16 maio 2007

Os quadrinhos europeus de ontem

Xará #1Esporadicamente, principalmente desde a década de 1970, sempre pipocaram HQs européias em nossas bancas, uma aqui, outra acolá.

Como este Xará, da Vecchi, título dado para a famosa série franco-belga Spirou, criada por Rob-Vel em 1938, grande sucesso na Europa.

Na trama, estilo infanto-juvenil, as movimentadas aventuras do jornalista Spirou e de Fantasio, um fotógrafo desastrado. Entre os coadjuvantes, o carismático Marsupilami, um bichinho inteligente que tem uma cauda que faz, literalmente, o que ele quiser.

Xará #2Infelizmente, essa série teve poucas chances por aqui. Além dos formatinhos da Vecchi de 1975 (acredito que são apenas dois números, com histórias dos criadores Franquin e Greg), também foi lançado, no ano de 1996, o álbum Luna Fatal, pela Editora Manole.

Errata: algumas horas depois dessa postagem, confirmei que a editora também lançou dois álbuns em formato grande, logo após os dois números em formatinho. Como descobri? Acabei de comprar um deles! Deve ser uma coincidência cósmica, ou algo do tipo.

14 maio 2007

Como antigamente

Não sou um "velho" (sou até mais novo que o Sidão, hi, hi, hi...), mas confesso ser tradicionalista, antiquado, atrasado, careta, o que for quando o assunto é mudança, no Brasil, de nomes de personagens clássicos e outras nomenclaturas com as quais me acostumei desde criança.

E não me convencem as afirmações de que tudo é fruto de uma necessidade mercadológica, imposição dos donos das marcas, blá-blá-blá. Por isso, ainda hoje fazem parte do meu vocabulário:

Super-Homem. Superman é o catzo que o parta! Pra mim é Super-Homem e ponto final;

Ajax. Podiam até fazer brincadeira com ele por ter o nome daquele detergente, mas não me acostumo e nunca me acostumarei a chamá-lo agora de Caçador de Marte;

Puff. Cáspita, por que agora é Pooh??? Sempre vai ser Puff, pra mim! E o pior é que na turma dele também mudaram pra o inglês o nome de outros personagens;

Supermoça. Não é tão mais fácil do que dizer Supergirl?

Batmoça. Idem!

Eu não me importaria nem se voltassem a chamar Smalville de Pequenópolis. Tá, o nome é bestinha de dar dó, mas me dá uma saudade daqueles gibis antigões da Ebal, he, he, he.

Ah, e só pra não perder a oportunidade, também prefiro usar o nome "marvete". Odeio o termo "marvelmaníaco" que a Panini insiste em usar.

13 maio 2007

Ponto pra Panini

Os atrasos nas revistas e os problemas de distribuição da Panini merecem críticas, sem dúvida. No entanto, ao contrário do muitos leitores querem fazer parecer, a editora tem acertado em diversos pontos.

Na minha opinião, uma das grandes sacadas da multinacional italiana nos últimos anos tem sido a republicação de clássicos das HQs de super-heróis em formato americano e papel de luxo - tanto que sugeri à comissão do HQ Mix sua inclusão na categoria Projeto Editorial.

Quando a gente achava que Fênix ia morrer mesmo Este é um baita clássico
Além de essa estratégia atrair fãs mais novos, que apenas ouviram falar dessas obras, "fisga" leitores veteranos, que só viram esses materiais em formatinhos, com cortes de texto e, principalmente, de páginas. E ainda rende bons dividendos para a editora.

Nessa bem-sucedida empreitada, já saíram as fases de Frank Miller em Demolidor, os Novos Titãs de Marv Wolfman e George Pérez, a Saga da Fênix Negra, Massacre de Mutantes, o Thor de Walt Simonson, a Tropa Alfa e o Quarteto Fantástico de John Byrne, Lanterna Verde / Arqueiro Verde de Dennis O'Neil e Neal Adams, Crise nas Infinitas Terras, Os Maiores Clássicos dos Vingadores, a Mulher-Maravilha de George Pérez, Lendas (o mais recente) e outros.

Uma maravilha de mulher O Thor de Simonson

E agora vem aí a interessantíssima Biblioteca Histórica Marvel, que trará as primeiras aventuras dos heróis da "Casa das Idéias" num formato bacanudo, algo que poucos sonharam em ver no nosso mercado.

Portanto, parabéns à Panini e que venham mais desses valiosos resgates.

Miller fez o Demolidor honrar o nome Lendas, de Byrne
Mais um "O que estamos lendo"

Semaninha complicada de trampo esta. Mesmo assim, agora que arrumei um tempinho, seguem mais rápidos comentários sobre HQs que li.

Ainda bem que é Infinita só no nome...Crise Infinita # 6: Ufa, está acabando! Realmente uma pena esta minissérie que foi tão alardeada ter se mostrado uma história tão fraca. Pior ainda: que tenha “manchado” uma das sagas de super-heróis mais bacanas dos últimos 20 anos, Crise nas Infinitas Terras. Pra piorar, como bem observou o Eduardo Nasi em sua resenha no UHQ, sem o apoio das revistas de linha, Geoff Johns teve que acelerar a narrativa, deixando-a mais capenga.

Vale esperar os próximos capítulosJustiça # 3: o ritmo dos acontecimentos nesta minissérie é lento, mas nada que desagrade. Pelo contrário, o roteiro de Jim Krueger está deixando o leitor ansioso pelo desfecho das várias subtramas que estão sendo espalhadas – especialmente a de Brainiac e Aquaman. Desse modo, cresce a expectativa pelo contragolpe dos super-heróis à investida de seus inimigos. O trabalho de Doug Braithwaite e Alex Ross na arte continua bacana.

Terror leve e bacanaCourtney Crumrin & as Criaturas da Noite: li este álbum da Devir sem grandes expectativas e ao chegar ao final estava bastante satisfeito. Uma história de terror leve e divertida. O roteiro de Ted Naifeh mostra o estereótipo da família norte-americana: pais em busca de glamour, que nem ligam pros filhos. E é aí que a relação da jovem Courtney e seu misterioso tio Aloysius ganha força. A arte também é bacana, com bons contrastes de luz e sombras e narrativa competente.

Bem legal a volta do coelho samuraiUsagi Yojimbo - Sombras da Morte: ponto pra Devir por promover este retorno ao mercado nacional. Usagi Yojimbo, que teve três álbuns pela Via Lettera, é uma série muito legal. Stan Sakai usa personagens antropomorfizados para narrar histórias de samurai mesclando ação, humor e ficção (neste volume as Tartarugas Ninja viajam no tempo para juntar-se ao protagonista – mas faltou uma notinha dizendo onde rolaram os outros encontros deles). Tudo com uma narrativa show de bola. E pensar que já li nerds dizerem que é uma babaquice um coelho samurai! Como se homens com cuecas sobre as calças e com capas existissem...

Fique atento aos detalhes da tramaCapote no Kansas: não li o livro A Sangue Frio, de Truman Capote, mas após terminar este álbum decidi que ainda o farei. Esta HQ romanceia o período que o escritor passou no interior dos Estados Unidos para produzir a obra referida. É uma leitura agradável, com desenhos (de Chris Samnee) bons e um roteiro enxuto. No entanto, em alguns pontos, o roteiro de Ande Parks fica confuso e é preciso o leitor ficar atento para saber se quem está conversando com Capote está vivo ou morto.

Terror angustiante nesta HQA Serpente Vermelha: o terror japonês nos quadrinhos segue uma linha diferente da adotada no mundo ocidental. Mas pode ser tão interessante quanto. Este álbum comprova isso. Hideshi Hino, que já havia tido Panorama do Inferno lançado pela Conrad, constrói uma trama que angustia o leitor. O garoto protagonista vive numa casa pra lá de estranha (que tem “lugares proibidos”), de onde não pode fugir (é cercada por uma floresta) e na qual vê sua esquisita família passar por transformações bizarras. Destaque para o belo trabalho da Zarabatana Books. É raro uma editora começar com tanta qualidade de texto e de impressão.

Não tem o que pensar: compre!Lobo Solitário # 28: Chegou ao fim a melhor revista seriada do mercado nacional em muito tempo. E não há muito que dizer, para não estragar a surpresa, apenas que vale demais a pena. E fica aqui registrado o agradecimento dos leitores de bom gosto à Panini. Afinal, finalmente, uma editora brasileira se dignou a publicar na íntegra este clássico dos quadrinhos mundiais, escrito por Kazuo Koike e desenhado por Goseki Kojima. Que a série seja republicada de tempos em tempos, pois mais gente merece conhecê-la.

História fracaA Última Batalha: Esta graphic novel é fraca (será por isso que a Panini nem a anunciou em seu site oficial?). Dividida em vários capítulos curtos, conta uma história batida, com uma reviravolta previsível no final. Em momento algum o texto do italiano Tito Faraci empolga. E os desenhos “duros” do norte-americano Daniel Brereton também não colaborar. Sua narrativa é truncada demais.

Que Morcego é esse?Grandes Astros - Batman & Robin # 4: se durante a leitura você conseguir assumir que o personagem principal não é o Batman do universo normal da DC (esse o propósito da série), esta edição é passável. Mas se não fizer isso, complica. O Morcego está mais paranóico do que nunca – Frank Miller parece ter pegado o jeito de ver a vida do Batman cinqüentão de O Cavaleiro das Trevas e colocado neste, ainda em início de carreira. Comer ratos? Essa foi dose pra cavalo! Na arte, a página sêxtupla é realmente bonita. Foi um recurso para mostrar o quanto o lugar impressiona Dick Grayson. E funciona.

04 maio 2007

O que estamos lendo

Vamos para mais uma rodada de comentários.

Diversão sem grandes pretensõesAniquilação # 3: por enquanto, a minissérie continua não sendo nenhuma Brastemp, mas é uma diversão honesta. Neste número, gostei mais da HQ do Superskrull, inclusive pelos desenhos meio caricatos e pela narrativa de Gregory Titus. A do Nova, quando parece que vai deslanchar, pisa no freio. A do Surfista é mediana e a que menos curti foi a do Ronan. No geral, a arte da revista toda é competente.

Esta é uma boa pedidaUm Dia Uma Morte: que graphic novel bacana! História agradável, envolvente e bem amarrada. O roteiro do Fabiano Barroso é leve, mesmo lidando com temas barra-pesada, como assalto, tráfico de drogas e assassinatos (a trama se passa numa favela). A arte do Piero Bagnariol está longe de ser maravilhosa, mas se encaixa perfeitamente à proposta da obra. Exemplo de boa HQ nacional. Desde já, este primeiro álbum do pessoal da Graffiti 76% Quadrinhos (revista independente mineira que manda bem há anos) é candidata a alguns HQ Mix no ano que vem.

O Eiichiro tá Oda!One Piece # 61: quando este mangá foi lançado no Brasil, eu e o Cassius Medauar éramos os editores. Pelo fato de a história e os personagens serem muito legais, me tornei fã da série. Mas é fato que o autor Eiichiro Oda está mandando um embromation sem tamanho. É comum no Japão, quando um título faz muito sucesso (caso deste), a editora esticar as sagas, mas isso, na imensa maioria das vezes, é um saco. É o que está acontecendo em One Piece: o leitor vai seco em busca da conclusão do longo arco da Ilha do Céu e dá de cara com um flashback de personagens coadjuvantes! Haja paciência!

À espera da decolagemHunter Killer - Os Caçadores # 3: outra minissérie que ameaça decolar, mas, na hora H, os controladores de vôo entram em greve. Mark Waid espalhou um monte de ganchos nessas três primeiras edições e, a julgar pelo final deste número, deve começar a amarrá-los a partir do próximo. Ao menos é o que se espera. Afinal, já passou da hora de o protagonista assumir seu papel na trama. Os desenhos do Marc Silvestri seguem o velho estilo Image: mulheres gostosas com pernas enormes, caras lutando sempre com as boconas abertas e por aí vai.

Ladeira abaixoRising Stars - Volume 2 # 2: depois do empolgante primeiro arco, que deixava o leitor com aquela ansiedade de descobrir o que aconteceria a seguir, o começo da segunda fase é broxante! Pô, os Especiais estavam todos se matando em busca de mais poder e, de repente, J. Michael Straczynski dá um salto de dez anos na trama? Os caras simplesmente mudaram de idéia? Hummm... Neste número, pra piorar, as motivações dos "mocinhos" tomam um rumo ainda mais inesperado. O autor parece perdido. E claro que a Panini tem mais é que tentar vender seu peixe, mas a frase "A mais aclamada saga desde Watchmen" para promover Rising Stars é uma heresia!

02 maio 2007

Pau no servidor: atualização atrasada

Hoje não é segunda-feira, mas parece! Desde as 7 horas o Ronaldo Barata, nosso webmaster, está tentando "subir" as notas do dia, sem sucesso.

Nosso servidor está com pau! Por isso, está tudo atrasado.

Assim que solucionarmos a encrenca (e espero que isso aconteça), colocaremos as notas online.

29 abril 2007

O que estamos lendo

Amanhã não tem atualização do Universo HQ (por causa do feriadão - também somos filhos de Deus), mas resolvi postar mais comentários rápidos sobre HQs que tenho lido. E nenhuma me empolgou.

Justiça # 2: poucas revelaçõesJustiça # 2: a arte continua exuberante (gosto muito do trabalho do Alex Ross), mas o roteiro pouco evolui. A história é toda focada numa aventura do Batman contra o Charada que, lógico, será amarrada mais pra frente à trama principal. Nas páginas finais, o Aquaman é mostrado numa situação pouquíssimo confortável, o que garante, ao menos, a curiosidade do leitor pelo que vem por aí.

Sete Soldados: ainda não vi tudo issoSete Soldados da Vitória # 1: é raro eu discordar das opiniões de meu amigo Eduardo Nasi, jornalista dos bons que resenha esta minissérie pro UHQ; esta é uma delas. Achei o primeiro número confuso, com roteiro truncado e desenhos apenas competentes. Talvez eu esteja sendo chato, mas vejo com freqüência (inclusive na imprensa) uma supervalorização do Grant Morrison, que já fez coisas muito boas, mas que considero bastante irregular. Talvez melhore nas próximas edições, porém nesta estréia não me entusiasmou.

Crise Infinita: Johns errou a mãoCrise Infinita # 5: gosto do trabalho do Geoff Johns, mas nesta minissérie ele perdeu a mão. Fez uma história que só é totalmente compreensível para leitores de longa data do Universo DC e, mesmo assim, caminha a passos largos para invalidar tudo que foi feito na clássica Crise nas Infinitas Terras. Pior: tudo com a anuência da editora. A trama é uma colcha de retalhos que maltrata personagens que simbolizavam com perfeição o termo "super-herói". A pá de cal nesta edição são algumas páginas ridiculamente desenhadas por Jerry Ordway.

Tô esperando esse Super decolar...Grandes Astros - Superman # 4: o que se falou que esta série era maravilhosa, sensacional, fantásticas, foi uma enormidade. Pois bem, desde a primeira edição estou esperando as histórias refletirem isso. Este número - como todos os outros - é uma ode à Era de Prata, com uma aventura bem mediana estrelada por Jimmy Olsen. Se a revista fosse escrita por outro roteirista, seria tachada como lixo, mas como foi pelo (de novo) supervalorizado Grant Morrison... O fato é que, pra mim, o adjetivo máximo que o título merece até agora é "legalzinho". E olhe lá!

Marvel Max # 44: longe de seus grandes diasMarvel Max # 44: a atração principal da revista (que já foi minha favorita da Marvel) continua sendo Zumbis Marvel. A série é no máximo divertida, mas como está na moda vangloriar mortos-vivos... Galactus, quem diria, está no cardápio. A HQ do Justiceiro é bacana, apesar de só ter ação no final. No entanto, o clima criado até o encontro de Castle com seu inimigo é bem estruturado. Motoqueiro Fantasma é fraquinha. Desenho legal, narrativa razoável e roteiro no mesmo nível do seu longa-metragem. Por fim, a estréia de Nova Onda, de Warren Ellis e Stuart Immonen, não empolga. Vamos ver nos próximos números.
Síndrome da assinatura

ZorroTodo freqüentador de sebos já se deparou com a cena dantesca.

Ao encontrar “aquela” edição tão procurada, a capa da revista está com a assinatura de um de seus antigos donos!

Quase sempre, com letra de mão, feita por uma esferográfica BIC.

Mesmo que seja revista antiga, o dono do sebo costuma dar um bom desconto, nestes casos. Desanima comprar.

E qual seria a intenção do indivíduo que realizou o dito sacrilégio? Obter usucapião da revista? Mostrar que ela já teve dono? Alcançar a imortalidade?

Ninguém se importa. Só fica a certeza de que, se você tem alguma revista assim, na primeira oportunidade que encontrar um exemplar igual e não-autografado, vai comprar na mesma hora.

E faço agora um mea culpa: quando eu era moleque, simplesmente carimbava minhas revistas, com meu nome. Sorte que sempre na página interna.

Fala sério!

28 abril 2007

Putz...

Olha só essa imagem que eu encontrei agora há pouco na grande rede. Depois ainda acham que aquilo que o Alex Ross desenhou na capa de Justice Society of America # 7 é motivo pra tanta celeuma.

Por coincidência, o nome desse personagem tem "justiça" no meio: Ace Justice. Ele é um super-herói da série Bomb Queen (Image Comics).

Bem, ilustração mais realista que essa a do Alex Ross não foi.
Guitarra fantástica!

Como se não bastasse ser uma legítima Fender Stratocaster, essa guitarra aí tem um puta visual.

Ela foi encomendada pelo norte-americano Nate Piekos, um quadrinhista e designer gráfico que, além de criar suas próprias séries de tiras e HQs digitais, também faz letreiramento de gibis da Marvel, DC e de outras editoras dos Estados Unidos.

Achei muito legal esse visual do Quarteto Fantástico, embora só apareça o Coisa. Até a maleta de guardar a guitarra ficou duca.

Como roqueiro e fã de quadrinhos e da superfamília da Marvel, eu me sinto na obrigação de gritar EU QUERO UMA PRA MIM!!!

E olha que nem sei tocar guitarra (só as imaginárias, he, he, he...).

25 abril 2007

Parabéns, Uderzo!

Albert Uderzo, co-criador de Asterix, está completando hoje 80 anos de vida!

Desenhista talentoso e um dos responsáveis por uma galeria de personagens que considero entre as melhores da história dos quadrinhos, infelizmente não se pode dizer nada muito positivo sobre suas qualidades como roteirista.
Afinal, desde a morte de seu parceiro de trabalho, René Goscinny, os álbuns de Asterix perderam consideravelmente o brilho com as histórias fracas produzidas por Uderzo. Há alguns razoáveis, mas nenhum melhor que isso.

De qualquer forma, Asterix continua sendo um dos meus personagens prediletos. Tenho toda a coleção dos álbuns desse irredutível gaulês, e continuarei comprando tudo que vier por aí, independentemente da qualidade (colecionador viciado é fogo...).
Já tô vendo tudo...

Pode escolher a sua kryptonita favoritaClaro que todo mundo já ouviu falar em "a vida imita a arte", do lance de Júlio Verne, H.G. Wells e outros terem sido visionários etc.

Agora, depois que foi divulgada a descoberta de um mineral muito similar à kryptonita e que foi noticiada ontem a existência de um novo planeta, a 20,5 anos-luz da Terra, que pode ser habitado e gira em torno de um sol vermelho, já estou até vendo...

O que vai ter de nerd babão mundo afora achando ser um "legítimo representante de Krypton" vai ser uma grandeza. :-)

24 abril 2007

O que estamos lendo

Mas opiniões sobre quadrinhos lidos nos últimos dias.

Que venham dias melhores pro BatmanBatman Extra # 1: na draga em que andam as histórias do Morcegão, ler uma aventura razoável do personagem já é um alívio. A nova revista da Panini só trará sagas fechadas, em que o leitor não precisa ter grandes conhecimentos da cronologia DC para entender. Na estréia apresenta a origem de Hugo Strange, vilão que andava meio sumido. Não é nada de outro planeta, mas é uma trama bem contada, que desperta o interesse do leitor pela sua conclusão, no próximo número.

Lobo Solitário: pena que está acabandoLobo Solitário # 27: nunca dois anos e quatro meses passaram tão depressa! Ô revista boa! Quanto mais se aproxima do final, melhor Lobo Solitário fica. Os autores de mangás atuais deveriam ver que é possível, sim, "esticar" uma revista sem enrolar o leitor, fazendo histórias interessantes, memoráveis até. Parabéns para a Panini pelo ótimo trabalho com este título. Aliás, vai a sugestão: este é um material que deve ser republicado de tempos em tempos, para que novos leitores o conheçam.

Pixel Preview: boa estréiaPixel Preview # 1: 32 páginas em papel couché por R$ 2,90? A Pixel bolou uma bela estratégia para marcar o começo de seu período à frente dos títulos Vertigo, WildStorm e ABC. Mais ainda por ter escolhido uma história de 100 Balas, série excelente, mas lida por pouca gente no Brasil. A HQ (que tem vários artistas convidados) até serve como apresentação para leitores novos, mas deixa no ar mais dúvidas do que respostas - o que pode ser bom para atrair público quando 100 Balas for lançado. Bacana também a lista das publicações para os próximos meses. Vem muita coisa boa por aí.

Muito potencial na Pixel MagazinePixel Magazine # 1: gostei bastante da edição de estréia. Na entrevista que fiz com os editores da Pixel em fevereiro, eles disseram que queriam fazem uma revista com personagens e histórias boas, arte legal e que o leitor ficasse satisfeito após chegar à última página. Conseguiram! Neste número 1, os destaques são Planetary, John Constantine e Freqüência Global (baita HQ). Completam o mix histórias curtas de Authority e Cobweb (que, apesar de ser de Alan Moore, é a mais fraquinha de todas).

Ponto também para o cuidado editorial com a publicação, apesar de alguns errinhos de revisão. Há textos explicando em linhas gerais - para quem, por acaso, esteja conhecendo os títulos agora - cada série. E o mais legal: com indicações das outras editoras que lançaram os materiais antes, dizendo, inclusive, que os livros ainda estão à venda. Muito bom! Um exemplo que deveria ser seguido.

20 abril 2007

Bagos de aço

Na boa, continuo impressionado com a quantidade de sites norte-americanos (incluindo Newsarama, Comic Book Resources e pelo menos outros dez que eu contei) que estão tecendo longas discussões sobre os bagos do Citizen Steel fazendo volume sob seu uniforme, na capa de Justice Society of America # 7.

E não se tratam de tiradas desencanadas sobre o assunto, a coisa virou polêmica, estão mesmo constrangidos, estupefatos e sei lá mais o quê. Até a masculinidade do Alex Ross, autor do desenho, está sendo discutida.

Há quem aposte que, em julho, quando a HQ for lançada nos Estados Unidos, a capa não seja mais essa.
O que estamos lendo

O Alienista: show de bolaVamos para mais um lote de leitura.

O Alienista: excelente trabalho dos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá. Verter obras literárias para quadrinhos é sempre um desafio e, na maioria das vezes, o resultado é ruim. Não é o caso desta vez. O álbum resguarda o texto de Machado de Assis (que, para a linguagem atual, é empolado em diversas passagens) e, ao mesmo tempo, a HQ tem um bom ritmo. Moon conseguiu impor no desenho uma narrativa bacana para um texto praticamente sem ação. Vale a pena!

Olha o Golem aí, gente!Schem-ha Mephorash - Uma noite em Staronova: bom exemplo de quadrinho independente de qualidade. A roteirista Marcela Godoy manda bem. Mesmo em 24 páginas apenas, explica ao leitor o que é um Golem e constrói uma trama amarradinha, com um final legal. Nos desenhos, Sam Hart trata de criar o climão necessário para uma história de mistério. Talvez valesse dar uma diferenciada nas cenas de flashbacks, que se intercalam com as passadas na atualidade, mas o leitor atento vai sacar.

Fim de minissérie para os CalourosFreshmen - Os Calouros # 3: vou resenhar semana que vem no UHQ, mas adianto que a pegada de humor, que tanto me agradou especialmente na edição de estréia, praticamente se foi. Apesar disso, a história é bem contada e com desenhos competentes. Como diria um amigo meu: é uma diversão honesta. Nada além disso.

Astroboy ainda não decolouAstroboy # 1: se você também é do time dos "velhinhos" que curtia Astroboy na telinha, prepare-se para uma decepção. Nesta edição de estréia, tudo é muito fraco. Os roteiros são beeem infantis, os fatos se sucedem de forma atabalhoada e os desenhos, em diversas páginas, são tão poluídos que chegam a confundir a leitura. Tomara que melhore com o passar do tempo, mas considero uma missão ingrata fazer um mangá que foi criado simplesmente por Osamu Tezuka.

Esta é um Tombo no leitorTomb Raider - Busca ao Tesouro # 4: última edição desta minissérie que terminou exatamente como começou: muito ruim. O roteiro é emaranhado de tramas desconexas que vêm e vão ao bel-prazer do escritor - e para sofrimento do leitor. Os desenhos também não ajudam. São diferentes artistas, mas nenhum se destaca. Há páginas que parecem meio "chutadas", feitas às pressas. Juro que pensei em resenhar os quatro números, mas preferi focar meu tempo em materiais mais legais.

19 abril 2007

Em grande fase

Ba e Moon autografando em San_Diego, em 2006Fábio Moon e Gabriel Bá, os talentosos gêmeos que surgiram pro mercado de quadrinhos dez anos atrás, com o fanzine 10 Pãezinhos, foram indicados ao Eisner Award, pelo álbum De: Tales, lançado nos Estados Unidos pela Dark Horse.

Além dessa boa nova, o álbum O Alienista, da Agir, adaptação do conto clássico de Machado de Assis, está uma beleza. Devo resenhar pro UHQ.

Parabéns aos Bá e ao Moon, que estão em grande fase.

18 abril 2007

O que estamos lendo

Crise Infinita #1, #2, #3 e #4 (com um pequeno spoiler)

Como bom leitor das antigas, posso dizer que passei por todas as principais sagas DC, quando de sua publicação nas bancas.

Crise nas Infinitas Terras, Armageddon 2001, Lendas, Zero Hora, Invasão e outras. Demorou um pouco, mas afinal cheguei na Crise Infinita.

Como estava com a expectativa baixa em relação a essa saga, confesso que acabei não achando tão ruim. Bastante ação, aquele montão de super-heróis e vilões quebrando o pau, maquinações diversas, suplots e mais. A turma do Flash “dando um jeito” no Superboy Prime foi bem bacana.

Falando em Superboy Prime, eis o que não me agradou: ele como assassino e o Superman da Terra-2 querendo provocar um morticínio para ter seu planeta de volta. Por tudo que fizeram na primeira Crise, pela moral e importância desses heróis, é como se jogassem uma pá de cal no passado deles. Acredito ser o grande furo do roteiro. Quanto ao Luthor... uma vez da família, vá lá, tinha que ser vilão mesmo.

Algumas revistas de linha devem explicar melhor essa fato. Ainda não tive oportunidade de ler, vamos ver se melhoram minha opinião. De todo modo, fico com a Crise original. Mesmo porque uma coisa é certa: só compro as edições com capa do George Pérez. O Jim “todo mundo igual” Lee não me convence.