30 março 2009

Melhores e piores de março

Março se encerra com ótimas opções em livrarias e uma mesmice tamanha nas bancas que dois de nossos colaboradores, o Zé Oliboni e o Ronaldo Barata, não queriam indicar nada como "melhores", porque só leram materiais medianos ou ruins. Mesmo assim, eles apontaram os que "se salvaram".

Então, é hora de conferir o que cada integrante da equipe editorial do Universo HQ mais e menos curtiu no mês que está terminando.

Vale lembrar: as opiniões são pessoais e não precisam ser sobre um lançamento do mês.

Não há limite para as indicações dos melhores, que não são listados necessariamente em ordem de preferência; e uma, duas ou três pros piores.

Outro clássico das HQs europeias que, felizmente, a Devir traz ao nosso mercadoSidney Gusman

Melhores: Watchmen – Edição Definitiva, Batman – A Piada Mortal – Edição especial e Gantz # 20, todos da Panini, Fulù # 1 – O sortilégio (Meribérica/Liber) e A Casta dos Metabarões – Tomo 1 (Devir)

Piores: Prelúdio para a Crise Final # 7, Dimensão DC – Lanterna Verde # 7, Marmelade Boy # 1 e DC Especial - Arena - Contagem Regressiva, todos da Panini

Outro trabalho europeu que dificilmente veremos por aquiSérgio Codespoti

Melhores: Corto Maltese - Memories, de Michel Pierre e Hugo Pratt (Casterman); Contes et Récits de Guerre, de Dino Battaglia e Guy de Maupassant (Mosquito); Au Delá de Nuages - Tomo 2 - Combats, de Régis Hautière e Romain Hugault (Paquet); e Neverland, de Stéphane Piatszek e Nicolas Sure (Quadrants)

Pior: Mighty Avengers # 21, de Dan Slott e Khoi Pham (Marvel)

Muito bacana este álbum de tirasMarcelo Naranjo

Melhores: Mesmo Delivery (Desiderata), Mutts (Devir) e Turma da Mônica – Coleção Histórica # 6, # 7 e # 8 (Panini)

Pior: nenhum

Continuam divertidas as aventuras da Turma da Mônica adolescenteMarcus Ramone

Melhores: Gen - Pés Descalços # 4 (Conrad), Zé, o Soldado Raso - Edição Extra # 7 (Saber), As Investigações de Sam Pezzo - Volume 2 (Martins Fontes), Almanaque Tex # 30 (Mythos) e Turma da Mônica Jovem # 7 (Panini)

Pior: nenhum

A melhor revista seriada em nossas bancas continua à espera de novos leitoresEduardo Nasi

Melhores: Salon (Desiderata), J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga # 51 e J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga # 52 (Mythos) e Marvel Max # 66 e # 67, Homunculus # 5 e Coringa, todos da Panini

Piores: Contagem Regressiva # 7, # 8 e # 9, Prelúdio para a Crise Final # 7 e DC Especial - Arena - Contagem Regressiva, todos da Panini

Inspirado no Coringa de Heath Ledger, Brian Azzarello fez uma interessante graphic novelGuilherme Kroll Domingues

Melhores: Coringa, Watchmen – Edição Definitiva, The Spirit – As novas aventuras e Homunculus # 5, todos da Panini, e Mafalda # 1 (Ediciones de La Flor)

Pior: nenhum




Que a revista é bacana, não há dúvida; resta saber se a Pixel continuará publicando-aRicardo Malta Barbeira

Melhores: Fábulas Pixel # 4 (Pixel), Rê Bordosa – Memórias de uma Porraloca (Circo Editorial) e Marvel Max # 65 (Panini)

Pior: nenhum



Uma das menos piores do OliboniZé Oliboni

Melhores: Aquilação 2 - A conquista # 1, Hulk contra o mundo # 5 e Os Novos Vingadores # 56, todos da Panini

Pior: Marvel Especial # 9 - Os Novos Guerreiros (Panini)




Pena que os Desafiadores do Desconhecido nunca emplacaram no BrasilDelfin

Melhores: Aberto para balanço, de Fortuna (Codecri), Rango # 1, de Edgar Vasques (L&PM), Mega Quadrinhos # 6 (Ortiz), Absolute Watchmen, Absolute Starman # 1 e Showcase - Challengers of the Unknown # 1 (DC Comics) e The Marvel Vault (Marvel)

Pior: DC Especial - Arena - Contagem Regressiva

Uma das melhores HQs de todos os tempos, enfim, numa edição que faz jus à sua grandiosidadeDiego Figueira

Melhores: Watchmen - Edição Definitiva e Superman # 76, ambos da Panini

Pior: Dimensão DC – Lanterna Verde # 7 (Panini)




Este arco não é nenhuma Brastemp, mas diverteRonaldo Barata

Melhor: Coringa e Novos X-Men - Imperial, ambos da Panini

Piores: Novos Titãs # 57 e DC Especial - Arena - Contagem Regressiva, ambos da Panini

29 março 2009

E agora: dicas de cinema

Tem muita coisa boa nos cinemas desse nosso Brasilzão.

Watchmen, infelizmente, não é um deles. Eu até poderia passar alguns milhares de toques falando mal do bregalhão Zack Snyder, da fotografia tosca, das cenas risíveis, da direção equivocada. Dava também para celebrar a bilheteria mixa. Por exemplo: neste mesmo Brasilzão, o tio Danny Boyle, com seu sensacional Quem quer ser um milionário?, não deixou Watchmen liderar nem no seu próprio fim de semana de estreia.

Mas não vou falar de Watchmen, não. Motivo: os demais colaboradores do Universo HQ não aguentam mais me ouvir discursando sobre esse assunto. E alguns até gostam do filme (o que só reforça a tese de que fazer um site é um exercício de tolerância e convivência).

Por isso, vou focar nos filmes a que assisti neste fim de semana. Afinal, como eu ia dizendo, tem muito longa-metragem bom por aí.

Vamos começar por um filme que tem certa relação com quadrinhos: Pagando bem, que mal tem?, que talvez alguns leitores conheçam melhor como Zack and Miri make a porno ou como "o filme pornô de Kevin Smith".


Kevin Smith é conhecido nos quadrinhos por passagens em Demolidor e Arqueiro Verde e, no cinema, por filmes como Dogma e O Balconista. Dizem por aí que é um diretor nerd, mas isso é uma definição ampla demais. Zack Snyder também é um diretor nerd, por exemplo, mas é ruim que dói. Kevin Smith é legal - talvez porque justamente não trate temas nerds de forma imbecil.

Pagando bem, que mal tem? fala sobre sexo. A trama é exatamente o que o título original descreve: os velhos amigos Zack e Miri decidem fazer um filme pornô para pagar as contas. Soa patético, e é - só que de propósito. Perambulando pela pornografia, terra do sexo fake e acrobático, Smith fala de sexualidade com uma maturidade de fazer inveja a 99% dos filmes de Hollywood.

Resultado: o filme, por ser natural, acaba destoando do mundo das comédias de matinê. Na sessão a que assisti, um bando de adolescentes ficou visivelmente incomodado pelo que viu. Pela reação a um selinho entre dois homens, acho que nunca tinham visto nada parecido - nem Brokeback Mountain. Numa cena de nu frontal masculino, umas oito meninas saíram do cinema. Quanto mais Smith se aproximava do sexo real, maior o rebuliço na sala.

Veredicto: veja.



Vou ser franco: não achei a primeira parte de Che, de Steven Soderbergh, grande coisa. Mas acho que os leitores do Universo HQ podem gostar. Afinal, geralmente eles gostam de O senhor dos anéis.

Os dois filmes, por incrível que pareça, são muito parecidos. Ambos começam com um bando de gente decidida a realizar uma missão improvável, quase impossível. Em seguida, em grupo, essas pessoas começam a percorrer trilhas em florestas misteriosas e a encontrar apoio de gente muito esquisita - e até de alguns seres fantasiosos. De repente, sem mais nem menos, os dois filmes acabam - porque continuarão em partes que ainda serão lançadas.

Além disso, os dois filmes são épicos, tediosos, fantasiosos e, claro, distorcem bastante a história original.

Che, ao menos, tem uma vantagem: é uma obra em apenas duas partes, não três, e ambas duram menos de três horas e meia. Pra mim, foi um alívio.

Veredicto: veja se estiver a fim. Mas eu ainda sou mais a HQ do Oesterheld e dos Breccia.



Passageiros eu fui ver por conta do Rodrigo Garcia. E da Anne Hathaway, que era uma atriz linda e subestimada até o ano passado (mas agora está ficando famosinha, graças principalmente ao ótimo O casamento de Rachel, também em cartaz). Mas fui principalmente por causa do Rodrigo Garcia.

Filho do escritor Gabriel García Márquez, Rodrigo é criador, diretor e produtor da ótima série Em terapia, dirigiu alguns dos melhores episódios de A sete palmos e um ótimo de Família Soprano. Ou seja: credencial não lhe falta. E é fato: a direção é ótima, especialmente a de atores.

Mas faltou roteiro. Porque, da metade para o final, o filme simplesmente degringola. Vira uma patuscada esotérica vomitativa - o que, aliás, é cada vez mais comum nesta nossa era das trevas.

Veredicto: vá, mas saia depois de uma hora de filme.



E aí, por último, vem o melhor: Gran Torino, de Clint Eastwood, com o próprio, e ainda por cima vivendo um velho ranzinza. Walt Kowalski um sujeito muito inspirador. Vou passar a me inspirar nele na hora de escrever resenhas de revistas como Contagem Regressiva - Arena, minha próxima atividade neste domingão de sol.

Veredicto: veja.
Sunday papers

O Twitter é uma ferramenta muito útil que ensina muita coisa pra gente.

Dica de tirinha tuitada pelo Arnaldo Branco: clique aqui.

25 março 2009

"Jingle bell, acabou o papel..."


Quem disse que quadrinhos têm que ser publicados em papel? Se são uma linguagem, as HQs podem ser produzidas em qualquer plataforma que as aceite. O verdadeiro limite é o limite dos criadores.

Na coluna Celulose vicia, publicada hoje no nosso site, arrisco dar uns passos nesse debate - que ainda tem chão pela frente. E haja chão.

Como é costume, o espaço para debates é a área de comentários deste post. E está, desde já, à disposição.

Até daqui a pouco.
O argentino Nik autografa na HQMix hoje

Como, de novo, a HQMix Livraria nos mandou o e-mail de divulgação atrasado (chegou às 10h56min e o evento é hoje), o jeito é soltar a nota aqui no Blog.

Nik e sua criaçãoSeguinte: o argentino Nik (pseudônimo de Cristian Dzwonik), criador do engraçado Gaturro estará na HQMix Livraria para autografar seus três livros do personagem lançados por aqui: Gaturro # 1, # 2 (ambos pela Vergara & Riba) e Gaturro Grandão, pela Catapulta.

A noite de autógrafos, que começa às 19h30min, foi organizada em continuidade ao evento O Quadrinho Iberoamericano: homenagem a Ziraldo, realizado pelo Instituto Cervantes.

A HQMix Livraria fica na Praça Roosevelt, 142 - Centro - São Paulo/SP - Tel.: 011-3258-7740.

20 março 2009

Prazeres e desprazeres

O luxo...Por causa do trânsito absurdo de São Paulo, faz quase dois anos que prefiro ir trabalhar usando transporte público. Além do mais, o tempo no metrô e no ônibus é ótimo para colocar a leitura em dia.

Hoje foi assim também. Mas vivi um momento engraçado. Ou seria triste?

Sempre que vou sair de casa, pego as revistas da minha pilha de leituras atrasadas. Apanhei apenas uma edição, já que ainda faltavam os dois últimos capítulos de Watchmen - Edição Definitiva para (re)ler.

E aí que nasceu a razão deste post.

Ainda no metrô, terminei Watchmen. Que leitura! Que história em quadrinhos! Mesmo sendo, sei lá, a quinta, sexta vez que a li, a satisfação ao chegar ao final continua inalterada.

Como ainda estava longe do trabalho, no entanto, peguei a outra revista: Prelúdio para a Crise Final # 7. Li exatas 15 páginas. Que porcaria incomensurável!

Decidi parar e ir até o meu destino sem ler mais nada, só curtindo e relembrando como Alan Moore e Dave Gibbons construíram esse clássico dos quadrinhos chamado Watchmen.

... e o lixoAfinal, dar sequência à leitura de Prelúdio para a Crise Final # 7 seria mais ou menos como ir a um restaurante de alto nível e saborear o melhor prato da casa e, de sobremesa, comer jiló!

Era preferível ficar só com o prato principal.

O problema, meu amigo leitor, é que não tenho nada em minha mochila para o percurso de volta para casa. Ou seja, a viagem vai ser longa...

18 março 2009

Um pouco da história da EC Comics

Hoje não temos coluna, porque nosso colaborador Alessandro Abrahão escreveu uma bela matéria (que terá continuação) sobre a EC Comics, uma das mais importantes editoras norte-americanas em todos os tempos.

Leia o artigo e comente à vontade!

11 março 2009

O Museu dos Quadrinhos revisita Ferdinando, de Al Capp

A coluna desta semana no Universo HQ fala de um artista diferenciado.

Al Capp, autor de Ferdinando, é um dos maiores criadores norte-americanos de quadrinhos de todos os tempos, sem exagero.

Duvida? Ele marcou presença "apenas" em capas de revistas como Time, Life e Newsweek, como você confere na imagem.


Divertido, criativo, genial, estes e muitos outros adjetivos cabem perfeitamente para definir este criador, cujo perfil e detalhes da obra você confere na coluna Museu dos Quadrinhos.

Infelizmente, esse material, que no original era publicado em formato de tiras e páginas dominicais, nunca foi devidamente editado por aqui. E, com a tal crise econômica, talvez isso nunca aconteça.

Uma pena, pois os clássicos dos quadrinhos fazem falta. Ainda mais com tanta espaço para porcaria nas bancas. Ops!

06 março 2009

Homenagem às mulheres e resenha de Watchmen

Nesta sexta-feira bolamos uma atualização em homenagem às mulheres. São 11 resenhas estreladas por personagens femininas e uma produzida por uma quadrinhista, a iraniana Marjane Satrapi.

Além disso, resgatamos do nosso arquivo outras duas homenagens: uma matéria sobre as mulheres nos quadrinhos e uma montagem com várias beldades da Nona Arte.

Mas o destaque de hoje não vai só para a homenagem às mulheres (dia 8 de março é o dia delas). Também colocamos no ar uma resenha do filme Watchmen, assinada pelo Delfin, com a colaboração do Guilherme Kroll Domingues.

Então, você está convidado a ler esses artigos e comentar à vontade aqui no blog.

E quem ainda tem algum receio sobre o trabalho do Zack Snyde em Watchmen, imagine se o filme fosse o mesmo desta abertura de desenho animado megacanalha (e, pra sorte de todos, bastante engraçada – repare na Bubastis!)

04 março 2009

Pop Fórum analisa o desafio de Watchmen


Depois de muito tempo, nosso antigo colaborador Fernando Viti retorna ao Universo HQ, mas não com suas ácidas resenhas. Ele volta com sua coluna Pop Fórum, analisando o desafio de transpor Watchmen para o cinema.

Leia e comente à vontade.

27 fevereiro 2009

Melhores e piores de fevereiro

É hora de a equipe editorial do Universo HQ eleger os melhores e piores do mês que está acabando.

Veja abaixo o que cada integrante deste blog mais e menos curtiu em fevereiro. Este mês nosso time está desfalcado, pois Marcelo Naranjo, Eduardo Nasi e Ronaldo Barata ficaram de fora – tiraram “pequenas férias”. :-)

Vale lembrar: as opiniões são pessoais e não precisam ser sobre um lançamento do mês.

Não há mais limite para as indicações dos melhores, que não são listados necessariamente em ordem de preferência; e uma, duas ou três pros piores.

Gibbons conta detalhes da obra neste livroSidney Gusman

Melhores: Homunculus # 5, Gantz # 19 e The Spirit – As Novas Aventuras, todos da Panini, A comadre do Zé (Graffiti 76% Quadrinhos) e Os Bastidores de Watchmen (Aleph).

Piores: Tempestade Cerebral # 4 (independente) e Contagem Regressiva # 8 (Panini)

Mais uma obra que dificilmente vai sair no BrasilSérgio Codespoti

Melhor: Le Quatrieme Pouvoir, de Juan Gimenez (Les Humanoïdes Associés), Daredevil - Hell to Pay vol. 1, de Ed Brubaker e Michael Lark (Marvel), e Le Diable des Sept Mers - seconde partie, de Hermann e Yves H. (Aire Libre)

Pior: nenhum

O último número de uma coleção brilhanteMarcus Ramone

Melhores: Os 300 de Esparta (Devir), Turma da Mônica Jovem # 6 (Panini); Sandman - Prelúdios e Noturnos # 1 e # 2 (Pixel), Harry Chase - O rolo escondido (Meribérica/Liber), Umpa-Pá - Pele-vermelha (Record) e O Melhor da Disney - As Obras Completas de Carl Barks - Volume 41 (Abril)

Pior: nenhum

Thor é o grande destaque desta ediçãoZé Oliboni

Melhores: Os Novos Vingadores # 55, Marvel Apresenta # 37 - Nova, X-Men Anual # 3 e Aniquilação 2 - A Conquista - Prólogo, todos da Panini

Piores: Avante, Vingadores! # 20, Hulk contra o mundo # 4 e X-Men # 80, todos da Panini


Star Wars em quadrinhos: será que agora vai?Guilherme Kroll Domingues

Melhores: Surfista Prateado Réquiem # 2, Arqueiro Verde - Ano Um, Gantz # 18 e Homunculus # 5, todos da Panini, As melhores tiras de Nico Demo (Globo) e Star Wars # 1 (Online)

Pior: The Spirit # 1 (Panini)



Lá vem os zumbis Marvel de novoRicardo Malta Barbeira

Melhores: Fábulas Pixel # 3 (Pixel), Marvel Max 63 e 64 (Panini)

Pior: nenhum






Outra grande HQ nacional no mercadoDelfin

Melhores: The big bok of Life in Hell, de Matt Groening (Pantheon), London's Dark, de James Robinson (Titan), Encantarias – A lenda da noite (independente) e Chibata! - João Cândido e a revolta que abalou o Brasil (Conrad)

Pior: Sommerset Holmes (Abril)


Uma nova origem para o Arqueiro VerdeDiego Figueira

Melhores: Superman 70 anos # 1 e Arqueiro Verde - Ano Um, ambos da Panini

Pior: nenhum

21 fevereiro 2009

Cartunistas animados

Há algum tempo o Cartoon Network fez uma série de animações curtas baseadas em tiras de quadrinhos brasileiras de sucesso, como trabalhos de Adão, Glauco, Laerte e Galhardo. Algumas foram veiculadas na programação normal do canal, posteriormente elas ficaram com um teor mais pesado e foram para o programa [adult swim], mas hoje estão fora da grade. Pouca gente viu e comentou esses trabalhos.

Vendo a série Angelitos, animações de tiras do cartunista Angeli, que vem sendo exibida na TV Cultura, me lembrei desse trabalho do Cartoon e procurei revê-los no Youtube.

Tanto a série do Cartoon quanto Angelitos tem animação e dublagem simples e nem sempre a piada funciona muito bem, mas o resultado é interessante. Confira:

Pequeno Pônei, de Galhardo


Overman, de Laerte


Aline, de Adão Iturrusgarai


Angelitos, Angeli

19 fevereiro 2009

18 fevereiro 2009

Chiaroscuro: a DC Comics à deriva

E a primeira coluna de 2009, enfim, saiu. O Codespoti fez um belo apanhado da situação atual da DC Comics. A editora está perdidinha e quem paga o pato, claro, são os leitores.


E você, o que achou do artigo? Comente à vontade.

13 fevereiro 2009

Fábio Lyra na HQMix Livraria

Como o e-mail de divulgação chegou só agora pela manhã, não deu tempo de entrar na atualização desta sexta do Universo HQ. De todo modo, vale o registro: amanhã, dia 14 de fevereiro, Fábio Lyra fará uma noite de autógrafos do álbum Menina Infinito, da Desiderata, na HQMix Livraria, a partir das 19h30min.

Menina Infinito é protagonizado por Mônica, personagem que ganhou destaque quando ainda era publicada na revista independente Mosh!. Este foi um dos bons lançamentos nacionais de 2008. Por isso, vale a pena aproveitar essa oportunidade para conversar com o autor.

A HQMix Livraria fica na Praça Roosevelt, 142, no centro de São Paulo/SP e o telefone para mais informações é 0XX-11-3258-7740.

11 fevereiro 2009

Insistindo em quadrinhos e arte


Volta e meia, falo aqui no blog sobre o flerte entre as artes visuais e os quadrinhos - um tema, aliás, que costuma passar batido nos círculos de leitores de HQs (mesmo quando há uma bela exposição de Tara McPherson por nossas bandas).

Desta vez, é para avisar que a exposição Nova Arte Nova, em cartaz na filial paulistana do Centro Cultural Banco do Brasil, está mostrando Interview with the green, HQ emoldurada de Carlos Contente.

Na obra, a carinha Contente, alter ego do artista, entrevista a cor verde, em uma espécie de talk show - como se pode ver na imagem que abre este post, extraída do catálogo da exposição.

O trabalho de Contente está ao lado de dezenas de trabalhos de artistas considerados promissores no cenário brasileiro de arte contemporânea. Vale a visita. E vale muito!

Nada a ver, tudo a ver: o namoro de artes visuais e HQ vai mais longe. Recebi hoje: Altermodern, nova mostra da londrina Tate Modern, usa uma pequena e divertida HQ para explicar o seu conceito.

04 fevereiro 2009

Dialogismo e Tradição nas Histórias em Quadrinhos Contemporâneas

Na próxima sexta-feira (06/02), Diego Figueira, meu grande amigo e nosso companheiro de Universo HQ, fará a defesa da sua dissertação de mestrado com o título acima.

A defesa é a última etapa para ele conseguir a titulação de Mestre em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos, a mesma em que se graduou em Letras. Ele apresentará a pesquisa – orientada pelo prof. dr. Valdemir Miotello e financiada pela FAPESP – para uma banca examinadora que o questionará sobre o trabalho e fará uma discussão sobre seu teor e suas conclusões.

A banca será composta pelos professores drs. Valdemir Miotello (orientador), Paulo Eduardo Ramos (do Blog dos Quadrinhos), Roberto Leiser Baronas, Artur Autran Franco de Sá Neto e Luciane de Paula. A defesa será na Sala de Projeção do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Carlos (Via Washington Luís, km 235 – São Carlos/SP), às 14 horas - como é aberta ao público, eu estarei por lá e, caso você tenha interesse, pode acompanhar, já que promete ser bem interessante.

Para dar uma ideia melhor da pesquisa do Diego, aqui vai o resumo da dissertação dele:


Este trabalho se propõe a estudar algumas tendências estéticas das histórias em quadrinhos (HQs) de super-heróis relacionadas com a atividade de colecionar revistas. As narrativas dessas revistas apresentam-se como longas histórias contínuas, sem fim em vista, e interligadas com as outras revistas da mesma editora.

A figura do leitor-colecionador coloca-se como fundamental para se analisar a produção de histórias em quadrinhos, uma vez que seus enredos normalmente se baseiam em elementos e informações sobre os personagens recuperados de outras histórias, às vezes muito antigas.

Também consideramos relevante a presença de um segmento de mídia especializado em quadrinhos, que além de trazer informações sobre novidades do mercado, exerce a crítica e historiografia dos quadrinhos, constituindo um cânone para o gênero. Essa mídia especializada tornou-se o espaço onde nasce e circula um discurso sobre quadrinhos e um “conhecimento de fã” que dialogam com o discurso das narrativas.

Com base nos estudos linguísticos de Mikhail M. Bakhtin, buscamos compreender como esse diálogo resulta em algumas obras mais sofisticadas, em que o discurso sobre quadrinhos se mostra presente na forma de metalinguagem. Uma dessas obras é a graphic novel DC: A Nova Fronteira, de Darwyn Cooke e Dave Stevens, nosso principal objeto de análise neste trabalho.

Para isso, analisamos um corpus formado por histórias em quadrinhos e diferentes textos sobre elas retirados de meios mantidos por leitores e da mídia especializada.

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Atualização: Como o Sidão disse nos comentários, o Diego já recebeu o título de Mestre com uma forte indicação da banca para publicar o trabalho. Veja uma foto da defesa aqui no Blog do Pop Balões.
Afinal, quando a Marvel estreou no Brasil?

Meu amigo e colaborador (infelizmente ausente, devido ao excesso de trabalho na universidade em que leciona) do Universo HQ Gilberto M. M. Santos me escreveu um e-mail ontem levantando uma lebre bem interessante.

Gibi Mensal # 142, a efetiva estreia da Marvel no BrasilEm fevereiro de 2008, ele fez uma resenha do Gibi Mensal # 142, publicado pela Editora O Globo.

No meio de sua análise, Gilberto escreveu: Namor (Príncipe Submarino) foi o primeiro super-herói da Marvel, criado por Bill Everett, em 1939 para a revista Marvel Comics, para a ainda Timely Publications. Ou seja, em 2010 se completará 70 anos de super-heróis Marvel no Brasil e o Gibi Mensal # 142, de abril de 1940, foi o marco inicial desta jornada.

Na época, teve leitor e até profissionais do mercado questionando a informação, pois "a Timely não era a Marvel".

Pois bem, eis que neste 2009 a "Casa das Ideias" resolve comemorar 70 anos de atividades, com diversos lançamentos. Mas adivinhe como! Contando, claro, a fase da Timely.

Marvel - 40 Anos no BrasilAqui no Brasil, a Panini entrou na onda, estampando nas capas de suas revistas o selo 70 anos Marvel Comics. E aí é que surge o problema levantado pelo Gilberto: se a editora está admitindo as sete décadas de vida da "Casa das Ideias", então sua edição especial Marvel - 40 Anos no Brasil, lançada em 2007, traria um erro histórico e matemático.

Afinal, já que a Panini assume que a Marvel faz 70 anos de quadrinhos contando com a fase da Timely, a estreia da "Casa das Ideias" no Brasil foi, sim, em abril de 1940, com a história de Namor, no Gibi Mensal # 142. E isso tornaria os "40 anos no Brasil" do título da edição especial acima mencionada um equívoco.

01 fevereiro 2009

Melhores e piores de janeiro

É... no que diz respeito ao mercado de quadrinhos, 2009 não começou num ritmo tão intenso quanto o de outros anos. Ainda assim, a equipe editorial do Universo HQ - mesmo com um dia de atraso - não ia deixar de eleger os melhores e piores do mês.

Abaixo você confere o que cada integrante deste blog mais e menos curtiu em janeiro.

Vale lembrar: as opiniões são pessoais e não precisam ser sobre um lançamento do mês.

Não há mais limite para as indicações dos melhores, que não são listados necessariamente em ordem de preferência; e uma, duas ou três pros piores.

Outro bom mangá de terror lançado pela ZarabatanaSidney Gusman

Melhores: O Ciclo de Cyann – Seis estações em Ilo (Meribérica/Liber), O Ciclo de Cyann – As cores de Marcade (Asa), de Claude Lacroix e François Bourgeon; Níquel Náusea - Em boca fechada não entra mosca (Devir); Tex Especial 60 anos (Mythos), Muertos (independente), Oninbo e os Vermes do Inferno - Volume 1 (Zarabatana) e MPD Psycho # 1 e # 2 (Panini)

Piores: Contagem Regressiva # 7 (Panini)

Eis mais uma baita série europeia que muito dificilmente veremos por aquiSérgio Codespoti

Melhores: Cato Zoulou, de Hugo Pratt (Casterman), Jazz Maynard - Vol. 3 - Envers et contre tout, de Roger e Raule (Dargaud) e Les Rendez-vous de L'Épervier # 2, de Patrice Pellerin (Quadrants)

Pior: Batman #681, de Grant Morrison e Tony Daniel (DC Comics)

Se você procura uma grande HQ, não perca este especial!Marcelo Naranjo

Melhores: MPD Psycho # 1 e # 2 (Panini) e J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga – Especial # 4 (Mythos)

Pior: nenhum




Mais uma vez a Abril tenta retomar a força das HQs DisneyMarcus Ramone

Melhores: Disney Big # 1 (Abril), Os Túnicas Azuis # 6 - A Prisão de Robertsonville (Martins Fontes), Turma da Mônica Jovem # 5 (Panini) e Tex Anual # 10 (Mythos)

Pior: nenhum


Independentemente de convicções políticas, esta é uma grande HQEduardo Nasi

Melhores: Dr. Bubbles & Tilt – Volume 1 - Sideral (Zarabatana), Che - Os últimos dias de um herói (Conrad) e Oninbo e os vermes do inferno – Volume 1 (Zarabatana)

Pior: Contagem Regressiva # 6 (Panini)

O novo arco de Turma da Mônica Jovem é escrito por Marcelo CassaroGuilherme Kroll Domingues

Melhores: O Contínuo # 7 (independente), Che - Os últimos dias de um herói (Conrad), Turma da Mônica Jovem # 6, Marvel Especial # 10 - Os Fugitivos e Os maiores clássicos do Superman # 1 e # 2 (Panini), As aventuras de Tintim - Voo 714 para Sydney (Companhia das Letras) e HQtrônicas, livro de Edgar Franco (Annablume)

Pior: nenhum

A coleção de Calvin está impagávelRicardo Malta Barbeira

Melhores: Calvin & Haroldo - Yukon Ho! (Conrad), Gip Gip Nheco Nheco (Desiderata) e Turma da Mônica Jovem # 1 (Panini)

Pior: nenhum

Uma bela revista independenteZé Oliboni

Melhores: J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga – Especial # 4 e Ken Parker # 12 (Mythos), Os Predadores # 1 e # 2 (Devir), Frango com ameixas (Companhia das Letras), Starman - Volume 1 (Panini) e Muertos (independente)

Piores: X-Men # 79 e Wolverine # 44, ambos da Panini

Será que alguma editora brasileira algum dia lançará este clássico dos quadrinhos argentinos? Delfin

Melhores: El Eternauta (Clarín, 2004), Opium e Video Jack (Abril), O Prisioneiro - Encadernado e Os doze trabalhos da Mônica (Globo) e Combo Rangers # 5 (Panini)

Piores: Os Guerreiros de Jobah # 1 e Mephisto # 1, ambos da Icea, e Terra 1 # 4 (Abril)

Mais uma vez, a saga de Lorde Morpheus começa a ser recontada no Brasil, agora pela PixelDiego Figueira

Melhores: Surfista Prateado Réquiem # 2 e Almanaque da Turma do Astronauta # 4 (Panini), Sandman - Prelúdios e Noturnos # 1 e # 2 (Pixel) e J. Kendall – Aventuras de uma criminóloga # 49 (Mythos)

Pior: Batman # 74 (Panini)


Que a revista é bacana, não há dúvida; resta saber se a Pixel continuará publicando-aRonaldo Barata

Melhor: Fábulas Pixel # 4 (Pixel)

Pior: X-Men Extra # 85 (Panini)

30 janeiro 2009

Todo dia é dia de quadrinho nacional
 
Hoje, 30 de Janeiro, é o Dia do Quadrinho Nacional. Essas datas são uma forma de chamar a atenção da maioria das pessoas para algo que é cotidiano nosso.

Com um pouco de sorte, alguns jornalistas se lembrarão da data e farão matérias sobre mestres do quadrinho nacional, ou sobre algum artista em destaque no momento. Muitas vezes, ela serve de pretexto para eventos aqui e acolá, atraindo pessoas, movimentando informações e novamente chamando atenção para algo que nós já sabemos. 

O Dia do Quadrinho Nacional não é para os quadrinhistas ou para os leitores, não é nem para você que lê este blog. Nós sabemos que a HQ brasileira existe; e existe de diversas formas. Pode não ser uma indústria tão gigantesca quanto em outros países, mas isso é uma questão cultural que não é culpa só dos quadrinhos, é algo mais sistêmico que não vem ao caso agora.
 
Mas, ao nosso modo, temos todos os tipos de operação: um mainstream, representado pelos Estúdios Mauricio de Sousa; autores que vão escoando sua produção ao seu modo, como por exemplo os Gêmeos Bá e Moon, Marcio Baraldi, Laudo, Lourenço Mutarelli (que migrou para literatura); autores de tiras diárias há anos no mercado, como o clássico trio Laerte, Angeli e Glauco; os que optam por emprestar seu talento para os personagens norte-americanos, fazendo sucesso na Marvel, DC e em outras editoras; além de um prolífero mercado independente, com vários fanzines e revistas de autores que se autopublicam, se organizam e vendem em um verdadeiro trabalho de corpo a corpo.

A questão é que a gente sabe de tudo isso. Para nós, notícias e resenhas de quadrinhos nacionais são algo comum. Frequentemente, o Universo HQ solta as novidades que os autores vão nos repassando, notícias que vamos atrás, além resenhas dos materiais que lemos. 
 
Enfim, isso é comum para nós, que gostamos de quadrinhos e acompanhamos esse universo, mas não é um hábito para aqueles que desconhecem toda a diversidade que existe nas HQs.

Então, é importante lembrar que este dia não é só para levantar uma bandeirinha verde e amarela, ou valorizar um quadrinho apenas por ele ser nacional. Longe disso. 30 de janeiro é mais uma chance para as pessoas ouvirem que o Brasil tem, sim, uma produção de quadrinhos e descobrir que ela é boa, e não só por ser feita aqui.

27 janeiro 2009

Mais problemas na DC Comics?

O site da DC Comics sumiu misteriosamente com o nome de seu homem-forte, Dan Didio, depois da sua última atualização.

Na página sobre a editora estão listados os nomes de vários executivos, como Paul Levitz, por exemplo, mas Didio não está lá.

Didio, vice-presidente editorial da DC Comics, tinha um contrato com a DC que venceu em outubro de 2008, mas, na época, parece que a editora fez a renovação, apesar das críticas crescentes ao trabalho.

Pode ser apenas um erro, um simples engano ou um sinal de as coisas na DC estão piores do que se imagina (vide as demissões e os problemas da Mad).

Por enquanto não há nada de concreto. Vamos aguardar os acontecimentos nos próximos dias.

21 janeiro 2009

Os melhores de 2008

Os melhores de 2008Deu um trabalhão para compilar tudo, eleger e escrever todos os textos, mas está online minha matéria com os melhores de 2008.

Este ano, o Nasi me ajudou na seleção dos títulos periódicos, pois abri mão de ler algumas séries de super-heróis e certos mangás e fumetti.

Como cada um tem suas preferências, poste à vontade as suas opiniões.
A nova Fórmula 1? Olhe a velha e perceba como era mais bonita (ainda mais quando você chegar no detalhe)!

Pois. Os carros novos estão bem feinhos, não estão? Vai, fala a verdade. Aqueles spoilers de tamanho grotesco (gigantes na frente, minúsculos atrás) vão dar o que falar (mal) em termos de estética. E as pinturas, pouquíssimo originais? Está certo que pinturas bonitas não ganham corridas, como a Honda fez questão de nos demonstrar lindamente nos dois últimos anos. Mas, de vez em quando, vale fazer um carro lindo, como esse antigo Ligier, pilotado em duas corridas de 1993 por Martin Brundle (o rival de Ayrton Senna na F-3 dez anos antes):

Que tal? Bonitão, né? Nem se percebe o tradicional logotipo dos cigarros Gitanes, que acompanharam a Ligier por boa parte de sua trajetória na mais famosa categoria do automobilismo mundial. Agora quer o detalhe? Adivinhe quem fez o design deste carro?

Nada? Então passe o mouse na próxima linha e descubra.

Hugo Pratt.

Sim, ele mesmo! A vida não é mesmo cheia de surpresas? Imagine algum outro mestre dos quadrinhos fazendo isso hoje, mais de 15 anos depois. No mínimo, seria digno de nota!

Em tempo: peguei a imagem do ótimo blog português Um desenho, uma pintura.

12 janeiro 2009

Estamos de volta

Pronto, já está no ar a primeira atualização de 2009 do Universo HQ, com 19 notícias, uma bela matéria do Codespoti sobre os 80 anos do Tintim e a (maldita) reforma ortográfica.

Explico o "maldita": além das mudanças que estão amplamente divulgadas, há centenas de dúvidas ainda, especialmente quanto ao uso (ou não) do hífen. Preto-e-branco, por exemplo, hoje passou a ser grafado no UHQ sem hífens, o que pra mim é muito esquisito.

Na atualização de hoje, por exemplo, abri duas exceções. As palavras Vôo e Jóias, que estão em títulos de álbuns do Tintim, eu pedi pra manter o acento, por entrarem em itálico e por serem nomes de obras. Enfim, vai ser uma confusão, que, convenhamos, não tínhamos a menor necessidade de experimentar.

Escrever ideia, estreia, heroico? Vai ser duro de acostumar. Mas vamos nós! Que 2009 nos aguarde.

09 janeiro 2009

Quem não gostar de spoilers, desista por aqui! [contém updates!]

Agora, quem não suportar uma notícia sobre algo que quer muito, muito saber (como o filme de Watchmen, de Zack Snyder), pode prosseguir. Porque o assunto é esse mesmo. E não só!

Acontece que estou chegando agora de um evento programado há um mês pela Paramount, para divulgação de cenas exclusivas de dois dos principais lançamentos do ano para a distribuidora: o já referido Watchmen e a badalada nova aventura que dá um reboot no universo de Jornada nas Estrelas, que tem o dedo do pessoal de Lost em toda a sua concepção (com J.J. Abrams dirigindo, a cereja no bolo). Teve coquetel recepcional antes, teve um coquetel maior depois. No meio, meu caro, empolgação!

Então, após palavras do pessoal da Paramount, passamos à exibição de cenas dos filmes. Star Trek começou a jornada (he, he, he, não resisti ao trocadilho). Com o diretor Abrams apresentando o filme, cena a cena, pudemos saber um pouco mais sobre as origens de Jim Kirk em seus tempos caipirões, mas também deu pra ver: a primeira interação entre Kirk, Spock e McCoy (extremamente promissora); uma baaaaaita sequência de ação espacial; uma das clássicas brigas de bar envolvedo gente da frota estelar; as viagens no tempo salvando a pátria outra vez; mais um camisa vermelha morrendo; e, de quebra, a esgrima do sr. Sulu finalmente mostrou a que veio.

Na boa? Um filmão que, para o desespero das teorias conspiratórias do Alexandre Matias (editor do caderno Link do Estadão e do decano site Trabalho Sujo), tem citado logo na primeira cena exibida o famoso drinque que é uma sensação no cenário de Cloverfield: Slusho! O que leva a gente a pensar: estaria mesmo J.J. Abrams construindo o seu Abramsverso? Se sim, onde é que Felicity (sua primeira série) e Alias se encaixariam em tudo isso? Conspirai, conspirai!

Diga-se de passagem: Abrams tem o tempo do suspense. E isso já conta muito a favor de tudo o que faz, que costuma ser de tirar o fôlego.

Em seguida, Watchmen. Zack Snyder, didaticamente, apresentou as origens do filme, sua história e, sem ser condescendente com quem não conhece o livro de Alan Moore, Dave Gibbons e John Higgins, meteu o pé na nossa porta e apresentou, de cara, os dez minutos iniciais do filme, arrebatadores, nos quais se vê a morte do Comediante e, logo em seguida, na sequência de créditos, toda a história do século 20 após a introdução do vigilantismo mascarado na vida real daquele mundo, com todas as suas consequências (na verdade, um apanhado muito bem selecionado das páginas da biografia de Hollis Mason, o primeiro Nite Owl, intitulada Sob a Máscara – cuja capa aparece no filme e, pô, que baita capa!).

Já bastaria para deixar o Juneca (Odair Braz Júnior), o Rodolfo (Bruno, do site Herói) e o Pablo (da Rolling Stone), que estavam ao meu lado, de boca aberta. Mas isso foi só a primeira de três cenas. A segunda foi só a origem do Dr. Manhattan. E eu juro: como é que ele pôde trocar a Janey Slater (interpretada pela Laura Mennel, essa linda da foto acima) pela Silk Spectre (Malin Akerman, também bonita nessa foto aí de baixo)? Eu me apaixonei perdidamente e à primeira vista pela ex do bom doutor, que mostra assim o quanto ainda era humano até chegar ao ponto em que chegara naquele exato momento, em Marte.

Podia ficar nisso, mas não. Porrada ao melhor estilo quebra coco na terceira sequência, mais curta, que mostra Nite Owl e Silk Spectre, após uma noite revigorante de vigilantismo ilegal, salvamento de vidas e sexo, partirem para salvar o recém-encarcerado Rorschach. Se você não lembra o que acontece com o Grande Figura, vá logo reler e, depois, imagine o sorriso nos rostos de quem assistia ao desfecho daquela cena no cinema Multiplex Bristol, onde aconteceu o evento de hoje.

De quebra, ainda assistimos a um trailer exclusivo do filme, que estréia mesmo no dia 6 de março — mesmo com a pendenga Fox-Warner a todo vapor.

Quer saber? Pode ser exagero, mas talvez a empolgação das pessoas que lá estavam possa ser medida pelas palavras do Rodolfo Braz: "2009 pra mim já acabou. Depois de Watchmen, não vem mais nada este ano". Será?

Pode até ser que não, mas que vai ser difícil superar esta aventura, isso vai. Aliás, parece que o filme fechou em 163 minutos. Isso mesmo, Watchmen deve ter quase três horas de ação, tramas intrincadas e um desfecho impactante (com ou sem lula espacial). É uma tendência que vem se configurando em grandes lançamentos mundiais: as produtoras estão dando tempo para a história. E isso é uma grande notícia. E só nos resta esperar até março.

Ah, e o Jornada? A exibição não mostrou, mas a estréia será no dia 8 de maio. Presentão pras amorosas namoradas de um monte de nerds e geeks que as levarão a contragosto ao cinema. Será lindo de ver! :)

Update: o site Newsarama, em seu blog, mostra o impressionante trailer japonês de Watchmen. Impressionante porque, pela primeira vez, o público de algum país teve acesso mais a cenas que remetem ao espírito quase lúgubre da história de Moore, Gibbons e Higgins. Inclui algumas cenas políticas que puderam ser vistas ontem na sessão da Paramount. E inclui algumas outras que só podem deixar o fã de Watchmen cada vez mais apreensivo, ansioso e de dedos muito cruzados.