04 maio 2009

Melhores e piores de abril

A pauleira estava tão insana na semana passada, que não consegui postar os melhores do mês de abril aqui no blog. Mas, sem delongas, aí vão eles! O Zé Oliboni e o Marcus Ramone ficaram de fora, por terem lido pouca coisa nesse período.

Vale lembrar: as opiniões são pessoais e não precisam ser sobre um lançamento do mês.

Não há mais limite para as indicações dos melhores, que não são listados necessariamente em ordem de preferência; e uma, duas ou três pros piores.

Enfim, esta grande HQ é publicada por uma editora brasileiraSidney Gusman

Melhores: Verão Índio (Conrad), The New Yorker Cartoons - Cachorros (Desiderata), Homunculus # 6 (Panini), Nicolau – Primeiras histórias (Junqueira e Marin), Crônicas Birmanesas (Zarabatana) e Mutts – Os vira-latas (Devir)

Piores: O Planeta dos Condenados # 1, Contagem Regressiva # 9 e Invasão Secreta - Saga, todos da Panini

Um clássico em nova roupagem na EuropaSérgio Codespoti

Melhores: L'Homme de la Novelle-Anglaterre, de Dino Bataglia (Mosquito), Jolie Ténèbres, de Vehlman e Kerascoët (Dupuis), L'Épervier Tome 7 - La Mission, de Patrick Pellerin (Quadrants), Daredevil # 114, de Ed Brubaker, Michael Lark e Stefano Gaudiano (Marvel) e Les Passagers Du Vent 1 - La Fille sous la Dunette, de François Bourgeon (12 Bis)

Piores: X-Force # 12, de Craig Kyle, Christopher Yost e Clayton Crain (Marvel)

Uma da smelhores HQs do ano até agoraMarcelo Naranjo

Melhores: Crônicas Birmanesas (Zarabatana) e DC Especial # 5 e # 8, ambos da série Gotham City contra o crime (Panini)

Pior: nenhum



Bela conclusão para esta históriaEduardo Nasi

Melhores: O sétimo suspiro do samurai # 2 (Conrad), Crônicas Birmanesas (Zarabatana), Homunculus # 6 (Panini) e The New Yorker – Cartoons - Terapia, The New Yorker – Cartoons - Gatos e The New Yorker – Cartoons - Cachorros, todos da Desiderata

Piores: Prelúdio para a Crise Final # 8 e Avante, Vingadores # 26, ambos da Panini

Uma justa homenagem ao mestre ShimamotoGuilherme Kroll Domingues

Melhores: Samurai, de Julio Shimamoto (Em Editora), Cebolinha # 28 (Panini), pela história A fuga pelos infinitos gibis e Freakangels – Volume 1 (Avatar Press)

Pior: nenhum



Baita HQ - e pode ser lida onlineRicardo Malta Barbeira

Melhores: Humor Politicamente Incorreto - Nani (L&PM), Chiclete com Banana – Antologia # 1 (Devir) e Freakangels – Volume 1 (Avatar Press)

Pior: nenhum




Russell adaptou Coraline para os quadrinhosDelfin

Melhores: Crônicas Birmanesas (Zarabatana), Cebolinha # 28 (Panini), pela história A fuga pelos infinitos gibis e Coraline (HarperCollins), de P. Craig Russell

Pior: Prelúdio para a Crise Final # 8 (Panini)


A melhor resvista seriada nas bancas, de longeDiego Figueira

Melhores: J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga # 53 (Mythos), Crônicas Birmanesas (Zarabatana) e Cebolinha # 28 (Panini), pela história A fuga pelos infinitos gibis

Pior: Marvel Especial # 12 - Mulher-Hulk (Panini)

Vale mais pelos desenhosRonaldo Barata

Melhor: Big Guy & Rusty, o Menino Robô (Devir)

Pior: nenhum
Encontro histórico: Paul McCartney e Jack Kirby

Em 1º de novembro de 1975, Paul McCartney e a banda Wings lançaram o single Venus and Mars/Rock Show. O lado B deste LP trazia a faixa Magneto and Titanium Man (veja aqui num show da banda), a única na carreira do Beatle com personagens de quadrinhos como assunto de sua música.

O título faz alusão aos personagens da Marvel, Magneto (vilão dos X-Men) e o Homem de Titânio (Titanium Man), um inimigo tradicional do Homem de Ferro. A letra da música também fala do vilão Dínamo Escarlate (Crimson Dynamo), outro adversário do "Cabeça de Lata".























A banda Wings surgiu em 1971 e trazia em sua formação original Paul e Linda McCartney, o guitarrista Denny Laine (ex-Moody Blues). No final de 1971, o guitarrista Henry McCullough (ex-Spooky Tooth) se juntou a grupo.

Durante a excursão mundial da banda em 1976, o lendário desenhista Jack Kirby, que criou Magneto junto com Stan Lee, visitou o grupo nos camarins e presenteou Paul McCartney com um desenho que incluía Magneto, Paul e Linda McCartney.

Os vilões Dínamo Escarlate e Homem de Titânio foram criados por Stan Lee e Don Heck.

A banda Wings permaneceu em atividade até 1981.

Quem nos deu a dica sobre este assunto foi o beatlemaníaco Paulo Back, que é roteirista da Turma da Mônica.

03 maio 2009

Sunday Comics

Hoje em dia, os maiores jornais brasileiros não encartam mais suplementos dominicais de quadrinhos. Aliás, não sei nem se tem algum que os publique. Quando muito, usam tiras diferentes aos domingos, como faz a Folha de S.Paulo.

Mas foi no rastro dos quadrinhos dominicais que surgiu essa, digamos, seção do blog do Universo HQ: Sunday Comics.

A ideia é que, aos domingos, a gente mostre uma HQ diferente aos leitores - uma HQ que está disponível na internet, de graça, e que preferencialmente (mas não obrigatoriamente) use os recursos digitais para contribuir com a linguagem dos quadrinhos.

Já a publiquei a Sunday Comics duas ou três vezes, de forma esparsa, mas daqui pra frente ela será bem mais frequente - semanal, na medida do possível.

Os autores de quadrinhos digitais também podem participar, deixando nos comentários os links de suas criações para que os demais leitores possam conhecê-las.


Nesta reestreia, o destaque fica para Nawlz, que me foi apresentada por Fabiano Denardin, editor da linha DC para a Panini e entusiasta dos quadrinhos digitais, que descobriu o trabalho por intermédio de uma referência do teórico e quadrinhista Scott McCloud.

McCloud, aliás, é um pensador a ser evocado durante a leitura de Nawlz. Afinal, a história de Sutu (pseudônimo do australiano Stu Campbell) fica nos limites da linguagem dos quadrinhos. O próprio autor não usa os quadrinhos para defini-la. Prefere chamá-la de "experiência em narrativa interativa".

Seja o que for, o resultado é muito, muito interessante. A navegação, ainda que linear, é vertiginosa. É, aliás, tão legal que fiquei com a impressão de que ela mata o roteiro em si - menos instigante que a arte e a transição entre quadros.

De qualquer maneira, Nawlz contribui sem dúvida alguma ao pensamento de como os quadrinhos podem ser reorganizados nos próximos anos.

01 maio 2009

Alguns filmes que vi por aí

Sempre que escrevo sobre cinema, alguns leitores do Universo HQ me xingam. Já disseram até que sou como o Oscar. Aliás: que, como o Oscar, eu seria o defensor de um cinema mais elitista, um cinema que serviria de contraponto ao cinema das superproduções como Watchmen ou Wolverine.

Isso, claro, é um absurdo: o Oscar é um prêmio totalmente comercial, que acha importante ter categorias como efeitos especiais e sonorização, que demonstra afeições pelos números de bilheteria e que é brega. Eu sou muito mais chato que o Oscar. Aliás: na visão desses leitores, sou pior que o Oscar).

Dito isso, vamos aos comentários de uns filmes que vi recentemente.

A saraivada de comentários de hoje, rápidos e rasteiros, é só sobre os filmes da pequena e admirável distribuidora de DVDs maranhense Lume Filmes. Seu acervo, montado ao longo dos últimos anos, é simplesmente uma coleção de filmes brilhantes. Ainda não vi todos, mas tudo o que vi é muito, muito bom.


If... (foto acima), de Lindsay Anderson, poderia ser definido como o filho bastardo de Harry Potter e Laranja Mecânica - porque é subversivo e se passa num internato tradicional inglês. Seu maior artista é Macolm MacDowell, que ficou famoso pelo clássico de Kubrick e é especialista nesses papéis doentios. É um títulos dos mais pop do catálogo.

Outro título igualmente pop e demente é Felicidade, de Todd Solondz, um mergulho nas neuroses norte-americanas.

Na época em que circulou por aqui e virou cult, Down by law, de Jim Jarmuschi, era chamado de Daunbailó. Focado em três vagabundos, é doentio, mas tem uma veia cômica mais escrachada.

Ainda na linha do humor, O que há, tigresa?, de Woody Allen, é impagável. Allen pegou um filme de espionagem japonês e redublou em inglês com diálogos quase nonsense.

Na linha dos clássicos, gostei muito do perturbador Fatalidade e do chocante O preço de uma vida.


É difícil escolher um favorito numa seleção dessas. Mas Eraserhead (foto acima), de David Lynch, provavelmente está na dianteira da minha preferência. Lynch, um dos meus diretores favoritos, estreia com um longa-metragem que antecipa muito do que ele faria depois.

Os leitores interessados em bons filmes já podem se sentir convidados a procurar os filmes da Lume e a comentá-los abaixo. (Já os fãs de Zack Snyder podem aproveitar o mesmo espaço, democrático que é, para defender o ídolo.)

A vantagem de ter uma distribuidora assim é que esses filmes, antigamente raridades, se tornaram fáceis de encontrar. Os filmes estão à venda na maioria dos sites de comércio eletrônico. No meu caso, a maioria deles eu peguei na minha locadora mesmo.

29 abril 2009

Wolverine está mais velho

Favorito dos leitores e de muitos artistas, Wolverine completa em abril 35 anos de existência. O personagem que surgiu sem grandes pretensões, numa aventura do Hulk, se tornou tão popular quanto o Homem-Aranha e, de quebra, virou uma máquina de fazer dinheiro.

E aí, quem vai soprar a velinha?Para quem gosta de Logan este é um bom momento. A Marvel programou uma série de lançamentos especiais, capas promocionais e outros eventos para celebrar a data, e a Panini entrou na onda no Brasil.

Além disso, X-Men Origens - Wolverine, o primeiro filme solo do mutante mais invocado da Marvel, fará sua estreia neste final de semana.

O Universo HQ celebra os 35 anos de Wolverine numa matéria especial de Sérgio Codespoti que pode ser lida aqui.

E você? Gosta do personagem? Acha que já passou da conta? Comente à vontade.

Os colecionadores e suas coleções malucas!



Prezado leitor do Universo HQ:

Se você tem "aquela" coleção de quadrinhos - ou figuras de ação - e tiver interesse em compartilhar conosco, envie uma ou duas fotos daquelas prateleiras "lotadas" de quadrinhos e afins, para colocarmos aqui no blog.

Vamos ver quanto espaço o pessoal ocupa em casa com suas coleções que enlouquecem as pessoas que não entendem qual a graça disso tudo - mas nós sabemos qual é, não?

Então, mãos à obra: enviei uma ou duas fotos - de preferência que não estejam "pesadas" demais - para o email marcelo.naranjo@terra.com.br .


Em breve, colocaremos aqui no blog.

Em tempo: pode mandar também a foto daquela revista rara que só você tem - formatinhos de super-heróis só são "raros" em sites de leilão, ok?

Abraço!

26 abril 2009

Quem curte Vertigo, mais uma vez, dançou!

Bom, todo mundo já desconfiava, mas os otimistas ainda mantinham uma esperança. Só que não rolou. A Ediouro me confirmou numa entrevista por telefone que rompeu o contrato com a DC.

Assim, as ótimas Pixel Magazine e Fábulas Pixel vão para o limbo dos títulos cancelados. E levam junto 100 Balas, Monstro do Pântano e outras coisas bacanas que saíam como especiais.

Ou seja, novamente que é fã especialmente das obras da Vertigo ficará sem saber o final de séries importantes - a não ser que outra editora adquira os títulos.

Jesse Custer parece estar amaldiçoado no BrasilMas, depois de tantas tentativas frustradas, não dá para exigir de qualquer editora algo assim.

Preacher, por exemplo, parece "amaldiçoado". Passou por Brainstore, Devir e Pixel e até agora o leitor brasileiro não viu o final da série. Ao menos em bancas e livrarias, pois muita gente se encheu e resolveu baixar o scan mesmo.

E você, o que achou dessa rescisão de contrato da Ediouro com a DC? Comente à vontade.
Os erros, as legendas e a Língua Portuguesa

Alguns leitores do Universo HQ - não todos - reclamam da insistência das resenhas do Universo HQ em apontar os erros de português das edições.

É o caso da resenha que o Sidney Gusman publicou sexta, sobre a edição definitiva de Watchmen, da Panini, com mais de 20 erros.

A discussão descambou até para os comentários no post aí embaixo - que não passava de uma brincadeira, veja só!

Aproveito o gancho pra falar de outro problema que me incomoda há tempos: as legendas de filmes e programas de TV.

Tem dias em que eu rezo para que alguém crie um site chamado Universo Legenda para encher o saco de quem traduz mal e escreve errado.

A quantidade de erros é bizarra - tanto de português quanto de tradução. É difícil pegar uma legenda correta, que não tenha erros. E nada mais irritante do que você ter sua a experiência de assistir ao programa interrompida por um "excessão", por um "nada haver" ou por uma tradução bisonha.

Quando é em inglês e espanhol, muita gente até entende o que está ouvindo - e ainda dá para perceber as bizarrices. Mas como se assiste a um filme polonês, iraniano ou chinês?

ATUALIZAÇÃO: o leitor Rafael Olivato mandou por e-mail a dica do blog Isso porque é ORIGINAL, que mostra legendas bizarras. Faz tempo que não tem uma atualização, mas tá valendo.

23 abril 2009

Darth Knight*


Recebi este frame do novo desenho do Homem-Morcego, The brave and the bold, acompanhado da pergunta "Que diabos o Batman tá fazendo com um sabre de luz na mão?".

Será que alguém arrisca uma resposta?

Em tempo: o episódio é The eyes of Despero, escrito pelo quadrinhista J.M. DeMatteis. O desenho sempre tem participação de outros heróis e, desta vez, Batman encontra a Tropa dos Lanternas Verdes (com Gnort!) para enfrentar o bandido cor-de-rosa Despero.

* UPDATE - Troquei o título original da postagem por um trocadilho sugerido pelo Codespoti.

22 abril 2009

Salve o quadrinho nacional

Quarta-feira é dia de coluna atualizada no Universo HQ. Nesta semana, é a vez de Marcus Ramone, com a sua Recordatório.

E ele escolheu um tema espinhoso, mas que precisa ser abordado: o quadrinho nacional independente. Pra muita gente, basta ser nacional pra ter qualidade. Não é por aí. Uma HQ não é boa por causa do país onde ela é produzida. Há materiais ótimos e péssimos em qualquer lugar do mundo.


Mas há quem discorde disso.

Então, clique aqui, confira o artigo do Ramone e comente à vontade.

18 abril 2009

Comandos em Ação

O escritor Warren Ellis roteirizou a microssérie GI Joe: Resolute para o site do Adult Swim - o programa adulto e safado do Cartoon Network.

Os dois primeiros episódios entraram no ar esta semana.

Por conta dessas maluquices da internet, não dá para assistir pelo site do Cartoon, provavelmente por conta de direitos autorais.

Mas no Youtube dá pra ver não só os dois primeiros episódios, mas também o terceiro! Vai entender...

A série começa aqui:



Continua aqui:



E não acaba aqui:



Pelo que sei, a temporada terá dez webisódios.

15 abril 2009

Universo HQ no Twitter

Bom, o povo me amolou tanto que acabei entrando no Twitter. E já achei uma utilidade: falar rapidamente das muitas HQs que leio e não consigo resenhar! :-)

Pra quem quiser me seguir, o endereço é@sidneygusman.

E tem mais integrantes do UHQ na parada: @eduardonasi, @homemnerd (Guilherme Kroll Domingues), @mojodelfin (Delfin), @ricardomalta, @DFigueira e @oliboni.

Ah, e tem o do Universo HQ, que criei há poucos minutos: @universohq.
Dogma 2009

Hoje é dia de coluna atualizada no Universo HQ. O jornalista Eduardo Nasi manda mais um petardo em sua Cada um no seu quadrinho.

Em 1995, Thomas Vinterberg e Lars von Trier, dois diretores de cinema dinamarqueses, propuseram o Dogma 95, uma série de mandamentos para fazer suas obras e que deveriam ser seguidas à risca. O resultado foi um punhado de filmes bem interessantes.

Agora, com muito bom humor, Nasi criou o Dogma 2009, com o objetivo de salvar os quadrinhos.

Ele mesmo duvida que o Dogma 2009 vá ser adotado por alguém. Mas discutir seus itens pode ajudar a melhorar a forma como nos relacionamos com as HQs.

Você concorda? Discorda? Comente à vontade.

14 abril 2009

Mais um "filhote"

Kamehame-HaaaaaaQuem lê o Universo HQ já está sabendo, mas não custa reforçar. Como sempre divulgo aqui os especiais que edito para a Abril, aí vai mais um: Guia completo da saga Dragon Ball (formato americano, 80 páginas coloridas, R$ 14,95, distribuição nacional).

O especial, um filhote da revista Mundo Estranho, traz muitas informações espalhadas em seis capítulos: Personagens, Sagas, Mitologia, Mangá, Telinha e Telona e Curiosidades. Os textos são de Junior Fonseca, Fábio Garcia e Renato Siqueira.

Além disso, Cassius Medauar, o "editor do Dragão" na época em que o mangá foi publicado a primeira vez pela Conrad (eu, chamado de "Tio Sidão" por esse cidadão, era o "editor Saiyajin"), fez uma revisão técnica do especial.

Então, pra quem é fã da obra maior do japonês Akira Toriyama, vale conferir.

12 abril 2009

A verdadeira primeira edição brasileira de Matrix Comics

Nos últimos dias, a Panini começou a anunciar a sua edição de Matrix Comics, os famosos quadrinhos baseados no universo dos Irmãos Wachowski e criados por nomes como Neil Gaiman, Michael Kaluta, Paul Chadwick, Geof Darrow e outros tão cotados quanto.

Quando li sobre isso, um buraco de minhoca abriu na minha cabeça, me levando de volta quase uma década atrás, na pioneira e extinta loja de quadrinhos Planeta Proibido, que agitou a nerdlândia portoalegrense nos anos de 1990.

Não consigo ter muitas pistas de em que ano eu estava, mas o limite de dez anos de lançamento do filme, o preço da revista em reais e o fato de ser já na sede da Planeta da Rua Jerônimo Coelho me faz pensar que talvez já estivéssemos nesta nossa década.

Não importa. Foi nesse dia que, se minha memória não me engana, comprei Matrix, uma revistinha em formatinho, 28 páginas, capa cor (mas miolo em impressão offset P&B vagabunda), produzida por um estúdio chamado Nona Arte.

Eis a capa, com o logo do Nona Arte do canto superior esquerdo:


Trata-se, claro, de material completamente pirata, uma espécie de tataravó dos scans, só que mais cara de se fazer.

E que, de qualquer forma, dentro de sua ilegalidade, é a primeira edição impressa dos quadrinhos de Matrix no Brasil.

Na ânsia com que eu comprava HQs na época, acabei levando, mesmo sem dar muita bola para a qualidade e já tendo lido as histórias no site do filme. Sei lá, parecia legal.

Com a notícia do lançamento da Panini, achei que seria legal dividir com os leitores esta edição e ver se alguém sabe de mais pistas. Aí vasculhei meu armário até encontrá-la. E achei.

A revista traz três histórias.

Uma é Os arquivos de Zion, com roteiro dos Wachowski e arte de Geof Darrow (Hard Boiled). Em seguida, vem Beep... beep... beeeeeep, de Vince Evans, que também faz a capa. Performance final, de Jim Krueger e Tim Sale, encerram o volume.

A arte, nos três casos, é prejudicada - provavelmente porque os originais são os arquivos de baixa resolução do site.

Clique para aumentar e veja como ficou a arte de Vance:


Vale reparar nas imagens pixelizadas e no letreiramento irregular na arte de Tim Sale:


Não dá para saber muita coisa sobre o Nona Arte, infelizmente.

A revista não traz expediente. A única forma de contato com o estúdio é um e-mail do BOL - que está desativado atualmente. Outra pista sobre a procedência é um anúncio da loja Revista & Cia, que os leitores de Fortaleza devem conhecer.

Como geralmente essas lojas anunciam em revistas de seus clientes, dá para imaginar que a primeira edição de Matrix brasileira é cearense. Só que isso é apenas uma hipótese, certo?

Nas minhas mãos só chegou a primeira edição. Mas um anúncio da revista promete outros volumes:



Será que foram lançados? Será que alguém tem a coleção completa dos Matrix Comics brasileiros?

Algum leitor aí sabe de algo que eu não sei e quer dividir com a galera?

Respostas podem ser deixadas na caixa de comentários.

PS 1) Nos comentários, o editor do ótimo selo de quadrinhos brasileiros Nona Arte, André Diniz, expressou certa preocupação em ser confundido com o estúdio Nona Arte. Claro que quem conhece o trabalho sério do Diniz jamais confundiria as duas coisas, apesar da coincidência do nome. Mas fica o alerta pra algum desavisado.

PS 2) Os colegas de UHQ Sidão, Naranjo e Delfin já revelaram que também têm seus exemplares de Matrix. Ou seja: no mínimo, foi uma revista que circulou bastante.

10 abril 2009

I'm not an artist


Foi no microblog Twitter que Delfin viu que o Leandro Robles (autor de Macaco Albino) tinha recomendado a HQ I'm not an artist. Aí o Delfin passou adiante - e decidi publicar a dica aqui.

E o fato é que a HQ é bem bacana mesmo. A navegação pela barra de espaço é muito ágil - e dialoga bem com a narrativa acelerada.

Boa leitura.

08 abril 2009

A segunda parte da matéria sobre a EC Comics

Hoje, mais uma vez, não temos coluna no Universo HQ. Mas há razão para isso: a conclusão da bela matéria sobre EC Comics, escrita por Alessandro Abrahão.

Vale a pena conferir, pois o texto mostra, inclusive, o depoimento de Bill Gaines ao senado norte-americano na época da "caça às bruxas", ou melhor, aos quadrinhos de sua editora.

E comente à vontade, claro.

01 abril 2009

Frank Miller, cadê você?

Hoje é dia de visita ao Becho das HQsNesta semana, o Beco das HQs é sobre Frank Miller, que, um dia, foi um de meus roteiristas de quadrinhos favoritos. Mas, infelizmente, faz tempo que ele perdeu a mão.

Excepcionalmente, há dois desenhos na coluna: um do J.J. Marreiro, parceiraço desde a época da Wizard, e o Flávio Teixeira de Jesus, que trabalha comigo (é roteirista da Turma da Mônica) e queria saber se o Procon o ajudaria a recuperar o dinheiro gasto para assistir ao filme Spirit. Ambos ilustraram o tema com a mistura certa de humor e decepção.

Ilustra do Flávio Teixeira de JesusPra finalizar, como sempre, este espaço é para você opinar, criticar, espernear ou qualquer outro verbo que queira usar para comentar o texto da coluna. Fique à vontade.

Será que o atual Frank Miller se lembra do antigo?

30 março 2009

Melhores e piores de março

Março se encerra com ótimas opções em livrarias e uma mesmice tamanha nas bancas que dois de nossos colaboradores, o Zé Oliboni e o Ronaldo Barata, não queriam indicar nada como "melhores", porque só leram materiais medianos ou ruins. Mesmo assim, eles apontaram os que "se salvaram".

Então, é hora de conferir o que cada integrante da equipe editorial do Universo HQ mais e menos curtiu no mês que está terminando.

Vale lembrar: as opiniões são pessoais e não precisam ser sobre um lançamento do mês.

Não há limite para as indicações dos melhores, que não são listados necessariamente em ordem de preferência; e uma, duas ou três pros piores.

Outro clássico das HQs europeias que, felizmente, a Devir traz ao nosso mercadoSidney Gusman

Melhores: Watchmen – Edição Definitiva, Batman – A Piada Mortal – Edição especial e Gantz # 20, todos da Panini, Fulù # 1 – O sortilégio (Meribérica/Liber) e A Casta dos Metabarões – Tomo 1 (Devir)

Piores: Prelúdio para a Crise Final # 7, Dimensão DC – Lanterna Verde # 7, Marmelade Boy # 1 e DC Especial - Arena - Contagem Regressiva, todos da Panini

Outro trabalho europeu que dificilmente veremos por aquiSérgio Codespoti

Melhores: Corto Maltese - Memories, de Michel Pierre e Hugo Pratt (Casterman); Contes et Récits de Guerre, de Dino Battaglia e Guy de Maupassant (Mosquito); Au Delá de Nuages - Tomo 2 - Combats, de Régis Hautière e Romain Hugault (Paquet); e Neverland, de Stéphane Piatszek e Nicolas Sure (Quadrants)

Pior: Mighty Avengers # 21, de Dan Slott e Khoi Pham (Marvel)

Muito bacana este álbum de tirasMarcelo Naranjo

Melhores: Mesmo Delivery (Desiderata), Mutts (Devir) e Turma da Mônica – Coleção Histórica # 6, # 7 e # 8 (Panini)

Pior: nenhum

Continuam divertidas as aventuras da Turma da Mônica adolescenteMarcus Ramone

Melhores: Gen - Pés Descalços # 4 (Conrad), Zé, o Soldado Raso - Edição Extra # 7 (Saber), As Investigações de Sam Pezzo - Volume 2 (Martins Fontes), Almanaque Tex # 30 (Mythos) e Turma da Mônica Jovem # 7 (Panini)

Pior: nenhum

A melhor revista seriada em nossas bancas continua à espera de novos leitoresEduardo Nasi

Melhores: Salon (Desiderata), J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga # 51 e J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga # 52 (Mythos) e Marvel Max # 66 e # 67, Homunculus # 5 e Coringa, todos da Panini

Piores: Contagem Regressiva # 7, # 8 e # 9, Prelúdio para a Crise Final # 7 e DC Especial - Arena - Contagem Regressiva, todos da Panini

Inspirado no Coringa de Heath Ledger, Brian Azzarello fez uma interessante graphic novelGuilherme Kroll Domingues

Melhores: Coringa, Watchmen – Edição Definitiva, The Spirit – As novas aventuras e Homunculus # 5, todos da Panini, e Mafalda # 1 (Ediciones de La Flor)

Pior: nenhum




Que a revista é bacana, não há dúvida; resta saber se a Pixel continuará publicando-aRicardo Malta Barbeira

Melhores: Fábulas Pixel # 4 (Pixel), Rê Bordosa – Memórias de uma Porraloca (Circo Editorial) e Marvel Max # 65 (Panini)

Pior: nenhum



Uma das menos piores do OliboniZé Oliboni

Melhores: Aquilação 2 - A conquista # 1, Hulk contra o mundo # 5 e Os Novos Vingadores # 56, todos da Panini

Pior: Marvel Especial # 9 - Os Novos Guerreiros (Panini)




Pena que os Desafiadores do Desconhecido nunca emplacaram no BrasilDelfin

Melhores: Aberto para balanço, de Fortuna (Codecri), Rango # 1, de Edgar Vasques (L&PM), Mega Quadrinhos # 6 (Ortiz), Absolute Watchmen, Absolute Starman # 1 e Showcase - Challengers of the Unknown # 1 (DC Comics) e The Marvel Vault (Marvel)

Pior: DC Especial - Arena - Contagem Regressiva

Uma das melhores HQs de todos os tempos, enfim, numa edição que faz jus à sua grandiosidadeDiego Figueira

Melhores: Watchmen - Edição Definitiva e Superman # 76, ambos da Panini

Pior: Dimensão DC – Lanterna Verde # 7 (Panini)




Este arco não é nenhuma Brastemp, mas diverteRonaldo Barata

Melhor: Coringa e Novos X-Men - Imperial, ambos da Panini

Piores: Novos Titãs # 57 e DC Especial - Arena - Contagem Regressiva, ambos da Panini

29 março 2009

E agora: dicas de cinema

Tem muita coisa boa nos cinemas desse nosso Brasilzão.

Watchmen, infelizmente, não é um deles. Eu até poderia passar alguns milhares de toques falando mal do bregalhão Zack Snyder, da fotografia tosca, das cenas risíveis, da direção equivocada. Dava também para celebrar a bilheteria mixa. Por exemplo: neste mesmo Brasilzão, o tio Danny Boyle, com seu sensacional Quem quer ser um milionário?, não deixou Watchmen liderar nem no seu próprio fim de semana de estreia.

Mas não vou falar de Watchmen, não. Motivo: os demais colaboradores do Universo HQ não aguentam mais me ouvir discursando sobre esse assunto. E alguns até gostam do filme (o que só reforça a tese de que fazer um site é um exercício de tolerância e convivência).

Por isso, vou focar nos filmes a que assisti neste fim de semana. Afinal, como eu ia dizendo, tem muito longa-metragem bom por aí.

Vamos começar por um filme que tem certa relação com quadrinhos: Pagando bem, que mal tem?, que talvez alguns leitores conheçam melhor como Zack and Miri make a porno ou como "o filme pornô de Kevin Smith".


Kevin Smith é conhecido nos quadrinhos por passagens em Demolidor e Arqueiro Verde e, no cinema, por filmes como Dogma e O Balconista. Dizem por aí que é um diretor nerd, mas isso é uma definição ampla demais. Zack Snyder também é um diretor nerd, por exemplo, mas é ruim que dói. Kevin Smith é legal - talvez porque justamente não trate temas nerds de forma imbecil.

Pagando bem, que mal tem? fala sobre sexo. A trama é exatamente o que o título original descreve: os velhos amigos Zack e Miri decidem fazer um filme pornô para pagar as contas. Soa patético, e é - só que de propósito. Perambulando pela pornografia, terra do sexo fake e acrobático, Smith fala de sexualidade com uma maturidade de fazer inveja a 99% dos filmes de Hollywood.

Resultado: o filme, por ser natural, acaba destoando do mundo das comédias de matinê. Na sessão a que assisti, um bando de adolescentes ficou visivelmente incomodado pelo que viu. Pela reação a um selinho entre dois homens, acho que nunca tinham visto nada parecido - nem Brokeback Mountain. Numa cena de nu frontal masculino, umas oito meninas saíram do cinema. Quanto mais Smith se aproximava do sexo real, maior o rebuliço na sala.

Veredicto: veja.



Vou ser franco: não achei a primeira parte de Che, de Steven Soderbergh, grande coisa. Mas acho que os leitores do Universo HQ podem gostar. Afinal, geralmente eles gostam de O senhor dos anéis.

Os dois filmes, por incrível que pareça, são muito parecidos. Ambos começam com um bando de gente decidida a realizar uma missão improvável, quase impossível. Em seguida, em grupo, essas pessoas começam a percorrer trilhas em florestas misteriosas e a encontrar apoio de gente muito esquisita - e até de alguns seres fantasiosos. De repente, sem mais nem menos, os dois filmes acabam - porque continuarão em partes que ainda serão lançadas.

Além disso, os dois filmes são épicos, tediosos, fantasiosos e, claro, distorcem bastante a história original.

Che, ao menos, tem uma vantagem: é uma obra em apenas duas partes, não três, e ambas duram menos de três horas e meia. Pra mim, foi um alívio.

Veredicto: veja se estiver a fim. Mas eu ainda sou mais a HQ do Oesterheld e dos Breccia.



Passageiros eu fui ver por conta do Rodrigo Garcia. E da Anne Hathaway, que era uma atriz linda e subestimada até o ano passado (mas agora está ficando famosinha, graças principalmente ao ótimo O casamento de Rachel, também em cartaz). Mas fui principalmente por causa do Rodrigo Garcia.

Filho do escritor Gabriel García Márquez, Rodrigo é criador, diretor e produtor da ótima série Em terapia, dirigiu alguns dos melhores episódios de A sete palmos e um ótimo de Família Soprano. Ou seja: credencial não lhe falta. E é fato: a direção é ótima, especialmente a de atores.

Mas faltou roteiro. Porque, da metade para o final, o filme simplesmente degringola. Vira uma patuscada esotérica vomitativa - o que, aliás, é cada vez mais comum nesta nossa era das trevas.

Veredicto: vá, mas saia depois de uma hora de filme.



E aí, por último, vem o melhor: Gran Torino, de Clint Eastwood, com o próprio, e ainda por cima vivendo um velho ranzinza. Walt Kowalski um sujeito muito inspirador. Vou passar a me inspirar nele na hora de escrever resenhas de revistas como Contagem Regressiva - Arena, minha próxima atividade neste domingão de sol.

Veredicto: veja.
Sunday papers

O Twitter é uma ferramenta muito útil que ensina muita coisa pra gente.

Dica de tirinha tuitada pelo Arnaldo Branco: clique aqui.

25 março 2009

"Jingle bell, acabou o papel..."


Quem disse que quadrinhos têm que ser publicados em papel? Se são uma linguagem, as HQs podem ser produzidas em qualquer plataforma que as aceite. O verdadeiro limite é o limite dos criadores.

Na coluna Celulose vicia, publicada hoje no nosso site, arrisco dar uns passos nesse debate - que ainda tem chão pela frente. E haja chão.

Como é costume, o espaço para debates é a área de comentários deste post. E está, desde já, à disposição.

Até daqui a pouco.
O argentino Nik autografa na HQMix hoje

Como, de novo, a HQMix Livraria nos mandou o e-mail de divulgação atrasado (chegou às 10h56min e o evento é hoje), o jeito é soltar a nota aqui no Blog.

Nik e sua criaçãoSeguinte: o argentino Nik (pseudônimo de Cristian Dzwonik), criador do engraçado Gaturro estará na HQMix Livraria para autografar seus três livros do personagem lançados por aqui: Gaturro # 1, # 2 (ambos pela Vergara & Riba) e Gaturro Grandão, pela Catapulta.

A noite de autógrafos, que começa às 19h30min, foi organizada em continuidade ao evento O Quadrinho Iberoamericano: homenagem a Ziraldo, realizado pelo Instituto Cervantes.

A HQMix Livraria fica na Praça Roosevelt, 142 - Centro - São Paulo/SP - Tel.: 011-3258-7740.

20 março 2009

Prazeres e desprazeres

O luxo...Por causa do trânsito absurdo de São Paulo, faz quase dois anos que prefiro ir trabalhar usando transporte público. Além do mais, o tempo no metrô e no ônibus é ótimo para colocar a leitura em dia.

Hoje foi assim também. Mas vivi um momento engraçado. Ou seria triste?

Sempre que vou sair de casa, pego as revistas da minha pilha de leituras atrasadas. Apanhei apenas uma edição, já que ainda faltavam os dois últimos capítulos de Watchmen - Edição Definitiva para (re)ler.

E aí que nasceu a razão deste post.

Ainda no metrô, terminei Watchmen. Que leitura! Que história em quadrinhos! Mesmo sendo, sei lá, a quinta, sexta vez que a li, a satisfação ao chegar ao final continua inalterada.

Como ainda estava longe do trabalho, no entanto, peguei a outra revista: Prelúdio para a Crise Final # 7. Li exatas 15 páginas. Que porcaria incomensurável!

Decidi parar e ir até o meu destino sem ler mais nada, só curtindo e relembrando como Alan Moore e Dave Gibbons construíram esse clássico dos quadrinhos chamado Watchmen.

... e o lixoAfinal, dar sequência à leitura de Prelúdio para a Crise Final # 7 seria mais ou menos como ir a um restaurante de alto nível e saborear o melhor prato da casa e, de sobremesa, comer jiló!

Era preferível ficar só com o prato principal.

O problema, meu amigo leitor, é que não tenho nada em minha mochila para o percurso de volta para casa. Ou seja, a viagem vai ser longa...

18 março 2009

Um pouco da história da EC Comics

Hoje não temos coluna, porque nosso colaborador Alessandro Abrahão escreveu uma bela matéria (que terá continuação) sobre a EC Comics, uma das mais importantes editoras norte-americanas em todos os tempos.

Leia o artigo e comente à vontade!

11 março 2009

O Museu dos Quadrinhos revisita Ferdinando, de Al Capp

A coluna desta semana no Universo HQ fala de um artista diferenciado.

Al Capp, autor de Ferdinando, é um dos maiores criadores norte-americanos de quadrinhos de todos os tempos, sem exagero.

Duvida? Ele marcou presença "apenas" em capas de revistas como Time, Life e Newsweek, como você confere na imagem.


Divertido, criativo, genial, estes e muitos outros adjetivos cabem perfeitamente para definir este criador, cujo perfil e detalhes da obra você confere na coluna Museu dos Quadrinhos.

Infelizmente, esse material, que no original era publicado em formato de tiras e páginas dominicais, nunca foi devidamente editado por aqui. E, com a tal crise econômica, talvez isso nunca aconteça.

Uma pena, pois os clássicos dos quadrinhos fazem falta. Ainda mais com tanta espaço para porcaria nas bancas. Ops!

06 março 2009

Homenagem às mulheres e resenha de Watchmen

Nesta sexta-feira bolamos uma atualização em homenagem às mulheres. São 11 resenhas estreladas por personagens femininas e uma produzida por uma quadrinhista, a iraniana Marjane Satrapi.

Além disso, resgatamos do nosso arquivo outras duas homenagens: uma matéria sobre as mulheres nos quadrinhos e uma montagem com várias beldades da Nona Arte.

Mas o destaque de hoje não vai só para a homenagem às mulheres (dia 8 de março é o dia delas). Também colocamos no ar uma resenha do filme Watchmen, assinada pelo Delfin, com a colaboração do Guilherme Kroll Domingues.

Então, você está convidado a ler esses artigos e comentar à vontade aqui no blog.

E quem ainda tem algum receio sobre o trabalho do Zack Snyde em Watchmen, imagine se o filme fosse o mesmo desta abertura de desenho animado megacanalha (e, pra sorte de todos, bastante engraçada – repare na Bubastis!)

04 março 2009

Pop Fórum analisa o desafio de Watchmen


Depois de muito tempo, nosso antigo colaborador Fernando Viti retorna ao Universo HQ, mas não com suas ácidas resenhas. Ele volta com sua coluna Pop Fórum, analisando o desafio de transpor Watchmen para o cinema.

Leia e comente à vontade.