoilers, desista por aqui! [contém updates!]

Agora, quem não suportar uma notícia sobre algo que quer muito, muito saber (como o filme de Watchmen, de Zack Snyder), pode prosseguir. Porque o assunto é esse mesmo. E não só!

Acontece que estou chegando agora de um evento programado há um mês pela Paramount, para divulgação de cenas exclusivas de dois dos principais lançamentos do ano para a distribuidora: o já referido Watchmen e a badalada nova aventura que dá um reboot no universo de Jornada nas Estrelas, que tem o dedo do pessoal de Lost em toda a sua concepção (com J.J. Abrams dirigindo, a cereja no bolo). Teve coquetel recepcional antes, teve um coquetel maior depois. No meio, meu caro, empolgação!

Então, após palavras do pessoal da Paramount, passamos à exibição de cenas dos filmes. Star Trek começou a jornada (he, he, he, não resisti ao trocadilho). Com o diretor Abrams apresentando o filme, cena a cena, pudemos saber um pouco mais sobre as origens de Jim Kirk em seus tempos caipirões, mas também deu pra ver: a primeira interação entre Kirk, Spock e McCoy (extremamente promissora); uma baaaaaita sequência de ação espacial; uma das clássicas brigas de bar envolvedo gente da frota estelar; as viagens no tempo salvando a pátria outra vez; mais um camisa vermelha morrendo; e, de quebra, a esgrima do sr. Sulu finalmente mostrou a que veio.

Na boa? Um filmão que, para o desespero das teorias conspiratórias do Alexandre Matias (editor do caderno Link do Estadão e do decano site Trabalho Sujo), tem citado logo na primeira cena exibida o famoso drinque que é uma sensação no cenário de Cloverfield: Slusho! O que leva a gente a pensar: estaria mesmo J.J. Abrams construindo o seu Abramsverso? Se sim, onde é que Felicity (sua primeira série) e Alias se encaixariam em tudo isso? Conspirai, conspirai!

Diga-se de passagem: Abrams tem o tempo do suspense. E isso já conta muito a favor de tudo o que faz, que costuma ser de tirar o fôlego.

Em seguida, Watchmen. Zack Snyder, didaticamente, apresentou as origens do filme, sua história e, sem ser condescendente com quem não conhece o livro de Alan Moore, Dave Gibbons e John Higgins, meteu o pé na nossa porta e apresentou, de cara, os dez minutos iniciais do filme, arrebatadores, nos quais se vê a morte do Comediante e, logo em seguida, na sequência de créditos, toda a história do século 20 após a introdução do vigilantismo mascarado na vida real daquele mundo, com todas as suas consequências (na verdade, um apanhado muito bem selecionado das páginas da biografia de Hollis Mason, o primeiro Nite Owl, intitulada Sob a Máscara – cuja capa aparece no filme e, pô, que baita capa!).

Já bastaria para deixar o Juneca (Odair Braz Júnior), o Rodolfo (Bruno, do site Herói) e o Pablo (da Rolling Stone), que estavam ao meu lado, de boca aberta. Mas isso foi só a primeira de três cenas. A segunda foi só a origem do Dr. Manhattan. E eu juro: como é que ele pôde trocar a Janey Slater (interpretada pela Laura Mennel, essa linda da foto acima) pela Silk Spectre (Malin Akerman, também bonita nessa foto aí de baixo)? Eu me apaixonei perdidamente e à primeira vista pela ex do bom doutor, que mostra assim o quanto ainda era humano até chegar ao ponto em que chegara naquele exato momento, em Marte.

Podia ficar nisso, mas não. Porrada ao melhor estilo quebra coco na terceira sequência, mais curta, que mostra Nite Owl e Silk Spectre, após uma noite revigorante de vigilantismo ilegal, salvamento de vidas e sexo, partirem para salvar o recém-encarcerado Rorschach. Se você não lembra o que acontece com o Grande Figura, vá logo reler e, depois, imagine o sorriso nos rostos de quem assistia ao desfecho daquela cena no cinema Multiplex Bristol, onde aconteceu o evento de hoje.

De quebra, ainda assistimos a um trailer exclusivo do filme, que estréia mesmo no dia 6 de março — mesmo com a pendenga Fox-Warner a todo vapor.

Quer saber? Pode ser exagero, mas talvez a empolgação das pessoas que lá estavam possa ser medida pelas palavras do Rodolfo Braz: "2009 pra mim já acabou. Depois de Watchmen, não vem mais nada este ano". Será?

Pode até ser que não, mas que vai ser difícil superar esta aventura, isso vai. Aliás, parece que o filme fechou em 163 minutos. Isso mesmo, Watchmen deve ter quase três horas de ação, tramas intrincadas e um desfecho impactante (com ou sem lula espacial). É uma tendência que vem se configurando em grandes lançamentos mundiais: as produtoras estão dando tempo para a história. E isso é uma grande notícia. E só nos resta esperar até março.

Ah, e o Jornada? A exibição não mostrou, mas a estréia será no dia 8 de maio. Presentão pras amorosas namoradas de um monte de nerds e geeks que as levarão a contragosto ao cinema. Será lindo de ver! :)

Update: o site Newsarama, em seu blog, mostra o impressionante trailer japonês de Watchmen. Impressionante porque, pela primeira vez, o público de algum país teve acesso mais a cenas que remetem ao espírito quase lúgubre da história de Moore, Gibbons e Higgins. Inclui algumas cenas políticas que puderam ser vistas ontem na sessão da Paramount. E inclui algumas outras que só podem deixar o fã de Watchmen cada vez mais apreensivo, ansioso e de dedos muito cruzados.

31 dezembro 2008

Melhores e piores de dezembro

E o ano acabou! Mas antes de “passarmos a régua” em 2008, tem o listão dos melhores de dezembro para cada integrante da equipe do Universo HQ. Mesmo em férias, aqui estamos nós!

Se alguns de nós leram pouco, como o Codespoti e o Barata, eu e o Nasi aproveitamos a parada de final de ano para colocar a leitura atrasada em dia, com milhares (sem exagero) de páginas de quadrinhos “devoradas”.

Então, sem mais delongas, vamos aos eleitos. Lembrando: as opiniões são pessoais e não precisam ser sobre um lançamento do mês. E não há mais limite para as indicações dos melhores, que não são listados necessariamente em ordem de preferência; e nem pros piores.

Ah, e um 2009 sensacional para todos os nossos leitores, com muita paz, saúde e quadrinhos!

Sfar fez uma baita HQ e uma senhora homenagem ao clássico de Saint-ExupérySidney Gusman

Melhores: O Pequeno Príncipe (Agir), Starman – Volume 1 e Surfista Prateado – Réquiem # 1 e # 2, da Panini, As Aventuras de Tintim – Vôo 714 para Sydney (Companhia das Letras), Blueberry - Apaches (Asa/Público), Sasmira - Tomo 1 - O Apelo (Meribérica/Liber) e J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga # 48 e # 49, J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga – Especial # 4, Mágico Vento # 73 e # 75, Tex Gigante # 20 – O Profeta Indígena e Hellboy - O Clamor das Trevas, todos da Mythos

Piores: Contagem Regressiva # 5 e # 6 e Prelúdio para a Crise Final # 4, todos da Panini

Um dos clássicos de Tintim, publicados pela Companhia das LetrasSérgio Codespoti

Melhores: 100 Bullets – Volume 8 – The Hard Way (Vertigo), de Brian Azzarello e Eduardo Risso, e As Aventuras de Tintim – Perdidos no mar e As Aventuras de Tintim – O caso Girassol, ambos da Companhia das Letras

Pior: nenhum

Outra grande HQ nacional no mercadoMarcelo Naranjo

Melhores: A Relíquia e Chibata! - João Cândido e a revolta que abalou o Brasil, ambos da Conrad, e O Cabeleira (Desiderata)

Pior: nenhum


Se você procura uma grande HQ, não perca este especial!Marcus Ramone

Melhores: O Fantasma – Sempre aos domingos e Recruta Zero – Ano Um, ambos da Opera Graphica, Luluzinha – O clube da Lulu (Devir), O melhor de Hagar, o Horrível # 3 (L&PM), As melhores tiras do Bidu # 1 (Panini) e J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga – Especial # 4 (Mythos)

Pior: Mundo Canibal # 1 (Mythos)

Tomara que, enfim, o leitor brasileiro consiga ler toda a saga de Jack KnightEduardo Nasi

Melhores: O Pequeno Príncipe (Agir), Starman – Volume 1, Superman # 73, Grandes Astros - Superman # 12, DC 70 Anos - Mulher-Maravilha, Homunculus # 4 e Marvel Especial # 10, todos da Panini, e J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga # 48 e J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga – Especial # 4, ambos da Mythos

Pior: Contagem Regressiva # 5 e Wolverine # 38, ambos da Panini

Este mangá é uma das gratas surpresas de 2008Guilherme Kroll Domingues

Melhores: Nausicaä do Vale do Vento - Volume # 3, Adolf # 4 e # 5 e Chibata! - João Cândido e a revolta que abalou o Brasil, todos da Conrad, e Homunculus # 4 (Panini)

Pior: nenhum


Uma das melhores aventuras do alter ego de Tony Stark em todos os temposRicardo Malta Barbeira

Melhores: Os Maiores Clássicos do Homem de Ferro # 1 e Batman # 70 e 71, ambos da Panini, e Authority Apresenta: Kev + A Noite do Demônio (Pixel)

Pior: nenhum



Leandro Robles mandou muito bem nesta HQ independenteZé Oliboni

Melhores: Marvel Especial # 8 – Vingadores – Dinastia M e Os Novos Vingadores # 54, ambos da Panini, Freakangels – Volume 1 (Avatar Press) e Macaco Albino, revista independente de Leandro Robles

Pior: Universo Marvel Anual # 2 – Os livros do Destino (Panini)

Uma pena que este fumetto não tenha emplacado no BrasilDelfin

Melhores: Lazarus Ledd # 1 (Tutatis), Animal # 2 (VHD Diffusion), Signal to Noise (Gollancz), 2024, de Ted Rall (NBM) e O Entricheirado Hans Ribbentrop (Book Editora)

Piores: O Gato do Rabino # 2 – O Malka dos leões (Jorge Zahar) e Grandes Aventuras Animal – O Vira-lata (VHD Diffusion)

Fazia tempo que o Surfista não estrelava uma HQ tão bacanaDiego Figueira

Melhores: Starman – Volume 1, Grandes Astros - Superman # 12 e Surfista Prateado – Réquiem # 1, da Panini, e J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga – Especial # 4 (Mythos)

Pior: nenhum



Uma das melhores histórias de John Constantine, agora num álbum bacanaRonaldo Barata

Melhores: John Constantine - Hellblazer - Hábitos Perigosos, Authority – Transferência de Poder - Completo, Pixel Magazine # 18 e # 21, todos da Pixel, e Turma da Mônica – Coleção Histórica # 5 (Panini)

Pior: nenhum

30 dezembro 2008

Aline na TV


Vai ao ar hoje (30/12), às 22h15min, o especial de fim de ano Aline, na Rede Globo. O programa adapta para a televisão as histórias da personagem Aline, das tirinhas de Adão Iturrusgarai.

Conferir a atração vale mais pela curiosidade, já que o diretor do programa, Maurício Farias, declarou que a situação de Aline, uma verdadeira ninfomaníaca que mora com seus dois namorados Otto e Pedro, será atenuada para melhor se enquadrar à televisão.

Ou seja, podemos esperar algo mais família, sem as diversas piadas envolvendo sexo que estão nas tirinhas de Adão.

Além da direção de Maurício Farias, o programa conta com roteiro de Mauro Wilson e é estrelado por Maria Flor (Aline), Bernardo Marinho (Otto) e Pedro Neschling (Pedro). Confira um trailer abaixo:


29 dezembro 2008

Melhores de 2008



O Comic Book Resources começou a soltar a lista dos 100 melhores quadrinhos do ano no mercado norte-americano. São divulgados 20 títulos por dia - enquanto escrevo este post, saíram apenas os títulos de 100 a 81. Mas é o suficiente pra gente dar uns pitacos na lista.

A primeira impressão é que ou cabe bastante coisa numa lista de 100 indicados ou Green Lantern Corps vai melhorar muito nos próximos meses nas mãos do ex-editor Peter Tomasi. Não é segredo pra ninguém de que estou longe de ser um grande fã da série. Aliás, acho que a série foi a pior parte de A guerra dos anéis.

Mais abaixo, vem New Avengers, série que a gente acompanha por aqui em Novos Vingadores. Não sei onde essa coisa toda de invasão alienígena vai acabar, mas eu me divirto com essas maluquices cheias de reviravoltas do Brian Bendis.

Ainda há outras séries que vêm saindo por aqui neste lote, como Local (Devir), Xeque-Mate, Surpreendentes X-Men e Punho de Ferro (Panini). Tem também 100 Balas - seja lá o que vai acontecer com a série daqui pra frente.

Mas dois títulos me chamam atenção. Um é o especial de casamento do Arqueiro Verde com a Canário Negro. E o outro é a série atual da Liga da Justiça, comandada pelo Dwayne McDuffie, ao lado do nosso Ed Benes.

Pode ser nóia da minha cabeça, mas o fato é que não tenho visto muita gente falar dessas HQs de super-heróis divertidíssimas. Então resolvi aproveitar a deixa pra insistir. Asiim depois o amigo leitor aí não pode vir reclamar que eu não avisei.

(E me perdoe por não falar do que não foi lançado - sim, claro que esse Real, do Takehiko Inoue, também me chamou a atenção. Mas o fato que me consola é que, no cenário atual, é bem provável que muitos desses títulos cheguem por aqui um dia desses. Tudo bem que foi um ano turbulento, com algumas casas apresentando dificuldades. Mas se Local veio, por que não viriam os outros?)

19 dezembro 2008

4.000

No site tem uma nota do Sidney sobre a marca das quatro mil resenhas que ultrapassamos hoje. Certamente é ele quem pode melhor falar sobre essa área do site, pois todas as resenhas que saem semanalmente passam pelas mãos dele.

Os colaboradores do UHQ produzem os textos, mandam para ele que tem todo o trabalho de editar, revisar, conferir, muitas vezes ligar para a gente no meio da noite para ver se a informação está certa.

Nesses anos colaborando com o Universo HQ já fiz mais de 500 resenhas, dei uma reduzida no ritmo este ano, mas estou de volta nessa área que é minha principal colaboração para o site.

Assim, fico muito feliz de ver esse especial com tantos textos diferentes, inclusive com convidados de outros veículos de comunicação que também divulgam quadrinhos.

Então, como é uma atualização especial, abri esse post para os leitores comentarem as resenhas da semana aqui. Espero que gostem da seleção. Boa leitura. (A lista de reviews está aqui)
Lançamento das revistas Caos e Contínuo na HQMix

Ontem aproveitei que o Diego ainda estava em São Paulo e o levei para conhecer a Livraria HQMix, do Gual. A loja, que fica no centro de São Paulo, em uma região com vários teatros, tem um acervo rico em quadrinhos e livros de artes gráficas e virou um ponto de encontro dos autores de HQs independentes, que sempre fazem questão de lançarem suas revistas lá.

Tanto que, ontem, acompanhamos o lançamento da sétima edição do Contínuo (veja mais nesta nota) e da revista Caos (como dito aqui).

Além dos criadores das revistas, pudemos cumprimentar os artistas Octavio Cariello e Lourenço Mutarelli, que estavam por lá. Também aproveitamos para trocar uma idéia com os autores independentes Cadu Simões (Homem Grilo e Garagem Hermética), Harriot Jr. (Cão e Tokyoaki) e Gil Tókio (Na bodega), que foram prestigiar os lançamentos dos colegas.

O Diego chegou até a conversar com um artista independente de Portugal que estava passeando por lá, querendo entender a organização dos autores brasileiros, mas isso é uma outra história, para um outro dia. Assim como o animado bate-papo sobre quadrinhos e cinema que tivemos em um bar ali perto com o Ricardo Malta, nosso amigo aqui do UHQ.

(Veja umas fotos do pessoal da Contínuo autografando a edição que o Diego comprou)







18 dezembro 2008

Pizza do UHQ 2008

Ontem rolou a já tradicional Pizza de Final de Ano do Universo HQ! E um mito, uma lenda do UHQ foi revelada!

Apesar de nos "falarmos" (na verdade, trocarmos e-mails) diariamente e tentarmos nos encontrar o máximo possível, isso sempre acaba sendo em grupos menores. Assim, essas reuniões em que toda a equipe participa são memoráveis.

Da pizza deste ano, em especial, vamos nos lembrar com muito carinho, pois foi o quando conhecemos pessoalmente nosso grande amigo Marcus Ramone.

Ramone está na equipe do UHQ há muitos anos, mas como é de Maceió/AL, nenhum de nós teve a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente até a noite passada.

Aliás, este final de ano foi propício para encontros. AFinal, na mesma semana estavam de passagem por São Paulo Marcus Ramone e Sérgio Codespoti, nosso correspondente em Luxemburgo. Assim, fechamos a data da pizza para todos passarmos um tempo com esses amigos que sempre estão tão perto, mesmo que fisicamente distantes.



Da esquerda para a direita: Zé Oliboni, Ronaldo Barata, Sérgio Codespoti, Eduardo Nasi, Sidney Gusman, Delfin,(do fundo para frente) Marcus Ramone, Marcelo Naranjo, Diego Figueira, Guilherme Kroll, Cassius Medauar e Ricardo Malta



Aqui foi quando Naranjo e Sidão preparam o terreno para surpreender Marcus Ramone.

Ele nem acredita que vai levar na mala um dos Troféus HQ Mix que ajudou o Universo HQ a ganhar!


Não foi no palco do HQ Mix, mas foi mais que merecido.


Ok, fizemos o possível para caber todo mundo.


Esta foi a melhor foto da noite; eu não estou nela, mas estou implícito.

P.S.: O Cassius não é colaborador atual do site, mas é um amigo de longa data de todos da equipe e não poderia faltar nesse encontro.


Atualização Especial

Confira nesta sexta-feira, 19 de dezembro, uma atualização pra lá de especial no Universo HQ.

Por esse motivo, não tivemos coluna nova na semana.

Contamos com sua presença, ops, visita!

11 dezembro 2008

Uma má notícia pode estar a caminho

Há alguns minutos, o editor Cassius Medauar postou no Blog da Pixel um texto no qual comunica aos leitores sua saída da Pixel.

A notícia é péssima, pois como ele era o responsável por toda a área de quadrinhos e pelo teor do texto que escreveu, tudo indica que a editora vai "tirar o pé" ou abandonar de vez o mercado.

O Universo HQ já entrou em em contato com a Ediouro, para obter uma posição oficial, que até agora não foi dada. Desde que a Futuro (representada especialmente por André Forastieri, ex-Conrad) deixou a sociedade da Pixel, a editora carioca detém 100% do negócio.

Medauar preferiu não comentar o assunto.

Segue abaixo o texto de Cassius Medauar:

Escrevo para comunicar a minha saída da Pixel. Os rumos tomados começaram a ser bem diferentes dos planos que tínhamos no começo e eu acabei não me encaixando mais nos planos da empresa.

Continuarei dando consultoria para a Pixel na parte Editorial.

Quero agradecer a todos que acompanharam o meu trabalho desde julho de 2006 na Pixel, os que participaram do site, da comunidade, que elogiaram, criticaram, sugeriram. Vocês ajudaram a gente a fazer uma editora melhor.

Por enquanto não estou indo para nenhuma outra empresa, vou apenas aproveitar as festas de final de ano com minha família, curtir umas férias, e quem sabe no futuro volto a trabalhar nesta área de quadrinhos.

Muito obrigado. Abraço a todos.

Cassius Medauar


Se a saída da Pixel do mercado de quadrinhos se concretizar, mais uma vez os fãs dos materiais da Vertigo, da WildStorm e da ABC ficariam "órfãos" - ao menos até que outra editora adquirisse os direitos das séries.

O catálogo da Pixel tem o recém-(re)começado Sandman, as revistas mensais Pixel Magazine e Fábulas Pixel, 100 Balas (que já havia sido “colocado na geladeira”) e, em especial, Preacher, que faria jus à pecha de "amaldiçoado", pois novamente a saga final do pastor Jesse Custer não seria publicada por aqui.

Além disso, a editora publica Authority, WildCats, Spawn (que teve o contrato renovado recentemente), materiais europeus, como os clássicos Corto Maltese (quatro álbuns) e Emmanuelle, e obras nacionais.

Assim que obtivermos uma resposta da Ediouro, postaremos mais informações. Enquanto isso, só resta esperar e torcer por boas notícias.

10 dezembro 2008

Estréia da Coluna Ponto de Fuga - Invasão Suprema


Nesta semana, o Diego Figueira e eu estreamos nossa coluna no Universo HQ batizada de Ponto de Fuga. Vamos tentar fazer um fazer uma análise diferente dos quadrinhos, às vezes trabalhando juntos, às vezes revezando, mas sempre trazendo uma visão de outro ângulo. 

O tema da primeira coluna é como o Universo Ultimate influencia o Universo tradicional da Marvel. Então, leia o texto neste link e volte para comentar.

03 dezembro 2008

Coluna atualizada: Crise de infinitas possibilidades

Logo
Na coluna desta semana no Universo HQ, o jornalista Eduardo Nasi fala sobre a crise – não a saga da DC, mas sim a crise econômica, essa do “mundo real”.

Ela pode afetar os quadrinhos?

Aparentemente sim, de maneiras diversas, as quais você confere clicando aqui.

30 novembro 2008

Melhores e piores de novembro

Como, para mim, foi um mês de viagens (uma delas para o Festival de Banda Desenhada de Amadora, em Portugal – logo, logo, farei um post sobre minhas aquisições), li muitos quadrinhos, especialmente enquanto esperava nos aeroportos e durante os vôos. Muitos mesmo. Tive a curiosidade de contar: exatas 93 publicações. Por isso, meu “cardápio” está repleto. Tanto de coisas boas, quanto de tranqueiras.

Então, é hora de nossos leitores conhecerem os eleitos de cada integrante do Universo HQ no mês que acaba. Confira abaixo.

Vale lembrar: as opiniões são pessoais e não precisam ser sobre um lançamento do mês.

Não há mais limite para as indicações dos melhores, que não são listados necessariamente em ordem de preferência; e nem pros piores.

É improvável que esta grande HQ portuguesa chegue ao Brasil, mas vale a dica!Sidney Gusman

Melhores: Chibata! - João Cândido e a revolta que abalou o Brasil e Calvin - Criaturas bizarras de outro planeta!, ambos da Conrad, Fell (Landscape), Macanudo # 1 (Zarabatana), John Constantine - Hellblazer - Hábitos Perigosos (Pixel), Homunculus # 2 e # 3 (Panini) e os álbuns portugueses, todos da Asa, O vôo do corvo - Tomo 2, de Gibrat; Obrigado, patrão, de Rui Lacas; Titeuf - As Miúdas ficam banzadas / N'é nada Justo, de Zep; O Escorpião # 5 – O vale sagrado, de Stephen Desberg e Enrico Marini; Blacksad # 3 – Alma vermelha, de Juanjo Guarnido e Juan Díaz Canales; e Bouncer # 3 – A justiça das serpentes, de Alexandro Jodorowsky e François Boucq

Piores: Homem-Aranha e Sonja # 2, Contagem Regressiva # 4 e Prelúdio para a Crise Final # 3, todos da Panini, e Spirou e Fantásio - Z de Zorglub, da Asa

Esta é uma das melhores séries de HQ da Europa nos últimos anosSérgio Codespoti

Melhor: Le Scorpion # 8 - L'ombre de l'ange (Dargaud), de Stephen Desberg e Enrico Marini, Le Diable de sept mers, de Hermann e Yves H. (Aire Libre) e Samurai # 4 - Le Rituel de Morinaga, de Di Giorgio e Genêt (Soleil)

Pior: Ultimate Fantastic Four # 57 (Marvel)

Uma das melhores histórias de John Constantine, agora num álbum bacanaMarcelo Naranjo

Melhores: John Constantine - Hellblazer - Hábitos Perigosos (Pixel), Calvin - Criaturas bizarras de outro planeta! (Conrad), Macanudo # 1 (Zarabatana), Surfista Prateado - Réquiem # 1 (Panini) e Os lobos dentro das paredes (Rocco)

Pior: nenhum

O ranger sessentão continua em formaMarcus Ramone

Melhores: Lost Girls – Livro 2 – As terras do nunca (Devir), Tex Especial 60 Anos e Tex Gigante # 22 - Seminoles, ambos da Mythos, Aline # 2 – Tensão pré-monstrual (L&PM), Maus – A história de um sobrevivente (Cia. das Letras) e Turma da Mônica Jovem # 3 (Panini)

Pior: nenhum

Outra grande HQ nacional no mercadoEduardo Nasi

Melhores: The amazing remarkable Monsieur Leotard (First Second), Emmanuelle – Volume 1 (Pixel), Homunculus # 3 (Panini), O garoto verme (Zarabatana), Fell (Landscape) e Chibata! - João Cândido e a revolta que abalou o Brasil (Conrad)

Pior: Contagem regressiva # 4 (Panini)

Eis um filhote bem divertido da série BoneGuilherme Kroll Domingues

Melhores: Sandman - Entes queridos e Adolf # 1, ambos da Conrad, Estúpidas, estúpidas caudas-de-ratazana (Via Lettera), John Constantine - Hellblazer - Hábitos Perigosos (Pixel) e Os Novos Vingadores # 52 (Panini)

Pior: nenhum


Outra boa HQ do prefeito que era super-heróiRicardo Malta Barbeira

Melhores: Ex Machina – Estado de Emergência (Panini), 100 Balas – Pequenos Vigaristas, Grandes Negócios, Ex Machina – Símbolo - Completo (Pixel), Pixel Magazine # 19 e # 20, todos da Pixel, e Batman – Gotham City 1889, Groo # 5 e # 14, da Abril

Pior: nenhum

O Mestre dos Sonhos começa uma nova caminhada editorial do BrasilZé Oliboni

Melhores: Sandman - Prelúdios e Noturnos - Volume 1 (Pixel), DC Especial # 15 - Gavião Negro e Os Novos Vingadores # 53, ambos da Panini, Mesmo Delivery (Desiderata) e Os Pequenos Guardiões # 5 (Conrad)

Pior: Marvel Apresenta # 36 - Massacre Renasce (Panini)

A obra definitiva sobre WatchmenDelfin

Melhores: Playlove, de Miguel Angel Martin (Rey Lear), The amazing remarkable Monsieur Leotard (First Second), Bitch, de Miguelangel Martin (La Cúpula), Watching the Watchmen, de Dave Gibbons (Titan Books) e Pixel Magazine # 19 (Pixel)

Piores: Noite Mortal, de Mike Deodato, e Sin Metal Sirens, de Sandra Chung (Eros)

O primeiro álbum solo de Grampá é uma estréia em grande estiloDiego Figueira

Melhores: Mesmo Delivery (Desiderata), Macanudo # 1 (Zarabatana) e Surpreendentes X-Men # 1 (Panini))

Pior: Nenhum




Calvin e Haroldo em outro álbum fantásticoRonaldo Barata

Melhores: Calvin - Criaturas bizarras de outro planeta! (Conrad), Pixel Magazine # 20 e Fábulas Pixel # 3, ambas da Pixel

Pior: X-Men # 83 (Panini)
Um dia no AnimaABC 8

No Universo HQ não costumamos cobrir eventos ligados à cultura pop japonesa, mas isso não quer dizer que não os acompanhamos.

Por exemplo, hoje eu passei boa parte do dia no AnimaABC 8, onde fui encontrar meu amigo e colaborador do Pop Balões, Adriano de Avance Moreno.

Para quem não tem idéia do que estou falando, esses eventos são grandes convenções de animê, mangá, cosplayers e outras atividades derivadas do universo pop japonês, com públicos que chegam a ultrapassar 20 mil pessoas.

O Adriano, fã de quadrinhos e animês, acompanha esses eventos há vários anos, tanto que hoje é freqüentemente requisitado como juiz para os concursos de cosplay. Sua função é avaliar a qualidade da fantasia e a fidelidade com o personagem representado. Ou seja, o cara precisa conhecer muito de quadrinhos e desenhos animados japoneses para poder saber se o cosplayer está bem feito ou não.

Só por essas fotos que coloquei no post dá para ter uma idéia do nível dessas competições. Não é à toa que os prêmios para as melhores fantasias podem ser desde um considerável cheque até motos e viagens ao Japão para participar de competições maiores.

Mas daí você se pergunta: quem são as pessoas que vão nesses eventos? A imensa maioria são adolescentes, na faixa dos 14 a 17 anos, viciados em internet e games como guitar hero (no qual se simula que está tocando guitarra) e pump it! (uma máquina que faz o jogador pisar nas setas certas, como se dançasse seguindo uma música). Para se comunicar, encontrar pessoas, fazer piadas, elas andam para lá e para cá com plaquinhas brancas com recadinhos e mensagens.

Os cosplayers são um pouco mais sérios. Eles estão lá “a trabalho”. Mas uma coisa muito legal é que costumam ser bem solícitos para fotografias. Sempre que alguém pede um retrato, eles logo fazem uma pose característica do personagem e esperam pacientemente.

O interessante é que essa quantidade de gente acaba agregando grupos menores que certamente não teriam espaço em outros lugares. Por exemplo, tem uma sala sobre Transformers, outra sobre Star Wars, uma sobre Harry Potter e por aí afora, permitindo o encontro de nichos que muitas vezes só se conhecem do Orkut ou de fóruns virtuais.

Para encerrar, um pensamento que me ocorreu durante todo o tempo em lá estive é o quanto a cultura pop, uma coisa que deveria ser efêmera, passageira, tem seus meios de ser persistente. Explico: alguns cosplayers que vi eram de personagens da minha infância, ou seja, uma ou duas décadas de defasagem dessa geração.

Pior que isso: eram personagens que, quando eu era criança já eram tidos como “clássicos” (leia-se velhinhos). E não eram só os Chaves e Pica-Paus da vida que até hoje são reprisados nos canais abertos, são coisas que saíram de circulação há um bom tempo.

Enfim, esses eventos são bem lotados, mas se você tiver uma câmera e um pouco de disposição podem ser divertidos.

P.S.: Tem mais algumas fotos no blog do Pop Balões e vai rolar uma matéria completa sobre o evento em breve.